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TECNOLOGIA

Novas tecnologias digitais auxiliam produção no campo

Plantação de Café na Embrapa Cerrado - Valter Campanato/Agência Brasil

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Usar um sensor para prever se vai chover em uma propriedade e, assim, identificar o melhor momento de aplicar um defensivo agrícola. Ter um equipamento em um trator que monitora se ele para ou quebra de modo a permitir uma manutenção rápida. Inserir pequenos aparelhos no solo para ter indicadores para o plantio, como por exemplo, o nível de umidade. Essas são algumas das aplicações da chamada Internet das Coisas (IdC) que começam a ser implantadas em projetos no campo.

A IdC (ou IoT, sigla em inglês para “Internet of Things) é um nome dado a um conjunto de tecnologias que permite um monitoramento mais eficiente, em diversas áreas e em tempo real por meio de dinâmicas de comunicação máquina a máquina com diversas finalidades, como elevar a capacidade de monitoramento e controle sobre uma determinada atividade, como nos exemplos citados acima.

Essas tecnologias trazem novas possibilidades na gestão da produção rural. Satélites com serviços mais acessíveis viabilizam o monitoramento de lavouras. Colheitadeiras modernas permitem saber a produtividade por talhão (unidade por área). Soluções de irrigação inteligente avaliam o nível de água no solo para evitar desperdício e diminuir gastos.

Segundo a chefe-geral da unidade de informática agropecuária da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá, embora várias dessas tecnologias estejam começando a ser adotadas no Brasil, o país ainda está em um estágio inicial no emprego de IdC no campo e tem como desafio integrar os projetos e soluções sendo utilizadas.

“O desafio nosso é o fato de que você já tem vários tipos de dispositivos. Mas não tem ainda estes conectados ou porque não tem conectividade no campo ou porque os dados são heterogêneos ou porque não tem forma de integrar em aplicação”, explica a chefe da Embrapa. Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2018, do Comitê Gestor da Internet, enquanto o percentual de brasileiros conectados nos centros urbanos chega a 80%, nas áreas rurais ele fica em 59%.

Projetos piloto

Um dos projetos piloto em desenvolvimento pela Embrapa tem como foco o monitoramento de pragas e doenças. Por meio do monitoramento e previsão do clima com o uso de estações meteorológicas o objetivo é evitar a incidência de ferrugem asiática na soja. “O sistema vai receber a data mais certa para aplicar o defensivo dependendo do clima, cruzando com dados da doença. Vamos medir se isso realmente ajudou a reduzir custo e aumentou produtividade”, explica Silvia Massruhá.

Outro projeto, também coordenado pela empresa pública, envolve a otimização de formas denominadas no setor de “integração lavoura, pecuária e floresta”. Um produtor de soja, por exemplo, que planta durante três meses fica com a área ociosa no restante do ano. Ele poderia, com auxílio das tecnologias, encontrar outros usos para o solo, como o plantio de pastagem para a criação de gado. Ao lado do pasto poderia ser plantado eucalipto, o que possibilita sombra para os animais.

Os sistemas de Internet das Coisas no projeto piloto vão medir diversos aspectos dessa integração. É o caso dos níveis de adubação do solo. Os bois terão chips implantados e por meio desse equipamento e outros (como balanças) será realizado um cruzamento de dados com outros aspectos, como alimentação, para identificar o seu desenvolvimento e a melhor hora do abate. O teste será realizado com produtores em cinco estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Piauí.

No Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, um terceiro projeto piloto busca otimizar a produção de leite, com procedimentos como o monitoramento da alimentação dos bois e a automatizando da ordenha. Ao fim, o leite será comparado com outros sem a adoção dessas tecnologias para avaliar se essas soluções geraram melhoria da quantidade e da qualidade do produto.

O centro de desenvolvimento de tecnologia CPQD conduz um projeto com uma empresa agropecuária instalando sensores em tratores e outros equipamentos com o propósito de monitorar o desempenho das máquinas. O sistema vai acompanhar a distância rodada, o consumo de combustível e eventuais problemas de modo a identificar demandas de manutenção.

“Imagina se você está no meio do campo e a máquina quebra. O produtor tem que parar a colheita, remover a máquina e mandar outra. Se for possível pegar todos os dados dela e prever que ela tem possibilidade muito grande de quebrar, a pessoa poderá encaminhar pra manutenção antes que ocorra alguma coisa”, explica o diretor de inovação do CPQD, Paulo Curado.

Políticas públicas

A agropecuária é apontada por pesquisadores, empresários e autoridades como um dos setores onde as tecnologias de Internet das Coisas vêm obtendo evolução mais rápida. “Tem muito potencial no Brasil na parte de agricultura. É uma das áreas prioritárias e que vem forte nos próximos anos”, destaca o presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc), Flávio Maeda.

A área foi escolhida como uma das prioritárias no Plano Nacional de Internet das Coisas, lançado em junho. O documento aponta diretrizes genéricas, sem entrar nos detalhes de que medidas serão adotadas por órgãos estatais para estimular essas tecnologias no campo.

A elaboração de propostas e projetos ficará a cargo de um grupo criado para esta finalidade, denominado Câmara Agro 4.0. Encabeçado pelos ministérios da Agricultura (MAPA) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), contará também com a participação de outros órgãos, de pesquisadores e de associações e empresas do setor no país.

Segundo o secretário de inovação, desenvolvimento rural e irrigação do MAPA, Fernando Camargo, os integrantes vão avaliar ações em diversas frentes. A mais importante será a ampliação da conectividade nas áreas rurais, dada a extensão territorial e o contingente de pessoas ainda fora da Internet nesses locais. Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2017, do Comitê Gestor da Internet, enquanto o índice de lares com acesso à web é de 65% nas regiões urbanas, nas rurais ele cai para 34%.

A Câmara também deverá se debruçar sobre programas para fomento à aquisição e difusão de tecnologias inovadoras. Dentre essas, um dos intuitos é estimular a criação e o crescimento das empresas de base tecnológica, também conhecidas como startups. O objetivo com a disseminação dessas soluções técnicas é ampliar a produtividade no campo. “Precisamos incentivar novas empresas, startups, para aumentar cadeia produtiva dentro da área do agronegócio”, defendeu o titular do MCTIC, Marcos Pontes, no evento de lançamento da Câmara.

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Xiaomi Mi 10 Pro: veja como ele é por dentro

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Xiaomi Mi 10 Pro: veja como ele é por dentro Fonte: Fonte: tecmundo Foto: Reproducao

O Mi 10 Pro, versão mais poderosa do novo celular da Xiaomi, teve a sua estrutura interna revelada pela gigante chinesa, mostrando a localização dos principais elementos de hardware e como eles se encaixam.

Ao remover a tampa traseira, aparecem em destaque o chip NFC, utilizado para pagamentos por aproximação e compartilhamento de arquivos, entre outras funcionalidades, e a bobina para carregamento por indução, além das borrachas que protegem contra umidade e poeira. Esta parte é coberta com grafite, para maior proteção térmica.

Já nas partes inferior e superior ficam os alto-falantes do Xiaomi Mi 10 Pro, que de acordo com a fabricante apresentam uma melhora de 100% no nível do volume, quando comparado com os modelos anteriores, graças ao design em aço magnético com cavidade de 1,22 cc.

Retirando esta parte, surge a bateria de 4.500 mAh, que ocupa um bom espaço, à direita, e abaixo dela o scanner óptico de impressão digital, além da placa-mãe de camada dupla e do módulo de câmera quádrupla com sensor principal de 108 MP, flash de LED e módulo de foco a laser, estes últimos localizados à esquerda.

Placa-mãe e outros componentes

Revelando mais detalhadamente esta última parte, a Xiaomi mostra a placa-mãe do Mi 10 Pro, com design em L e as presenças do chip WiFi 6 acima, módulos de gerenciamento de energia e decodificação de áudio na área central e chip de radiofrequência na metade inferior.

Nela também ficam o processador Snapdragon 865, o modem X55 5G, as duas unidades de memória LPDDR5 e o armazenamento UFS 3.0, que oferece maior velocidade de leitura, transferência e gravação de dados.

A fabricante destaca ainda a presença da placa de imersão VC, boas quantidades de cobre e gel condutor e sensores de temperatura espalhados pelo corpo do aparelho, que contribuem para um melhor desempenho geral do Mi 10 Pro.

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Mac Pro começa a ser vendido no Brasil por até R$ 442 mil

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Fonte: tecmundo Foto: Reproducao

O novo Mac Pro, computador poderoso da Apple que virou piada pelo visual similar a um ralador de queijo, chegou oficialmente ao Brasil. O aparelho é totalmente voltado para o uso profissional — e chega com um valor bastante salgado por aqui, sendo igualmente caro ao preço original em dólares.

Em sua versão mais básica na forma de torre ou rack (vertical ou horizontal, respectivamente), o Mac Pro custa R$ 55.999. Esse valor pode cair em 10% para o caso de pagamentos à vista, mas você pode parcelar a compra em até 12x.

Porém, é possível mexer nas configurações e deixar o aparelho mais poderoso e completo — e é aí que os gastos ficam ainda mais assustadores. Próximo ao valor vazado anteriormente, a versão mais cara custa R$ 241.247,80, com as especificações listadas abaixo:

  • Processador: Intel Xeon W de 28 núcleos e 2,5 GHz (Turbo Boost até 4,4 GHz)
  • Memória: ECC DDR4 de 32 GB (4 x 8 GB)
  • Dois Radeon Pro Vega II Duo com 2 x 32 GB de memória HBM2 cada
  • SSD: 8 TB
  • Placa Apple Afterburner
  • Estrutura em aço inoxidável com rodízios
  • Magic Mouse 2 e Magic Trackpad 2
  • Magic Keyboard com teclado numérico – idioma Inglês (EUA)
  • Softwares: Final Cut Pro X e Logic Pro X

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iPhone SE 2 ainda deve ser lançado em março, apesar do coronavírus

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Fonte: Canal Tech Foto: Reproducao

Não é de hoje que rolam os boatos sobre um novo iPhone de entrada, o tão falado “sucessor do iPhone SE”. Contudo, será que você deveria esperar por ele? É o que vamos tentar responder aqui.

Em poucas palavras, se você está lendo este artigo em busca de um veredito, a minha resposta é: sim. Pronto, até a próxima!

Contudo, a resposta não é tão simples assim, e dependerá de uma série de fatores que vão desde rumores e vazamentos até as informações oficiais que devem ser reveladas em meados de março.

Se lembrarmos o que foi o iPhone SE, e usarmos os boatos sobre o novo iPhone 9, podemos tirar algumas conclusões baseadas em expectativas. Vamos lá!

iPhone 9: o que dizem os boatos?

Assim como o iPhone SE original usava a mesma carcaça do iPhone 5s, equipado com o processador do iPhone 6s, os rumores apontam que o iPhone 9 (ou iPhone SE 2) será parecido com o iPhone 8 por fora, mas por dentro trará o novo processador A13 usado no iPhone 11.

Outras especificações indicam que o Touch ID será mantido, assim como a tela de 4,7 polegadas, além de 3 GB de memória RAM (contra 2 GB do iPhone 8 e 3 GB do iPhone 8 Plus). Ficariam de fora recursos como o Face ID, 3D Touch e câmeras traseiras adicionais.

iPhone 9 deve reviver o visual padrão do iPhone 8 / Imagem: Evan Blass

iPhone 9: se você quer comprar um iPhone 8

Melhor esperar para ver se o boato se confirma. O iPhone 9 trará especificações atualizadas, com um preço não muito diferente do atual iPhone 8. Os analistas de mercado esperam que o modelo custe até mais barato que o iPhone 8 (pelo menos nos EUA). Na pior das hipóteses, o lançamento do iPhone 9 empurraria para baixo os preços da geração anterior, assim como aconteceu com o 5s em 2016.

A principal vantagem das especificações apresentadas para o iPhone 9 até aqui é o processador atualizado. Com o mesmo chip do iPhone 11 – mesmo que com menos GHz de processamento – o iPhone 9 teria quase 40% a mais de desempenho que o modelo anterior (o A13, atualmente, é 20% mais rápido do que o A12 que, por sua vez, entrega 15% mais desempenho do que o A11), de acordo com os números da Apple.

Já o salto de eficiência energética divulgada pela fabricante chega a quase 100%. Ou seja, além do maior desempenho, o processador atualizado abre espaço para maior autonomia de uso caso o iPhone 9 use uma bateria equivalente.

Visual com tela sem entalhe e Touch ID físico devem estar presentes no iPhone 9 / Imagem: OnLeaks

Outra vantagem, é que o novo modelo terá atualizações por pelo menos um ano a mais, tradicionalmente, a Apple usa o processador como linha de corte para o suporte nas atualizações do iOS. O iPhone 5s e 6, por exemplo, ficarão restritos ao iOS 12, enquanto o SE (que divide o processador com o 6s) recebeu o iOS 13.

iPhone 9: se você quer comprar um iPhone 11

Não vale a pena esperar, o iPhone 9 poderá até ter o mesmo processador do iPhone 11, mas outras características importantes não. O iPhone 11 tem 4 GB de memória RAM, um conjunto de câmeras de respeito, Face ID e, claro, a tela maior com bordas reduzidas que o diferenciam dos iPhones antigos.

Além disso, o lançamento de um novo iPhone de entrada tem pouca chance de afetar o preço do iPhone 11, assim como a chegada do iPhone SE não impactou o preço do 6s – que caiu apenas com a chegada do iPhone 7.

iPhone 9: quais são as alternativas?

Para quem prefere uma tela grandona, uma alternativa a considerar no lugar do iPhone 8 Plus é o iPhone XR, o visual atualizado com bordas reduzidas, processador mais moderno e preço sugerido menos de 10% mais alto (R$ 4.299 contra R$ 3.999), sem contar os descontos que são frequentes. Fica a dica.

E na sua opinião, os rumores sobre o iPhone 9 chamaram sua atenção? Compartilhe sua opinião através dos comentários abaixo.

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