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Novo executivo do Paysandu é apresentado, avalia perfil do futuro treinador e exalta a base

Fonte/Foto; Ítalo disse que o Paysandu está avaliando qual o melhor técnico para o clube (Jorge Luiz / Paysandu) oliberal.com

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ítalo Rodrigues foi apresentado na noite desta sexta-feira, falou sobre a carreira e perspectivas no time bicolor

O novo executivo de futebol do Paysandu, Ítalo Rodrigues, foi apresentado na noite desta sexta-feira. O primeiro questionamento na coletiva foi sobre a contratação do técnico bicolor. Ítalo deixou claro que o Paysandu está em busca de um que se adeque com o perfil do clube e não há pressa.

“Antes da gente anunciar um nome, precisamos definir de fato o que queremos para o Paysandu. Qual seria o perfil ideal deste treinador que vai somar forças com a gente para que possamos conquistar os objetivos. Eu tenho muito essa característica de criar um processo de apresentar um perfil (de treinador) para o presidente para alinhar junto com a comissão da casa. Precisamos estar muito junto e muito certo, levando em consideração a cultura do clube, a torcida do clube, porque o futebol é um entretenimento e o Paysandu existe para sua torcida. A gente precisa entender e chegar a uma conclusão com muita convicção de um nome que vai conduzir o Papão à Série B do ano que vem”, afirmou, que acompanhar o Paysandu.

“O Paysandu sempre foi um clube que eu acompanhei bastante. Meu pai, todas as vezes que eu vinha para Belém, ele pedia para levar a camisa do Paysandu. Gostaria que ele estivesse aqui neste momento, mas sei que ele está muito feliz. Muito direta. Presidente muito claro, uma conversa muito boa. Acredito que vamos conseguir unir forças para conquistar nosso objetivo”, comentou.

Leia outros trechos da entrevista:

Elenco bicolor

Eu gosto de trabalhar com elenco enxutos, até pela realidade financeira. Não adianta você inchar muito. Mas eu cheguei no clube agora pouco e preciso ter um panorama maior antes de qualquer coisa. Não vamos anunciar nenhuma contratação antes de existir o mesmo processo que eu falei para os treinadores. Precisamos saber o que queremos para a temporada, qual é a característica de jogador que a gente espera, como a torcida espera que o Paysandu jogue neste ano de 2021. Primeiro a gente tem que se organizar para poder assim tentar ser mais assertivo e passar a iniciar este processo de contratação. Naturalmente você faz um elenco para iniciar o ano e no Brasileirão você vai tentar reforçar.

Trabalho com a base

A gente sabe da dificuldade da Série C. Tenho debatido muito com o presidente Maurício Ettinger, mas a saída, se tivesse uma receita de bolo, é o trabalho com a base. Hoje, na reapresentação, um terço, mais ou menos, dos atletas são da base do Paysandu e vou buscar dentro, e ciente da dificuldade, de formar atletas para que podemos gerar ativos e através disso a gente consiga trazer mais arrecadação para o clube. A base é de fato a solução para muita coisa. A gente precisa sim pensar nisso. Sabemos da dificuldade do orçamento, mas ao mesmo tempo precisamos procurar soluções. Sem dúvida é buscar dentro da casa, de Belém, do Pará, estes novos ativos que vão nos ajudar, e já estão nos ajudando a partir de hoje, com a intenção de adicionar cada vez mais.

História de vida

Eu entrei no futebol com o sonho de ser treinador. Passei em todas as funções dentro de um clube. Entrei como estagiário, fui auxiliar técnico, assumi como treinador, trabalhei como coordenador junto com o professor Didi Duarte, que eu aprendi demais. Fui para a coordenação do profissional, virei coordenador do profissional, fui gerente de futebol até chegar na função de diretor executivo. O mais importante disso é você se preparar. A rodagem de tempo, ou qualquer coisa do tipo, a gente vai ter muito tempo para a torcida e a imprensa me conhecerem, é você se sentir capaz de desempenhar um bom trabalho e é o que eu vim fazer aqui.

Experiência

No meu primeiro ano como auxiliar técnico a gente conseguiu conquistar um título estadual na base e depois vieram vários outros, com muita humildade. Mas eu entendo que no futebol todo mundo remete a resultado. E é de fato o principal termômetro. Mas eu não trocaria jamais o meu título estadual, nem o Brasileiro. Mas eu gosto de falar da organização, do processo que eu consegui implementar no meu ex-clube (Náutico). Consigo apresentar que eu mudei em diversos aspectos a cultura de um clube que trabalhei por muito tempo. Isso é muito mais importante do que um resultado pontual. Jamais comparar com títulos e conquistas nacionais, mas o dia a dia, o relacionamento, o ambiente leve, isso sem dúvida contribui para você conquistar o acesso e ser campeão.

Gestão financeira

A gente conversou bastante. O presidente Maurício Ettinger me mostrou um processo bem definido, com projetos profissionalizados. Conversamos bastante sobre isso e vamos manter uma política de pés no chão. O Paysandu precisa recuperar a credibilidade dele antes de qualquer outra coisa, porque isso sim vai fazer com que a gente consiga atingir os nosso objetivos por todos os profissionais que estão no clube.

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