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Novo gol contra tira São Paulo da liderança

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Domingo passado, o São Paulo conseguiu evitar uma derrota no Morumbi depois do gol contra de Anderson Martins diante do Fluminense. Nessa quarta-feira, porém, não teve jeito. Dessa vez o vilão foi Régis, com grande colaboração de Sidão. A repetição do lance inusitado definiu a vitória do Atlético-MG por 1 a 0 no estádio Independência, em Belo Horizonte, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Para piorar a noite dos tricolores, o Internacional não desperdiçou a oportunidade, venceu o Flamengo no Beira-Rio e tomou a liderança dos paulistas. Agora, ambos somam 46 pontos, com 13 triunfos cada. A diferença está no saldo de gols, 17 a 16 a favor dos gaúchos. Os atleticanos se mantêm na sexta posição, com 38 pontos.

A queda são-paulina representou o fim da uma invencibilidade de oito rodadas no nacional, sete jogos ao todo, contando a Copa Sul-Americana. A boa sequência ganhou uma cara negativa, já que o time conquistou apenas uma vitória nos últimos quatro compromissos. O sinal de alerta foi ligado, afinal, o Palmeiras também venceu na rodada e pode até superar o rival regional na tabela no próximo fim de semana.

De volta ao Horto, onde não deixou saudades e sofreu com a impaciência da diretoria mineira, Diego Aguirre contou com os retornos de Jucilei e Nenê, e manteve Reinaldo na vaga de Everton, na ponta esquerda. Régis herdou o lugar e Bruno Peres, machucado. Tréllez, autor do gol salvador diante do Flu, ganhou nova oportunidade no ataque.

O que talvez o técnico uruguaio não esperava é que uma falha conjunta de seu setor defensivo dificultasse tanto o trabalho nessa quarta. Com apenas oito minutos de jogo, Matheus Galdezani teve espaço para cruzar, os zagueiros são-paulinos não acompanharam Ricardo Oliveira e Sidão errou o tempo de bola, apesar de ter se recuperado com uma defesa a queima roupa. O desvio na trave, no entanto, traiu Régis, que mandou para as próprias redes.

Pouco antes, o Inter abriu o placar no beira-Rio. Inevitavelmente, a informação chegou ao Horto, e o que se viu foi um nervosismo incomum entre os jogadores paulistas. Não só pelos resultados, mas muito pelos erros de posicionamento.

Ao estilo ‘Galo doido’, a partida seguiu em ritmo acelerado. O erro deixou Sidão inseguro, e por pouco o goleiro não entregou mais uma. Sorte dele que Tomás Andrade não teve tranquilidade dentro da área. Do outro lado, Vitor espalmou a melhor oportunidade dos visitantes, em chute forte de Nenê.

No intervalo, Aguirre decidiu sacar Edimar e mandar Liziero a campo. O resultado foi uma melhora considerável do São Paulo na saída de bola e nas disputadas no meio de campo.

Assim como na primeira etapa, o jogo seguiu corrido, mas dessa vez sem o famoso ‘lá e cá’. O São Paulo partiu para cima, principalmente depois de Gonzalo Carneiro entrar na vaga de Régis e Shaylon substituir Jucilei. O cenário se transformou em ataque contra defesa, pois o Galo se limitou a postar nos contra-ataques, que raramente apareciam.

Assim, teve reclamação de pênalti em toca com o braço na bola de Leonardo Silva, teve mais defesas de Vitor, Reinaldo aparecendo bem e uma chance incrível de Tréllez no fim, mas, nada de gols. O Atlético-MG, com o apoio de sua empolgante, mas cabreira torcida em alguns momentos, foi feliz na estratégia de segurar o resultado e evitou que o São Paulo disparasse na ponta, em relação a distância de um para o outro.

Na próxima rodada, o São Paulo terá a chance de buscar uma reação e, quem sabe, recuperar o posto de líder no duelo contra o Bahia, no Morumbi, agendado para às 19h de sábado. O Galo jogará mais uma vez em casa, segunda-feira, às 20h, frente ao xará paranaense.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 1 X 0 SÃO PAULO

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 5 de setembro de 2018, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Michael Stanislau (RS)
Cartões amarelos: Matheus Galdezani, Luan, Emerson (CAM); Reinaldo (SP)
Renda: R$ 312.455,00.
Público: 20.852 torcedores.

GOL:
Atlético-MG: Régis (contra), aos 8 minutos do 1T

ATLÉTICO-MG: Victor; Emerson, Leonardo Silva, Maidana e Fábio Santos; Adilson, Matheus Galdezani (Zé Welison), Cazares e Tomás Andrade (Leandrinho); Luan (David Terans) e Ricardo Oliveira
Técnico: Thiago Larghi

SÃO PAULO: Sidão, Régis (Carneiro), Bruno Alves, Anderson Martins e Edimar (Liziero); Hudson, Jucilei (Shaylon) e Nenê; Reinaldo, Joao Rojas e Tréllez.
Técnico: Diego Aguirre

Jean e Moises.Botafogo x Cruzeiro  no Estadio Nilton Santos.  Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo.

Botafogo e Cruzeiro ficam no empate

Botafogo e Cruzeiro empataram por 1 a 1 em partida disputada na noite desta quarta-feira, no Estádio Nilton Santos. O time alvinegro foi superior ao adversário durante a maior parte do jogo, mas esbarrou na grande atuação do goleiro Fábio, que fez grandes defesas e impediu a derrota da equipe mineira . O resultado fez o Alvinegro de General Severiano chegar aos 26 pontos e ocupar a 14ª posição. Já o Cruzeiro segue na sétima colocação com 32 pontos.

O resultado acabou premiando a atuação de Fábio que frustrou as esperanças da equipe do Botafogo que tentava a reabilitação após ser goleada pelo Grêmio. O time dirigido por Zé Ricardo pressionou durante a maior parte do jogo, mas esbarrou no goleiro cruzeirense que calou o grito de gol da torcida em vários momentos. O Cruzeiro teve uma atuação discreta e passou a maior parte do tempo preocupado em se defender.

Na próxima rodada, o Botafogo vai enfrentar o Fluminense, no Maracanã. O Cruzeiro vai visitar o Sport, na Ilha do Retiro.

O jogo – O Botafogo começou a partida tentando imprensar o Cruzeiro, mas a equipe mineira se defendia bem. Com muitos jogadores no setor de marcação, as duas equipes encontravam dificuldades para chegar na área adversária. A torcida botafoguense, ainda sem motivos para vibrar, gastava suas energias em vaias para o volante Bruno Silva, ex-jogador da equipe de General Severiano.

Aos dez minutos, o Botafogo marcou o primeiro gol. Após cruzamento na área, Erik desviou de cabeça para Luiz Fernando que tirou Murilo da jogada e bateu para colocar nas redes de Fábio.

Animado com a vantagem, o time dirigido por Zé Ricardo voltou a ameaçar aos 12 minutos em chute perigoso de Rodrigo Lindoso. Já o Cruzeiro, depois de sofrer o gol, tentou se organizar para buscar o gol do empate. Aos 16 minutos, Bruno Silva aproveitou um rebote da zaga para tentar concluir, de primeira, mas a bola desviou na zaga e chegou sem problemas ao goleiro Saulo.

O técnico Mano Menezes tentou acertar o posicionamento da equipe com gritos e colocou Thiago Neves para atuar mais perto de Raniel.

Só aos 29 minutos é que o Botafogo voltou a aparecer na área mineira em lançamento para Kieza, mas a zaga mineira conseguiu bloquear o atacante do time carioca. Três minutos depois, Erick foi derrubado por Henrique ao lado da área. Na cobrança, Kieza cabeceou mal e acabou afastando a bola da área mineira.
O Cruzeiro empatou aos 36 minutos. Raniel foi derrubado na entrada da área e, na cobrança, Edilson mandou uma bomba sem defesa para Saulo.

Logo depois, Luiz Fernando e Edilson se desentenderam após divididade e foram advertidos com o cartão amarelo.
Aos 42 minutos, os jogadores do Alvinegro carioca pediram a marcação de pênalti quando Fábio se chocou com Kieza após cruzamento na área, mas o árbitro mandou a jogada seguir.

O Cruzeiro voltou para o segundo tempo sem o lateral-direito Edilson, substituido por ter recebido cartão amarelo no final do primeiro tempo. E o Botafogo voltou para o segundo tempo tentando marcar o gol de desempate. Com marcação adiantada, a equipe dirigida por Zé Ricardo não dava liberdade para os zagueiros do time visitante.

Mano Menezes promoveu a entrada de Rafael Sobis no lugar de Bruno Silva, muito vaiado pela torcida carioca ao sair de campo. Ao ser lançado pela primeira vez, aos 15 minutos, Sobis se livrou da marcação de Joel Carli, mas chutou torto, sem perigo para o gol de Saulo. Um minuto depois foi a vez de Thiago Neves concluir, mas Saulo fez fácil defesa.

Aos 17, após cruzamento de Moisés, Igor Rabello subiu mais do que a zaga adversária e cabeceou no travessão. Logo depois foi a vez de Rodrigo Lindoso cabecear na rede, pelo lado de fora, após lançamento de Marcinho.
Mais agressivo, o Botafogo quase desempatou aos 19 minutos. Luiz Fernando fez ótima jogada individual, entrou na área e bateu no canto, mas Fábio fez grande defesa e desviou para escanteio.

O goleiro do Cruzeiro frustrava a torcida do Botafogo com sucessivas defesas. Aos 24, Fábio desviou para escanteio, um chute de Kieza que recebeu, na área, um ótimo passe de Igor Rabello.

O time comandado por Mano Menezes só voltou a aparecer na área carioca aos 28 minutos, quando Rafinha, na pequena área, recebeu bom lançamento de Ariel Cabral e desperdiçou a chance.

Dois minutos depois, foi a vez do zagueiro Léo salvar o Cruzeiro quando Matheus Fernandes conseguiu desviar a bola das mãos de Fábio. Logo depois, o técnico Zé Ricardo trocou Kieza por Aguirre.

O jogo voltou a ficar equilibrado e, nos minutos finais, o Botafogo ainda criou uma nova chance, mas Fábio voltou a aparecer bem e a evitar o segundo gol, quando Ezequiel bateu contra o próprio gol ao tentar desarmar Aguirre.

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO-RJ 1 X 1 CRUZEIRO-MG

Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 5 de setembro de 2018 (Quarta-feira)
Horário: 19h30 (de Brasília)
Público: 5.320 pagantes
Árbitro: Raphael Claus (Fifa-SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa-SP) e Rogerio Pablos Zanardo (SP)

Cartão Amarelo: Luiz Fernando, Jean, Joel Carli(Bota); Henrique, Edilson, Bruno Silva(Cru)
Gols:
BOTAFOGO: Luiz Fernando, aos dez minutos do primeiro tempo
CRUZEIRO: Edilson, aos 36 minutos do primeiro tempo

BOTAFOGO: Saulo, Marcinho, Joel Carli, Igor Rabello e Moisés; Jean(Matheus Fernandes), Rodrigo Lindoso, Gustavo Bochecha e Luiz Fernando(Ezequiel); Erik e Kieza(Aguirre)
Técnico: Zé Ricardo

CRUZEIRO: Fábio, Edilson(Ezequiel), Léo, Murilo e Marcelo Hermes; Henrique, Bruno Silva(Rafael Sobis), Ariel Cabral e Rafinha; Thiago Neves(Ederson) e Raniel
Técnico: Mano Menezes

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