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Infância

Nutricionistas promovem alimentação saudável nas escolas de Belém

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Por Karla Pereira/ Comus

Contribuir com a alimentação saudável é garantir benefícios para quem a promove e para quem a recebe. Agora, imagina fazer isso para mais de 70 mil alunos matriculados na rede municipal de ensino de Belém? A tarefa não é simples e vem sendo desempenhada com louvor pelo grupo de nutricionistas da Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Municipal de Assistência ao Estudante (FMAE), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Educação (Semec).

Nesta sexta-feira, 31, é comemorado o dia destes profissionais, os nutricionistas, que se dedicam não apenas a escolher os alimentos que devem chegar à merenda escolar, mas também a dar as orientações devidas para as merendeiras, que manuseiam, armazenam e preparam as refeições. Afinal, a alimentação adequada e saudável é uma das premissas da gestão municipal.

É por meio deste trabalho de qualidade dos nutricionistas da FMAE, que a Prefeitura de Belém proporciona aos alunos das escolas públicas municipais projetos como o “Educando com a Horta Escolar e a Gastronomia” e cardápios diversificados, com alimentos selecionados, ricos em proteínas e vários outros nutrientes.

Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Manuela Freitas, no bairro de São Brás, os 763 alunos matriculados não fogem à regra: investir na educação gera benefícios dentro e fora da sala de aula. “O lanche é muito bom, é saboroso, vem tão bem servido que tira até a vontade de comprar besteiras no intervalo”, revelou o aluno do 9º ano, Jean Silva, de 17 anos. O jovem disse ainda que é um privilégio contar com uma alimentação saudável como esta na rede municipal. “As nossas escolas são referências para muitas, até particulares, porque eles (gestores) se preocupam em proporcionar a merenda saudável”, disse.

A diretora da escola, Flaviana Silva, explicou que os alunos não têm o hábito de se alimentar com verduras e legumes e a escola cultiva isso, contribuindo diretamente para a mudança de hábitos. “A gente comprova até por meio das filas que eles fazem na hora do recreio para receberem o lanche, ou quando entram na escola perguntando qual a merenda do dia. Não é unanimidade, mas eles já estão se adaptando a comer tudo o que é servido, e isso já é uma grande conquista”, afirmou.

Ainda na avaliação de Flaviana, “quando os alunos se alimentam de forma saudável, contribuímos para a qualidade de vida deles, além do que, isso também se reflete no aprendizado, porque o aluno passa a ter mais disposição e concentração nas aulas”, completou a diretora.

Importância – Desde 2013 a equipe de nutricionistas da FMAE intensificou os esforços e a alimentação oferecida aos alunos da rede municipal já superou a média de necessidades nutricionais recomendadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). São eles também que ajudam na execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), em todas as etapas.

Carmen Brandão, nutricionista da FMAE, explica as atribuições dos oito profissionais que integram a fundação. “Para garantir a qualidade da alimentação, as escolas recebem os produtos que oriundos da agricultura familiar e livres de agrotóxicos. E nós testamos receitas, supervisionamos a alimentação, verificamos as quantidades e orientamos as compras e a preparação destes gêneros alimentícios, além do que estes produtos vêm de cooperativas da agricultura familiar e nós visitamos os agricultores e orientamos sobre a produção. Interagimos também com o Conselho de Alimentação Escolar e realizamos ainda palestras educativas e treinamento das merendeiras”, contou.

Premiações – Foi por meio de teste empenho dedicado à alimentação saudável nas escolas que o município de Belém ganhou o prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar, recebido pela Prefeitura de Belém em 2013, e concedido pela organização não governamental (ONG) Ação Fome Zero e em 2016 recebeu da Fundação Abrinq os selos “Reconhecimento Pleno” e “Boas Práticas”, oriundos dos projetos “Educando com a Horta Escolar e Gastronomia” e “Café da Manhã nas Escolas”.

As contribuições que os nutricionistas da FMAE dão às ações da Prefeitura de Belém são vistas com entusiasmo por Carmen: “A gente para e pensa: meu Deus, neste momento 71 mil alunos estão se alimentando. Olha a responsabilidade dessa máquina! É uma engrenagem que funciona quando a gente cuida desses cardápios”.

Nesta sexta, 31, a partir das 19h, será realizado o Encontro de Entidades de Nutrição e nele serão destacados nutricionista por área de atuação. Na alimentação escolar, a Carmen Brandão foi selecionada. “Esse é o reflexo do trabalho dessa equipe de nutricionistas da FMAE, essa é a nossa satisfação”.

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Infância

Operação resgata menor de cárcere privado em Breves

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A operação Estreito Livre III, realizada nesta sexta-feira (8) em Breves, no Marajó, resultou na libertação da menor E.M.B, de 14 anos, do cárcere privado. Grupamento Fluvial, Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e Adolescente (Deaca) e Superintendência da 8ª Região Integrada de Segurança Pública e Polícia Militar do Comando de Policiamento Regional XII participaram da ação.

A vítima teria ido até o município marajoara para participar de uma comemoração familiar. Lá, o assaltante conhecido como “Zezinho” a capturou e manteve presa em sua residência, não permitindo que a menor retornasse ao Amapá, onde morava com os pais. A denúncia chegou até à Superintendência e à Deaca por meio do pai da menina.

O resgate ocorreu no rio Baiano, na zona rural de Breves. Na ocasião, o suspeito fugiu ao avistar a lancha do Grupamento, deixando a jovem na casa.  Uma arma calibre .20, utilizada em assaltos na região, foi apreendida. A menor foi levada ao município de Breves, onde foi assistida, ouvida e entregue ao Conselho Tutelar para aguardar a chegada de seus responsáveis.

Zezinho é comparsa de um segundo criminoso, conhecido como “Dé”. Os dois são acusados de cometerem diversos roubos na região e integram a quadrilha conhecida como parentes do “Espalha Brasa”. Diligências continuam sendo feitas na região em busca dos autores.

O major Bruno Pereira, coordenador de operações do GFlu, reforça que ações de policiamento são realizadas constantemente em Breves, devido ao número de ocorrências registradas na região.

“A região conhecida como estreito de Breves é uma área de intenso tráfego fluvial de transporte de cargas e passageiros, e tem sido uma das principais zonas de atuação dos piratas modernos, conhecidos como ‘ratos d’água’. Através de levantamentos da Superintendência de Polícia Civil de Breves foram identificados mais de 10 piratas, além de receptadores dos produtos roubados. Até o momento, a operação já prendeu um indivíduo; outro acusado entrou em confronto com a polícia e morreu; uma arma foi recuperada; e a adolescente libertada”, detalhou.

Por Aline Saavedra

Cabanagem

Enquanto isso, na manhã da mesmo  sexta-feira (8), cerca de 2,5 mil moradores do bairro da Cabanagem, em Belém, participavam da segunda ação de prevenção e segurança que garantiu serviços para a comunidade. O evento, promovido pelo Governo do Estado, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (Segup), faz parte das ações de combate à criminalidade, iniciadas desde o dia 2 de janeiro.

Durante a ação, o governador Helder Barbalho (na foto destacada, com uma criança daquela comunidade) falava da importância do bairro da Cabanagem e do quanto o bairro foi esquecido pelo poder público, o que ocasionou a ausência de serviços fundamentais, como saúde e segurança. O governador lembrou ainda que essa é uma das primeiras ações de um conjunto de iniciativas e serviços que o Governo vai desenvolver e ofertar não só na capital, mas também nos demais municípios do Estado.

“Nós não podemos continuar convivendo com um poder paralelo nas comunidades, com o crime estabelecendo regras para as pessoas que vivem nas áreas mais carentes do Estado. Por isso estamos aqui, com a presença da igreja, das lideranças comunitárias, dos vereadores, do vice-prefeito, do poder judiciário e das secretarias de governo, para juntos construirmos esse novo ambiente que vamos trazer para essas áreas. Nós sabemos muito bem que a ausência do governo acaba por permitir que a criminalidade possa ditar as regras, que as pessoas fiquem reféns. Eu não aceito e não permitirei que essa cultura continue imperando em comunidades do estado do Pará”, disse o governador.

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Infância

Ações de erradicação do trabalho infantil são realizadas no Marajó

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Os 16 municípios da região do Marajó foram beneficiados com ações de mobilização, sensibilização e enfrentamento as violações de direitos da criança e do adolescente entre os dias 27 e 29 de novembro. A ação, que aconteceu no município-sede de Melgaço, foi realizada pelo Fórum Paraense de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalho do Adolescente (FPETIPA) por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) em parceria com outras instituições. O evento contou com diversas atividades como oficina lúdicas para crianças e adolescentes, rodas de conversa para os servidores da rede socioassistencial e audiência pública para a população.

Norma Barbosa, representante da Seaster no Forúm, falou da importância das atividades para que a população dos municípios da região do Marajó dialoguem sobre o tema. “Ainda que o evento tenha o intuito de dar visibilidade e materialidade as práticas listadas no Plano Paraense de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador, ele também funciona como um instrumento de exercício da cidadania, uma vez que é dado o direito à população de se manifestar sobre o assunto. A partir disso, conseguimos fazer uma construção coletiva de uma agenda integrada de ações estratégicas voltadas ao enfrentamento do trabalho infantil nos municípios da região”, afirmou.

Durante a programação, foram realizadas ações lúdicas e pedagógicas com crianças e adolescentes através de pinturas, brincadeiras e desenhos educativos; atividades de capacitação e mobilização dos agentes públicos e gestores da rede de assistência social para lidar com questões do trabalho infantil e ainda, audiência pública com a temática: “Trabalho Infantil: Causas e Efeitos”, com o objetivo de sensibilizar e mobilizar governo, sociedade e operadores da rede socioassistencial sobre os danos causados pelo trabalho infantil. Para a secretária municipal de Assistência Social de Gurupá, Eliza Souza, o evento é de suma importância para a troca de conhecimentos entre os gestores municipais. “Eventos como esse possibilitam a troca de experiências entre os gestores municipais da região do Marajó. Isso nos ajuda a garantir o cumprimento da legislação referente a proibição do trabalho infantil e proteção ao adolescente trabalhador”, destacou Eliza.

A região do Marajó enfrenta situações emblemáticas de violações de direitos humanos da criança e do adolescente. Entres os fatores que contribuíram para que a região sediasse o evento estão a exploração sexual cometida contra as criança e os adolescentes nas embarcações que trafegam nos rios e o baixo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). “Certamente a integração entre os órgãos participantes da rede de proteção da criança e do adolescente sensibiliza e mobiliza a sociedade para falar do tema. E este dialogo é de suma importância para conscientizar a sociedade”, declarou o promotor do Ministério Público do Trabalho no Estado do Pará (MPT-PA), José Carlos de Souza Azevedo.

Mayara Albuquerque/ Agência Pará

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Infância

Polícia prende 46 em flagrante durante operação nacional contra pornografia infantil

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Operação 'Luz na infância' em Sinop (MT) — Foto: Polícia Civil de MT/Divulgação

Policiais civis de todo o país realizam nesta quinta-feira (22) a terceira fase da operação “Luz na infância”, que apura crimes relacionados a pornografia infantil. A ação é coordenada pelo Ministério da Segurança Pública. Também nesta quinta, a Polícia Federal deflagrou a operação “Atalaia”, que investiga os mesmos delitos.

No total, 46 pessoas foram presas em flagrante pelas operações, até a última atualização desta reportagem – 33 pelas polícias civis e 13 pela Polícia Federal. As ações focam em 22 estados e no DF (veja a lista no fim da reportagem).

Entre os crimes identificados na operação, estão o armazenamento, o compartilhamento e a produção de pornografia infantil. As penas variam de 1 a 8 anos de prisão.

Guardar fotos e vídeos com esse tipo de conteúdo é considerado crime permanente, segundo a PF. Portanto, após o cumprimento de mandados de busca autorizados pela Justiça, os agentes prendem os dono dos computadores ao encontrar as imagens.

Parceria argentina

As operações também ocorrem, de forma paralela, na Argentina. Policiais do país vizinho visitaram o Brasil em agosto. Eles conheceram os métodos da investigação e a forma como é realizada.

Na ocasião, as equipes brasileiras os ajudaram na identificação de alvos. Por isso, decidiram replicar a ação por lá, mas adaptada à legislação deles.

“Nesta edição da operação, o Corpo de Investigações Judiciais (CIJ) do Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos Aires, Argentina, realiza operação simultânea e cumpre 41 mandados de busca”, informou o ministério.

Carros da polícia em Alagoas durante operação contra pedofilia — Foto: Divulgação

Carros da polícia em Alagoas durante operação contra pedofilia — Foto: Divulgação

Locais das operações

A ação é coordenada pelo Ministério da Segurança Pública. Até a última atualização desta reportagem, 22 pessoas tinham sido presas em flagrante.

Ao todo, são cumpridos 69 mandados de busca e apreensão no Pará e em 18 estados. As prisões em flagrante ocorrem no momento em que policiais encontram materiais ilícitos.

Cerca de mil policiais participam da operação desta quinta-feira. A primeira fase remonta a outubro de 2017, com a prisão de 112 abusadores e cumprimento de 157 mandados de busca e apreensão.

Estados envolvidos

Acre,  Alagoas,  Amazonas,  Bahia,  Ceará, Distrito Federal,  Espírito Santo,  Goiás,  Mato Grosso,  Mato Grosso do Sul. Minas Gerais,  Pará,  Paraná,  Rio de Janeiro,  Rio Grande do Sul,  Rondônia,  São Paulo, Tocantins e Pernambuco

Parceria

A operação também ocorre, de forma paralela, na Argentina. Policiais do país vizinho visitaram o Brasil em agosto. Eles conheceram os métodos da investigação e a forma como é realizada.

Na ocasião, as equipes brasileiras os ajudaram na identificação de alvos. Por isso, decidiram replicar a ação por lá, mas adaptada à legislação deles.

“Nesta edição da operação, o Corpo de Investigações Judiciais (CIJ) do Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos, Argentina, realiza operação simultânea e cumpre 41 mandados de busca”, informou o ministério.

 

Na segunda edição, ocorrida em maio de 2018, houve cumprimento de 579 mandados de busca, resultando na prisão de 251 pessoas.

Fonte: G1

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