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O crescimento de Márcio Miranda nas pesquisas e a operação “Armando Brasil”

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Por Diógenes Brandão/ As Falas da Pólis

Ainda sem campanhas  nas ruas, os candidatos  ao governo do Pará,  Helder Barbalho (MDB) e Márcio Miranda (DEM) estão polarizando os debates nas  redes sociais e nas mídias digitais. A cada dia, a peleja entre eles parece mais intensa, com indicações que pode descambar para um arranco-rabo medonho.
A consolidação da avaliação de que quem for compreendido como ficha suja terá enormes dificuldades nas eleições para presidente, governador e senador, tem tido incidência direta nas estratégias dos grandes competidores na disputa no Pará.
Prova disso é a tentativa de colocar todos os principais candidatos com “ficha suja” e assim  igualar todos como “farinha do mesmo saco”.
Aquela máxima ganha concreticidade no Pará: “ninguém chuta cachorro morto” e assim, nos últimos dias vimos em ação uma grande estrutura política e comunicacional produzir uma intensa artilharia, usando as redes sociais e a imprensa como um todo, contra a candidatura de Márcio Miranda, buscando – através de uma denúncia da promotoria militar estadual – carimbá-lo como desonesto, a partir da ideia de que ao se afastar da carreira militar para assumir o cargo de deputado estadual, este teria fraudado sua aposentadoria.
Márcio Miranda defende-se e prova com documentos oficiais de que averbou o seu tempo de serviço de contribuição à previdência, o que segundo diversos advogados consultados pelo blog, garantiria total legalidade e é o rito administrativo que deveria ser tomado por qualquer deputado eleito.
Se isto é verdade, então surgem perguntas que ainda não foram feitas pelo 2º Promotor de Justiça Militar, Armando Brasil, que apresentou a denúncia contra Márcio Miranda: “por que a promotoria não realizou intensa diligência sobre esta denúncia antes de apresenta-la à justiça do Estado?”
Por que essa denúncia primeiro ganhou divulgação em reportagens publicadas no jornal Diário do Pará e nos veículos de comunicação da família do candidato Helder Barbalho, para depois ser encaminhada ao conhecimento de Márcio Miranda?
Sabe-se agora que o promotor Armando Brasil encaminhou para um endereço residencial errado, ainda no mês de  julho, o que conhecemos como quesitos da denúncia e se não fosse a orientação do Procurador Geral de Justiça, Gilberto Valente Martins, Armando Brasil não teria formulado os quesitos da denúncia em ofício apartado, tal como só aconteceu agora, sendo expedido através do Of. nº 381/2018, da 2ª Promotoria de Justiça Militar, renovando o prazo em até dez dias úteis, para que Márcio Miranda possa se defender.
Com todos os principais veículos de imprensa paraense voltados apenas à divulgação da versão do denunciante e sem ouvir o denunciado, só restou a Márcio Miranda buscar defender-se através de suas próprias redes sociais e este alegou que tomou conhecimento do processo através da imprensa e de que os quesitos do MP não foram respondidos pelo fato de que estes não chegaram até ele.
Qualquer aluno do curso de Direito sabe que qualquer suspeita enviada ao Ministério Público tem como rito processual os seguintes passos: O Ministério Público faz intensa investigação ou solicita que a polícia judiciária competente execute esta investigação.
Então a Polícia envia os resultados das investigações ao promotor que analisa os resultados e se concluir que existem provas cabais, então oferece denúncia à justiça.
Com o promotor militar Armando Brasil nada disso aconteceu e a denúncia foi feita de forma açodada, conclui advogados com quem o blog As Falas das Pólis conversa desde o último final de semana.


Procurador Geral de Justiça determinou que o promotor Armando Brasil notificasse Márcio Miranda sobre a denúncia apresentada primeiramente pela imprensa.

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