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O melhor jogador do mundo encerra sua carreira entre cãezinhos gigantes

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Longa ‘Diamantino’ mescla humor com ficção científica, a partir de um caricato jogador de futebol, para tentar jogar luz sobre temas da atualidade

MARINA ROSS/EL PAÍS
Fortaleza  – Diamantino (Carloto Cotta) é o melhor jogador do mundo. Craque da Seleção de Portugal, ele erra uma cobrança de pênalti no final da Copa do Mundo na Rússia e cai em desgraça. No auge da própria miséria, se dá por conta da existência de refugiados na Europa e decide adotar uma criança africana para dar algum sentido à sua vida. Junto a isso, torna-se o garoto-propaganda da campanha independentista pró-saída de Portugal da União Europeia. Esse é o enredo surreal de Diamantino (2018), vencedor da Semana da Crítica do festival de Cannes deste ano, e melhor montagem no 28º Cine Ceará, em Fortaleza.

Entre os gramados e um barco de refugiados em alto-mar, Diamantino, um egocêntrico jogador, tem delírios com cachorrinhos gigantes em meio a nuvens rosadas, é maltratado pelas irmãs gêmeas que controlam seu dinheiro, e vira alvo de um experimento científico que acaba modificando seu próprio corpo.

O roteiro de Diamantino, longa luso-brasileiro de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, tem como protagonista uma caricatura nada discreta do jogador português Cristiano Ronaldo. Ou de qualquer outro jogador de futebol de sucesso, que chora em campo, cai demasiadamente durante o jogo, tem o pai como administrador da carreira, e pode, por exemplo, lembrar Neymar. Por meio das bizarrices e exageros, o longa tenta trazer ao debate questões como a dos refugiados – que o protagonista, surpreso com a descoberta, chama de “fugiadinhos” – a xenofobia, corrupção, clonagem, a crise financeira e o Brexit.

Mas, ao trazer ao debate tantas questões latentes ao mesmo tempo, o filme acaba não se aprofundando em nenhuma delas. Sobre isso, o produtor Daniel van Hoogstraten diz que foi proposital. “É um risco tratar de temas tão importantes, de forma tão rápida”, reconhece. “Mas a ideia é trazer temas caros para nós para jogar luz sobre eles e levantar o debate”, afirma. Na trama, que inclui tons policiais, romance e comédia, o jogador Diamantino, que narra o filme todo com um doce sotaque açoriano, adota seu “fugiadinho”, que na verdade é uma mulher espiã (Cleonise Tavares), e ele não percebe. O humor é explorado por meio da inocência, ingenuidade e falta de inteligência do jogador, elementos que criam uma simpatia por parte do público.

Questionado se Cristiano Ronaldo, o jogador-inspiração, assistiu ao filme, o produtor afirmou que acredita que não. “Nós não enviamos a ele”, disse, após a exibição em Fortaleza. “Mas esperamos que ele assista e se divirta”. Diamantinoestreia em Portugal em novembro e chega às salas brasileiras no dia 3 de janeiro do ano que vem.

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Sergio Ramos: “Real Madrid não vai deixar de ganhar só porque Cristiano foi embora”

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Capitão lamenta a saída do português, “que desequilibrava para o jogo de equipe”, mas diz que o clube está acima de tudo

MADRID – Três meses depois do último título (a 13ª Champions), Marcelo e Sergio Ramos voltaram a comparecer diante da imprensa como na véspera da final de Kiev. Mas, na tarde desta terça-feira em Tallinn, Estônia, não era mais Zinedine Zidane quem estava ao seu lado. Julen Lopetegui deixou o protagonismo para os dois capitães e apareceu pela sala de imprensa só depois da coletiva dos jogadores. Houve mais perguntas sobre a saída de Cristiano Ronaldo do que sobre a do técnico francês. A alguns metros dali, operários trabalhavam a toque de caixa para cortar a grama dos acessos e terminar de montar as zonas de recreação. Na entrada da loja oficial da final da Supercopa havia caixas por esvaziar; dentro, mais caixas com cabides no chão, e cachecóis e camisetas por colocar. A partida contra o Atlético de Madrid, que inaugura a temporada para ambos, acontece nesta quarta-feira, às 16h (horário de Brasília).

Perguntaram ao zagueiro do Real o que o time perde, além de 50 gols por temporada, sem Cristiano. Também sobre as declarações do português, segundo quem a Juventus, seu novo time, já é como uma família para ele. “É preciso aprofundar essas declarações. Aqui sempre nos sentimos uma família, não sei qual é o alvo do Cris, se o vestiário ou a diretoria. A chave do nosso sucesso é que sempre fomos uma família”, afirmou Ramos. “A perda de um jogador tão capaz de desequilibrar e tão importante para o Real é negativa, mas nem por isso o Real vai deixar de ganhar, não perdemos ambição e fome, o Real está acima de todos nós. O Real continuará ganhando com a saída de Cristiano, como já foi com a saída de Zizou [como jogador]. CR decidiu começar uma nova etapa, é respeitável, que corra o melhor possível para ele e para nós também”, acrescentou.

Acha o elenco deste ano mais fraco? Veria com bons olhos a chegada de algum jogador? “São decisões que não nos cabem. A saída do Cris é importante, mas a presença de um jogador nunca pode estar acima do clube. Para nós [refere-se a Marcelo e a ele] também chegará a hora de ir embora algum dia. Se mantivermos fome e vontade, a mentalidade é mais importante inclusive que o talento individual de cada jogador”, respondeu.

Lopetegui: “Zidane pertence ao passado”

Lopetegui, por sua vez, destacou as virtudes do Atlético, rival que, segundo ele, levará o Real Madrid ao limite nesta quarta-feira. “É uma grandíssima equipe, com grandes jogadores e magnificamente dirigida. É um time especialista em competir em máximo nível”, afirmou. Um jornalista comentou que com Zidane no banco o time chegou ao mais alto que era possível, e lhe perguntou o que ele pode oferecer. “[Zidane] fez um trabalho extraordinário, mas pertence ao passado, agora estamos centrados em continuar a conseguir [títulos] e consolidando a história do clube, sem olhar para trás, com confiança e com trabalho”, respondeu.

Não deu pistas sobre o time que escolheu para iniciar seu primeiro jogo oficial à frente da equipe, mas destacou o entusiasmo e a atitude que viu no trabalho de Bale e Benzema.

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Ramos diz que não entende críticas de Cristiano Ronaldo

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Sergio Ramos e Marcelo durante entrevista coletiva /Foto: Getyt Images

Na tarde desta terça-feira, Sergio Ramos, zagueiro do Real Madrid, concedeu entrevista coletiva ao lado do brasileiro Marcelo. Entre as respostas de Ramos, o jogador citou Cristiano Ronaldo, Jurgen Klopp, técnico do Liverpool, e os novos jogadores do elenco, como Courtois.

Supercopa da Espanha: “É um privilégio estar aqui, é um bom sinal. É o prêmio pela conquista da Champions. Estamos ansiosos para este desafio e começar a temporada com título”.

Sede em Tallin: “Nós queríamos jogar mais perto, mas a grandeza do Madrid faz com que queiram ver o Madrid. Esperamos que todos desfrutem”.

Críticas de Klopp: “Não vou insistir neste tema. Já dei minha opinião e reitero, não é intencional. Quer se justificar por não ganhar a final e não é a primeira que perde. Mas nada acontece. De novo, votei nele como um dos melhores técnicos do mundo, para que fique mais tranquilo”.

Cristiano Ronaldo: “Aqui, sempre nos sentimos uma família. Não sei qual o objetivo das críticas. A chave do sucesso sempre foi isso, sermos uma família e assim nos sentimos. Com sua saída, perdemos um jogador importante, que desequilibra. Porém, não vamos deixar de ganhar. O clube está acima de todos os jogadores, inclusive os emblemáticos como ele. O Madrid não deixará de ganhar”.

Courtois: “Nós não julgamos o passado de nenhum jogador. Queremos que todos rendam e tenham uma boa adaptação. Existem méritos para vir. Isso reforça suas competências e todos chegam para melhorar o elenco, isso é positivo”.

Novo plantel: “Não somos nós que decidimos, só posso dizer que as portas estão abertas para todos. Enquanto houver entusiasmo e vontade de vencer, a mentalidade é mais importante que o talento individual”.

Fonte: Espn

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Paraguaio que está na mira do São Paulo já foi a maior revelação da Argentina

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Foto: Gazeta Press

Jorge Moreira é paraguaio, tem 28 anos, joga como lateral direito e desde 2016 está no River Plate, da Argentina. Agora está na mira do São Paulo, segundo a imprensa argentina, em uma negociação que será decidida no mais tardar na quarta-feira, quando a janela de transferências para compra será oficialmente finalizada no Brasil.

O jogador é pouco conhecido no Brasil, mas na Argentina chegou a ser considerado a maior revelação do país logo no ano de estreia. Começou a carreira como volante, já foi meia e se firmou mesmo como lateral direito.

Nascido na pequena comunidade de Villarrica, a 180km de Assunção e com 70 mil habitantes, Jorge Moreira pertence a uma família de jogadores. Os irmãos Orlando, 25, e Diego, 19, seguiram por esse caminho. Apenas Daniel, 27, não.

O lateral direito começou no futebol aos 10 anos em sua cidade natal, no Club Atlético Carlos Pfannl, equipe em qual seu pai viraria uns dos diretores anos depois. Com 16, foi convidado para se mudar para Assunção e defender uma equipe semiamadora, o Tembetary, que disputava a quarta divisão local.

Dois anos depois debutou no 2 de Mayo e no ano seguinte passou ao Libertad, coroando a rápida ascensão.

Foram seis anos defendendo o clube alvinegro da capital, onde atuou ao lado do zagueiro Balbuena, ex-Corinthians e atualmente no West Ham, da Inglaterra, passou a jogar como lateral direito para substituir um companheiro (Carlos Bonet) que se lesionou. A escolha foi por causa da velocidade e do poderio na marcação.

A improvisação acabou virando regra e Jorge Moreira não deixou mais de ser lateral direito. Admitiu em entrevistas para a imprensa argentina que buscou inspiração em um brasileiro para ter sucesso.

“Gosto de ver todos os jogos de Daniel Alves porque ele é o melhor da posição. Ele avança muito bem ao ataque, tem uma técnica muito refinada. É lindo vê-lo jogar”, disse Moreira ao “La Nacion” ano passado.

Foi nesta posição que ele surpreendeu o River Plate durante um encontro pela Copa Sul-Americana de 2014. O duelo foi pelas oitavas de final e o time argentino eliminou o Libertad com dois triunfos (3 a 1 e 2 a 0).

Daquele confronto em diante o técnico Marcelo Gallardo passou a tentar a vinda dele ao River Plate, o que só aconteceu dois anos depois, em 2016. Logo na temporada de estreia foi eleito a maior revelação do país.

O primeiro ano e parte de 2017 foi muito bom para Jorge Moreira, mas em outubro do ano passado ele sofreu uma lesão no tendão. Ficou sem meses sem jogar e voltou a ter dores em abril deste ano.

Entre idas e vindas, voltou a ficar a disposição do River Plate recentemente.

“Ele é um lateral com a cara do Brasil, bem ao estilo brasileiro, com muitas descidas ao ataque. Também é um jogador com passagem pela seleção do Paraguai”, disse o jornalista paraguaio Edgar Cantero para a ESPN Brasil.

Entre os títulos que conquistou, destaque para uma Recopa Sul-Americana (2016), uma Supercopa da Argentina (2017) e duas Copas da Argentina (2016 e 2017) pelo River Plate. Além de cinco nacionais do Paraguai pelo Libertad.

Fonte:Espn

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