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O Pará é 4º pior do Brasil em desenvolvimento e qualidade de vida

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

De 2016 para 2017, o Pará ficou estagnado no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Numa escala de 0 a 1, em que quanto mais próximo de 1 melhor, o estado passou de um grau de desenvolvimento de 0,693 para 0,698. É um crescimento tão pífio que não consegue resgatar o Pará da condição de “médio” desenvolvimento, situação que divide apenas com Piauí, Maranhão e Alagoas. Os quatro, juntos, são os estados mais pobres e atrasados do país.

As informações, levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, são do Radar do IDHM, uma prévia do índice oficial divulgado de maneira conjunta na última terça-feira (16) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fundação João Pinheiro. O IDHM é um importante indicador da Organização das Nações Unidas (ONU) que mensura a qualidade de vida por meio dos componentes longevidade, educação e renda.

O Brasil permanece como país de IDHM “alto”, mas ainda distante da fatia “muito alto”, acima de 0,800. Dos três fatores analisados, a longevidade e a educação avançaram: o primeiro de 0,845 para 0,850 e o segundo, de 0,739 para 0,742. Porém, o componente renda encolheu de 0,748 para 0,747. No caso do Pará, a renda também engessou o desenvolvimento do estado porque caiu de 0,658 para 0,654.

O Blog tem alertado frequentemente (veja aqui) que a baixa capacidade de geração de negócios, emprego e renda do Pará, aliado às péssimas condições de vida da população, vai comprometer os indicadores de desenvolvimento do estado nos próximos anos, o que a cada dia fica comprovado sempre que novo estudo de abrangência nacional acerca do assunto é divulgado.

Grande Belém

A Região Metropolitana de Belém também aparece como uma das piores do país em desenvolvimento humano. Na verdade, a Grande Belém imita o Pará e ocupa a 4ª pior colocação, com IDHM que passou de 0,745 para 0,748, aumento ainda menor que o do próprio estado. Na prática, nada mudou: o belenense vive, na média, pior que um brasileiro de qualquer outro lugar. E, ressalte-se, piores situações só são verificadas em São Luís (MA), Macapá (AP) e Maceió (AL).

Entre 2012 e 2017, Belém cresceu muito pouco nos componentes gerais do IDHM. E, por isso, acabou sendo empurrada para trás, inclusive por metrópoles que, anos atrás, tinham condições de vida piores. Na crise econômica, entre 2015 e 2017, a situação piorou e acabou por deteriorar os indicadores da capital paraense e adjacências.

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Feirantes do Complexo do Jurunas recebem financiamento para construção de boxes

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Belém

Uma importante história de gratidão entre gerações que já dura mais de 50 anos. É assim que o feirante Edwaldo Araújo, de 58 anos, define a intensa relação entre a família dele e o Complexo do Jurunas. Para quem trabalhou a vida toda na feira, a melhoria dos serviços é muito importante.

O dinheiro a que Edwaldo se refere é um valor de R$ 2 mil liberado na tarde desta terça-feira, 17, como linha de crédito, pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria de Economia (Secon) e Fundo Ver-o-Sol, para 24 feirantes que solicitaram o apoio da Prefeitura.

“A feira é tudo pra mim. É minha fonte de renda, é de onde eu tiro o meu sustento e o da minha família. Com esse dinheiro eu vou ampliar a barraca e fazer uma coisa bonita, para que os meus fregueses gostem e possam ter uma melhoria de compras. Vai melhorar 100%, não só pra mim, mas para os meus fregueses também”, afirmou Edwaldo, que trabalha no Complexo do Jurunas há 40 anos.

Microcrédito – A quantia será utilizada para estruturar as barracas provisórias que serão utilizadas pelos feirantes até a entrega da obra de revitalização do Complexo do Jurunas, que atualmente tem cerca de 400 feirantes trabalhando no local. A obra começou em julho deste ano e tem um prazo de entrega de 12 meses.

O microcrédito é uma linha de financiamento para os iniciantes em pequenos negócios e pequenos empreendedores. Há 22 anos, a Prefeitura trabalha com essa linha. Os feirantes do Complexo do Jurunas estão sendo contemplados com o serviço, que, para o secretário municipal de Economia, Rosivaldo Batista, é uma forma de melhoria para todos.

“É um esforço muito grande da Prefeitura de Belém, visando à conclusão de uma obra importante como o Complexo do Jurunas. Esse empréstimo vai ajudar a que, em um curto espaço de tempo, a obra esteja concluída. Isso torna a feira mais agradável, pois cada um fazendo o seu espaço melhor, vai atrair mais clientes beneficiando a todos que estão naquele espaço”, disse o secretário.

Capacitação – Rosivaldo citou ainda a criação de uma série de cursos profissionalizantes para os feirantes. “Vamos criar cursos de manipulação de alimentos, de técnicas de comercialização, marketing, entre outros. Temos que pensar também na criação de uma associação, ou seja, o curso vai capacitar os feirantes, para que a associação, juntamente com a Secon, possa administrar o espaço”, completou.

Os contratos foram assinados e o dinheiro foi liberado de maneira imediata. O pagamento dessa linha de crédito será feito em 12 parcelas, com dois meses de carência, com juros viáveis para todos.

“São 24 feirantes que estavam dentro do Complexo do Jurunas. A Prefeitura vai realizar uma grande obra orçada em R$ 13 milhões e eles vão precisar sair do complexo para a obra seja realizada. Os feirantes vão ficar em uma feira provisória, e nós estamos dando apoio a eles com essa linha de crédito, para ajudar na construção dos boxes”, informou Kadmiel da Costa, coordenador geral do Fundo Ver-o-Sol.

A senhora Hiracilda Martins tem 82 anos, já perdeu as contas de há quantos anos faz parte da história do Complexo e foi a primeira dos 24 feirantes a assinar o contrato da linha de crédito. História viva e que sabe da importância desse dinheiro.

“Esse dinheiro é importante para eu sair da antiga feira e fazer uma nova barriquinha, para eu colocar minha mercadoria e poder vender. A intenção é melhorar as vendas”, contou dona Hiracilda.

O crédito vai funcionar como um estímulo para que os recursos sejam movimentados, por meio dos empreendimentos dos feirantes, estimulando a economia da cidade e incentivando a geração de renda.

Texto: Andrey Araújo

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Área da Bernardo Sayão receberá projeto visando práticas esportivas e lazer

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Belém

O trecho da avenida Bernardo Sayão que compreende a área física do antigo Iate Clube do Pará até à praça Princesa Isabel, no bairro da Condor, vai passar por significativas intervenções, de responsabilidade da Prefeitura Municipal de Belém, com o propósito de oferecer lazer e prática esportiva.

A previsão é de que a obra comece em janeiro de 2020, após a escolha, por meio de processo licitatório, da empresa que executará o projeto de engenharia. Até que seja dado o início nas intervenções, a gestão municipal define as ações finais do planejamento da obra.

Visita – Na manhã desta terça-feira, 17, o prefeito Zenaldo Coutinho, acompanhado de alguns secretários e representantes do Programa de Saneamento da Bacia da Estrada Nova (Promaben), visitou o antigo Iate Clube do Pará. Representantes da comunidade também tiveram a oportunidade de acompanhar a visita.

“Nesta marina pública, diferentes projetos sociais e esportivos estão sendo realizados e trouxemos representantes das secretarias de Urbanismo, Saneamento, Esporte, para que, juntos, possamos planejar melhorias na infraestrutura e assim garantir a participação da população. Este espaço público vai ficar cada vez melhor”, avaliou o prefeito, que ouviu as sugestões da comunidade e analisou a área juntamente com a equipe técnica do município.

Projeto – Segundo a coordenação do Promaben, o projeto surgiu em 2018, com a necessidade de prevenir o despejo de lixo e de rejeitos naquele trecho da avenida Bernardo Sayão. “O projeto foi apresentado ao prefeito ao final do ano passado. A ideia era eliminar o lixo desta área e estimular o cuidado por parte da comunidade”, destacou Luciana Vasconcelos, coordenadora do Promaben, que conta também que houve o envolvimento das secretarias e discussões com a comunidade por intermédio do Núcleo de Atendimento à Comunidade (NAC).

Em julho deste ano, o NAC iniciou atividades esportivas com o uso da piscina. “Este espaço estava abandonado por muito tempo e, para nós, é uma satisfação revitalizar o local. O Núcleo, junto com o centro comunitário e secretarias municipais , reabriu o espaço em benefício da comunidade”, assegurou Marinalva Muniz da Silva, do NAC, órgão ligado ao gabinete da Prefeitura de Belém.

De acordo com a Prefeitura, 700 adultos dos bairros da Condor, Guamá, Terra Firme e Cremação praticam a atividade de hidroginástica e 350 crianças, a natação, na piscina.

Comunidade – Com base no projeto arquitetônico proposto pelo Promaben, os cerca de 400 metros do trecho da Bernardo Sayão, entre a marina pública e a praça Princesa Isabel, devem receber diversas ações urbanísticas para atender à comunidade, dentre as quais, um calçadão com iluminação, quadras poliesportivas, academia ao ar livre, estacionamento, além de áreas para receber modalidades náuticas como remo, caiaque e vela.

“É uma grande área com vocação para prática de esporte e do lazer. E, hoje aqui, com o prefeito e demais secretários, estamos dando novo significado a este espaço, buscando dar vida a ele, novamente, em uma iniciativa junto com a comunidade”, afirmou Wilson Neto, secretário de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

Com o neto Davi no colo, de pouco mais de um ano, Maria do Socorro Silva, de 58 anos, acompanhava a outra neta na natação. “Eu pratico natação aqui e a minha neta também. Acho importante a Prefeitura oferecer atividades aqui. Se for fazer uma reforma, ficará melhor ainda”, opinou a moradora da Condor.

Raimundo Araújo, de 59 anos, praticante de remo, cumpre rotina diária na área da marina pública. Com alguns atletas, acompanhou a visita do prefeito Zenaldo Coutinho. “Quando Zenaldo assumiu a Prefeitura, ele garantiu um espaço para a gente aqui, que possibilitou a estrutura do remo aqui no Iate Clube, em 2014. Esse núcleo de esportes vai ser muito importante para a melhoria de nossa atividade. Aqui poderemos remar de manhã e à tarde”, assegurou Raimundo.

Revitalização – A Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) deve iniciar, juntamente com as demais secretarias, um trabalho de revitalização da infraestrutura da área interna, onde, atualmente, se praticam as atividades esportivas oferecidas à comunidade.

“Vamos dar uma ‘humanizada’ aqui na área interna, mas antes vamos fazer um levantamento técnico. Estamos aguardando o trabalho do Promaben e vamos iniciar essa reforma”, garantiu Annete Klautau, titular da Seurb.

Texto: Sérgio Chêne

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Governo acelera o ritmo das obras de duplicação da Rua Yamada/Rodovia Tapanã

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Pará

Cerca de 500 mil pessoas serão beneficiadas, direta ou indiretamente, com as obras de duplicação da Rua Yamada/Rodovia Tapanã, em Belém, retomadas este ano pelo Governo do Pará. A via é um dos principais corredores de trânsito da capital e que faz ligação com outras avenidas importantes, como a Centenário, a Augusto Montenegro e a Arthur Bernardes. A obra, que tem previsão para ser concluída no primeiro semestre de 2020, tem 41% de andamento e são executadas pelo Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM).

O projeto prevê a duplicação da via, pavimentação asfáltica, drenagem profunda, calçadas com acessibilidade, piso tátil, ciclofaixas, iluminação pública, sinalização viária, implantação de canteiro central e nova urbanização ao longo de seus 9 KMs. Esta obra é mais uma etapa do Projeto Ação Metrópole, implantado nos anos 2000 que tem como objetivo melhorar a mobilidade urbana na Região Metropolitana. O contrato da obra, financiada com recursos do Banco do Brasil, foi assinado em 2013 e está orçado em R$ 62 milhões.

Entre as metas que devem ser atingidas com as obras, estão: propiciar uma alternativa de circulação entre Icoaraci e o centro de Belém, impactando de forma positiva bairros como Tapanã, Parque Verde e Bengui; além de consolidar, assim como a Avenida Mário Covas, o anel viário de ligação entre a rodovia BR-316 e a orla da Arthur Bernardes, que é um importante polo de atração de cargas pesadas, onde transitam cerca de 1,3 mil carretas por dia.

Desafios – De acordo com o engenheiro Eduardo Ribeiro, diretor-geral do NGTM, os grandes desafios para o cumprimento do cronograma são as interferências provocadas pelo posteamento e por posicionamento de imóveis que estão posicionados na faixa de domínio da obra. No primeiro caso, está sendo definido junto à Celpa e as empresas de telecomunicação a agilidade dos serviços de reposicionamento de cerca de 240 postes. Já em relação aos imóveis, precisarão ser retirados 140, entre residências e estabelecimentos comerciais, a maioria situada na Rua Yamada.

“O Governo teve de remeter novo decreto para permitir as desapropriações para esse projeto, já que o anterior encerrou em novembro de 2018. O NGTM também irá firmar um termo de cooperação com a Companhia de Habitação do Pará (Cohab) para a aprovação das ações de remanejamento”, explica Ribeiro.

Alterações no projeto – Duas alterações foram acrescentadas no projeto inicial: a iluminação pública ao longo dos 9 km da via e algumas melhorias de urbanização. Estão sendo realizadas intervenções nas vias que receberam o lançamento de drenagem. O trabalho não estava previsto no projeto inicial, mas a atual gestão do NGTM entendeu a importância da mudança e decidiu executar o serviço com serviços de pavimentação, calçada e drenagem superficial, levando assim, benefícios aos moradores que tiveram suas ruas danificadas pelos serviços.

Entre as ruas, está a Gerard Sampaio e Tucano, situadas na área do Tapanã. “Aqui era só piçarra. E, com essa obra, já melhorou bastante. Já posso ir e vir tranquilamente. Acho que ainda vai melhorar a vida de quem mora no bairro”, comenta o ajudante de obras Luís da Silva Costa, 50 anos, morador da Rua Gerard Sampaio.

Outro benefício é a geração de empregos. Atualmente, 350 vagas de emprego foram abertas e ocupadas, principalmente com moradores da área. O operador de máquinas, Wesley Lameira, 34 anos foi um dos beneficiados. “Antes de vir para cá, estava desempregado há cinco meses. Fiquei muito feliz em ser contratado, pois tenho família para sustentar e esse emprego veio na hora certa”, disse.

Durante os trabalhos, quem precisar trafegar pela via, terá dificuldades em alguns trechos devido ao avanço das obras, mas o diretor-geral do NGTM esclarece que são necessárias para a execução e finalização dos trabalhos. “Qualquer obra em via urbana, principalmente onde está muito deteriorada, cria transtornos. O cronograma que temos é que até março de 2020, quando concluiremos a rodovia do Tapanã e, em julho do ano que vema Rua Yamada”, finalizou o engenheiro Eduardo Ribeiro.

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