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MUNDO

ONU faz denúncias contra casos de tortura na Venezuela

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Venezuela está sendo acusada de casos de tortura e execuções Foto: Matias Delacroix / AFP

A alta comissária das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, apresentou nesta segunda-feira (9), novas denúncias de casos suspeitos de execuções extrajudiciais, torturas e maus-tratos contra detentos na Venezuela. A divulgação foi feita durante um discurso na sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, na Suíça.

No relatório, Bachelet aponta que a investigação feita pelo escritório da organização identificou em julho, 57 novos casos de supostas execuções cometidas pelas Forças de Ação Especiais da Polícia Nacional – Faes, somente na capital Caracas.

A ex-presidente do Chile também criticou ações recentes do país com o objetivo de aprovar uma lei que torna crime as atividades de organizações nacionais de direitos humanos que recebem recursos do exterior.

– Essa lei, se aprovada e aplicada, reduzirá ainda mais o espaço democrático – afirmou.

O segundo homem mais poderoso do regime chavista, Diosdado Cabello, desqualificou o relatório da comissária, no que afirmou ser uma crueldade contra o país.

– O que disser a senhora Bachelet não vai impedir o nosso sonho. Não vamos nos deixar chantagear por nada – disse o presidente da Assembleia Nacional Constituinte.

A Venezuela vive uma crise sem precedentes em sua história, refletida em hiperinflação, a queda em sua crucial produção de petróleo e a fuga de 3,6 milhões de pessoas desde o início de 2016.

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MUNDO

Macron cai nas pesquisas para eleição presidencial da França

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Presidente da França, Emmanuel Macron Foto: EFE/Benoit Tessier

O atual presidente francês Emmanuel Macron não tem apresentado bom desempenho nas últimas pesquisas para as eleições presidenciais de 2022. Números de uma análise realizada pelo Ifop para o Le Journal du Dimanche apontaram crescimento da candidata de direita Marine Le Pen e possibilidade real de revanche em relação ao resultado do último pleito.

De acordo com os dados relativos ao primeiro turno, houve um aumento acentuado de Le Pen em comparação ao resultado das eleições de 2017. Enquanto há dois anos ela recebeu 21,3% dos votos, hoje ela receberia 27%. Já Macron, que obteve 24%, hoje teria 28%, uma diferença de apenas 1%. Como a margem de erro da análise é entre 1,4% e 3,1%, o resultado apresenta um empate técnico.

Já no segundo turno, a vantagem que Macron aplicou há dois anos diminuiu drasticamente. Em 2017, o atual presidente marcou 66,1% contra 33,9% de Le Pen. Já se a eleição fosse hoje, a pesquisa aponta que Macron cairia para 55% das intenções de voto e Marine Le Pen avançaria para 45%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 30 de outubro, com um total de 1.503 eleitores registrados.

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MUNDO

México concede asilo político a Evo Morales

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foto: ENZO DE LUCA/AFP)/Agência France-Presse

Segundo o governo do México, Evo pediu asilo político por considerar que “sua vida e sua integridade correm perigo” em meio à crise na Bolívia

O governo do México informou nesta segunda-feira que concedeu asilo político a Evo Morales, que renunciou à presidência da Bolívia neste domingo, por considerar que “sua vida e sua integridade correm perigo”, anunciou o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard.

“Há alguns minutos recebi um telefonema do presidente Evo Morales. Ele solicitou formal e verbalmente asilo político em nosso país”, disse Ebrard em uma breve mensagem à imprensa. 
“A ministra do Interior “Olga Sánchez Cordero decidiu conceder asilo político ao senhor Evo Morales (…) sua vida e sua integridade correm risco”, acrescentou.
O chanceler destacou que o governo mexicano aceitou o pedido “por razões humanitárias” de maneira imediata e por considerar que “a vida e a integridade” física do político correm risco.
Ebrard explicou que o governo mexicano informará ao Senado sobre a situação na Bolívia e notificará o ministério boliviano do Exterior sobre a oferta de asilo com o objetivo de conseguir o salvo conduto para que Morales viaje ao México.
O chanceler não especulou quando ocorrerá a viagem de Morales ao México ou se o governo mexicano enviará um avião oficial à Bolívia.
No domingo, em mensagem no Twitter, Ebrard informou que 20 funcionários e legisladores bolivianos já estavam refugiados na embaixada do México em La Paz.
Nesta segunda-feira, o funcionário acrescentou que já “são muitos” os bolivianos que pediram asilo na embaixada mexicana.
O chanceler não revelou quem são ou o destino destes outros refugiados.

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Chile confirma início de processo para mudar Constituição e tentar acalmar protestos

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Martin Bernetti/AFP/ Folha de S. Paulo

Pais tem onda de manifestações por melhores condições de vida há quase um mês

Quatro semanas após o início da onda de protestos no Chile, o governo do presidente de direita Sebastián Piñera anunciou que iniciará o processo para mudar a Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet. A Carta é apontada como origem das desigualdades por especialistas e manifestantes.

A Constituição atual, vigente desde 1980, teve mais de 200 modificações em mais de 40 artigos. No entanto, não estabelece como responsabilidade do Estado oferecer como direitos saúde e educação, dois dos pilares reivindicados por milhões de chilenos que estão nas ruas protestando desde 18 de outubro.

Depois de 24 dias de protestos, alguns deles com finais violentos, saques e incêndios cometidos por jovens radicais, as pesquisas mostram que o apoio popular ao movimento conhecido nas redes sociais como Chile Despertou supera 75%. E um índice similar deseja uma nova Constituição. 

Os protestos começaram como crítica à alta da tarifa de metrô, já revogada, e passaram a questionar a desigualdade social, o aumento do custo de vida e outras questões. 

Em uma mudança de postura, o governo de Piñera anunciou a vontade de iniciar o processo para uma nova Constituição por meio de um Congresso Constituinte, com ampla participação cidadã e um plebiscito que o ratifique, uma manobra que atende a uma das principais demandas surgidas nos protestos sociais.

O ministro do Interior, Gonzalo Blumel, confirmou o anúncio após uma reunião na casa do presidente Piñera com os líderes do Chile Vamos, coalizão política que reúne quatro partidos de centro-direita e direita, que até agora eram os mais reticentes a uma mudança profunda da Carta Magna.

“Acordamos iniciar o caminho para avançar para uma nova Constituição. Entendemos que é um trabalho que temos que fazer pensando no país”, disse Blumel após a reunião. Ele não informou prazos. 

Alguns líderes da oposição reagiram com otimismo. “O governo começa a ter uma noção de realidade”, detalhou o presidente da Comissão de Constituição do Senado, Felipe Harboe, do Partido pela Democracia (PPD, centro-esquerda). 


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