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Eleições 2018

Opinião/ Lula: Eu quero democracia, não impunidade

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Há um golpe de direita em andamento no Brasil, mas a justiça prevalecerá

Luiz Inácio Lula da Silva/The New York Times

Dezesseis anos atrás, o Brasil estava em crise; seu futuro incerto. Nossos sonhos de nos transformarmos em um dos países mais prósperos e democráticos do mundo pareciam ameaçados. A ideia de que um dia nossos cidadãos poderiam desfrutar dos padrões de vida confortáveis ​​de nossos colegas na Europa ou em outras democracias ocidentais parecia estar desaparecendo. Menos de duas décadas após o fim da ditadura, algumas feridas daquele período ainda estavam cruas.

O Partido dos Trabalhadores ofereceu esperança, uma alternativa que poderia mudar essas tendências. Por essa razão, mais que qualquer outra, vencemos nas urnas em 2002. Tornei-me o primeiro líder trabalhista a ser eleito presidente do Brasil. Inicialmente, o mercado financeiro se abalou; mas o crescimento econômico que seguiu tranquilizou o mercado. Nos anos seguintes, os governos do Partido dos Trabalhadores que chefiei reduziram a pobreza em mais da metade em apenas oito anos. Nos meus dois mandatos, o salário mínimo aumentou 50%. Nosso programa Bolsa Família, que auxiliou famílias pobres ao mesmo tempo em que garantiu que as crianças recebessem educação de qualidade, ganhou renome internacional. Nós provamos que combater a pobreza era uma boa política econômica.

Então este progresso foi interrompido. Não através das urnas, embora o Brasil tenha eleições livres e justas. Em vez disso, a presidente Dilma Rousseff sofreu impeachment e foi destituída do cargo por uma ação que até mesmo seus oponentes admitiram não ser uma ofensa imputável. Depois, eu fui mandado para a prisão, por um julgamento questionável de acusações de corrupção e lavagem de dinheiro.

Meu encarceramento foi a última fase de um golpe em câmera lenta destinado a marginalizar permanentemente as forças progressistas no Brasil. Pretende-se impedir que o Partido dos Trabalhadores seja novamente eleito para a presidência. Com todas as pesquisas mostrando que eu venceria facilmente as eleições de outubro, a extrema direita do Brasil está tentando me tirar da disputa. Minha condenação e prisão são baseadas somente no testemunho de uma pessoa, cuja própria sentença foi reduzida em troca do que ele disse contra mim. Em outras palavras, era do seu interesse pessoal dizer às autoridades o que elas queriam ouvir.

As forças de direita que tomaram o poder no Brasil não perderam tempo na implementação de sua agenda. A administração profundamente impopular do presidente Michel Temer aprovou uma emenda constitucional que estabelece um limite de 20 anos para os gastos públicos e promulgou várias mudanças nas leis trabalhistas que facilitarão a terceirização e enfraquecerão os direitos de negociação dos trabalhadores, e até mesmo seu direito a uma jornada de oito horas de trabalho. O governo Temer também tentou fazer cortes na Previdência.

Os conservadores do Brasil estão trabalhando muito para reverter o progresso dos governos do Partido dos Trabalhadores, e eles estão determinados a nos impedir de voltar ao cargo no futuro próximo. Seu aliado nesse esforço é o juiz Sérgio Moro e sua equipe de promotores, que recorreram a gravações e vazamentos de conversas telefônicas particulares que tive com minha família e com meu advogado, incluindo um grampo ilegal. Eles criaram um show para a mídia quando me levaram para depor à força, me acusando de ser o “mentor” de um vasto esquema de corrupção. Esses detalhes aterradores raramente são relatados na grande mídia.

Moro tem sido celebrado pela mídia de direita do Brasil. Ele se tornou intocável. Mas a verdadeira questão não é o Sr. Moro; são aqueles que o elevaram a esse status de intocável: elites de direita, neoliberais, que sempre se opuseram à nossa luta por maior justiça social e igualdade no Brasil.

Eu não acredito que a maioria dos brasileiros aprove essa agenda elitista. É por isso que, embora eu possa estar na cadeia hoje, eu estou concorrendo à presidência. E por isso que as pesquisas mostram que se as eleições fossem realizadas hoje, eu venceria. Milhões de brasileiros entendem que minha prisão não tem nada a ver com corrupção, e eles entendem que eu estou onde estou apenas por razões políticas.

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Eleições 2018

Vox Populi: vantagem de Bolsonaro é só de 6 pontos percentuais

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Pesquisa Vox Populi/CUT divulgada na manhã desta sexta-feira (19)

aponta: Bolsonaro tem 53% das intenções de voto válidos e Haddad tem 47%. A diferença entre os dois é de apenas 6 pontos percentuais, o que indica que a disputa eleitoral está aberta e o país terá uma reta final emocionante, com uma subida do candidato do PT que tem sido a tônica das últimas eleições. Nos votos totais, considerados brancos, nulos e indecisos, o número é de 44% para Bolsonaro e 39% para Haddad, uma diferença de apenas 5 pontos, com 12% de brancos, nulos e “ninguém” e 5% de “não sabe” e “não respondeu”.

O cenário é bem diferente da pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quinta e que havia indicado Bolsonaro com 59% e Haddad com 41% de votos válidos -uma diferença de 18 pontos percentuais. Ou seja: está aberta uma disputa entre os institutos de pesquisas na chegada do segundo turno. A pesquisa Vox/247 feita na véspera do primeiro turno foi a que mais se aproximou do resultado das urnas -leia aqui.

Em votos espontâneos válidos, a pesquisa indica Bolsonaro com 54% e Haddad com 46% – oito pontos percentuais de diferença. Haddad tem 41% de rejeição contra 38% de Bolsonaro. 7% dizem que podem votar em qualquer um dos dois, 8% dizem que não votam em nenhum e 5% não sabem ou não responderam.

Dos entrevistados, 66% acreditam em vitória de Bolsonaro e 24% na de Haddad. 56% disseram ter assistido o horário eleitoral gratuito e 44% disseram que não assistiram. 23% afirmaram que o melhor programa do horário eleitoral gratuito é o de Haddad e 22% disserem que é o de Bolsonaro.

A pesquisa foi contratada pela CUT e contou com 2 mil entrevistas aplicadas em 120 municípios nos dias 16 e 17 (terça e quarta). A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, estimada em nível de confiança de 95%. A sondagem foi registrada no TSE com o número BR-08732/2018.

Veja os principais números da pesquisa em tabelas:

 

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Eleições 2018

Metade dos brasileiros ainda crê que há change de nova ditadura no país, conclui pesquisa do Ibope

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Por G1

Datafolha: para 50% dos eleitores há chances de o país viver nova ditadura

Datafolha: para 50% dos eleitores há chances de o país viver nova ditadura

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (19) traçou a opinião dos brasileiros sobre chances de haver uma nova ditadura no Brasil, opiniões sobre as realizações do regime e ainda sobre o direito de ação do governo em relação a oito temas.

Na primeira pergunta sobre o tema, o Datafolha perguntou: “Atualmente, você acha que há alguma chance de haver uma nova ditadura no Brasil?”.

As respostas foram:

  • Sim, há muita chance – 31%
  • Sim, um pouco de chance – 19%
  • Nenhuma chance – 42%
  • Não sabe – 8%

De acordo com o instituto, o índice de eleitores que declararam haver alguma chance cresceu 11 pontos em comparação com a pesquisa de fevereiro de 2014. Os que respondiam que “há muita chance” passou de 15% para 31%, e os que diziam haver “um pouco de chance” passou de 24% para 19%.

Já, o índice de eleitores que declararam não haver nenhuma chance de uma nova ditadura no país recuou de 51% para 42% e 8% não opinaram (era 10%).

Sexo, renda e eleitores

No detalhamento por segmentos, a pesquisa mostra que os maiores percentuais de quem afirmou que não há “nenhuma chance” está entre os homens e as pessoas com renda acima de 5 salários mínimos. A percepção de que há “alguma chance” de uma nova ditadura no país é mais alta entre as mulheres.

Masculino

  • Sim, há muita chance – 27%
  • Sim, um pouco de chance – 18%
  • Nenhuma chance – 50%
  • Não sabe – 5%

Feminino

  • Sim, há muita chance – 34%
  • Sim, um pouco de chance – 21%
  • Nenhuma chance – 34%
  • Não sabe – 11%

Renda – mais de 10 salários mínimos

  • Sim, há muita chance – 22%
  • Sim, um pouco de chance – 16%
  • Nenhuma chance – 60%
  • Não sabe – 2%

Renda – mais de 5 a 10 salários mínimos

  • Sim, há muita chance – 23%
  • Sim, um pouco de chance – 15%
  • Nenhuma chance – 60%
  • Não sabe – 2%

Renda – mais de 2 a 5 salários mínimos

  • Sim, há muita chance – 29%
  • Sim, um pouco de chance – 20%
  • Nenhuma chance – 46%
  • Não sabe – 5%

Renda – até 2 salários mínimos

  • Sim, há muita chance – 36%
  • Sim, um pouco de chance – 21%
  • Nenhuma chance – 31%
  • Não sabe – 11%

Bolsonaro e Haddad

O instituto aponta ainda que a percepção de que há “alguma chance” de uma nova ditadura é mais alta entre os eleitores de Fernando Haddad (PT), com 75%. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro (PSL), a percepção de não haver possibilidade de uma nova ditadura no país é mais alta: 65%.

Entre os eleitores de Jair Bolsonaro

  • Sim, há muita chance – 13%
  • Sim, um pouco de chance – 16%
  • Nenhuma chance – 65%

Entre os eleitores de Fernando Haddad

  • Sim, há muita chance – 53%
  • Sim, um pouco de chance – 22%
  • Nenhuma chance – 16%

Realizações da ditadura

O instituto também perguntou: “Pelo que você sabe ou ouviu dizer, a ditadura militar que governou o país de 1964 a 1985 deixou mais realizações positivas do que realizações negativas para o Brasil ou deixou mais realizações negativas do que realizações positivas para o Brasil?”.

As respostas foram:

  • Deixou mais realizações positivas do que realizações negativas – 32%
  • Deixou mais realizações negativas do que realizações positivas – 51%
  • Não sabe – 17%

No detalhamento por segmentos, a pesquisa aponta que que na região Sul está o maior percentual de eleitores que acredita que a ditadura deixou mais realizações positivas do que negativas. No Nordeste, o maior percentual dos que apontam mais realizações negativas.

Sul

  • Deixou mais realizações positivas do que realizações negativas – 41%
  • Deixou mais realizações negativas do que realizações positivas – 37%
  • Não sabe – 22%
  • Deixou mais realizações positivas do que realizações negativas – 24%
  • Deixou mais realizações negativas do que realizações positivas – 58%
  • Não sabe – 18%

Direito de ação do governo sobre 8 temas

A pesquisa também questionou: “Vou ler algumas frases e gostaria que você dissesse de cada uma se você concorda ou discorda que o governo brasileiro deva ter o direito de:”

Proibir greves

  • CONCORDA – 24%
  • Concorda totalmente – 14%
  • Concorda em parte – 10%
  • NEM CONCORDA NEM DISCORDA – 2%
  • DISCORDA – 72%
  • Discorda em parte – 15%
  • Discorda totalmente – 57%
  • NÃO SABE – 2%

Intervir nos sindicatos?

  • CONCORDA – 41%
  • Concorda totalmente – 24%
  • Concorda em parte – 17%
  • NEM CONCORDA NEM DISCORDA – 2%
  • DISCORDA – 51%
  • Discorda em parte – 14%
  • Discorda totalmente – 37%
  • NÃO SABE – 6%

Proibir a existência de algum partido?

  • CONCORDA – 33%
  • Concorda totalmente – 21%
  • Concorda em parte – 11%
  • NEM CONCORDA NEM DISCORDA – 2%
  • DISCORDA – 61%
  • Discorda em parte – 14%
  • Discorda totalmente – 47%
  • NÃO SABE – 4%

Censurar jornais, TV e Rádio?

  • CONCORDA – 23%
  • Concorda totalmente – 13%
  • Concorda em parte – 10%
  • NEM CONCORDA NEM DISCORDA – 1%
  • DISCORDA – 72%
  • Discorda em parte – 11%
  • Discorda totalmente – 61%
  • NÃO SABE – 4%

Fechar o Congresso Nacional?

  • CONCORDA – 21%
  • Concorda totalmente – 14%
  • Concorda em parte – 8%
  • NEM CONCORDA NEM DISCORDA – 2%
  • DISCORDA – 71%
  • Discorda em parte – 17%
  • Discorda totalmente – 54%
  • NÃO SABE – 6%

Prender suspeitos sem a autorização da Justiça?

  • CONCORDA – 32%
  • Concorda totalmente – 21%
  • Concorda em parte – 11%
  • NEM CONCORDA NEM DISCORDA – 1%
  • DISCORDA – 65%
  • Discorda em parte – 15%
  • Discorda totalmente – 50%
  • NÃO SABE – 3%

Torturar suspeitos para tentar obter confissões ou informações?

  • CONCORDA – 16%
  • Concorda totalmente – 10%
  • Concorda em parte – 7%
  • NEM CONCORDA NEM DISCORDA – 1%
  • DISCORDA – 80%
  • Discorda em parte – 11%
  • Discorda totalmente – 68%
  • NÃO SABE – 3%

Controlar o conteúdo das redes sociais?

  • CONCORDA – 43%
  • Concorda totalmente – 24%
  • Concorda em parte – 18%
  • NEM CONCORDA NEM DISCORDA – 1%
  • DISCORDA – 52%
  • Discorda em parte – 11%
  • Discorda totalmente – 42%
  • NÃO SABE – 4%

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Entrevistados: 9.137 eleitores em 341 municípios
  • Quando a pesquisa foi feita: 17 e 18 de outubro
  • Registro no TSE: BR-07528/2018
  • Contratantes da pesquisa: TV Globo e “Folha de S.Paulo”
  • nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

ESCÂNDALOS E CORRUPÇÃO DA DITADURA NO BRASIL

Muitas pessoas desejam “intervenção militar” por acreditarem que durante a ditadura (1964-1985) o país era livre de corrupção. Mas os desvios durante aquela época foram numerosos. E o que é pior: havia poucos instrumentos de controle e fiscalização – como Ministério Público Federal independente ou imprensa livre de censura estatal – diferentemente do que ocorre no período democrático.

Para citar apenas alguns: documentos do governo britânico divulgados pela Folha de S. Paulo em 1º de junho revelam que em vez de permitir e ajudar no inquérito que seria do interesse do Brasil, a ditadura militar abafou apuração de corrupção ao abrir mão de indenização no valor de R$ 15 milhões em valores atuais por compra superfaturada de fragatas (navios de guerra) durante mandatos de Médici (1969-1974) e Geisel (1974-1979).

Empreiteiras e os militares

Segundo o historiador Pedro Henrique Campos, o pagamento de propinas a agentes do Estado se consolidou durante a ditadura militar.

“Por mais que existissem práticas ilegais, de corrupção naquele período, era diferente. Era um sistema menos complexo, não havia um conjunto de instituições públicas funcionando no país, e a atenção dos empreiteiros estava muito mais voltada para o Poder Executivo. O Congresso, os partidos e a sociedade civil naquela época não tinham muito poder. Então, a relação era diretamente com os militares, ministros, presidentes de estatais”, disse o pesquisador em uma entrevista à BBC Brasil.

Em seu livro “A Ditadura Encurralada – O Sacerdote e o Feiticeiro”, o jornalista Elio Gaspari  conta que Delfim Netto, ministro de Estado em diferentes períodos do regime militar, foi acusado de beneficiar a empreiteira Camargo Corrêa a ganhar a concorrência da construção da barragem Água Vermelha (MG).

Coroa-Brastel

Anos depois, Delfim Netto também foi acusado de desviar recursos públicos ao empresário Assis Paim, dono do grupo Coroa-Brastel. A denúncia não chegou a ser examinada e na época Delfim disse se tratar de “iniciativa política”.

Caixa de Pecúlio dos Militares

A Capemi (Caixa de Pecúlio dos Militares), empresa dirigida por militares, foi beneficiada na concorrência para explorar madeira no Pará – pelo menos US$ 10 milhões teriam sido desviados em benefício de agentes do Serviço Nacional de Informações (SNI), órgão de inteligência do regime.

Telegrama norte-americano

No dia 1º de março de 1984, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil despachou para o Departamento de Estado telegrama esquadrinhando a decadência do governo João Baptista Figueiredo (1979-1985), ao mencionar uma série de acusações de corrupção.

O texto afirma que a corrupção prejuicara muito a imagem dos militares entre a população, o que seria decisivo para o fim do regime.

“Entre muitos oficiais, dos mais baixos aos mais altos, há uma forte crença que os últimos 20 anos no poder corromperam os militares, especialmente o alto comando e que agora é hora de deixar a política e suas intempéries e voltar a ser soldado (…) No nível nacional existem muitos escândalos que lançam nuvens sobre o governo Figueiredo”, diz o informe obtido pelo jornal O Globo.

O homem que ditou a economia durante o regime militar, o então ministro do Planejamento, o economista Delfim Netto (ele de novo), é citado como um exemplo de alvo de acusações do alto escalão de Brasília.

Delfim é envolvido em dois casos. O primeiro refere-se a suspeitas em torno de empréstimo de US$ 2 bilhões à Polônia a taxas de juros consideradas baixas, que ficou conhecido como “polonetas”. No outro, um documento conhecido como “relatório Saraiva” — que nunca veio a público na íntegra — acusava Delfim de, quando embaixador em Paris, receber propina para intermediar negócios entre bancos estrangeiros e estatais brasileiras.

Delfim nega qualquer relação ou irregularidade nos dois casos.

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Eleições 2018

TSE investiga irregularidades na campanha de Bolsonaro

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Agência Brasil

Brasília – O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Jorge Mussi abriu hoje (19) ação para investigar suspeitas de uso de sistemas de envio de mensagens em massa na plataforma WhatsApp custeados por empresas de apoiadores do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). O pedido foi feito pela campanha do candidato Fernando Haddad (PT).

Mussi rejeitou, no entanto, pedido de diligências como quebra de sigilo bancário, telefônico e de prisão dos supostos envolvidos, por entender que as justificativas estão baseadas em notícias de jornal e não podem ser decididas liminarmente.

Ontem (18), o jornal Folha de S. Paulo publicou reportagem segundo a qual empresas de marketing digital custeadas por empresários estariam disseminando conteúdo em milhares de grupos do aplicativo.

“Observo que toda a argumentação desenvolvida pela autora está lastreada em matérias jornalísticas, cujos elementos não ostentam aptidão para, em princípio, nesta fase processual de cognição sumária, demonstrar a plausibilidade da tese em que se fundam os pedidos e o perigo de se dar o eventual provimento em momento próprio, no exame aprofundado que a regular instrução assegurará”, decidiu o ministro.

Entre as diligências negadas estão a realização de busca e apreensão de documentos na sede da rede varejista Havan e na casa do dono da empresa e apoiador de Bolsonaro, Luciano Hang, além de determinação da prisão dele, caso fosse rejeitado acesso à documentação. O PT também queria que fosse determinado ao WhatsApp que apresentasse, em 24 horas, um plano contra o disparo de mensagens ofensivas em massa contra Haddad.

Apesar de negar as diligências, Jorge Mussi concedeu prazo para que a campanha de Bolsonaro possa apresentar defesa prévia. Com a decisão, os fatos serão investigados no decorrer normal do processo eleitoral no TSE.

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