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POLÍTICA

Pannunzio ataca Feliciano e agora pode sofrer processo

Pastor e deputado federal Marco Feliciano Foto: Alan Santos/PR

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O deputado Marco Feliciano ameaçou publicamente processar o jornalista Fábio Pannunzio. A advertência foi feita através do Twitter, mesma rede social onde os dois trocaram farpas.

– Caro Fabio Pannunzio, o senhor tem 24 horas para se desculpar publicamente pela calúnia e difamação praticadas contra mim, sob penas das medidas cíveis e criminais cabíveis. Além disso, requeiro direito de reposta nos termos da L. 13.188. Tuítes devidamente printados – advertiu Feliciano.

Deputado ameaçou processar o jornalista por calúnia de difamação

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Nos tuítes aos quais o deputado se refere, Pannunzio compartilha uma publicação de Patrícia Lélis, conhecida por ter acusado Feliciano de assédio sexual, processo que foi arquivado pela Justiça. Em seu tuíte, o jornalista endossa a fala de Patrícia e ofende o deputado.

– Quando a Patrícia Lélis denunciou esse picareta, foi tida como louca, chantagista, etc. Fica claro agora quem é o degenerado da história. Esse é o tipo de político que conforma este governo: hipócrita, malandro, violento e dissimulado. Feliciano e Bolsonarismo: tudo a ver – atacou o jornalista.

Fábio Pannunzio desferiu ataques contra Marco Feliciano

Já após a advertência de Feliciano, Pannunzio fez pouco caso e afirmou que não irá retirar os xingamentos do ar.

– Não precisa esperar as 24 horas. Não vou tirar m**** nenhuma do ar. Vou vencer você na Justiça assim como já venci dezenas. Com você, antecipo até o argumento: exceção da verdade. Você foi expulso por isso. Vergonha! Venha, Feliciano, me processe. Estou morrendo de medo de você – escreveu Pannunzio.

POLÍTICA

Paulo Guedes negocia acordos em Davos com Reino Unido

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Foto: Reprodução / Fonte: *Folhapress/Alexa Salomão e Luciana Coelho

O ministro Paulo Guedes, da Economia, se reuniu nesta quarta-feira (22) com o chanceler do Erário do Reino Unido, Sajid Javid, posto correlato ao de ministro da área econômica. O ponto central do encontro foi a negociação do acordo para evitar bitributação entre os dois países.

– Taxa sobre serviços técnicos e preços de transferência são dois últimos obstáculos a serem removidos – disse Guedes a jornalistas.

Negociação com representantes de governos faz parte da agenda da equipe econômica durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, que ocorre até sexta-feira (24).

OUTROS ACORDOS
Na terça (21), Guedes também se reuniu com representantes da EFTA, associados de livre comércio que reúne Finlândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein, para alinhar pontos do acordo comercial.

– Queremos acordo com Coreia do Sul, Japão e Canadá. Tudo gradual, para dar tempo de conseguirmos juros baixos, desregulamentação, simplificação e redução de impostos. Tudo gradual, para assegurar competitividade da indústria brasileira – disse o ministro.

Também está em discussão a adesão do Brasil ao GPA (Government Procurement Agreement) da OMC (Organização Mundial do Comércio) que, pelos cálculos da equipe econômica, abre mercado de US$ 1,7 trilhões (R$ 7,1 trilhões) para empresas brasileiras e impede a corrupção em compras do Governo.

A adesão ao GPA é considerado passo importante para a ambição do governo Jair Bolsonaro de colocar o Brasil na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

– Temos trabalhado em busca de melhores práticas, mais transparência, combate à corrupção, abertura da Economia – disse Guedes.

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GOVERNO FEDERAL

Bolsonaro dará carta branca para Regina Duarte rever nomeações

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Regina Duarte pode assumir a Secretaria de Cultura nesta quarta Foto: Reprodução

Prestes a assumir a Secretaria Especial da Cultura, atriz vai a Brasília nesta quarta conhecer a estrutura da pasta

BRASÍLIA – Prestes a assumir a Secretaria Especial da Cultura, a atriz Regina Duarte recebeu carta branca do presidente Jair Bolsonaro para fazer eventuais trocas no comando do departamento. Apesar da liberdade, a atriz avisou ao presidente que não pretende neste momento fazer mudanças drásticas na estrutura que já funciona na pasta.

Nesta quarta-feira, Regina fará uma primeira reunião com os servidores para entender sobre a tramitação, serviços e burocracia da pasta. A atriz teve uma conversa considerada produtiva com o presidente na última segunda-feira, quando sinalizou que aceitará comandar a Secretaria da Cultura.

Nas redes sociais nesta terça-feira, a atriz avisou que terá “muito trabalho pela frente”. Foi cogitada a possibilidade de se criar um Ministério da Cultura, mas a ideia acabou descartada pelo governo. A nomeação dela, porém, só deve ser publicada no Diário Oficial da União após o presidente voltar da viagem à Índia.

Regina Duarte foi convidada após Roberto Alvim, dramaturgo com experiência em direção teatral, ter sido demitido na semana passada após copiar frases de um discurso nazista em um pronunciamento oficial da Secretaria. Ele fazia a divulgação de um prêmio quando adotou falas e estética polêmicas, que faziam alusão ao estilo do ministro da propaganda de Hitler, Joseph Goebbels.

O nome dela foi sugerido pelo próprio presidente Jair Bolsonaro em reunião com os ministros Jorge Oliveira (Secretaria Geral da Presidência), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (GSI) no momento da demissão de Alvim. Bolsonaro perguntou aos aliados o que achavam de convidá-la e lembrou da atuação dela durante a campanha presidencial de 2018.

Defensora do governo Bolsonaro, a atriz é amiga da primeira-dama Michelle Bolsonaro. Regina é uma das conselheiras do Pátria Voluntária, programa de Michelle para fomentar a prática do voluntariado no país.

Alvim foi o terceiro titular da Cultura no governo Bolsonaro. Em agosto, o então secretário Henrique Pires deixou o cargo após polêmica envolvendo o cancelamento de um edital para TVs públicas que incluía séries com temática LGBT. Depois, o economista Ricardo Braga foi alçado ao cargo, mas acabou sendo indicado para chefiar uma secretaria do Ministério da Educação após cerca de dois meses.

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POLÍTICA

Bolsonaro cria Conselho da Amazônia e Força Nacional Ambiental

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(foto: Mariane Silva/Esp. CB/D.A Press)

O conselho será um grupo de trabalho específico para coordenar as ações de proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro criou nesta terça-feira (21) o Conselho da Amazônia que será um grupo de trabalho específico para coordenar as ações de proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia. Além disso, também foi criada a Força Nacional Ambiental. O Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, coordenará o grupo na própria estrutura do Palácio do Planalto e emitirá nos próximos dias as diretrizes. 

Em coletiva no Ministério do Meio Ambiente, o ministro Ricardo Salles afirmou que as medidas foram debatidas na 26ª reunião do Conselho do Governo, ocorrida hoje pela manhã. A informação havia sido comunicada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (21) pelas redes sociais. Continua depois da publicidade

A estrutura da Força Nacional Ambiental será semelhante à Força Nacional de Segurança Pública, que ficará voltada à proteção do meio ambiente da Amazônia. A Força Nacional, por sua vez, é composta por policiais militares, policiais civis, bombeiros militares e profissionais de perícia dos estados e do Distrito Federal. Não se sabe, contudo, os responsáveis que integrarão o quadro do futuro órgão. Salles também não precisou qual será o orçamento total, o prazo para o início da ação e de quanto será o efetivo da nova força. Mas sinalizou que poderão ser empregados parte dos R$ 425 milhões provenientes da recuperação do fundo Lava Jato e Petrobrás. Os Estados deverão obrigatoriamente utilizar o recurso para a preservação da região.

Em nota, Mourão afirmou que “a decisão do Presidente Bolsonaro denota a excepcional importância que ele concede à Amazônia, não somente à sua preservação, como ao seu desenvolvimento de forma sustentada, beneficiando, em particular, os brasileiros que lá habitam e ao País, de uma maneira geral, sempre de acordo com as responsabilidades assumidas soberanamente pelo Brasil nos fóruns internacionais.”,apontou.

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