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Para Márcio Miranda, “família Barbalho é da lama e quer enlamear quem é do bem”

Márcio Miranda apresentou mais uma vez o seu programa de governo e fustigou seus adversários mais ferozes

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O candidato a governador teme que Helder Barbalho, com precedentes político-criminais, faça do Pará uma Casa Grande para si e uma senzala para o povo.

 

Márcio Miranda é recebido pelos diretores do Grupo Marajoara de Comunicação, Aline e Carlos Santos, para dar entrevista apimentada ao  Programa Mix Atualidades

Josué Silva Araújo/ Grupo Marajoara de Comunicação 

A Super Rádio Marajoara AM deu continuidade, nesta quarta-feira (3),  às entrevistas com candidatos ao Governo do Pará, no programa Mix Atualidades, comandado pelo radialista Nonato Pereira, líder de audiência nas manhãs paraenses.

Márcio Miranda (DEM) foi o entrevistado do dia e respondeu a perguntas sobre como será a sua gestão. Essa foi a segunda entrevista que Márcio Miranda concedeu ao Grupo Marajoara de Comunicação, integrado ainda por emissoras do interior, como a Ximango da Amazônia (Oeste do Pará) e a Rádio Guarani, de Soure. no arquipélago de Marajó. Também faz parte do grupo a Rádio Guamá AM, em São Miguel, nordeste do Pará, além das redes sociais e a cobertura de A Província do Pará, recentemente incorporado ao Grupo Marajoara de Comunicação.

Exercendo o 5º mandato como deputado estadual – e atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), Márcio é apoiado pelo governador Simão Jatene (PSDB), para sucedê-lo na função. Entrevistado um dia antes, Jatene disse que Márcio Miranda foi escolhido porque tem “temperança para ser governador”, e porque vai manter o pagamento dos servidores em dia, assim como concluirá todas as abras em andamento que não ficarão pontos até o final de dezembro.

Desta feita, Márcio Miranda novamente descreveu sua trajetória de vida. “Fui criado no meio rural. Meu pai foi agricultor. Sou pessoa simples, pessoa do povo”, disse.

Estudou, e se formou médico pela Universidade Federal do Pará.

Na área de saúde, se for eleito, ele garantiu que dará atenção especial à atenção básica com implantação de equipamentos essenciais como raio x, mamógrafos, ultrassom e pré-natal – entre outros, em todos os municípios.

Para as mulheres viabilizará serviços de prevenção contra os cânceres de útero e seios (mama). “Como médico”, ele disse, “passei 35 anos cuidado da saúde da mulher e sei como é doloroso atender aquelas em estado terminal (de câncer)”.

“Como governador darei o devido apoio para que as prefeituras dos 144 municípios se estruturem melhor e possam dar uma atenção básica de qualidade”.

Benefícios importantes para as mulheres, no governo Márcio Miranda, será disponibilização de microcréditos para aquelas com inciativa empreendedora (pequenos negócios). E formação profissional.

Márcio Miranda disse que criará um sistema online (internet) para facilitar atendimentos à distância, tipo consultas, resultado de exames e demais procedimentos que não requeiram a presença (física) do usuário.

“Aumentará o número de leitos, em todo o Pará”, afirmou.

“Implantaremos esse serviço (internet) em cidades que não disponham dela”.

Perdas salariais compensadas

Aos professores da rede estadual avisou que sentará com a categoria para negociar. E um dos compromissos é recuperar as perdas salariais passadas.

“Pagaremos o piso a que eles (professores) têm direito”, ele foi categórico. E mais: 60% do Fundo do Desenvolvimento da Educação Básica – Fundeb – serão destinados aos educadores.

Foi ele, ao lado do então deputado estadual Edmilson Rodrigues, quem garantiu vários avanços aos professores, implantando o PCCR, o Plano de Carreira, Cargos e Remuneração.

“Apresentamos e aprovamos 22 emendas de interesse dos educadores”.

Ele negociará com o governo federal o repasse dos R$ 2,5 milhões do Ideb. O valor não é repassado ao Pará – e isso tem afetado bastante a ensino, como um todo.

Segurança pública

Um dos assuntos mais preocupantes para os cidadãos, de todas as classes sociais, é a segurança. Sobre isso, Márcio Miranda disse:

“Vamos fazer concursos públicos anuais”, o candidato enfatizou. A intenção é incorporar, por ano, 1.200 novos policiais, civis e principalmente militares.

Aos militares de baixa patente – soldados, cabos e sargentos – está no programa de governo de Márcio Miranda a aquisição de conjuntos residenciais para serem transformadas em vilas militares.

“Negociaremos com a Caixa Econômica a transferência de alguns residenciais, em Belém e cidades polos das regiões”.

Nelas residirão aqueles policiais que, por não terem opção, têm de morar em áreas vermelhas, numa convivência direta com todo tipo de marginais (traficantes, assaltantes, estupradores, latrocidas, macuqueiros etc).

Emprego e Renda

Um compromisso prioritário de Márcio Miranda com a população paraense em geral, é dinamizar a geração de emprego com formação profissional para jovens, aliada á produção.

“Faremos isso” – ele explica – “investindo todo ano R$ 100 milhões”. Portanto, em 4 anos, serão R$ 400 milhões.

A proposta é uma alternativa à precária situação de hoje, em que muitos jovens enveredam pelo submundo do crime (droga, assaltos, tráfico, dependência química) por não terem oportunidades de se qualificar. E terem um trabalho digno.

Serão abertas 15 mil vagas/ano destinadas a jovens (ambos os sexos) para cursos de formação profissional.

Resposta aos Barbalho

 Márcio Miranda respondeu, em determinado ponto da entrevista, aos ataques que tem sofrido por parte da família Barbalho, especialmente o senado Jader, o candidato Helder e a deputada Elcione.

“Eles, Barbalho, querem enlamear quem é honesto. Eles sempre viveram na lama. Todos sabem do caso Sudam, do Banpará”. Márcio Miranda lembrou do projeto de criação de rãs, em que Jader conseguiu recursos (da Sudam) para implantação de um ranário. Foi desvio. O processo caducou (prescreveu).

“O escandaloso caso Banpará, muitos conhecem e lembram desse crime”. Foi o desvio de alto valor, quando Jader foi governador pela primeira vez.

O dinheiro foi sacado numa agência (do Banpará) do Rio de Janeiro (Madureira) e aplicado no overnight. Até hoje o valor não foi ressarcido aos cofres do banco paraense. O processo contra Jader, Elcione e Laércio Barbalho (este, o pai do senador. Laércio já falecido) não caducou.

“Muitos viram, pela televisão, ele, Jader, ser algemado pela PF, no caso Sudam”. Mais recentemente, ele foi citado em delações de executivos da JBS e Odebrecht (Operação Lava Jato) por pegar propina – a corrupção passiva.

“Pai e filho (Jader, Helder) são patrocinados por Michel Temer, um dos mentores da corrupção do MDB”.

Há mais denúncias contra Jader Barbalho, segundo Márcio Miranda: “Ele é um dos mentores do quadrilhão do Senado”.

Contra Helder Barbalho, então prefeito de Ananindeua, há diversas denúncias. Uma, fraudes em licitações na compra de ambulâncias e de medicamentos.

Outra, o estádio de futebol – o projeto jamais saiu do papel – golpe que ele (Helder) aplicou para desviar dinheiro de impostos, pagos com suor pelo cidadão, segundo o candidato.

“O povo paraense”, acrescentou Márcio Miranda, “tem de dizer não à corrupção. A sociedade não mais admite, de maneira alguma, bandidos engravatados pondo as mãos no dinheiro público”.

Carreira na PM

Márcio Miranda explicou a forma como se aposentou como capitão da PM. “Trabalhei com carteira assinada, de 1982 a 1992. Contribui para a Previdência Social. Esse tempo de serviço é acrescido ao tempo da Polícia Militar. É tudo legal. Portanto tenho tempo suficiente para ir para a reserva remunerada”. Somados, os tempos de Márcio Miranda chegam a 17 anos, sendo que para se aposentar na PM com soldo integral são necessários 10 anos apenas.

E mais: todo militar, ao assumir cargo eletivo, vai automaticamente para a reserva remunerada. E deu como exemplo Jair Bolsonaro, capitão do Exército, que foi aposentado ao ser eleito deputado federal e hoje é candidato à presidência s República.

Depois da entrevista, para o Mix Atualidades, Márcio Miranda participou de um café da manhã com dirigentes e funcionários do Grupo Marajoara de Comunicação. Foto:Getúlio Barbosa/A Província do Pará

 

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