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INTERNACIONAL

Paraguai em crise: Abdo depõe sobre acordo de Itaipu

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Foto: Jorge Adorno / Reuters

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, prestou depoimento por cerca de sete horas ao Ministério Público na condição de testemunha, neste domingo (11), sobre o escândalo envolvendo o acordo com o Brasil para renegociação da energia de Itaipu. O depoimento ocorreu na residência oficial do presidente paraguaio e aumentou a temperatura da crise política que afeta o país vizinho.

Segundo os procuradores que compõem a força-tarefa criada para investigar o caso, Abdo disse desconhecer o advogado José “Joselo” Rodríguez, assessor jurídico do vice-presidente Hugo Velázquez, e entregou seu telefone celular aos investigadores.

A partir desta segunda-feira (12) a oposição a Abdo pretende desencadear uma série de manifestações por todo o país com o objetivo de aumentar o desgaste do presidente e forçar o Congresso a votar um pedido de impeachment do mandatário.

Em entrevista coletiva, os procuradores Marcelo Pecci, Liliana Alcaráz e Susy Riquelme, integrantes da força-tarefa, evitaram dar detalhes sobre o depoimento. Além de confirmarem que Abdo entregou seu celular e disse desconhecer Joselo, eles disseram que o presidente deu detalhes sobre uma reunião da qual também participaram o ex-presidente da Administração Nacional de Energia (Ande, a estatal energética do Paraguai), Pedro Ferreira, o vice-presidente e o ministro da Fazenda, Benigno María López Benítez, na qual trataram da venda de energia paraguaia pela Ande para o mercado externo.

A exclusão do item 6 da ata do acordo com o Brasil, que autorizava a Ande a vender energia no mercado brasileiro sem a necessidade de intermediários, é um dos motivos de descontentamento dos paraguaios. O outro é a obrigatoriedade de o país vizinho contratar mais energia “garantida” de Itaipu – que é mais cara -, o que deve elevar o preço da tarifa no Paraguai.

Além disso, os procuradores disseram que agora, de posse do celular do presidente, vão poder esboçar um quadro mais claro da situação. Até ontem eles tinham apenas as mensagens entregues pelo ex-presidente da Ande, Ferreira, que renunciou ao cargo por discordar do acordo.

Nesta segunda os procuradores devem tomar o depoimento do vice-presidente, Velázquez. A expectativa é que ele seja inquirido sobre suas relações com Joselo. Em mensagens ao ex-presidente da Ande, o assessor jurídico defendia os interesses da Léros, empresa brasileira ligada ao empresário e político Alexandre Giordano (PSL), suplente do senador Major Olímpio (PSL-SP), e dizia falar em nome do governo brasileiro. A Léros é alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso paraguaio.

Enquanto isso, a oposição a Abdo tenta aproveitar o desgaste do presidente para encaminhar um processo de impeachment. Ontem 15 entidades se reuniram para traçar um calendário de manifestações que inclui atos públicos e paralisações de rodovias em 33 pontos do país a partir de hoje.

Na reunião as entidades de oposição decidiram convocar uma greve geral para a quinta-feira. “É algo que sem precedentes nos últimos anos”, disse o deputado Ricardo Canese, da Frente Guasú.

Ontem a Polícia Militar bloqueou o tráfego na avenida Costanera, uma das principais da capital paraguaia, para impedir uma manifestação contra o governo. Policiais disseram ao Estado que atendiam a “ordens superiores”. No mesmo local, ocorria um ato evangélico.

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Trump chega à França para participar da cúpula do G7

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já está na França para participar da cúpula do G7, enquanto mantém uma disputa comercial com a China.

Trump, que se negou a assinar a declaração final da cúpula do G7 realizada há um ano no Canadá, manterá reuniões bilaterais com os governantes da França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Japão, Índia e Egito, entre outros líderes políticos.

O avião do presidente norte-americano pousou no Aeroporto de Merignac, em Bordéus, sudoeste da França, onde Trump tomou aeronave de menor porte para seguir até Biarritz, cidade litorânea do sudoeste francês, local da cúpula internacional.

Trump aumentou duas tarifas para a China depois que este país anunciou impostos no valor de US$ 75 bilhões em represália a outras medidas similares do governo norte-americano. Isso levou à queda nas bolsas internacionais e o Dow Jones a cair 2,37%.

Recentemente, Trump afirmou que gostaria de que Rússia voltasse a fazer parte do G7, grupo dos países mais desenvolvidos do mundo, formado por Estados Unidos, Alemanha, Japão, França, Reino Unido, Canadá e Itália.

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EUA querem saída de Maduro e Juan Guaidó diz que regime se contradiz

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Foto: Reprodução / Fonte: *Agência pública de televisão de Portugal

Após a confirmação de que conversações vem sendo mantidas com a Venezuela, os Estados Unidos esclarecem que o diálogo apenas visa à saída de Nicolás Maduro do poder e a convocações de eleições livres no país.

As declarações do Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca foram reiteradas por Juan Guiadó, o auto-proclamado presidente Interino da Venezuela.

Na última terça-feira (20), o presidente Nicolás Maduro admitiu a existência de contatos entre membros de seu governo e altos funcionários de Washington, confirmando declarações dadas antes pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

“Confirmo que há meses existem contatos de altos funcionários do governo dos EUA, de Trump, e do governo bolivariano que presido, sob minha autorização expressa direta, vários contatos, vários meios, para tentar regular esse conflito”, disse Maduro em discurso em rede nacional.

“Se um dia o presidente Trump quiser conversar seriamente e traçar um plano para regularizar e resolver esse conflito, estaremos sempre preparados para dialogar”, acrescentou o líder venezuelano.

 

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Trump cancela viagem à Dinamarca após recusa sobre a venda da Groenlândia

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A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou uma reunião com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, prevista para dentro de duas semanas, pela falta de interesse de Copenhague em vender a Groenlândia, um território com abundantes recursos naturais.

A visita à Dinamarca do presidente americano foi simplesmente “cancelada”, informou à AFP uma fonte da Casa Branca após a publicação de várias mensagens de Trump no Twitter.

A Casa Real da Dinamarca, responsável pelo convite a Trump, expressou “surpresa” em uma mensagem divulgada pelo canal público DR.

Os políticos dinamarqueses manifestaram espanto com a decisão do presidente americano.

“A realidade transcende a ficção, este homem é imprevisível”, tuitou Martin Østergaard, líder da esquerda radical, que integra a maioria parlamentar.

“Sem nenhuma razão, Trump considera que uma parte (autônoma) de nosso país está à venda. Depois cancela de maneira insultante uma visita que todos estavam preparando. Há alguma parte dos Estados Unidos à venda? Alasca?”, reagiu indignado no Twitter o líder conservador Rasmus Jarlov.

“Por favor, mais respeito”, completou Jarlov.

“A Dinamarca é um país muito especial, mas baseado nos comentários da primeira-ministra Mette Frederiksen sobre o fato de não ter nenhum interesse em discutir a venda da Groenlândia, adiarei para outro momento nossa reunião prevista para dentro de duas semanas”, tuitou Trump.A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – AFP

“A primeira-ministra foi capaz de poupar um grande volume de gastos e esforços tanto dos Estados Unidos quanto da Dinamarca ao ser tão direta. Agradeço a ela e espero reprogramar (a reunião) para algum momento no futuro”, escreveu o presidente a respeito da visita.

O anúncio foi feito às vésperas da viagem do presidente americano à França para participar na reunião de cúpula do G7 em Biarritz, de 24 a 26 de agosto.

Existe o temor de que Trump atue como um ‘estraga prazer’ na reunião, que deve abordar vários temas nos quais Washington tem divergências com seus aliados tradicionais.

– “Grande negócio” –

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