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Esportes

Paratleta da PMB disputará o Mundial Feminino de Basquete em Cadeira de Rodas

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Foi com dedicação, talento e vontade que a paratleta Lucicléia Costa, 37, conseguiu se transformar em referência no Pará na modalidade do basquete em cadeira de rodas. Cléia, como gosta de ser chamada, iniciou no esporte aos 16 anos, depois de um triste acontecimento. “Aos 13 anos tive câncer, com isso perdi as pernas, mas isso não me abalou, só me deu mais força, aumentou minha autoestima e me ensinou a viver”, conta.

A esportista, que já disputou grandes torneios dentro e fora do país, inclusive a última Paralimpíada do Rio, em 2016, foi convocada para Seleção Brasileira Feminina de Cadeira de Rodas, que vai disputar o mundial da modalidade a partir de 16 de agosto. Cléia embarca neste sábado, 4, para Hamburgo, na Alemanha. Perto de disputar o seu segundo campeonato mundial da carreira, ela está ansiosa. “Já participei de Parapan-Americanos, Paralímpiadas e mundiais, então é uma felicidade muito grande, é o sonho de todo o atleta”, conta empolgada.

Atleta da seleção brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas há 15 anos, Cléia integra o time de basquete da Associação de Deficientes Físicos do Pará (ADFPA). A equipe, que treina no Ginásio Altino Pimenta, participa do Programa Esporte Sem Barreiras, desenvolvido pela Prefeitura de Belém por meio da Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer (Sejel).

O Esporte Sem Barreiras foi criado em 2013 e atende cerca de 100 paratletas nas modalidades basquetebol em cadeira de rodas, futsal de surdos e futebol de cinco. O programa tem como objetivo o resgate social da pessoa com deficiência através do esporte. O apoio e incentivo da Prefeitura de Belém para os esportes olímpicos e paralímpicos é fundamental para todas as modalidades, explica a paratleta: “É muito importante a Prefeitura incentivar e agregar todo tipo de esporte, não só os esportes normais, mas o também os adaptados”.

Para aguentar a rotina desgastante, normal na vida de um atleta de alto rendimento, a paratleta conta com o apoio do marido e dos companheiros de equipe, que destacam o orgulho de treinar com a jogadora da seleção brasileira. “Fico muito orgulhoso de ver a trajetória dela hoje em dia. Ela vai para o mundial, ela vai representar a nossa cidade, o nosso município e nosso país no maior evento do nosso esporte”, afirma o paratleta José Ricardo da Silva, companheiro de equipe.

Cléia também compartilha do orgulho de representar Belém e o Brasil em uma grande competição. “Eu tenho um orgulho muito grande, é uma alegria que não sei nem explicar. É o amor pelo meu país e minha cidade”, conta.

Segundo Wilson Neto, titular da Sejel, a Prefeitura de Belém sempre busca incentivar todos os esportes e desenvolver os talentos que surgem na capital: “A Prefeitura de Belém busca fomentar e atingir o maior número de pessoas por meio do esporte, oferecendo atividades diversas e privilegiando a inclusão social. Quando a gente vê uma atleta que recebe apoio da Prefeitura de Belém se destacar em nível mundial, é um orgulho, pois Belém é um celeiro de atletas de ponta, basta identificar e desenvolver esse talento”.

Mundial – O Mundial Feminino de Basquete em Cadeira de Rodas será realizado entre os dias 16 e 25 de agosto, na cidade de Hamburgo, Alemanha.  Serão 12 seleções na disputa pelo título, o Brasil está no Grupo A, juntamente com Canadá, Espanha, Grã-Bretanha, Austrália e Holanda.

O basquete em cadeira de rodas começou a ser praticado em 1945. A modalidade é uma das poucas que esteve presente em todas as edições dos Jogos Paralímpicos. O esporte é praticado por cinco jogadores em quadra e que possuem alguma deficiência físico-motora. As regras se assemelham com a do basquete tradicional. (Por Victor Miranda/Agência Belém)

 

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Esportes

Programa de incentivo ao esporte contempla 77 atletas paraenses

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A nadadora Andreza dos Remédios, na foto durante a conquista da medalha de prata na modalidade 50 metros borboleta em 2013, é uma das atletas contempladas no edital do Programa Bolsa Atleta, da Seel

“Para ser a melhor, tem que fazer o que os outros não fazem”, afirma Andreza dos Remédios, 21 anos, atleta de natação da Tuna Luso Brasileira, contemplada no último edital do Programa Bolsa Atleta, da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel). Desde os 14 anos, Andreza recebe ajuda de custo do governo do Estado para competições nacionais, e acredita que o incentivo é fundamental para viabilizar as viagens aos locais de disputa de títulos nacionais e internacionais, e também para a compra de equipamentos.

Segundo a atleta, o recurso foi essencial para garantir a participação no Brasileiro de 2015, realizado em Santa Catarina. “A bolsa ainda não tinha caído e eu não tinha condições de pagar a viagem. Só a passagem era R$ 1.800,00. Precisava da competição até para a bolsa do ano seguinte. Aí, na véspera, caíram dois meses. Eu comprei a passagem na quarta à tarde, viajei quinta de madrugada, porque a competição era quinta, e consegui trazer o ouro na prova dos 100 metros borboleta”, conta a campeã.

Andreza, que começou a nadar aos 09 anos, treina de segunda a sábado. Às terças e quintas o treino é dobrado, de manhã e à tarde. Em 12 anos de trajetória esportiva, ela já acumula algumas premiações importantes na prova de 100 metros borboleta, sua melhor performance. Já são duas medalhas de ouro, seis de prata e 12 de bronze no Campeonato Brasileiro; uma de bronze no Sul-Americano, realizado no Peru, e ouro em todas as competições Norte-Nordeste.

“Minha mãe me colocou porque não me aguentava mais em casa; tinha que gastar energia”, conta, brincando, e acrescenta que “meu primeiro campeonato foi o Brasileiro, com 13 anos. Fiquei em 3º lugar, mas foi o que me levou a receber a primeira bolsa aos 14. Fui chamada para a Seleção Brasileira cinco vezes, também pelo Corinthians e Tênis Clube, mas devido às nossas condições acabei ficando em Belém mesmo”.

Andreza dos Remédios diz que a natação a ensinou a ter disciplina e organização, por isso considera o esporte a base de tudo na sua vida. Atualmente, ela cursa o 6º semestre de Educação Física e, quando se formar, pretente ajudar a treinar sua equipe e outros atletas com dificuldade em ter acompanhamento físico. “Quero ajudar, quero contribuir para a formação desses atletas. Nós só nadamos, não temos treinamento de fora, é difícil. Não tem como viver só do esporte. Então, quero ajudar”, afirma.

Atletas do interior

Rafael Correa começou no surf aos 12 anos, como uma brincadeira com os primos. Mas a seriedade com o esporte veio quando se mudou para o município de Salinópolis, no nordeste paraense, para morar com o pai na cidade banhada pelo Oceano Atlântico. Hoje, aos 28 anos, foi contemplado pela segunda vez com a Bolsa Atleta. Assim como Andreza, ele destaca a importância do incentivo financeiro para se preparar melhor e alçar voos mais altos. “Os equipamentos são muito caros. Eu surfo com uma prancha média, de R$ 800,00, e uso uma média de 12 pranchas ao ano. Então, a bolsa ajuda bastante nisso. Tenho que ter um equipamento bom, leve, para poder treinar e estar evoluindo sempre”, complementa o atleta, que ajuda o pai no restaurante como garçom para ter uma renda melhor e custear mais viagens para participar de campeonatos.

Rafael Correa venceu em 2017 o I Campeonato Brasileiro de Surf em Água Doce, realizado na Praia do Marahu, na Ilha de Mosqueiro (distrito de Belém). “Passei bastante tempo me preparando. Agora é hora de focar no Brasileiro, porque não competi esse ano por falta de apoio. Agora, com a bolsa, vai ser possível me preparar melhor. O sonho é participar e representar o Estado. Mas um passo de cada vez”, pondera o atleta.

Transparência 

 O Programa Bolsa Talento foi criado pelo Governo do Pará em março de 2008, como forma de estimular o desenvolvimento físico, social e psicológico de atletas que representam o Estado em competições locais, nacionais ou internacionais. Neste ano, 77 atletas de modalidades olímpicas, paralímpicas e amadoras serão beneficiados. Os recursos serão repassados durante 12 meses aos 28 contemplados na categoria nacional – bolsa de R$ 1.018,67, e 49 na estadual – bolsa de R$ 679,12.

“A transparência com que o edital é posto proporciona e reforça o compromisso de investimento nos nossos esportistas, para que eles continuem crescendo em suas respectivas modalidades. É importante frisar que o programa é mais um auxílio para que os paraenses consigam trazer resultados cada vez melhores e chegar ao lugar mais alto do pódio”, ressalta Cláudia Moura, titular da Seel.

O processo de seleção inclui inscrição, avaliação de documentos, prazo para recursos e comprovação das informações esportivas apresentadas pelas entidades. “O processo via edital garante transparência e segurança jurídica inclusive para o governo do Estado, uma vez que os atletas acompanham também, e eles conseguem perceber a necessidade de participarem das principais competições das modalidades deles, porque é isso que vai permitir que eles tenham o apoio do Bolsa Talento”, afirma Kátia Rocha, da Diretoria Técnica da Seel.

Devido ao cadastro realizado, o edital também permite que o Estado acompanhe a trajetória do atleta e as federações e entidades de desportos invistam em organização. “Aí o atleta se sente parte da Federação, também. As pessoas não leem o edital direito. Então, quem representa o atleta precisa estar mais por dentro de tudo, atento aos detalhes, porque isso é um incentivo para o atleta continuar participando das competições”, reitera Kátia Rocha.

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Esportes

Final do Paraense de Futsal será disputada no Mangueirinho

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A Arena Guilherme Paraense (Mangueirinho) receberá no próximo domingo (23) a final do Campeonato Paraense de Futsal 2018, categoria masculino adulto

A Arena Guilherme Paraense (Mangueirinho) receberá no próximo domingo (27) a final do Campeonato Paraense de Futsal 2018, categoria masculino adulto. A partir das 11h, seis finalistas disputarão o título de campeão estadual. Quem for ao ginásio assistir aos jogos ainda terá a oportunidade de participar de uma campanha solidária de Natal, ao adquirir ingresso com a doação de dois quilos de alimento não perecível ou dois brinquedos. Toda a arrecadação será doada a comunidades e instituições carentes. A ação tem o apoio da Organização Social Pará 2000, que administra o Mangueirinho.

Vão disputar as vagas para a grande final as equipes do Acep, oriunda de Portel (município do Arquipélago do Marajó); Atlético Limoeirense, de Limoeiro do Ajuru, no Baixo Tocantins; Comercial, de Augusto Corrêa (nordeste), Esmac, de Ananindeua (Região Metropolitana de Belém); Shouse, de Belém, e a equipe do Tubarão, de Vitória do Xingu, no oeste paraense.

Além das finais, mais dois jogos serão realizados na Arena Guilherme Paraense no domingo. O primeiro será a semifinal do 2º turno da categoria sub-20, entre Clube do Remo e Paysandu, às 09 h. Em seguida, os times de Teorema e Tailândia decidirão uma vaga para a final do sub-17, também pelo 2º turno da categoria. (Com informações da Federação de Futsal do Pará – Fefuspa). Serviço: Final do Campeonato Paraense de Futsal 2018, dia 23 de dezembro (domingo), a partir das 11 h. Abertura dos portões: 8 h. Ingresso: Dois quilos de alimento não perecível ou dois brinquedos.

Por Beatriz Pastana/ Ag. Pará

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Esportes

Governo promete reabrir Mangueirão dia 27

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Helder vitoriou o estádio após o desabamento do teto de um dos setores

O Estádio Olímpico do Pará Edgar Proença,  o conhecido Mangueirão, será liberado de forma parcial a partir do próximo domingo (27), para a realização dos jogos do Parazão 2019. A informação foi confirmada pelo Governo do Estado durante coletiva na manhã deste sábado (19). Na ocasião, também foi divulgado o resultado do laudo sobre o desabamento de parte do forro da cobertura do estádio. O incidente ocorreu no último dia 9, quando uma placa de cerca de 50 centímetros desabou do teto, no lado A do estádio.

Na tarde da última sexta9(18), o governador Helder Barbalho(MDB), reuniu, em seu  gabinete,  com a Federação Paraense de Futebol (FPF) e os representantes dos órgãos de segurança pública  e garantiu a reabertura do estádio, que logo voltará a sediar campeonatos de todas as modalidades.

Neste sábado (19), a decisão foi divulgada oficialmente à Imprensa, juntamente com o resultado do laudo. A coletiva contou com a presença do comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Hayman Souza, do Secretário de Estado de Desenvolvimento e Obras Públicas, Ruy Cabral, do Secretário de Estado de Esporte e Lazer, Arlindo Silva, do engenheiro Paulo Brígida e representantes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar do Estado, FPF, além dos presidentes de Remo e Paysandu.

Resultado

O laudo foi elaborado pelo professor Paulo Brígida, responsável pelo parecer da estrutura abalada com o incidente do último dia 9. Corrosões e infiltrações foram os principais pontos críticos apontados pelo especialista no documento.

A infiltração é fruto da corrosão nas ferragens, que ficam expostas por conta do desenho arquitetônico da cobertura do estádio e vêm sofrendo com a ação das chuvas e da própria urina dos torcedores. Esses dois fatores resultaram no desprendimento dessa placa.

“É público e notório que o Mangueirão vem sendo fruto do descaso há muito tempo. Não tomaram as medidas preventivas e fatalmente aconteceu esse problema. Mas a partir do dia 27, conforme cronograma desenhado pelo governador do Estado, Helder Barbalho, o lado B do Mangueirão estará liberado. A partir daí, trabalharemos no lado A para que, até o dia 10, o Mangueirão seja liberado em sua carga total, que é de 35 mil torcedores. Não há necessidade de intervenção total do estádio, trabalharemos por etapas”, explicou o Secretário de Estado de Desenvolvimento e Obras Públicas, Ruy Cabral.

“Eu quero tranquilizar todos os nossos torcedores, garantindo que no dia 27 o Mangueirão já vai estar com as portas abertas, trazendo a segurança necessária para a torcida e funcionários do estádio. O próprio governador esteve aqui e mostrou para a Imprensa como estava o espaço, mas estamos tomando todas as providências para recuperá-lo”, ressaltou o Secretário de Estado de Esporte e Lazer, Arlindo Silva.

Coronel Hayman Souza, comandante dos Bombeiros

Trabalho integrado

Os bombeiros têm feito vistorias frequentes no estádio, mesmo durante o período de obras. O governo está tomando as providências cabíveis necessárias à reformulação e repaginação da estrutura, além de garantir a segurança do Mangueirão, assim como a dos torcedores.

A partir da liberação parcial do estádio, entra em cena também a participação efetiva da Polícia Militar. “Dentro do Estatuto do Torcedor, o que cabe à Polícia Militar é realizar o último laudo, que é o da segurança. Dentro desse laudo, existem vários aspectos, como a acessibilidade e o deslocamento de torcedores”, pontuou o coronel Mário Antônio, comandante do Policiamento Especializado.

Estreia azulina

Ficou definido que a estreia do Remo, que tem seu mando de campo no Mangueirão, já que seu estádio está interditado, será no dia 26 de janeiro. A disputa será contra o São Raimundo, no Colosso de Tapajós, em Santarém. O clube aguarda a confirmação de uma data para a partida contra o Tapajós, em Belém. Este jogo pode ser no dia 2 ou 3 de fevereiro, mas com capacidade do Mangueirão reduzida.

“Estamos calculando que a capacidade do estádio, nesse primeiro momento, fique entre 20 e 22 mil pessoas. Mas isso só será definido dependendo da liberação das duas rampas, que são áreas de evacuação do estádio. Se não houver liberação das rampas, vamos ter que reduzir ainda mais a capacidade. Um pouco antes da liberação do estádio, no dia 27, faremos a vistoria e o cálculo dessa liberação”, destacou o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Hayman Souza.

Mesmo com o Mangueirão sendo liberado para o dia 27, a direção do Remo e a Federação Paraense de Futebol acharam melhor manter a data de estreia azulina no Parazão para o dia 26, em Santarém, por questões de logística.

O presidente do Remo, Fabio Bentes, ressaltou a preocupação do governo com a segurança. “É importante que se diga que todos os órgãos envolvidos sempre estiveram empenhados em priorizar a segurança. Agora é planejar as outras questões para que a gente possa estrear em Belém”, disse.

O empenho do Governo do Estado de garantir o Mangueirão em tempo hábil para a disputa do Parazão 2019 também foi destacado pelo presidente do Paysandu. “Queria parabenizar o governo por ter tratado do problema verificado com o senso de urgência necessário. Se a gente não tivesse o Mangueirão, seria uma tragédia financeira para todos os clubes”, lembra o presidente bicolor, Ricardo Gluck Paul.

“A gente quer agradecer ao governo do Estado por todo esse empenho, que fez um esforço com todos os seus órgãos de segurança, para colocarmos o estádio em condições seguras para o dia 27”, concluiu o presidente da Federação Paraense de Futebol, Adelson Torres.

Syanne Neno/Ag. Pará

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