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Parauapebas recebe R$ 63,6 milhões hoje e outros R$ 73,8 milhões amanhã

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

Já não era mais novidade que as prefeituras de municípios mineradores tinham milhões em royalties para receber desde setembro. E, agora, também de outubro. Ontem (9), a Agência Nacional de Mineração (ANM) recebeu autorização do Governo Federal para mandar ordem de pagamento ao Banco do Brasil, que fez o crédito da cota-parte da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) nesta quinta-feira (10). Desde 2 horas da madrugada o valor estava disponível para uso pelos entes federativos.

Mas, por enquanto, caiu apenas a cota-parte de setembro, que estava atrasada, no valor de R$ 120 milhões, que foi partilhado entre dezenas de prefeituras do Pará. A Prefeitura de Parauapebas, rainha dos royalties de mineração, recebeu hoje exatos R$ 63.579.267,61. E já está apta a receber a qualquer momento outros R$ 73.771.431,92, referentes à cota-parte deste mês. A expectativa é que essa outra “carrada de dinheiro” esteja na conta nesta sexta-feira (11).

Hoje, aliás, a ANM divulgou a cota para o mês, apenas confirmando os valores que foram antecipados com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu na última segunda-feira (7), conforme você pode relembrar aqui.

Euforia em Parauapebas

Nesta quinta, o que causou espanto foi o corre-corre de prestadores de serviços às prefeituras da região assim que perceberam a confirmação de que os royalties foram creditados. Segundo fontes do Blog, teve fornecedor que chegou cedo ao Centro Administrativo da Prefeitura de Parauapebas, na tentativa de receber o seu. “Desde ontem, ouvi que a Cfem ia cair. Cinco da manhã de hoje acessei o site do Banco do Brasil e, às 6, eu já estava parado em frente à prefeitura. Farinha pouca, meu pirão primeiro”, revelou o animado fornecedor do ramo de material gráfico.

Outro prestador de serviços ficou tão emocionado com a possibilidade de receber este final de semana que quase deu um “treco”: ao descer as escadas da prefeitura, ficou tonto de alegria, tropeçou e caiu. “Do chão não passa”, sorriu, assoprando que o que importava mesmo era que “a Cfem caiu”. A compensação, por lei, não pode ser usada para pagamento de dívidas de gestão nem despesa com pessoal, embora seu volume entre no cálculo da composição da receita corrente líquida para dedução de limites preconizados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O resto pode.

O Blog do Zé Dudu estima que a Prefeitura de Parauapebas, a que mais recebe Cfem, vai encerrar este ano tendo embolsado R$ 650 milhões com essa “fonte de renda”. Mas esse valor histórico foi reforçado pelos R$ 105 milhões creditados em junho, montante atrasado e que a mineradora multinacional Vale topou pagar para evitar demanda judicial.

Prognóstico para 2020

Ambiciosa, a administração de Darci Lermen intenciona faturar ao longo de 2020 impressionantes R$ 720 milhões em Cfem, conforme expresso na minuta do projeto de lei orçamentária que o prefeito enviou para apreciação da Câmara de Vereadores. É como se a Prefeitura de Parauapebas fosse ganhar de mão beijada e sem qualquer esforço todo o dinheiro que circula no próspero município maranhense de Imperatriz, que, a propósito, é bem mais dinâmico e organizado que Parauapebas.

A base e os fundamentos dos cálculos para se chegar a essa estimativa colossal de royalties no ano que vem são desconhecidos. Se não houver “atrasados” para receber (e não há), dificilmente a previsão se concretizará. O mercado de commodities já revisa seus números. A maior fabricante de aços especiais da China observa que os preços atuais do minério de ferro — produto que toca a vida de Parauapebas — não se sustentam em razão de incertezas na economia global nos próximos anos.

O preço spot do minério de referência está, hoje, na casa dos 90 dólares a tonelada, após chegar a 127,15 dólares em julho. Em 2019, a média é de 95 dólares, bem mais que os 70 dólares apurados em 2018. A perspectiva é de que em 2020 os preços oscilem entre 60 e 70 dólares, com a retomada gradativa de produção da Vale em projetos paralisados, abertura de novas frentes de lavra da própria Vale e outras gigantes do setor. Para variar, os royalties de mineração se valem de recursos finitos.

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Infarto é a doença do coração que mais mata em Parauapebas

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

As doenças cardiovasculares são os principais agentes de mortalidade no mundo e os números assustam. A estimativa é de que, até 2020, sejam a causa da morte de aproximadamente 25 milhões de pessoas, com o maior número de registros – 19 milhões – em países de baixa e média renda.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil as doenças do coração matam cerca de 300 mil pessoas ao ano, vítimas principalmente de acidente vascular cerebral (AVC), doença vascular periférica, infarto agudo do miocárdio e morte súbita. Doenças que podem ser prevenidas a partir de hábitos simples, como evitar o álcool e o tabaco, praticar alguma atividade física e ter uma alimentação saudável.

Em Parauapebas, o coeficiente de mortalidade por doenças do aparelho circulatório em 2018 foi de 86,75 óbitos para cada grupo de 100 mil habitantes. De 176 óbitos, 52,84% foram no sexo masculino. O infarto agudo do miocárdio apresentou a maior incidência de mortes com um total de 56 registros e taxa de 27,68 mortes a cada grupo de 100 mil pessoas.

Em uma série de três reportagens, o Blog do Zé Dudu informará a respeito deste mal silencioso que afeta, cada vez mais, pessoas jovens. Serão abordadas as causas e as formas de prevenção para se manter longe do susto de um infarto ou até mesmo da morte súbita em um infarto fulminante.

Na primeira reportagem, a entrevista foi com o renomado cardiologista Adilson Santana, que é mestre, doutor e pós-doutor em cirurgia cardiovascular. Ele informa sobre as características, heranças e cargas genéticas que podem provocar um infarto. Quem sofre, por exemplo, com problemas de hipertensão, diabetes ou obesidade mórbida corre mais risco de ter infarto.

“A genética está lá, marcando seu DNA, dando aquela força para que o indivíduo seja acometido com mais facilidade”, alerta o médico, que considera de grande importância as pessoas serem conscientes de que apresentam tendência a doenças do coração, para se manter longe dos fatores de risco, como a obesidade, o sedentarismo, a alimentação inadequada, hidratação insuficiente, alteração na qualidade do sono, níveis anormais de colesterol, triglicerídeos, ácido úrico ou glicose.

Para quem tem maior probabilidade de sofrer doenças cardiovasculares e deseja manter-se fora da zona de perigo, Adilson Santana recomenda evitar longos períodos de jejum assim como ambientes desagradáveis e estressantes, buscando, preferencialmente, ser feliz.

Origem do infarto – No conceito científico, como explica Adilson Santana, as doenças coronarianas são tipificadas como inflamatórias. Começa quando os vasos sanguíneos passam a conviver permanentemente com um processo de inflamação, que forma uma barreira e passa a comprometer o fluxo natural do sangue. A partir daí, coágulos vão se formando e crescendo até chegar ao ponto de obstruir completamente as artérias, impedindo a passagem do sangue.

“Feito isso, a artéria que está após esse coágulo deixa de receber oxigênio e glicose. O infarto nada mais é do que a morte de uma área do músculo cardíaco. Assim, morrendo parte do músculo, a bomba perde a capacidade de contrair de forma eficaz, o que impossibilita que chegue sangue e outros nutrientes ao cérebro e demais órgãos. E a pessoa, naturalmente, vai a óbito”, explica Adilson Santana.

Salvamento de emergência – Havendo tempo de o médico socorrer a vítima de infarto, o primeiro procedimento deve ser a abertura da artéria entupida através de angioplastia (intervenção cirúrgica), cateterismo ou com uso de substâncias que dissolvam o coágulo.

Com o avanço do conhecimento médico, Adilson Santana diz que atualmente já é possível fazer uma intervenção de quatro a seis horas de duração, com bom resultado.

Deficiência de atendimento na rede pública – Apesar do grande número de pessoas atingidas por doenças cardiovasculares, as unidades básicas de saúde são despreparadas para atender esses pacientes, aponta Adilson Santana, que vê isso com preocupação. “Não existe serviço de emergência para o coronariano, que é o paciente infartado. Sendo que apenas quando ele chega é que vão chamar o cardiologista. E isso não é serviço de emergência, é simulação”, atesta o médico.

Adilson Santana ressalta que em todas as cidades “civilizadas” as emergências funcionam conjugadas com neurologista intervencionista e o cardiologista intervencionista, que tem como papel identificar o caso e atuar para recanalizar o fluxo sanguíneo. Esse é o atendimento normal. No mais, diz o médico, é tentativa de resolver o problema dependendo da gradação do problema para se obter bom ou nenhum resultado.

Prevenção e mais esporte nas escolas – Além dos bons hábitos, fazer avaliação médica no mínimo uma vez por ano pode ser uma das formas de evitar que a doença avance. É que muita gente não sabe que tem doença cardiovascular e é surpreendido ao fazer os exames. Aí é hora de redobrar os cuidados com a saúde.

Se o indivíduo tiver histórico familiar prévio, a rotina médica deve começar a partir dos 30 anos de idade para verificar alterações que, corrigidas, previnem qualquer doença. Um atenuante para os tempos atuais, de acordo com Adilson Santana, é a difusão dos benefícios de exercícios físicos, tanto que as academias invadiram as cidades.

Contudo, há um agravante apontado pelo médico: a falta de incentivo da prática de esporte nas escolas, o que tem contribuído para que as pessoas sofram, cada vez mais cedo, com doenças cardiovasculares. “Não faz muito tempo que os jovens praticavam esportes nas escolas; andavam, jogavam basquete ou outra modalidade. Hoje em dia, aluga-se um prédio, transformam-no em uma escola e fabricam pessoas para serem aprovadas em concursos e vestibulares”, contrapõe-se Adilson Santana.

Em tom de alerta, o especialista recomenda às escolas para que voltem a se preocupar com a saúde dos alunos desde a primeira infância e invistam na prática regular de esportes. Outras atividades físicas, como dança, capoeira, podem ser também um bom estímulo para crianças, jovens e adolescentes.

Mais estudos e conhecimento – O cardiologista Adilson Santana prevê que com o aumento de população inevitavelmente aumenta o número de pessoas sujeitas a adoecer. Além disso, a população brasileira vai envelhecendo, fase em que as doenças aparecem mais.

Diante desse fato, o médico sustenta que tudo precisa ser identificado, conhecido, para que o suporte de atendimento fique de acordo com a realidade da população e da possibilidade de surgimento de novas doenças.

“Não se pode sustentar um plano de 30 anos atrás em uma realidade atual. Em Parauapebas, temos uma população estimada em 300 mil habitantes, parte deles vindo de diversas partes do País, com doenças carreadas dos mais diferentes pontos”, observa Adilson Santana, que é membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cardiologia, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e do Colégio do American College of Source e ainda membro da Sociedade Alemã de Cirurgia Cardíaca e Vascular. 

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Na segunda reportagem do Blog do Zé Dudu, o personal trainer Fábio José explicará a melhor forma de fazer atividades e exercícios físicos para evitar doenças vasculares. Ele vai informar qual o momento ideal para se iniciar exercícios preventivos (idade ou condições); os cuidados que devem ser tomados antes de se iniciar uma rotina de atividades físicas; como deve ser a rotina de exercícios físicos para se manter saudável; a importância de exercícios físicos para a prevenção de problemas cardíacos; como devem ser introduzidos os exercícios físicos na rotina da pessoa que já apresenta problemas cardíacos; e o que pode ser feito, fora da academia, como atividades físicas e exercícios para manter a saúde.

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Promotora de Justiça de Parauapebas propõe anulação da eleição para conselhos tutelares

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A promotora de Justiça de Parauapebas, Crystina Taketa Morikawa, deliberou na última quarta-feira (4) que o Ministério Público deverá propor ação civil pública para anular a eleição para os dois conselhos tutelares de Parauapebas e realizar um novo pleito. Isso quase dois meses depois de realização do processo eleitoral, que atraiu cerca de 20 mil eleitores do município. 

A ação somente agora está sendo proposta porque as denúncias não chegaram de imediato ao MPPA. “Somente entre os dias 10.11.2019 e 13.11.2019 o Ministério Público recebeu denúncias sobre irregularidades que ocorreram no dia das eleições, bem como a conduta de alguns candidatos que estão sendo objeto de apuração pela Comissão Eleitoral, fatos que se previamente noticiados poderiam ter sido sanados durante as eleições, principalmente no que tange a irregularidades de forma, todavia isso não aconteceu,” relata Crystina Morikawa, em seu despacho.

Para ter maior embasamento, o Ministério Público solicitou, por ofício, informações à comissão eleitoral sobre as denúncias, dentre as quais a de que houve urnas que não foram lacradas após a apuração dos votos. A resposta da comissão foi enviada na segunda-feira (2) ao MPPA.

Ao confrontar as irregularidades apontadas e a justificativa da comissão, a promotora de Justiça avaliou que “algumas irregularidades nos parecem impossíveis de sanar neste ponto do procedimento, posto que não se pode confirmar integralmente no conteúdo das urnas conferidas posto que estas não foram mantidas lacradas após a apuração até a recontagem”.

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdcap) argumentou ter havido falha humana diante da falta de suporte técnico para a realização do pleito. A entidade solicitou oficialmente urnas eletrônicas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA), mas teve o pedido negado. E precisou trabalhar com as antigas urnas, 50 no total.

O Comdcap e a comissão eleitoral justificaram ainda que mesários desistiram de trabalhar às vésperas e até no dia do pleito, sobrecarregando ainda mais o processo. Em seu despacho, Crystina Morikawa considera que houve a falta de apoio necessário do governo municipal para a eleição. 

“Parte do ocorrido decorre da omissão do município em dar integral suporte de recursos de pessoal e material para que as eleições ocorressem de forma correta. Assim sendo, pelos fatos supra relatados e tendo em vista a importância dos serviços prestados pelo Conselho Tutelar à comunidade, sendo os seus serviços essenciais, delibero pela propositura de ação civil pública para buscar a anulação do pleito ocorrido no dia 06 de outubro de 2019, e a realização de novas eleições,” delibera a promotora de Justiça.

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Parauapebas é 6º e Marabá é 15º do Brasil onde mais se constrói

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Impulsionado por obras de construção civil no setor público, bem como pelas contratações no comércio e no setor de serviços, o município de Parauapebas voltou a brilhar no mapa do emprego nacional. Com saldo líquido superior a 6.000 postos de trabalho com carteira assinada abertos entre janeiro e outubro deste ano, a sensação de empregos só não parece ser maior porque a população municipal cresceu demais (hoje supera 200 mil moradores) e o número de pessoas desempregadas ainda resiste (atualmente na casa de 40 mil).

Dez anos atrás, quando o município criou cerca de 5.400 mil oportunidades formais, a impressão e a sensação de empregabilidade eram maiores porque havia algo em torno de 100 mil habitantes a menos, bem como menos pessoas desempregadas. Era, portanto, mais fácil encontrar emprego e mais difícil localizar quem, em idade de trabalhar, estivesse desocupado.

Apesar de ter enfrentado uma severa desaceleração econômica no meio desta década em razão, sobretudo, da baixa no preço do minério de ferro, único ganha-pão local, Parauapebas começou a se recuperar em 2018 e este ano está matando a pau na geração de vagas. A boa notícia é que o município é o 11º que mais gera empregos com registro em carteira, de acordo com dados divulgados este mês pelo Ministério da Economia, por meio de seu Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

A má é que nos próximos meses, com a conclusão de muitas obras civis e com o enxugamento do comércio após o período das festas de fim de ano, quando se massificam as contratações temporárias, o mercado de trabalho local deverá desacelerar em termos de volume, haja vista os desligamentos naturais notadamente em funções de alta rotatividade, como as da construção civil.

O Blog do Zé Dudu investigou que a construção civil, sozinha, abriu 3.195 postos de trabalho com carteira assinada em dez meses deste ano. Esse setor é importante por ser termômetro da economia. Se ele gera muito emprego, é sinal de que se está construindo muito. Hoje, Parauapebas é o 6º lugar do Brasil onde mais se constrói, superado apenas por Belo Horizonte (15.472 postos de trabalho criados), São Paulo (8.523), Salvador (5.923), Brasília (3.692) e Curitiba (3.590). O setor de construção civil é seguido por serviços, com 2.113 novas oportunidades, e comércio, com 782. As únicas áreas econômicas que insistem em mais demitir que contratar são a indústria da transformação, com 161 demissões, e os serviços de utilidade pública, com 51 desligamentos.

Marabá

Outro desempenho expressivo em nível de Brasil foi o de Marabá, que é atualmente o 15º com a construção civil mais próspera. Com quase 300 mil habitantes, a capital do cobre supera metrópoles com mais de 1 milhão de habitantes, como Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Belém e Maceió em dinamismo no mercado de trabalho. Outros setores que têm impulsionado o mercado de trabalho marabaense e com fartura de empregos são serviços (285 novas vagas criadas), extração mineral (284) e comércio (215).

Confira o ranking preparado com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu dos 20 municípios do país que mais geraram emprego com carteira assinada em cargos e funções da construção civil!

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