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INTERNACIONAL

Parlamentares do Irã autorizam ação firme contra atos “terroristas” dos EUA

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Ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, durante entrevista coletiva em Bagdá 10/03/2019 REUTERS/Khalid Al-Mousily

O Parlamento do Irã aprovou um projeto de lei nesta terça-feira que pede que o governo adote medidas duras para reagir a “ações terroristas” de forças dos Estados Unidos, noticiou a televisão estatal, retaliando a inclusão da Guarda Revolucionária de elite do país em uma lista negra de Washington.

No dia 8 de abril, o presidente Donald Trump designou a Guarda Revolucionária como um grupo terrorista estrangeiro, uma decisão inédita que provocou repúdio iraniano e temores de ataques retaliatórios contra forças dos EUA.

Teerã reagiu à designação, que entrou em vigor em 15 de abril, classificando o Comando Central dos EUA (Centcom) como uma organização terrorista e o governo norte-americano como um patrocinador do terrorismo.

“O projeto de lei autoriza o governo a adotar medidas firmes e retaliatórias contra atividades terroristas de forças americanas que ameacem interesses do Irã”, disse a rede de TV.

“O governo deveria usar medidas legais, políticas e diplomáticas em resposta às ações americanas.”

Extremamente leal ao líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, a Guarda Revolucionária é uma força poderosa que controla a maior parte da economia iraniana e exerce influência política no fracionado establishment clerical do país.

A agência de notícias semioficial Tasnim disse que cerca de 168 dos 210 parlamentares presentes votaram a favor do projeto de lei.

As tensões entre Teerã e Washington estão crescendo desde o ano passado, quando Trump retirou os EUA de um acordo nuclear de 2015 entre o Irã e seis grandes potências e reativou sanções contra o regime.

Nos últimos anos, houve confrontos periódicos entre a Guarda Revolucionária e os militares dos EUA no Golfo Pérsico.

O novo comandante-chefe da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, indicado depois da inclusão da força na lista negra dos EUA, já alertou no passado que o Irã poderia usar seus mísseis balísticos e de cruzeiro, drones, minas, lanchas e lançadores de mísseis na área do Golfo Pérsico para confrontar os EUA.

O governo Trump, que adotou uma postura rígida com o Irã, disse em um comunicado divulgado na segunda-feira que o presidente decidiu não renovar as dispensas para importadores comprarem petróleo iraniano sem enfrentar sanções a partir de maio.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, disse que o aumento da pressão econômica sobre o Irã mostrou que Washington está em pânico.

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INTERNACIONAL

Ladrões roubam 2 mi de euros em joias de castelo na França

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Bandidos invadiram castelo na França e levaram joias Foto: Reprodução

Seis criminosos invadiram o castelo Vaux-le-Vicomte, construído no século XVII ao sul de Paris e levaram 2 milhões de euros (R$ 9,14 milhões) em joias na madrugada desta quinta-feira (19).

Durante a ação, os homens, que estavam encapuzados e desarmados, invadiram os quartos do conde Patrice de Vogüe, de 90 anos, e da condessa Cristina, de 78 anos, e amarraram os dois com gravatas. Eles levaram esmeraldas que estavam guardadas em um cofre, mas não roubaram nenhum dos objetos das coleções do palácio.

A direção do local disse que o casal está bem e que o palácio segue aberto para visitas. O castelo Vaux-le-Vicomte, conhecido como “pequena Versalhes”, foi construído entre 1656 e 1661 a 50 km de Paris pelo ministro das Finanças de Luís XIV, Nicolás Fouquet.

Patrice de Vogüé abriu a propriedade ao público em 1968, que atualmente é dirigida pelos três filhos do casal. O castelo recebe 250 mil visitantes a cada ano. Em 2007, a atriz Eva Longoria e do jogador basquete Tony Parker fizeram seu casamento no local.

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INTERNACIONAL

Boris Johnson tem “até o fim do mês” para definir plano do Brexit

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Por RTP* Paris/Reuters/Dylan Martinez/Direitos Reservados

O primeiro-ministro da Finlândia, Antti Rinne, reuniu-se com o presidente francês, Emmanuel Macron, para discutir o futuro do Reino Unido na União Europeia (UE). Os dois líderes concordaram que Boris Johnson terá até o fim deste mês para definir por escrito um plano de Brexit (a saída do bloco).

“Concordamos que está na hora de Boris Johnson produzir as suas próprias propostas por escrito – se é que existem. Se nenhuma proposta for recebida até o final de setembro, acabou”, afirmou Antti Rinne após se ter reunido com o presidente francês em Paris nessa quarta-feira (18).

Johnson, por sua vez, disse que acredita em um possível acordo durante a cúpula em Bruxelas, em 17 de outubro, quando estarão reunidos todos os líderes da UE. O primeiro-ministro britânico insistiu que o Brexit acontecerá até o dia 31 de outubro, independentemente de haver acordo.

Desde que assumiu o cargo em julho, Johnson apresentou algumas propostas como alternativas ao recuo da fronteira irlandesa, a política que visa a impedir o retorno de uma fronteira rígida na ilha da Irlanda e um ponto de discórdia no acordo do Brexit da ex-primeira-ministra Theresa May.

A Finlândia ocupa atualmente a presidência rotativa da UE e o primeiro-ministro finlandês pretende discutir o novo prazo com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e Boris Johnson nos próximos dias. Essa posição ainda não foi acertada com os outros países da UE.

“O dia 30 não é uma data precisa, discutida e acordada pelos 27 [integrantes do bloco]. Mas essas questões não são fáceis de resolver. Se querem estar devidamente preparados para a cúpula [de 17 de outubro], o 30 de setembro já é apertado”, disse um diplomata da UE à Reuters.

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Chanceleres do TIAR se reunirão em NY para tratar crise na Venezuela

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Agência France-Presse

Os ministros das Relações Exteriores dos países do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) se reunirão na próxima segunda-feira (23/9), em Nova York, para invocar o acordo de defesa em razão da crise na Venezuela – informou nesta quarta-feira (18/9) o embaixador da Colômbia nos EUA.

“No dia de ontem, em uma reunião aqui em Washington dos embaixadores que estão no processo do TIAR, foi tomada a decisão de que na segunda-feira haverá uma reunião em Nova York em nível ministerial”, disse o embaixador da Colômbia nos Estados Unidos, Francisco Santos.
O objetivo da reunião é “a decisão de invocar e, a partir daí, poder tomar decisões respectivas em relação às sanções”.
O diplomata ressaltou, entretanto, que de “nenhuma maneira quer dizer que se aprova o uso de ações militares”.

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