Conecte-se Conosco

INTERNACIONAL

Parlamento volta a rejeitar eleições antecipadas no Reino Unido

Publicado

em

Por Deutsche Welle* Londres/Agência Brasil

Os deputados britânicos vetaram hoje (10), pela segunda vez, proposta do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, para convocar eleições antecipadas no país.

Johnson precisava do apoio de dois terços dos 650 deputados que integram a Câmara dos Comuns (câmara baixa do Parlamento), mas só obteve 293 votos dos 434 necessários.

A maioria dos integrantes da oposição, sobretudo do Partido Trabalhista, se absteve, confirmando decisão feita em acordo com o Partido Liberal Democrata, o Partido Nacional Escocês (SNP) e os galeses do Plaid Cymru.

Essa foi a segunda tentativa fracassada para marcar eleições antecipadas para 15 de outubro, depois de uma primeira na última quarta-feira, na qual o governo conseguiu 298 votos a favor. Também foi a sexta derrota de Johnson no Parlamento em seis dias.

Ao apresentar mais uma vez a moção para convocar o pleito, Johnson lamentou que o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, seja “o primeiro oposicionista da história do Reino Unido” a negar a oportunidade de chamar a população às urnas.

Consentimento

Johnson reiterou que não tem intenção de pedir à União Europeia (UE) um novo prazo para o Brexit, previsto para ocorrer no dia 31 de outubro. No entanto, o Parlamento do Reino Unido aprovou uma lei, que recebeu o consentimento da rainha nesta segunda-feira (9), que obriga o governo a pedir novo adiamento caso um acordo para a saída não seja aprovado até 19 de outubro.

“Se os deputados querem outra prorrogação, a maneira adequada de fazê-lo é pedir permissão aos eleitores”, disse Johnson.

Corbyn respondeu que os trabalhistas só aprovarão a convocação de novas eleições depois que a hipótese de um Brexit sem acordo tenha sido totalmente retirada das negociações. Segundo ele, a saída da UE sem qualquer tipo de pacto, como sugere o primeiro-ministro, elevaria o desemprego e geraria pobreza no Reino Unido.

Ordem

Após a votação, realizada em uma sessão que terminou já de madrugada no Reino Unido, o Parlamento permanece fechado até 14 de outubro – duas semanas antes da data prevista para a saída do Reino Unido da UE –, cumprindo uma ordem do próprio premiê.

A oposição deixou o Parlamento em protesto por causa da suspensão de cinco semanas imposta por Johnson. Deputados oposicionistas levantaram cartazes com a palavra “silenciados”, outros gritavam “Tenha vergonha!”, enquanto legisladores governistas deixavam o plenário.

O presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, também fez críticas ao recesso, afirmando se tratar da maior pausa há décadas, algo que não é uma medida “normal”.

Bercow anunciou nesta segunda-feira que renunciará à presidência da Câmara em 31 de outubro, se não houver eleições até essa data. Seu sucessor provavelmente seria escolhido pelo atual Parlamento, no qual não há uma maioria a favor de um Brexit sem acordo.

O Partido Conservador, de Johnson, venceria uma possível nova eleição no Reino Unido, de acordo com uma média das últimas pesquisas realizadas no país feita pelo jornal The Times. O premiê e seus aliados obteriam 34% dos votos, contra 25% dos trabalhistas.

O levantamento também aponta que o Partido do Brexit, liderado por Nigel Farage, se tornaria a quarta força da Câmara dos Comuns, com 12% dos votos, atrás dos liberal-democratas, que teriam 18%.

Continue lendo
Clique para comentar

INTERNACIONAL

Trump diz que há muitas opções para reagir ao ataque na Arábia Saudita

Publicado

em

Por NHK (emissora pública de televisão do Japão) -/

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que há várias opções para lidar com os ataques a instalações de petróleo na Arábia Saudita durante o fim de semana.

Ao ser perguntado por um jornalista se o Irã estaria por trás dos ataques, o presidente respondeu que “está certamente parecendo que sim no momento”.

Trump disse ainda que os Estados Unidos têm várias opções, mas que no momento o país não está considerando nenhuma delas.

O presidente disse que os EUA têm os melhores sistemas de armas, mas que não quer guerra com ninguém.

Ele acrescentou que planeja enviar o secretário de Estado, Mike Pompeo, à Arábia Saudita, e discutir a questão com países do Golfo Pérsico e da Europa.

 

Continue lendo

INTERNACIONAL

Japão diz que não há problema imediato com abastecimento de petróleo

Publicado

em

Foto: Reprodução / Fonte: Agência Brasil

O ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Isshu Sugawara, disse hoje (17), em Tóquio, que não há problema imediato com o abastecimento de petróleo no país, após os ataques a instalações de produção da commodity na Arábia Saudita.

O Japão tem forte dependência do Oriente Médio para suas importações de petróleo.

Entretanto, Sugawara disse que o país tem reservas para mais de 230 dias de consumo interno.

Ele acrescentou que vai monitorar cautelosamente o impacto dos ataques sobre o abastecimento no Japão, bem como os movimentos do mercado de petróleo.

Informou, ainda, que o Japão pode liberar parte de suas reservas, se necessário, em cooperação com a Agência Internacional de Energia e outros países.

Continue lendo

INTERNACIONAL

Armas usadas em ataque contra Arábia Saudita eram iranianas

Publicado

em

Agência France-Presse/foto: AFP)

As armas usadas no ataque à Arábia Saudita, que reduziu enormemente o abastecimento mundial de petróleo e despertou o temor de uma escalada militar entre Washington e Teerã, foram fabricadas no Irã – anunciou a coalizão dirigida por Riad no Iêmen, nesta segunda-feira (16/9).

“A investigação segue, e todas as indicações mostram que as armas usadas provêm do Irã”, declarou à imprensa em Riad o porta-voz da coalizão, o coronel saudita Turki al-Maliki.
Ele acrescentou que se investiga a origem dos disparos, que atingiram, no sábado, as instalações petroleiras na Arábia Saudita. O país é o maior exportador mundial desta commodity é um peso pesado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
O ataque fez a produção de petróleo da Arábia Saudita cair pela metade.
As autoridades do Kuwait também abriram uma investigação. Segundo versões locais, um drone teria invadido o espaço aéreo no sábado para sobrevoar o palácio do emir, mesmo dia do ataque à Arábia Saudita.
A ofensiva foi reivindicada pelos rebeldes huthis xiitas do Iêmen. À frente de uma coalizão militar, Riad intervém desde 2015 neste país em guerra. Ao lado do governo, tenta conter os rebeldes apoiados pelo Irã.
O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, considerou que não há provas de que este “ataque sem precedentes contra o abastecimento energético mundial” tenha origem no Iêmen. Washington acusa o Irã de estar por trás do episódio.
Teerã rebateu, julgando essas acusações “sem sentido” e “incompreensíveis”, segundo o porta-voz do Ministério iraniano das Relações Exteriores, Abas Musavi.

”Braço longo”

Segundo o coronel Al-Maliki, “os ataques não foram lançados do território iemenita, como reivindicaram os huthis”. Ele classificou o grupo de “instrumento nas mãos dos Guardiães da Revolução e do regime terrorista iraniano”.
Os rebeldes huthis insistem na autoria dos ataques e, hoje, chegaram a ameaçar lançar uma nova ofensiva contra alvos na Arábia Saudita.
“Temos o braço longo e ele pode alcançar qualquer lugar, a qualquer momento”, advertiu o porta-voz militar do grupo, Yahiya Saree, dirigindo-se ao “regime saudita”.
A infraestrutura energética saudita já foi atacada pelos huthis, sobretudo, em maio e em agosto.
Os ataques de sábado à usina de Abqaiq e ao campo de Khurais, no leste, são de outra escala, porém: reduziram a produção saudita pela metade, para 5,7 milhões barris por dia, cerca de 6% da oferta mundial.
Com isso, os preços do barril dispararam. Nas primeiras cotações desta segunda-feira de manhã, os preços subiam mais de 10%: o barril americano de WTI avançava 10,68%, a 60,71 dólares, e o barril de Brent do mar do Norte ganhava 11,77%, a 67,31 dólares.

Explosão de preços

Neste contexto, as autoridades sauditas estudam a possibilidade de adiar a entrada na Bolsa do gigante petroleiro Aramco, segundo fontes próximas ao caso.
“Estão tentando avaliar os danos. É uma possibilidade, mas ainda é muito cedo”, disse uma destas fontes, pedindo para não ser identificada.
Nesta segunda, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que seu país não “precisa de petróleo, nem de gás do Oriente Médio”, mas prometeu “ajudar” seus aliados.
“Somos um exportador de energia e, agora, o produtor de energia número um no mundo”, tuitou.
O secretário americano da Energia, Rick Perry, tentou conter a explosão dos preços do cru, destacando a “quantidade substancial de petróleo disponível”.
Perry disse ser “prematuro” falar da necessidade de se recorrer às reservas estratégicas dos Estados Unidos, enquanto ainda se avalia o dano à produção saudita.
Pressionado entre seus dois grandes sócios, Teerã e Washington, o Iraque insistiu, nesta segunda-feira, que seu território não foi usado como plataforma para atacar as instalações sauditas.

Continue lendo

Destaque