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Esportes

Paysandu busca recuperação de dura sequência de 3 jogos fora de casa

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Foto: Jorge Luiz/PSC

A um momento em que o vento sopra desfavorável ao time, o Paysandu, que vem da perda da liderança do Grupo B da Série C do Brasileiro, ao cair, em casa, frente ao Juventude-RS, terá uma sequência de três jogos fora de casa para tentar se redimir diante da Fiel. Serão duas partidas pela Terceirona, contra o Volta Redonda-RJ e o Boa Esporte-MG, intercalados pela estreia da equipe nas oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Internacional-RS. No retorno a Belém, o Papão pega de novo o Inter, na partida de volta pelo torneio nacional. Uma maratona de cão a ser enfrentada pelos bicolores em onze dias.

Desde o final do jogo do último sábado (11), quando o time deixou escapar os 100% de aproveitamento que tinha na Série C e, consequentemente, a liderança do grupo e geral da competição, o técnico Léo Condé já bate cabeça debruçado sobre os planos para os jogos de domingo (19), contra o Volta, quinta-feira (23) frente ao Inter, e domingo (26), contra o Boa. A partida de volta diante do Colorado, marcada para a quarta-feira (29), só deverá entrar na pauta do treinador no retorno da equipe a Belém.

Condé ainda não se manifestou sobre como pretende agir na montagem do time para a sequência de jogos. Contudo, é provável que ele faça alternâncias na formação da equipe, poupando este ou aquele atleta em uma e outra partida. O técnico dispõe de 34 jogadores no elenco do clube, sendo que quatro não estão inscritos nas competições. O caso do volante Wellington Reis é diferente. O atleta, além de estar lesionado, é um dos recém-contratados, mas não poderá enfrentar o Inter por ter disputado o torneio pelo Vila Nova-GO.

Como tem alguns dos novatos que ainda não estrearam pelo time, é possível que o treinador lance mão desses atletas nas partidas. A exceção é o volante Uchôa, que, segundo o técnico, passará pelo período de transição, ao retornar de Belo Horizonte, onde teria ido ver o filho recém-nascido. Condé adiantou que a prioridade bicolor é a participação do time na Série C, sem, porém, desvalorizar a inclusão bicolor na Copa BR.

“Claro que o nosso foco é a Série C, de retomar o Paysandu para a Série B. Mas a Copa do Brasil tem sua importância”, declarou Condé. Ele falou ainda sobre sua expectativa para a estreia no torneio. “A gente espera realizar uma boa primeira partida em Porto Alegre e trazer a decisão para casa. Com o apoio do torcedor, no jogo da volta, é difícil, mas não impossível conseguir a classificação”, arrematou o treinador.

– Até aqui o Paysandu fez apenas um jogo fora de casa pela Série C do Brasileiro. Foi na estreia contra o Ypiranga-RS, em Erechim, quando o técnico Léo Condé relacionou 20 atletas para a viagem do time ao interior do Rio Grande do Sul. Agora, com o Papão tendo três partidas seguidas como visitante, duas pelo Nacional e uma pela Copa do Brasil, é provável que a lista de jogadores ganhe conte com, no mínimo, cinco jogadores a mais na comitiva.

– O número maior de atletas se deve não só a quantidade de jogos, mas também pelo fato da equipe só retornar a Belém após o jogo de ida contra o Internacional-RS, pela Copa BR, e que intercalará os confrontos com o Volta Redonda-RJ e o Boa Esporte-MG pela Terceirona. O plano de viagem bicolor até ontem ainda não havia sido divulgado, mas, de antemão, já se sabe que o grupo ficará ausente de Belém até o dia 27.

– Se o deslocamento do Papão ainda não teve seu roteiro anunciado, situação diferente acontece com a premiação a ser paga pelo clube em caso de classificação da equipe as quartas de final da Copa BR. De acordo com o presidente Ricardo Gluck Paul, o Papão deverá pagar R$ 1 milhão caso o time elimine o Inter.

– O Papão tem garantida cota de participação no torneio no valor de R$ 2.5 milhões. A premiação será “engordada” pelo montante arrecadado nas bilheterias. A projeção da diretoria é que pelo menos R$ 1.5 milhão seja obtido com a venda de ingressos. Na última vez em que Papão e Inter se enfrentaram em Belém, em 2017, pela Série B do Brasileiro, o público pagante foi 10.118 pagantes, com renda de R$ 235.685,00, com a cota bicolor sendo de pouco mais de R$ 150 mil.

Nildo Lima/Diário do Pará

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CBF divulga arbitragem para Internacional x Paysandu

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Foto: Reprodução / Com informações O Liberal

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou a escala de arbitragem para o primeiro jogo do duelo entre Internacional e Paysandu, válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil, que ocorre no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

O confronto terá a arbitragem de Vinicius Gonçalves Dias Araujo (CBF). Miguel Caetano Ribeiro (CBF) e Bruno Slgado Rizo (CBF) serão os auxiliares, enquanto que Douglas Marques das Flores (CBF) será o quarto árbitro.

A novidade fica por conta da entrada do sistema de vídeo-arbitragem, o VAR, para facilitar as decisões dos oficiais em campo, a partir dessa fase do torneio nacional. É a primeira vez que uma equipe do norte do Brasil será contemplada com o árbitro de vídeo.

O sistema será comandado por José Claudio Rocha Filho (CBF), que terá como assistentes Marcio Henrique de Gois (CBF) e Fabricio Porfirio de Moura (CBF). Gilberto Corrale (CBF) é o supervisor de protrocolo. Toda a arbitragem definida para a partida é do estado de São Paulo.

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Tricampeão da Fórmula 1, ex-piloto Niki Lauda morre aos 70 anos

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Foto: Reprodução / Fonte: Correio Braziliense
Uma das lendas do automobilismo mundial, o austríaco Niki Lauda morreu aos 70 anos, nesta segunda-feira. O ex-piloto, campeão da Fórmula 1 em 1975, 1977 e 1984, vinha sofrendo com problemas de saúde há pelo menos um ano. Em 2018, chegou a ser submetido a um transplante de pulmão e passou dois meses internado.
“Com profunda tristeza, anunciamos que nosso amado Niki morreu pacificamente com sua família na segunda-feira. Suas realizações únicas como atleta e empreendedor são e permanecerão inesquecíveis. Seu incansável entusiasmo pela ação, sua franqueza e sua coragem permanecem um modelo e uma referência para todos nós. Era um marido amoroso e atencioso, pai e avô longe do público, que sentirá sua falta”, disse comunicado publicado pela família.

Nos últimos anos, ele vinha exercendo a função de presidente de honra da equipe Mercedes, que vem dominando a F-1 nos últimos anos. Lauda atuava quase como um conselheiro de luxo, próximo ao chefe de equipe Toto Wolff e aos pilotos, o inglês Lewis Hamilton e o finlandês Valtteri Bottas.

OBITUÁRIO

A atitude mais comum de Niki Lauda durante os seus 70 anos de vida foi teimar. Foi assim desde jovem, quando rompeu com a família para ser piloto. Já mais maduro, ele desafiou os prognósticos dos médicos e voltou às pistas seis semanas depois de um grave acidente. O austríaco enfrentou ainda dois transplantes de rim e um de pulmão, duas dissoluções de empresas, ganhou o campeonato mais disputado da história e virou tema de filme.
A biografia movimentada de Lauda começou e terminou em Viena. Da pacata capital austríaca saiu um rapaz dentuço, franzino e mau humorado, mas que mudaria a história da Fórmula 1. A categoria cresceu em interesse televisivo mundial em 1976 graças às disputas de Lauda com o inglês James Hunt. A rivalidade entre ambos foi o ponto de partida para as transmissões das corridas se transformarem em grandes atrações.
Bem antes da fama e do reconhecimento, o jovem Andreas Nikolaus Lauda teve de derrotar a família. O futuro herdeiro de um avô investidor financeiro havia sido preparado para assumir os negócios. A vontade, porém, era outra. Ao decidir que seria piloto, causou a ira familiar e ouviu que não receberia um centavo para ajudar na carreira.
Lauda sempre foi teimoso e não teve medo. Pediu empréstimo para um banco para conseguir arcar as despesas nos primeiros anos de carreira e confiou que os com os bons resultados logo conseguiria devolver o valor. Deu certo. Aos 22 anos ele ganhou chance na Fórmula 1, onde o estilo detalhista no acerto dos carros e o estilo “careta” lhe ajudaram a conseguir resultados.
Em uma época em que ser piloto era sinônimo de festas, mulheres e badalação, o austríaco era o oposto. Lauda era sisudo, avesso à vida social e consolidou de vez a carreira em 1975. No cockpit da Ferrari, ganhou cinco provas e foi campeão do mundo aos 26 anos. No ano seguinte ele precisaria voltar a ser teimoso não para continuar a carreira, mas para seguir vivo.
A temporada de 1976 é mais lendária da história da Fórmula 1. O atual campeão Lauda viu surgir como adversário o inglês Hunt, da McLaren. O desafiante era ao contrário do austríaco: boêmio, fumante inveterado e conquistador de mulheres a ponto de transar com fãs no fundo dos boxes, o piloto contrastava com o austríaco em quase todos os aspectos.
O campeonato estava favorável a Lauda quando no chuvoso GP da Alemanha, em Nurburgring, a história mudou. O piloto perdeu o controle da Ferrari e bateu. O carro estava em chamas no meio da pista quando foi atingido por outro competidor. O impacto do segundo choque fez o capacete do austríaco voar para longe. A cabeça e o corpo dele ficaram expostos durante quase um minuto às chamas e à fumaça tóxica.

Lauda abriu os olhos dias depois, no hospital. Ele já havia recebido a extrema-unção de um padre, passado por dezenas de cirurgias e superado expectativas médicas apenas por estar vivo. Teimoso, como sempre, o austríaco encarou dezenas de torturantes sessões de limpeza respiratória. Os enfermeiros introduziam pela boca do piloto um tubo de ferro, que avançava pela garganta e esôfago até chegar aos pulmões, para sugar a fumaça ainda presa no órgão.
A situação de risco não lhe tirou das pistas. Seis semanas depois do acidente, Lauda desafiou o medo e estava de volta para o GP da Itália com o rosto enfaixado e aparência modificada. Séries de cirurgia e enxertos de pele na cabeça mudaram a face do austríaco, que perdeu o campeonato por apenas um ponto. Hunt se aproveitou do acidente do rival para pontuar e ser campeão. A épica temporada inspirou até o cinema. O filme Rush foi lançado em 2013.
Uma nova chance se abriria para Lauda no ano seguinte em 1977, quando foi campeão novamente. Após temporadas regulares em 1978 e 1979, ele decidiu de se aposentar. O adeus não durou muito tempo e dois anos depois, lá estava o austríaco de volta às pistas. Ele ainda teve a chance de se despedir com título, em 1984, no campeonato mais disputado da história. O austríaco foi campeão com apenas 0,5 ponto de vantagem sobre Alain Prost.
As participações derradeiras de Lauda na Fórmula 1 coincidiram com o início dele na aviação. O piloto comprou aeronaves e fundou duas companhias: Lauda Air e Niki. Ambas já fecharam as portas. O maior problema veio em 1991, quando um dos seus aviões caiu na Tailândia e causou a morte de 223 pessoas.
O persistente austríaco jamais se afastou da Fórmula 1. Foi dirigente da Ferrari, da Jaguar e por último, da Mercedes. Era presente constante nas corridas e comentarista de canais de televisão. Sempre caminhava pelo paddock com um boné vermelho, para esconder as cicatrizes na cabeça resultado do acidente de 1976.
A saúde, porém, continuou foi frágil. Lauda passou por dois transplantes de rim. No último deles, há dez anos, ganhou o órgão da esposa, Birgit Wetzinger, antiga comissária de voo de uma das suas companhias aéreas. Os problemas não tiraram do ex-piloto a vontade de viajar pelo mundo junto com a Fórmula 1. A cada etapa ele estava lá, nos boxes da Mercedes, a principal potência atual da categoria.
Apenas nas duas últimas provas o austríaco foi ausência. O pulmão que tanto aguentou as chamas do acidente de 1976 deu sinais de alerta. Foi necessário um transplante. Ainda debilitado em Viena, Lauda resistiu e tentou teimar novamente contra o destino. Desta vez, não deu.

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Remo perde chance de liderar G-4 em empate com Ypiranga

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Foto: Samara Miranda/Ascom Remo / Fonte: Roma  News

Após o empate em 0 a 0 contra a equipe do Ypiranga-RS, os mais de 17 mil torcedores que compareceram ao Mangueirão lamentaram o empate e a chance do Remo de terminar a quarta rodada do Campeonato Brasileiro da Série C na liderança. O time comandado pelo técnico Márcio Fernandes continua dentro do G4, com o mesmo número de pontos de Volta Redonda-RJ e Juventude-RS, mas perdendo nos critérios de desempate e ficando na 3° colocação.

Após o jogo, o treinador azulino lamentou bastante o resultado, mas valorizou a forma de jogo que o seu time teve dentro de campo. “Fizemos um grande jogo, mas infelizmente não vendemos. Agora é levantar a cabeça porque temos mais um jogo dentro de casa e vamos trabalhar para conquistar a vitória”, disse.

Para o próximo jogo, o técnico destaca m ponto importante para se melhorar no grupo. “Temos que ter um pouco mais de tranquilidade nas finalizações. Só faltou isso para podermos fazer os gols e isso a gente vai tentar aprimorar tudo isso. Fizemos um grande jogo e não temos que baixar a cabeça para nada, e esperamos que a nossa torcida possa vir novamente nos apoiar”, finaliza.

O próximo jogo do Remo dentro da Série C será neste domingo, 26, às 16h, contra a equipe do Atlético Acreano, no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão.

 

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