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Paysandu inicia reconstrução do futebol com as saídas de Felipe Albuquerque e Brigatti

Por Gustavo Pêna — Belém / ge

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Nova gestão bicolor espera menos de 24 horas após a perda do acesso à Série B para anunciar as primeiras mudanças no departamento para a temporada 2021

O Paysandu esperou menos de 24 horas após a perda do acesso à Série B para anunciar as primeiras mudanças no departamento de futebol para a temporada 2021. O diretor de futebol Felipe Albuquerque e o técnico João Brigatti não terão os contratos renovados e não fazem parte do planejamento bicolor na gestão do presidente eleito Maurício Ettinger. O anúncio oficial aconteceu no domingo.

João Brigatti encerra a quarta passagem pelo Paysandu, entre auxiliar e técnico. Retornou ao clube no final de outubro do ano passado, deixando pra trás as trocas de acusações com o então presidente Ricardo Gluck Paul em 2019. Recuperou o time na reta final da Série C, classificou ao quadrangular com uma rodada de antecedência, mas não conseguiu a vaga na Segundona.

Brigatti comandou o Paysandu na Série C em 12 jogos, com seis vitórias, três empates e três derrotas. Na entrevista depois do revés para o Ypiranga-RS, no último sábado, o treinador blindou o elenco, apontou problemas ofensivos e afirmou que a equipe havia chegado no limite.Eu sei que não resolve nada, mas venho aqui pedir desculpas para o nosso torcedor. Infelizmente não era isso que a gente queria, mas o resultado final é o que marca a gente, a nossa campanha. Acho que o Paysandu nunca deixou de ser valente, nunca deixou de buscar as suas tradições, buscar as vitórias. Mas no futebol, como na vida, tudo tem um limite, e acho que chegamos no nosso, principalmente na hora decisiva.— João Brigatti

Felipe Albuquerque estava no Paysandu desde 2019. Chegou à Curuzu com as credenciais de bons trabalhos no Vila Nova, apesar dos poucos investimentos. Nunca teve o apreço do torcedor, que sempre pediu a sua saída, mas tinha a confiança de Ricardo Gluck Paul.

Teve que conviver com polêmicas no futebol do clube, como as acusações do atacante Paulo Rangel de que “futebol, por aqui, infelizmente não joga quem merece ou quem está melhor e sim quem é do interesse dos comandantes”, o áudio vazado em que chamou um funcionário de “anta” e falou da falta de estrutura para receber atletas estrangeiros e o incidente ocorrido em Porto Alegre, em 2019. Lá, teria agredido o funcionário de um hotel onde a delegação estava hospedada para um confronto da Terceirona depois de supostamente ter sido impedido de entrar no local acompanhado por duas mulheres e outro homem.

Felipe fez cerca de 50 contratações em duas temporadas no Paysandu. A seu favor, as renovações com os atacantes Nicolas e Vinícius Leite, destaques do clube em 2019, mas também pesavam críticas quanto à capacidade de reforçar, principalmente, o banco de reservas do elenco Alviceleste. Os bicolores chegaram ao quadrangular, por exemplo, sem um lateral-direito de origem como opção a Tony – no último clássico Re-Pa do quadrangular, Perema teve que atuar improvisado na função.

O Paysandu tem menos de duas semanas para tomar outras decisões visando a estreia na Copa Verde, que acontece no próximo dia 28, quinta-feira, contra o vencedor do embate entre São Raimundo-RR e Galvez. Jogadores como Nicolas, Paulo Ricardo, Marlon e Bruno Collaço têm contrato vigente e devem compor a reformulação do futebol para a sequência do ano.

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