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Internacional

Perda da maioria na Câmara deixa republicanos mais dependentes de Trump

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Apesar do revés parcial na eleição de meio de mandato nos EUA, líder republicano se destaca como uma força ainda mais dominante no partido do que dois anos atrás, quando venceu disputa pela Casa Branca

James Oliphant / Reuters/ O Estado de S.Paulo

WASHINGTON – A perda do controle da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos deixará o Partido Republicano com uma bancada parlamentar ainda mais conservadora, mais ligada ao presidente Donald Trump e mais unida em torno da retórica provocadora e da agenda radical do mandatário.

 Embora os republicanos moderados que permanecerão na Câmara possam ver o resultado como um veredicto sobre a estratégia de Trump de se dedicar incansavelmente ao tema da imigração ilegal na reta final da campanha, eles serão uma pequena minoria.

Vitória no Senado pode ser usada por Trump como prova de que ainda mobiliza milhões de eleitores às urnasVitória no Senado pode ser usada por Trump como prova de que ainda mobiliza milhões de eleitores às urnas Foto: AP Photo/Butch Dill

 De acordo com a apuração parcial da votação, os democratas já conquistaram 219 das 435 cadeiras da Câmara contra 193 do republicanos – são necessárias 218 para a maioria. No senado, porém, o partido de Trump já tem 51 vagas – o mínimo necessário para controlar a Casa – contra 45 dos democratas.

Muitos republicanos que perderam a vaga na Câmara são moderados de distritos majoritariamente suburbanos que tentaram manter alguma distância de Trump e sua retórica, mas mesmo assim foram atingidos pela forma de fazer política do magnata – o que deixa um centro reduzido dominado por conservadores de áreas rurais cujo eleitorado é essencialmente pró-Trump.

Em resumo, Trump continuará sendo Trump. Ainda que alguns republicanos possam culpá-lo pelas derrotas de terça-feira, é improvável que se rebelem, especialmente levando em conta que o partido manteve o comando do Senado.

Nos últimos dois anos o presidente se mostrou pouco inclinado a mudar seu estilo agressivo ou se tornar conciliador. Ele sabe que continua sendo, sem sombra de dúvida, a figura mais popular de seu partido.

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Internacional

Conselho Europeu analisa proposta britânica para adiar Brexit

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Theresa May sugere prorrogar de 29 de março para 30 de junho

Por Agência Brasil*

Brasília – O Conselho Europeu se reúne hoje (21) para analisar a proposta da primeira-ministra britânica, Theresa May, para adiar a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit. May sugere prorrogar a data de 29 de março para 30 de junho. A discussão ocorre em meio a um clima de tensão e pressão contra a britânica.

Integrantes do Conselho Europeu criticam a proposta de May, que pede três meses de prazo para o Brexit, sem apresentar contrapartidas. A posição é vista com restrições e críticas entre os europeus.A imprensa britânica noticia que há pressão, inclusive no Partido Conservador, para que May renuncie, caso a proposta do Brexit seja rejeitada pela terceira vez. Porém, a primeira-ministra resiste em convocar novas eleições. Na noite de ontem (20), ela fez pronunciamento na televisão para defender a proposta.

Pauta

A pauta de discussões do Conselho Europeu nesta quinta-feira é extensa com temas que vão de economia à educação e ao meio ambiente. Em debate, as relações dos europeus com a China, o aquecimento global e a evasão de crianças das escolas.

Os 28 líderes da União Europeia devem discutir uma estratégia mais defensiva para a China. Na mesa, a possibilidade de suspender o acesso irrestrito que as empresas chinesas têm na Europa, mas que a China não conseguiu retribuir.

Paralelamente, o presidente da China, Xi Jinping, inicia viagem pela França e pela Itália nesta semana. Segundo o líder chinês, começa uma “nova era” nas relações com a Itália, esperando assinar um acordo em Roma para a Iniciativa do Cinturão e Estrada da China.

Há cinco anos, a União Europeia se comprometeu a cortar suas emissões de aquecimento global em 40% antes de 2030. Mas semana passada, o Parlamento Europeu votou para elevar a meta para um corte de 55% até 2030.

*Com informações da DW, agência pública de notícias da Alemanha.

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Internacional

Bolsonaro participa no Chile de Cúpula Presidencial Sul-Americana

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Destaque do encontro será o lançamento do Prosul

Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil  

O destaque do encontro será o lançamento do Prosul, nova comunidade de países latino-americanos que deverá substituir a União das Nações Sul-Americanas (Unasul). O Prosul será formado por 12 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Costa Rica, Nicarágua, Panamá e República Dominicana.

Em entrevista, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que os países que atualmente integram a Unasul, incluindo o Brasil, deverão deixar o bloco de forma conjunta nas próximas semanas.

De acordo com o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, a nova comunidade de países é um marco para a cooperação e integração regional e terá como princípios a defesa da democracia e dos direitos humanos. “O propósito é criar um um novo marco, o Prosul, para melhor coordenação, cooperação e integração regional, livre de ideologias, aberto a todos e cem por cento comprometido com a democracia e os direitos humanos, conforme indicou o presidente chileno Sebastian Piñera”, afirmou.

Cronograma

A chegada do presidente Jair Bolsonaro a Santiago está prevista para as 16h desta quinta-feira. Às 19h, ele fará a usual transmissão ao vivo em sua página no Facebook, que dura, em média, 15 minutos. O dia marca também o aniversário do presidente, que completará 64 anos. Ele participará, à noite, de uma jantar oferecido pela embaixada brasileira. Integram a comitiva os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), além dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Hélio Lopes (PSL-RJ). A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, não viajará ao Chile, segundo informou o porta-voz.

Amanhã (22), o presidente participa da cúpula presidencial, no Palácio La Moneda, sede do governo chileno. O encontro, que começa de manhã, prevê uma declaração conjunta à imprensa no início da tarde, seguida de almoço oferecido aos chefes de Estado pelo presidente anfitrião. No mesmo dia, Bolsonaro deverá conceder entrevista exclusiva a um veículo de imprensa do Chile.

No dia seguinte, Bolsonaro participa de um café da manhã com cerca de 20 empresários, a convite da Sociedade de Fomento Fabril do Chile (Sofofa), uma das principais associações empresariais do país. Na sequência, ele se reúne, em encontro bilateral, com o líder chileno Sebástian Piñera, no Palácio La Moneda. Antes do encontro, deposita flores no monumento em homenagem ao libertador chileno, o general Bernardo O’Higgins. Após almoço da comitiva brasileira com o presidente Piñera, Bolsonaro e comitiva embarcam de volta ao Brasil

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Internacional

Finlândia é o país mais feliz do mundo, mostra relatório. Brasil, o 32º lugar.

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Países igualitário ocupam as primeiras posições. O Brasil só tem despencado

Estudo avaliou 156 países. Brasil caiu quatro posições em relação ao ano passado

Correio Braziliense

 

O World Happiness Report de 2019 – Relatório Mundial da Felicidade, em tradução livre –  avaliou 156 países onde, teoricamente, o povo é mais feliz. Apesar de ser conhecido pela alegria, pelo samba no pé e pelo bom humor, o Brasil está em 32º lugar no raking. Em 2018, os brasileiros apareciam em 28º lugar. Nesta edição da pesquisa, a campeã foi a Finlândia, pelo segundo ano seguido. A lanterna ficou para o Sudão do Sul, que ficou em último.  A avaliação, que elabora as análises desde 2012, pesquisou neste anos “como a felicidade evoluiu nos últimos 12 anos, a partir de tecnologias, normas sociais, conflitos e políticas governamentais.”

O diagnóstico, publicado nesta quarta-feira (20/3) com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), é lançado no dia Internacional da Felicidade. O termo foi criado pela organização em 2012, mas teve sua primeira celebração em 2013. Um dos principais objetivos da data é promover a paz e a alegria entre os povos.

 

O relatório foi produzido pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável. A edição foi por conta do professor John F. Helliwell, da Universidade Colúmbia Britânica, e pelo Instituto Canadense para Pesquisas Avançadas. Os critérios usados foram: educação, corrupção, êxito do governo, expectativa de vida e apoio social.

 

Seguem algumas posições dos países: 

 

1º – Finlândia

2º – Dinamarca

3º – Noruega

4º – Islândia

5º – Holanda

6º – Suíça

7º – Suécia

8º – Nova Zelândia

9º – Canadá

10º – Áustria

12º – Costa Rica

19º – EUA

32º – Brasil

154º – Afeganistão

155º – República Centro-Africana

156º – Sudão do Sul

 

Muitas nações do continente Europeu aparecem entre as primeiras posições. Os oitos primeiros lugares são ocupados somente por países da região. Na América, os Estados Unidos, com a maior economia do mundo, perdeu uma colocação em comparação ao ano passado, aparecendo em 19º lugar.

Para Jeffrey Sachs, diretor da Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável, um dos principais motivos da queda dos EUA no relatório, está diretamente ligada aos hábitos excessivos que vem gerando tristezas. “Os vícios vêm em muitas formas, desde abuso de substâncias a jogos de azar e mídia digital. A busca compulsiva pelo abuso de substâncias e comportamentos aditivos está causando infelicidade severa. O governo, os negócios e as comunidades devem usar esses indicadores para definir novas políticas destinadas a superar essas fontes de infelicidade”, indaga.

A psicóloga Leia Salazar, 28, afirma que o mundo está “ficando cada vez mais triste porque as pessoas estão colocando suas felicidades nas redes sociais e querendo seguir um estilo de vida que não conseguem. Assim, acabam caindo em decepções”, diz. Ela complementa a ideia dizendo que “no mundo de hoje, ser feliz está relacionado a quantas curtidas e seguidores uma pessoa tem nas redes sociais”, alerta.

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