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Economia

Pesca ilegal, os abusados chineses no Atlântico Sul

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Na Argentina,  um pesqueiro é metralhado e afundado; no Brasil, pesqueiro chinês investe contra brasileiro

jOÃO lARA MESQUITA/MAR SEM FIM/ESTADÃO

Há muito que o Mar Sem Fim destaca a postura fora da lei da China com relação à pesca mundial. O país parece saber que os Oceanos não  sensibilizam o grande público. A verdade, infelizmente, é que os mares estão sempre a reboque no que diz respeito às preocupações da opinião pública, de modo que o país abusa da cara-de-pau sabendo que não será censurado. E transforma o alto- mar numa terra de ninguém onde impera a bestialidade, apesar de dezenas de acordos internacionais que assinou e não cumpre. E, na maioria dos casos, o grande público sequer fica sabendo que isso acontece e é frequente. Por isso hoje vamos de pesca ilegal, os abusados  chineses.

imagem de atum capturado pela pesca ilegal
Pesca ilegal, os abusados chineses. Os atuns são as maiores vítimas, mas não as únicas.

No Brasil, jornais e revistas deixaram de cobrir assuntos como esse depois da ‘crise da imprensa’. Um erro ainda maior que o primeiro: não ter se preparado melhor para a concorrência com a net.

Os fatos no Brasil

Infelizmente os chineses pisaram em seu glorioso passado com os oceanos. A saga de do almirante eunuco Zheng He, elevando o nome da China, foi apequenada pelo governo da República Popular da China. O país entrou para a turma de cafajestes. Hoje, lidera o grupo. Vejamos. Nesta mesma Primavera um pesqueiro Chinês chocou-se de propósito contra um barco brasileiro, a 100 milhas de Fernando de Noronha, portanto, em águas brasileiras onde ele não deveria estar. Ambos pescavam atuns. O Chinês, sabendo ser maior, sem avisar  investiu contra o barco do Rio Grande do Norte, abrindo um rombo no casco, a meia nau, que poderia tê-lo afundado. Por sorte, conseguiram voltar para o porto. No mesmo período a Armada Argentina flagrou um pesqueiro chinês em suas águas territoriais. Não teve dúvidas, metralhou-o até afunda-lo.

A pesca ilegal é responsável pela morte de até 100 milhões de tubarões por ano! E tudo para fazer sopa de barbatana! Foto: revistapescaecompanhia.com.br.

Assista ao vídeo feito pela tripulação do barco atingido

Os abusados chineses na Argentina

Ah, desta vez nossos hermanos foram impecáveis. Deram um coro nos cafajestes do mar. Botaram seu navio a pique. Quem conta é o elpais.com: “Mauricio Macri já tem sobre a mesa seu primeiro grande conflito internacional. Justamente com um parceiro estratégico fundamental: a China.”

imagem de navio argentina que abateu um navio de pesca ilegal chinês
Pesca ilegal, os abusados chineses. O quiprocó no Sul foi pra valer!

“A Armada Argentina abriu fogo até provocar o naufrágio de um barco de pesca chinês que havia chegado muito perto da costa argentina para procurar lulas (os tripulantes conseguiram escapar em botes salva-vidas e o capitão foi preso). Há alguns dias já havia ocorrido disparos de advertência de um navio contra outro pesqueiro chinês. A Argentina está acostumada a ver embarcações estrangeiras, especialmente asiáticas, em águas internacionais perto da sua costa. Mas até agora não havia acontecido nenhum conflito desse calibre.”

Vejam a ousadia, os chineses haviam sido advertidos, e mesmo assim um deles foi em frente, entrou em águas estrangeiras para roubar  lulas portenhas!

Perseguição em alto- mar

“O barco chinês estava dentro das 200 milhas argentinas, quando foi dada a ordem para desligar os motores. Em vez de parar, ele começou uma fuga, o que deu início a uma perseguição.” Cena de ficção científica? Filme de James Bond? Não, cena da realidade marinha no século 21. “Poucos minutos depois, segundo afirmou ao EL PAÍS a mesma fonte oficial, o navio argentino conseguiu se aproximar do barco chinês. O capitão deste último iniciou uma marcha à ré com o objetivo de provocar uma colisão que “teria causado uma tragédia”. E, então, o cafajeste recebeu o que merecia, ou você acha que a Armada foi rigorosa demais?

Histórico chinês

A ficha do País é coisa de casca- grossa.  A China, maior emissor do planeta, constrói ilhas em cima de corais para aumentar seu território, e cercar áreas de influência. Destrói o mais importante ecossistema marinho, já suficientemente ameaçado.   É condenada pela Corte de Haia, mas não toma conhecimento. O país é denunciado como corruptor nos órgãos internacionais de que participa, como a Comissão Internacional para a Preservação do Atum Atlântico, órgão que regula a pesca de atum no mundo. Agora a coisa começa a mudar. Alguns perderam a paciência, “a Indonésia explodiu centenas de embarcações que pescam ilegalmente nas suas águas. A Argentina afundou um navio chinês ilegalmente pescando em suas águas passado. E a África do Sul continua a brigar com Pequim sobre as práticas de pesca. Recentemente, o Equador convocou o embaixador chinês a condenar a pesca da China no território marítimo equatoriano após a captura de 300 toneladas de peixes de origem ilegal.” Como se vê, a China não se emenda. 

Repercussão na mídia

Ao contrário da nossa, a mídia internacional, seja os veículos tradicionais como The Guardian, ou New York Times, ou os inúmeros sites, todos acompanham. O World Ocean Review diz que ” Em muitas regiões marítimas do mundo, a pesca ilegal contribuiu maciçamente para o esgotamento dos recursos, especialmente nas águas costeiras dos países em desenvolvimento.”

Importância da Marinha do Brasil

Relembrando o que escrevemos recentemente: “Para nós do Mar Sem Fim é um alívio saber que nossa frota consegue se adaptar às circunstâncias. Apesar da crise, ela cresce mesmo assim. Ou, se não consegue crescer aumentando seu poder de fogo, é fato que ela não se deixa sucumbir. Navios e submarinos são equipamentos caros, sim. Mas extremamente necessários para a marinha que criou a Amazônia Azul, área equivalente a Amazônia, a Marinha do Brasil.A ela  compete a difícil tarefa de garantir que os recursos de nossa Zona Econômica Exclusiva (4,5 milhões de quilômetros quadrados) estejam protegidos da interferência estrangeira, da pesca predatória, etc.”

Desejamos boa pontaria aos artilheiros da MB no próximo, e inevitável, encontro com os piratas do mar.

A animação abaixo é bem feita e explica os malefícios da pesca ilegal:

Fontes: https://brasil.elpais.com/brasil/2016/03/15/internacional/1458071690_194944.html?id_externo_rsoc=FB_CC&fbclid=IwAR3ioabwv50_AAdYZGsuhkXIY437USxZDED7H6THkO090isCW2ZF4Lfo_uY.

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Economia

60% das espécies de café do mundo correm risco de extinção, afirma pesquisa britânica

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O café arábica, como esse produzido na Etiópia, está entre as diversas variedades que podem desaparecer com a mudança climática

O cafezinho do dia a dia está ameaçado. “Pelo desmatamento e pelo aquecimento global”, afirma sem meias palavras o botânico e especialista em café Aaron Davis à BBC News Brasil. O cientista é líder de pesquisa em café do Royal Botanic Gardens de Kew, no Reino Unido.

De acordo com dois estudos desenvolvidos por Davis e sua equipe, publicados nesta quarta-feira (16) nos jornais científicos Science Advances e Global Change Biology, 60% das espécies de café conhecidas no mundo correm risco de extinção. Inclusive o arábica (Coffea arabica), o café mais consumido no planeta.

“No caso do arábica, as mudanças climáticas têm um impacto ainda maior em sua sobrevivência do que o desmatamento”, comenta Davis. “O arábica é classificado como ameaçado de extinção na natureza principalmente devido à mudança climática. E vale ressaltar que é a única espécie que tem projeções de mudanças climáticas incluídas em sua avaliação de risco de extinção.”

Foi a primeira vez que os pesquisadores analisaram, segundo a metodologia da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), o risco de extinção de todas as 124 espécies de café conhecidas. E, de acordo com tais critérios, estão na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas o preocupante número de 75 espécies – ou 60% do total – de café do mundo.

sacas de café na etiópia
O café arábica é o mais consumido do planeta

De acordo com as pesquisas, o cenário para a produção global de café a longo prazo é “preocupante”.

Segundo os cientistas, as maiores ameaças às espécies de café são o desmatamento, as mudanças climáticas e a propagação de doenças e fungos patogênicos. As conclusões são baseadas em mais de 20 anos de análises, em que cientistas de Kew se dedicaram a descobrir, avaliar e documentar as espécies de café em todo o planeta.

Riscos

A visão sombria para o futuro do café arábica já havia sido revelado por esses pesquisadores em 2012. Na época, por meio de simulações de computador, eles conseguiram prever o impacto do aquecimento global na produção da planta – concluindo que as áreas propícias ao cultivo do arábica podem ter uma redução de 85% até 2080.

Nas pesquisas atuais, a equipe do instituto deteve-se no estudo das espécies de café como um todo. Segundo comunicado do Royal Botanic Gardens, “os resultados dos estudos publicados hoje são extremamente preocupantes”, sobretudo para “a indústria multibilionária do café que se baseia no uso de espécies de café silvestre”. “Alguns deles, incluídos na lista como ameaçados, configuram-se como espécies que podem ser fundamentais para o futuro da produção de café”, prossegue a nota divulgada pela instituição.

Grãos de café Ambongo, que está ameaçado, entre grãos de café arábicaO café Ambongo, de Madagascar (grãos maiores) é uma das variedades em risco

Atualmente, duas espécies de café dominam o mercado mundial de café: cerca de 60% são Coffea arabica e o restante é Coffea canephora, o robusta.

Considerando simplesmente o consumo humano, a preocupação com as demais 122 espécies tem um motivo: banco genético. Como milhares de ameaças surgem para dificultar o cultivo do café no planeta, uma mais grave que a outra, outras espécies podem vir a ser necessárias para o desenvolvimento e a melhoria das plantas atualmente cultivadas comercialmente.

“Entre as espécies ameaçadas de café estão aquelas com uso potencial para crescer e desenvolver cafés no futuro, incluindo variedades resistentes a doenças e capazes de resistir à deterioração das condições climáticas”, pontua Davis. “O uso e a melhoria dos recursos do café silvestre podem ser fundamentais para a sustentabilidade do setor no longo prazo. Para proteger o futuro do café, é necessário tomar medidas urgentes em países tropicais específicos, particularmente na África.”

O robusta não está na lista dos ameaçados – ao menos por enquanto. “Até o início do século 20, o robusta não havia sido utilizado para a produção de café fora da África. Trata-se de espécie que só foi conhecida pela ciência em 1897”, afirma Davis.

Fruta de café Namoroko, de Madagascar, com folhasA variedade de café Namoroko, de Madagascar, também está ameaçada

“É um exemplo de uma espécie selvagem subutilizada por muito tempo que acabou se tornando uma mercadoria de bilhões de dólares em apenas 120 anos. Isto porque seus genes são utilizados na criação de cultivares (ou variedades) resistentes a doenças de café arábica. Ou seja: sem o uso dessa espécie silvestre a paisagem cafeeira do mundo ficaria muito diferente do que é hoje.”

Davis usa este exemplo para apontar como outras espécies podem vir a ser utilizadas, no futuro, para tal melhoramento genético daquilo que vai resultar nas xícaras. “Olhando para o futuro, é provável que, assim como ocorreu com o robusta, usemos outras espécies silvestres, especialmente para o melhoramento de plantas, para combater as crescentes ameaças de doenças, pragas e, particularmente, a mudança climática. Não podemos confiar apenas em arábica e robusta”, ressalta.

Alerta

“Esperamos que nossas descobertas sejam usadas para influenciar o trabalho de cientistas, autoridades e todos os envolvidos, a fim de garantir o futuro da produção de café – não apenas para os amantes de café em todo o mundo, mas como uma fonte de renda para comunidades agrícolas em alguns dos lugares mais pobres do mundo”, afirma o cientista do Royal Botanic Gardens.

Para Aaron Davis, a solução está na volta à natureza selvagem. “Nosso trabalho deixa claro que áreas ambientalmente protegidas exigem mais recursos para que possam incorporar mais e mais espécies de café e maior diversidade genética de café, melhorar suas instalações e sua gestão”, defende. “Isso é particularmente verdadeiro em países africanos como Etiópia, Tanzânia, Camarões e Angola e Madagascar, que abrigam os mais altos níveis de diversidade de espécies de café silvestres em todo o mundo.”

O pesquisador Aaron Davis analisando o café arábica no Sudão do SulO pesquisador Aaron Davis analisando o café arábica no Sudão do Sul

De acordo com o pesquisador, a utilização comercial de espécies de café silvestres “pode beneficiar a sua sobrevivência, pois as espécies mais valorizadas são frequentemente prioridades mais óbvias para a conservação”. “Na Etiópia, a cafeicultura está sendo usada para preservar as populações silvestres do café arábica”, cita o cientista, se lembrando de projetos de conservação como o Yayu, cujo modelo consiste em melhorar a qualidade do café para que o valor pago aos agricultores seja maior – com isso, há incentivo real para manter as áreas naturais de cultivo.

Em tempos de forte descrença política aos efeitos do aquecimento global, Davis aproveita para fazer um alerta que não se restringe somente ao cafezinho nosso de cada dia. “Esta questão se estende a todas as nossas espécies de plantas silvestres, especialmente àquelas que desempenham um papel crítico na sustentabilidade do futuro do nosso planeta e no bem-estar de seus habitantes”, pontua.

Mudas de café arábica crescendo na EtiópiaMudas de café arábica crescendo na Etiópia

Por: Edison Veiga
Fonte: BBC News Brasil

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Economia

Sedap reúne produtores e empresários para discutir gargalos da pecuária no Pará

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Os donos de frigoríficos no Pará estão preocupados com a queda de 26% na receita de exportação da carne em 2018

Os donos de frigoríficos no Pará estão preocupados com a queda de 26% na receita de exportação da carne em 2018. A informação foi do presidente do Sindicato da Indústria de Carnes no Pará (Sindicarne), Daniel Acatauassú Freire, durante reunião solicitada pelo secretário estadual de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Hugo Suenaga, para discutir os impactos da crise no setor.

A restrição de mercado imposta pela diplomacia brasileira, que prioriza os grandes frigoríficos do sul e sudeste do Brasil, segundo Acatauassú, seria a causa da queda nas exportações paraenses, enquanto no resto do país houve alta de 8% no ano passado. Outra preocupação é com os produtores, atualmente eles preferem vender boi vivo e bezerros para outros Estados a preço maior que a oferta das indústrias locais, o que pode afetar o funcionamento dos frigoríficos, já tendo causado o fechamento de um em Xinguara, o que deixou 600 pessoas desempregadas na região.

O quadro ainda é agravado pela redução de 25% no consumo de carne, verificado entre os anos de 2007 a 2017 no país. Para o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária (Adepará), Lucivaldo Lima, “é preciso pensar estrategicamente no que o consumidor quer e para isso é necessário criar no Pará, um instituto de inovação do agronegócio para debater idéias de melhorias para o setor”.

O secretário Hugo Suenaga informou que já está montando, na Sedap, um Núcleo de Inteligência de Mercado com o fim de buscar informações para subsidiar políticas públicas para o setor. “O primeiro passo para efetivar mudanças será a reestruturação da Câmara Setorial da Pecuária de Corte, dentro do Conselho do Agronegócio (Consagro) para debater soluções e criar uma proposta ao governador Helder Barbalho”, frisou o secretário.

O debate, realizado nesta quinta-feira (17), envolveu representantes das federações paraenses da Indústria (Fiepa) e da Agricultura e Pecuária (Faepa) e vai continuar com a presença da ministra da Agricultura Tereza Cristina, que prometeu vir ao Pará em fevereiro. “Precisamos unir esforços para equacionar os problemas porque o Estado tem condições de ser um dos maiores produtores do país, trabalhando dentro da legislação”, enfatizou o presidente da Faepa, Carlos Xavier.

Por Leni Sampaio/Sagri

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Economia

Governo dialoga com a Hydro Alunorte sobre a atuação da empresa no Pará

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O governador do Estado, Helder Barbalho, reuniu na manhã desta terça-feira (15), com o vice-governador; Lúcio Vale, o chefe da Casa Civil, Parsifal Pontes; o procurador-geral do Estado, Ricardo Sefer; o secretário da Sedeme, Iran Lima; o secretário de Meio Ambiente, Mauro O’de Almeida; o deputado estadual Renato Ogawa; o presidente executivo da área de negócios de bauxita e alumina da Hydro, John Thuestad; o vice-presidente de relações governamentais, Anderson Baranov; e o diretor de Operações da Hydro Alunorte, Carlos Eduardo Neves.

A reunião durou cerca de uma hora e tratou de temas como: meio ambiente; o desembargo de 50% feito pela Justiça Federal; a geração de emprego na região; e de que forma a empresa pode ser mais atuante junto a comunidade não só de Barcarena, mas de todo o Estado.

O governador Helder Barbalho solicitou que a Hydro apresente propostas concretas, que melhorem a vida das pessoas. “Atualmente temos três agendas emergenciais: Segurança Pública; Educação; e Saúde. Quero que a empresa realmente desenvolva ações continuas para a comunidade e não, somente, quando for demanda”, disse.

O diretor de Operações, Carlos Eduardo Neves, destacou a importância do desembargo de 50% feito pela Justiça Federal a pedido do Ministério Público Federal (MPF). “Apresentamos vários laudos, o último da Universidade de Campina Grande, que prova que não houve transbordo dos nossos depósitos. Além disso, o relatório do Comitê de Gestão e Avaliação de Resposta à Contaminação Ambiental no Município de Barcarena, coordenado pela Casa Civil da Presidência da República, analisou os cenários e também concluiu que não houve transbordo. O mesmo foi atestado pela Sema e pelo Corpo de Bombeiros”, pontuou.

Neves citou uma série de investimentos realizados pela empresa: foram R$1,3 bilhões na área de depósito; a estação de tratamento de água, que atualmente trata 9 mil metros cúbicos por hora, mas que chegará a 14 mil metros cúbicos por hora; a capacidade de armazenagem dos depósitos que foi aumentada em 350%; e o Barcarena Sustentável, que dialoga ações sociais com a comunidade. “Nos últimos 11 meses mostramos e comprovamos o nosso compromisso com o povo de Barcarena”, alegou.

O secretário de meio ambiente, Mauro O’de Almeida, afirmou que vai emitir uma nota técnica sobre a atual condição da empresa nos próximos dias. “Estamos empenhados em garantir o desenvolvimento econômico do município com base no que ampara a lei. Estamos abertos ao diálogo a fim de garantir o melhor para o Estado”, disse.

O’de Almeida pediu ainda ao diretor de operações da Hydro Alunorte, as legislações ambientais utilizadas na Noruega para que se possa desenvolver o mesmo aqui no Pará. “Sabemos que vocês utilizam o que há de mais moderno no que tange a legislação, então, gostaríamos de implantar o mesmo aqui no Pará”, solicitou.

GT – O governado pediu que se criasse um Grupo de Trabalho (GT) com a participação do vice-governador, Lúcio Vale; do deputado estadual Renato Ogawa; do secretário de meio ambiente, Mauro O’de Almeida; da Prefeitura de Barcarena e da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (CODEC) para se discutir de que forma os investimentos disponíveis podem desenvolver ações em prol da comunidade.

“Não podemos desenvolver ações pontuais, nas quais um pequeno local concentre riquezas e o entorno seja de bolsões de miséria. Há um recurso de R$ 150 milhões atualmente. Vamos discutir com esse GT para que ele seja aplicado de maneira efetiva e mais do que isso, vamos assegurar para além do GT que a Hydro atua de maneira eficaz levando qualidade de vida para o povo paraense”, disse.

Fonte: Governo do Estado do Pará

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