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Pesquisa Doxa/A Província revela: 50,4% dos eleitores não votarão em candidato investigado na Lava Jato

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O deputado Márcio Miranda (DEM), dos três favoritos, é o único que não está ou foi investigado pela Lava Jato. Helder Barbalho (MDB) e Paulo Rocha (PT) são alvos de inestigação por  receber propina da Odebrecht

A pesquisa sobre intenção de voto para governador do Pará, realizada pelo Instituto  Doxa e divulgada na segunda-feira (17), por A Província do Pará,  revela, entre outras coisas,  que a maioria absoluta (50,4%) dos  entrevistados não votaria de jeito nenhum em um candidato que já tenha sido citado pela Lava Jato. Se assim for, dos três candidatos com chance de chegar ao primeiro turno, apontados na mesma pesquisa, apenas o deputado Márcio Miranda (DEM), da coligação “Em Defesa do Pará” não está envolvido em escândalos da Lava Jato, o que lhe dá uma ampla vantagem em relação a seus concorrentes.

Helder Barbalho x Odebrecht

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), já autorizou a abertura de um inquérito sobre o ex-ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (MDB), candidato ao governo do Pará, e que lidera a corrida, segundo pesquisas do Instituto Doxa e do Ibope. Ele é suspeito de receber R$ 1,5 milhão não contabilizado durante sua campanha ao governo do Pará em 2014. O senador Paulo Rocha (PT-PA), outro candidato ao governo do Pará, e que aparecer em 3º na pesquisa o Doxa e em 2º, na do Ibope,  também é citado no mesmo inquérito.

O pedido  de Fachin faz parte de investigações pedidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) com base nas delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht. Segundo as pesquisas , 35% dos eleitores entrevistados dizem que poderiam votar e 6,9%, não. Além disso,  7,1% Não souberam opinar ou não responderam a pergunta. Confira o gráfico da pesquisa:

 

Operação Gramacho

O Ministério Público do Pará pediu à Vara Criminal de Marituba que o processo de crimes ambientais no aterro sanitário da cidade saia do Tribunal de Justiça do Estado para o Supremo Tribunal Federal (STF). O motivo da solicitação é uma novidade nas investigações. O ex-ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, é citado nas interceptações telefônicas da operação Gramacho, que investiga os danos causados pelo lixão na região metropolitana de Belém. Em nota, Helder alegou que a cusação “é descabida”.

Helder foi exonerado do cargo de ministro dentro do prazo dado pela Justiça Eleitoral para garantir que possa concorrer nas próximas eleições, mas o pedido foi protocolado no dia 27 de março passado, quando ele ainda era titular da pasta. De acordo com as informações do MPPA, o nome do ex-ministro é mencionado em conversa de um dos alvos da investigação, Cláudio Toscano, que exercia papel de direção dentro do aterro de Marituba.

São alvos da investigação as empresas Solvi, Vega e Guamá Tratamento de Resíduos e pessoas físicas que atuam na direção do empreendimento Central de Processamento e Tratamento de Resíduos (CPTR), em Marituba.

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