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SAÚDE

Pesquisadores descrevem novo subtipo do HIV

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Foto: Reprodução / Fonte: As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pela primeira vez em 19 anos, pesquisadores descobriram um novo subtipo do vírus da aids. A cepa inédita pertence ao grupo que gera mais de 90% dos casos da pandemia. Cientistas do Laboratório Abbott e da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, assinam a pesquisa, publicada na Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes.

Como qualquer outro vírus, o HIV sofre mutações que, eventualmente, podem dar origem a um novo subtipo. “Essa descoberta nos lembra que, para dar fim à pandemia do HIV, temos de acompanhar de forma contínua esse vírus em constante mutação e usar os últimos avanços da tecnologia para monitorar sua evolução”, disse a coautora do estudo Carole McArthur, da Universidade do Missouri.

A descoberta não é motivo para pânico. O novo subtipo é raro e, provavelmente, restrito à República Democrática do Congo, onde a epidemia surgiu. Além disso, testes de diagnóstico são programados para reconhecer as partes mais estáveis do vírus, que geralmente não sofrem mutações. “Em relação à epidemia global, é mais um subtipo para ficarmos alertas”, disse o coordenador do Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Amílcar Tanuri.

Para descrever o novo subtipo, os cientistas tiveram de mapear o genoma de uma amostra de 2001. Eles conseguiram fazer o sequenciamento genético completo e determinar que o vírus era idêntico ao de outras duas amostras coletadas anteriormente, em 1983 e 1990.

“Precisamos monitorá-lo para estar sempre um passo à frente do vírus”, disse Mary Rodgers, pesquisadora da Abbott e coautora do estudo. Cerca de 36,7 milhões de pessoas vivem com HIV em todo o mundo.

SAÚDE

Homem quase morre após parasita depositar ovos em seu pênis

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Raquel Ribeiro/ Metrópoles

O britânico James Michel contraiu a doença enquanto nadava no lago Malawi, sudoeste do continente africano

O londrino James Michel ficou entre a vida e a morte após uma viagem de férias. Segundo relato feito em suas mídias digitais, o homem contraiu o parasita conhecido como esquistosomose. A infecção ocorreu enquanto nadava no lago Malawi, sudoeste da África.

Segundo infomações do The Sun, viajar para o continente africano era um sonho antigo. “Quando eu olho as fotografias da viagem é estranho pensar que naquele momento o parasita estava no meu pênis”. disse James. “Os médicos fizeram um hemograma e descobriram que o sistema imunológico estava afetando a minha coluna”, disse em entrevista. James ficou três meses internado, no primeiro momento, sem os movimentos das pernas e, em seguida, usando muletas

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SAÚDE

Um em cada seis homens tem câncer de próstata no Brasil, alerta Inca

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/ Fonte: Agência Brasil

Um em cada seis homens tem câncer de próstata no Brasil, doença que é a segunda principal causa de morte por câncer de pessoas do sexo masculino no país – cerca de 14 mil óbitos por ano. Os dados, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), servem de alerta para que os homens não deixem a saúde de lado. Apesar do alto índice da doença, o levantamento mostra que metade dos brasileiros nunca foram a um urologista.

“Infelizmente ainda há muito bloqueio por parte do público masculino em relação ao exame do toque retal. Felizmente, isso tem melhorado um pouco ao longo dos anos. Associado a esse tabu, de ser um exame um pouco mais evasivo, de mexer com a parte da sexualidade masculina, o homem acaba ficando com um pouco mais de receio de ir ao médico”, ressalta Felipe Costa, médico urologista do Hospital do Homem, na capital paulista.

Próstata

Próstata aumentada – Divulgação/Sociedade Brasileira de Urologia

O câncer de próstata, assim como a pressão alta e o diabetes, é silencioso. De acordo com o médico, a única forma segura de se precaver em relação à doença é a consulta clínica. Homens a partir dos 50 anos devem realizar o exame anualmente.

“Há grupos com fator de risco maior para o câncer de próstata: são os negros e aqueles indivíduos que têm história na família com câncer de próstata abaixo dos 60 anos. Para essas pessoas, a partir dos 40 ou 45 anos, eles já devem ter um acompanhamento direcionado para diagnosticar a doença”, ressalta o médico.

Doença lenta

O câncer de próstata, na maioria dos casos, cresce lentamente, não causa sintomas e, no início, pode ser tratado com bastante eficácia. Em outros casos, no entanto, pode crescer rapidamente, espalhar-se para outros órgãos e causar a morte.

“O exame é extremamente rápido, é feito com anestésico local, de uma forma que provoque menos incômodo para a pessoa. Ainda hoje é uma das formas mais seguras e eficientes que a gente tem para poder diagnosticar o câncer de próstata na forma mais inicial”, destaca o médico.

Além do exame preventivo, os médicos recomendam que sejam evitados outros fatores, já conhecidos facilitadores da doença, como alimentação pobre em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais; sedentarismo, consumo de álcool e tabaco.

Segundo o Ministério da Saúde, estimativas apontam que ocorreram 68.220 novos casos da doença em 2018. Esse número corresponde a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens.

A próstata é uma glândula presente apenas nos homens, localizada na frente do reto, abaixo da bexiga, envolvendo a parte superior da uretra (canal por onde passa a urina). A próstata não é responsável pela ereção nem pelo orgasmo. Sua função é produzir um líquido que compõe parte do sêmen, que nutre e protege os espermatozoides. Em homens jovens, a próstata possui o tamanho de uma ameixa, mas seu tamanho aumenta com o avançar da idade.

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SAÚDE

Sete em cada 10 brasileiros acreditam em fake news sobre vacinas

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Foto: Reprodução / Fonte: Com informações da Agência Brasil

Dez afirmações falsas recorrentes sobre vacinas foram apresentadas a mais de 2 mil entrevistados nas cinco regiões do Brasil, e o resultado preocupa a Sociedade Brasileira de Imunizações: mais de dois terços (67%) disseram que ao menos uma das informações era verdadeira.

A pesquisa foi feita pela sociedade médica em parceria com a organização não governamental Avaaz. Os questionários foram aplicados pelo Ibope entre 19 e 22 de setembro deste ano.

Entre os entrevistados, apenas 22% conseguiram identificar que as dez afirmações eram falsas. Mais 11% não souberam ou não responderam.

Para 24% dos entrevistados, “há boa possibilidade de as vacinas causarem efeitos colaterais graves”, quando, na verdade, os efeitos adversos graves são raríssimos. A segunda afirmação falsa mais recorrente foi “há boa possibilidade de as vacinas causarem a doença que dizem prevenir”, com 20% de concordância – uma em cada cinco entrevistas.

Apesar de as gestantes terem um calendário específico de vacinação formulado pelo Ministério da Saúde, 19% dos entrevistados concordaram com a afirmação falsa de que “mulheres grávidas não podem se vacinar”.

O presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, chama a atenção que mesmo afirmações absurdas tiveram concordância de parcelas consideráveis dos entrevistados. Para 14%, é correto afirmar que “O governo usa vacinas como método de esterilização forçada da população pobre”, e 12% disseram que “contrair a doença é, na verdade, uma proteção mais eficaz do que se vacinar contra ela”.

Entre os entrevistados, 13% assumiram que deixaram de se vacinar ou deixaram de vacinar uma criança sob seus cuidados. Os motivos para essa ausência incluem falta de planejamento (38%) e difícil acesso aos postos de vacinação (20%), mas também foram citados o medo de ter um efeito colateral grave (24%), o medo de contrair a doença através da vacina (18%) e alertas e notícias vistos na internet (9%). Cada entrevistado citou até três motivos.

“Fica constatado que as pessoas estão recebendo muita informação inadequada, e que essa informação inadequada tem circulado com cada vez maior frequência. Com certeza, é mais um dos motivos que tem impactado as nossas coberturas vacinais”, afirma Cunha.    

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