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SAÚDE

Pesquisadores desenvolvem novo colírio para a doença do olho seco

Publicado

em

Correio Braziliense

Medicamento combate anticorpos ligados a inflamações que desencadeiam a complicação ocular. Em testes, a fórmula reduz significativamente os danos nas córneas de pessoas acometidas pela forma grave da enfermidade

Pesquisadores americanos identificaram, pela primeira vez, a presença de um tipo específico de anticorpo no líquido lacrimal humano. Segundo eles, a substância está relacionada à ocorrência da doença do olho seco. Graças à descoberta, a equipe desenvolveu um medicamento que age diretamente sobre essa molécula. Os testes clínicos iniciais com o novo colírio renderam resultados positivos em pacientes com a forma grave da enfermidade. Os dados foram publicados na revista especializada Ocular Surface.

Em estudos anteriores, os investigadores descobriram que filamentos de DNA são expulsos de neutrófilos, um tipo de glóbulo branco, e formam espécies de teias na superfície dos olhos, causando a inflamação que gera a doença do olho seco. Os pesquisadores resolveram se aprofundar nos mecanismos relacionados à complicação ocular. Desta vez, identificaram anticorpos anticitrulinados (ACPAs), produzidos pelo sistema imune, no líquido lacrimal humano. Segundo a equipe, os ACPAs também causam inflamação ocular e contribuem para o desenvolvimento dessas redes.

Com base nesses dados, eles desenvolveram um colírio formulado a partir de anticorpos combinados — que são processados a partir do sangue doado de milhares de indivíduos. O medicamento continha tipos variados de anticorpos que neutralizam os efeitos negativos dos ACPAs. Participaram do teste 27 indivíduos com a doença do olho seco na forma grave. Uma parte dos voluntários recebeu o remédio experimental e foi orientada a administrar uma gota em cada olho duas vezes ao dia, durante oito semanas. O grupo controle recebeu as mesmas instruções, mas colírios sem anticorpos.

Como resultado, os cientistas descobriram que os participantes que usaram o novo colírio tiveram  redução estatística e clinicamente significativa no dano da córnea, quando comparados ao grupo controle. “Os participantes do estudo que usaram as gotas com anticorpos combinados relataram menos desconforto ocular e tinham as córneas mais saudáveis”, relata, em comunicado, Sandeep Jain, um dos autores do estudo e professor de oftalmologia e ciências visuais da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

Autoimunidade

Os autores do estudo acreditam que os dados positivos podem contribuir para aumentar a quantidade de terapias para a doença do olho seco, que atualmente conta com poucas opções de tratamento e tem impacto direto na qualidade de vida dos pacientes. “O fardo do olho seco autoimune é muito maior do que apenas ter uma sensação ocasional de secura. Ele pode comprometer severamente a vida da pessoa a ponto de incapacitar e comprometer a visão dela”, afirma  Sandeep Jain.

O cientista frisa que existem poucos medicamentos aprovados para tratar o olho seco, e eles não funcionam para todos os pacientes, especialmente para aqueles com a doença mais grave. “Portanto, ter um novo medicamento que pode tratar a doença visando um mecanismo diferente, nesse caso, uma autoimunidade, é muito importante”, diz.

A investigação terá continuidade, ampliando o número de participantes. “Os dados desse estudo clínico inicial sugerem que colírios contendo anticorpos combinados podem ser seguros e eficazes para o tratamento de doenças do olho seco, e esperamos realizar estudos randomizados maiores para provar definitivamente sua eficácia”, adianta Sandeep Jain.

Para Samuel Duarte, oftalmologista do Visão Hospital de Olhos, em Brasília, os resultados podem contribuir, de forma bastante positiva, para o tratamento de pacientes com o problema oftalmológico. “Hoje, temos muito poucos recursos que ajudam os pacientes. Usamos a lágrima artificial e também os imunossupressores. Esse colírio pode ser uma ferramenta a mais caso os testes futuros comprovem a sua eficácia e segurança”, avalia. “Sabemos que algumas situações, como privação de sono, pós-conjutivite e ficar muito tempo sem piscar os olhos, podem gerar esse problema, e na maioria das vezes a lubrificação resolve. Mas temos pacientes que devido a outros fatores, como alergia, precisam de outras opções.”

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SAÚDE

Depressão: veja 10 sinais frequentemente ignorados da doença

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Fonte/Foto: Terra

Especialistas contam quais são os sintomas que nem sempre são ligados à doença, mas que devem servir como alerta

Tristeza profunda, energia baixa, falta de esperança, apatia, pensamentos pessimistas e dificuldade para sentir prazer. Esses são fatores rapidamente ligados à depressão, especialmente se o quadro se mantiver por um longo período. No entanto, nem sempre essa doença, que segundo estatísticas atinge entre 10 e 20% da população mundial, se apresenta de maneira tão óbvia.

Em alguns casos ela pode provocar indícios que não são facilmente notados pelo portador do mal ou pelas pessoas à sua volta e por isso passam batido, atrasando o seu diagnóstico e prejudicando o seu controle, o que ainda pode levar a uma piora do quadro. Para evitar que isso aconteça, listamos 10 sintomas que podem valer uma consulta com um profissional, especialmente se durarem muito tempo ou se derem as caras em conjunto.

Dificuldade de concentração
A pessoa fica dispersa, desatenta e pouco objetiva, como se estivesse no mundo da lua em alguns momentos, fator que normalmente é atribuído à turma que é naturalmente mais desligada, que está muito cansada ou com estresse mental.

Memória prejudicada
Esquecimentos, lapsos, atos falhos, atrasos ou faltas frequentes em compromissos, no trabalho ou no cumprimento de tarefas e sensação de confusão mental, fatores muito ligados à correria e ao estresse da vida moderna, podem ser outro sinal de depressão.

Distúrbios do sono
Eles podem aparecer na forma de insônia, que é o mais recorrente, como sono agitado e não reparador e até mesmo na chamada hipersonia, quadro no qual a pessoa dorme demais e fica muito sonolenta durante o dia, pensando o tempo todo na hora de voltar para a cama.

Alterações de apetite
O mais comum é que o indivíduo sofra com inapetência e não sinta prazer na ingestão de nenhum alimento, nem mesmo naqueles que costumava adorar. Mas pode acontecer também de haver um aumento na vontade de comer e na ingestão de álcool.

Descuido com a aparência e a higiene pessoal
Hábitos como tomar banho e fazer a barba são frequentemente esquecidos, assim como outros cuidados com a limpeza, e a vaidade é totalmente abandonada, transformando-a em uma pessoa bastante desleixada.

Aparecimento de dores sem justificativa física
Formigamento, tontura, falta de ar, palpitação, dores vagas e imprecisas ou crônicas, na cabeça, no estômago, nos músculos ou na coluna, por exemplo, são reportadas pelo deprimido, mas a causa de nenhuma delas é constatada através de exames médicos.

Perda do desejo sexual
Esse sintoma é considerado normal nos dias de hoje, já que vivemos estressados e sem tempo, o que provoca desgaste na relação e falta de entrosamento, mas a queda na libido também pode ser um sinal de depressão.

Culpa, vergonha e sensação de inutilidade
Esses são sentimentos comuns em indivíduos deprimidos. Eles normalmente têm atitudes autopunitivas e boicotam a sua própria felicidade, além de enxergar o mundo cinza e se retrair, o que dificulta ainda mais a suspeita da doença.

Introversão
Acontece o afastamento dos amigos, dos parentes e das atividades rotineiras com as quais a pessoa obtinha prazer. Esse quadro pode ser interpretado como uma fase difícil, mas se não houver causa aparente e estiver associado a outras mudanças no comportamento pode sinalizar um quadro de depressão.

Mau humor, irritação e agressividade
O deprimido pode viver de pavio curto e se irritar com muita facilidade, características que as pessoas à sua volta associam à sua personalidade ou a algum problema, mas não percebem que elas podem ser um sinal de algo patológico. Pode haver também um excesso de ansiedade que propicia a insegurança e a falta de iniciativa.

Fontes: Leonard F. Verea, psiquiatra de São Paulo e Triana Portal, psicóloga clínica e psicoterapeuta também da capital paulista.

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SAÚDE

Mudança de ares: redução de poluição atmosférica diminui mortalidade

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orreio Braziliense

Reduções nos níveis de poluição atmosférica têm resultados imediatos na saúde das populações, mostra relatório divulgado por cientistas americanos. Entre os benefícios atingidos em poucos dias está a queda da mortalidade em 16% e de 50% de internações

Diferentes iniciativas de redução dos níveis de poluição do ar resultam, em pouco tempo, em melhoras significativas na saúde e na rotina das populações. Redução do absenteísmo escolar em 40% e dos casos de hospitalização por complicações respiratórias em 50% são alguns dos efeitos quase instantâneos apresentados em um relatório divulgado, nesta sexta-feira (6/12), na American Thoracic Society’s journal, publicação integrante do Annals of the American Thoracic Society.
“Sabíamos que havia benefícios no controle da poluição, mas a magnitude e o tempo relativamente curto para alcançá-los são impressionantes. Nossas descobertas indicam efeitos quase imediatos e substanciais nos resultados de saúde, após redução da exposição à poluição do ar”, destaca, em comunicado, Dean Schraufnagel, pesquisador da Sociedade Torácica Americana e principal autor do relatório.
Um dos casos se deu em Utah, nos Estados Unidos. O fechamento durante 13 meses de uma usina siderúrgica no estado resultou na redução em 50% de hospitalizações por pneumonia, pleurisia, bronquite e asma. O absenteísmo escolar caiu 40% e a mortalidade, 16%. O estudo concentrou-se nas PM10, partículas que têm diâmetro inferior a 10 micrômetros (µm) e, por isso, são facilmente inaláveis, podendo comprometer o funcionamento do aparelho respiratório e do sistema cardiovascular.

Em Atlanta, também nos EUA, o enfoque foi no transporte público. Durante 17 dias dos Jogos Olímpicos de 1996, adotou-se estratégias para reduzir o tráfego e, dessa forma, ajudar os atletas a chegarem às competições a tempo. As medidas também diminuíram consideravelmente a poluição do ar na cidade e, consequentemente, impactaram na rotina e na saúde dos moradores.
Nas quatro semanas seguintes, a ida de crianças a clínicas e hospitais para tratar complicações de amas caiu mais de 40%, e as visitas aos departamentos de emergência, em 11%. As hospitalizações por asma diminuíram 19%. Da mesma forma, quando a China impôs restrições de fábrica e de viagem para as Olimpíadas de Pequim, em 2008, a função pulmonar da população melhorou em dois meses, com menos consultas médicas relacionadas ao problema respiratório e menos mortalidade cardiovascular, segundo o artigo,
Para Dean Schraufnagel, esses exemplos mostram que a poluição do ar é, em grande parte, um risco evitável à saúde, e que o atual cenário de crescimento urbano, expansão da industrialização e aquecimento global aumenta o grau de urgência no controle desse problema. “Felizmente, reduzir a poluição do ar pode resultar em ganhos de saúde imediatos e substanciais. Políticas abrangentes, que afetem um país inteiro, podem reduzir a mortalidade por todas as causas em semanas.  (…) É fundamental que os governos adotem e apliquem as diretrizes para a poluição do ar imediatamente”, defende.

Recado para os líderes da COP25

Com o apoio da jovem ativista Greta Thunberg, milhares de pessoas marcharam, ontem, em Madri para exigir dos líderes da 25ª edição da conferência do clima das Nações Unidas (COP25) que tomem ações urgentes ante a crise climática. A caminhada de 5 quilômetros tinha como o lema “O mundo acordou para a emergência climática”. Começou em frente a conhecida estação de metrô Atocha e percorreu as principais avenidas da cidade.
Cartazes exibidos pelos participantes exibiam frase como “Sem planeta não há futuro” e “Políticos, a Terra morre”. “Não podemos esperar mais” porque “as pessoas estão sofrendo e morrendo pela emergência climática e ecológica”, disse Greta Thunberg, em uma conferência de imprensa antes da mobilização.
Para os organizadores da marcha, a mobilização envia uma mensagem clara aos representantes de quase 200 signatários do Acordo de Paris reunidos, na Espanha, até o próximo dia 13. “Exigimos aos governos participantes que reconheçam que a inação climática atual e insuficiente ambição que refletem os compromissos mais ambiciosos dos países nos levarão a um aquecimento global desastroso para a vida”, disse, à agência France-Presse, Pablo Chamorro, um porta-voz da mobilização.

Segurança

Greta, porém, não completou todo o percurso. Ela precisou abandonar o grupo, por questões de segurança, quando a marcha chegava ao Museu do Prado, um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade espanhola. “A polícia diz que não posso continuar assim, sinto isso, há problemas de segurança, há muita gente”, afirmou a ativista sueca, que foi embora em um automóvel elétrico.
A jovem ficou conhecida internacionalmente ao dar início ao movimento “sexta-feira pelo futuro”, quando, durante mais de um ano, fez greve diante de sua escola todas as sextas-feiras para exigir ações contra a mudança climática. O movimento foi repetido em várias cidades do mundo, e ela passou a participar de eventos voltados para as questões climáticas. Greta faz questão de se deslocar de forma que reduza o impacto ao meio ambiente. Para chegar a Madri,  pegou um catamarã no Chile, onde ocorreria a COP25. Ontem, houve uma marcha simultânea na capital chilena em prol do combate ao aquecimento global. 

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SAÚDE

Saúde perderá R$ 500 mi para fundo eleitoral, diz ministro

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Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta Foto: MS/Erasmo Salomão

Durante a 5ª Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, afirmou que ficou surpreso com a retirada de R$ 500 milhões da pasta para o fundo eleitoral.

– Infelizmente, ontem, nós fomos surpreendidos para a retirada de R$ 500 milhões da saúde, do Orçamento, para poder alocar no fundo eleitoral – declarou Mandetta.

O ministro ainda disse que “com esses R$ 500 milhões, podem ter certeza que a gente poderia fazer muito mais e fazer chegar de uma maneira muito mais intensa para que vocês possam entregar as realizações em 2020”.

Uma comissão do Congresso Nacional aprovou o relatório do Projeto de Lei Orçamentária de 2020 na Comissão Mista de Orçamento. Nele, é previsto um aumento do fundo eleitoral, verba que financiará as campanhas em 2020, de R$ 2 bilhões para R$ 3,8 bilhões. A saúde perderá o equivalente a R$ 500 milhões e áreas como a educação, infraestrutura e saneamento básico também serão atingidas.

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