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Tecnologia

Pesquisadores do MIT criam roupas com eletrônica embarcada

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roupa de fibra ótica (Foto: Techgrabyte)

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) “confeccionaram” uma roupa inteligente que pode se comunicar opticamente com outros dispositivos e também servir como sistema de monitoramento.

Os cientistas incorporaram dispositivos semicondutores optoeletrônicos de alta velocidade e diodos emissores de luz (LEDs) dentro das fibras, possibilitando a produção de roupas que “se comunicam”.

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Pela primeira vez, cientistas produziram fibras com eletrônica embarcada, que são tão flexíveis a ponto de tecer roupas. Foto: MIT
O projeto foi liderado pelo estudante do MIT, Michael Rein, e seu orientador de pesquisa, o professor de ciência dos materiais e engenharia elétrica, Yoel Fink. Rein espera que a inovação possa estimular o que ele chama de “Lei de Moore” de tecnologia vestível. A Lei de Moore tem sido o padrão de ouro na eletrônica e recebeu o nome do co-fundador da Intel, Gordon Moore, que previu mudanças maciças na indústria para microchips.

Como este tecido inteligente foi criado

1. Fibras ópticas têm sido tradicionalmente produzidas por meio de um objeto cilíndrico chamado ‘pré-forma’ – que é essencialmente um modelo ampliado da fibra – e que é aquecido posteriormente.

2. O material que acaba ficando elástico, ou amolecido, é então esticado sob tensão constante e a fibra resultante é enrolada em um carretel.

3. A inovação para produzir essas novas fibras conectadas foi adicionar diodos semicondutores emissores de luz do tamanho  de grãos de areia, além de um par de fios de cobre que são uma fração da largura de um fio de cabelo.

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A fibra de tecido com LEDs embutidos é tão fina que pode passar pelo buraco de uma agulha. foto: MIT
4. Quando aquecido em um forno durante o processo de estiramento da fibra, a pré-forma do polímero é parcialmente liquefeita, formando uma fibra longa com os diodos alinhados ao longo de seu centro e conectados pelos fios de cobre. A fibra fica tão fina, que pode tecer uma roupa e, melhor ainda: é a prova de água.

5. Neste caso da roupa conectada, os componentes sólidos eram dois tipos de diodos elétricos feitos a partir da tecnologia de microchip padrão: LEDs e diodos fotossensíveis.

O processo final, com a fibra de tecido pronta com os LEDs embutidos. fonte: MIT
6. As fibras resultantes foram então confeccionadas em roupas, que foram lavadas 10 vezes para demonstrar ser um material possível para o vestuário.

Fink disse que “as aplicações iniciais das fibras serão produtos especializados nas áreas de segurança e comunicações. Será o primeiro sistema de comunicação feito por meio de roupas. “Estamos agora no processo de transição da tecnologia para fabricantes e indústrias a uma velocidade e escala sem precedentes ”.

Os cientistas do MIT  afirmaram que, além das comunicações, as fibras também têm importantes aplicações no campo biomédico. Elas podem ser usadas para desenvolver um bracelete de tecido que se molde com a capacidade de medir os níveis de de oxigênio no sangue, ou uma bandagem para monitoramento contínuo do processo de cicatrização, além de monitorar como uma nova droga está agindo nas células para curar uma determinada doença.

Quando o primeiro produto estará no mercado?

“Os primeiros produtos comerciais que incorporam esta tecnologia estarão chegando ao mercado já no próximo ano – uma progressão extraordinariamente curta entre a pesquisa de laboratório para comercialização em massa”, disse Yoel Fink.

Fonte: Olhar Digital

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Tecnologia

Governo Federal cria chatbot para envio de reclamações e denúncias

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Foto: Reprodução

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) lançou na última semana um canal de recebimento de reclamações, denúncias e outros comentários por meio de redes sociais. Foi criado um robô (chatbot, no termo técnico) batizado de “Cida”, que pode ser acessado por meio do perfil no Facebook do órgão. O serviço vai ser disponibilizado também no Whatsapp no ano que vem, provavelmente em fevereiro.

Para acessar, o usuário deve enviar uma mensagem ao perfil da CGU no Facebook. Após isso, o chatbot começa a oferecer respostas às demandas. Primeiramente, ele questiona qual o tipo de manifestação a ser realizada. Em seguida, pergunta o tema e órgão de destino. Caso o usuário não saiba, o bot oferece opções. Se a pessoa não conseguir identificar o destino do seu pedido, é possível enviar à CGU para que ela mesma redirecione.

Assim que a manifestação é feita, um processo é aberto no sistema de ouvidorias do governo federal. O bot solicitará o e-mail do usuário. Com isso, a pessoa passará a receber notificações quando sua demanda tramitar. A ouvidoria pode aceitar ou rejeitar a manifestação, ou ainda pedir mais informações, por exemplo. Quando uma nova medida for tomada dentro do processo aberto, o usuário receberá notificações disso.

“Cada vez mais o cidadão utiliza redes sociais, aplicativos e telefone. Ele tem menos espaço no telefone para baixar um aplicativo de governo. Hoje ele consegue falar com o governo no seu aplicativo de rede social. Está fazendo alguma coisa, conversando com um amigo e lembra que quer fazer uma denúncia. Ele não precisa procurar o governo, ele faz a manifestação na rede social”, disse o ouvidor-geral da União, Gilberto Waller Júnior, à Agência Brasil.

E-Ouv

O canal é conectado ao sistema integrado de ouvidorias do governo federal, denominado e-Ouv. Quem desejar fazer críticas, sugestões ou outras manifestações pode também entrar diretamente no endereço. Ele reúne 354 órgãos deste tipo do Executivo Federal, além de 555 ligados a prefeituras e 171 a governos estaduais.

Os links para envio de denúncia, reclamação, sugestão, elogio ou pedido de simplificação passaram ainda a ser colocados nas páginas dos diversos órgãos do Poder Executivo, como a da Agência Brasil e demais veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O objetivo foi facilitar que o cidadão pudesse opinar sobre serviços públicos ou informações disponibilizadas por cada órgão.

Fonte: Agência Brasil

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Tecnologia

Facebook é condenado a pagar R$ 45 milhões em multas na Itália

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Foto: Justin Sullivan / Getty

O cerco europeu ao Facebook continua: a rede social foi condenada a pagar duas multas na Itália por uso indevido e negligente de dados de usuários. O valor das multas é de quase R$ 45 milhões, e além disso a empresa também vai ter que explicar melhor como é feito o uso de informações pessoais dos perfis de usuários.

A primeira multa dada ao Facebook foi dada após o órgão antitruste italiano considerar que a rede social incentiva pessoas a se registrarem sem informá-las de que os dados pessoais vão ser coletados e usados para fins pessoais.

Já a segunda multa foi dada devido à forma como essas informações são repassadas para terceiros – o órgão antitruste da Itália diz que o Facebook compartilha dados sem consentimento expresso de usuários, o que vai contra a legislação do país. Assim, a rede social agora precisa informar a todos os usuários no desktop e em celulares de que os dados podem ser usados por terceiros.

As multas não têm relação com a lei europeia de proteção de dados e nem com o escândalo do acesso indevido de dados por parte da consultoria política Cambridge Analytica. O órgão italiano conduz uma investigação sobre o Facebook desde abril deste ano.

Em sua defesa, o Facebook disse que está analisando os questionamentos do órgão italiano e planeja trabalhar em parceria com os reguladores para solucionar os problemas. A empresa também lembra de alguns passos dados nos últimos meses a fim de garantir um ambiente mais seguro para usuários – mudanças na forma como os termos e políticas de uso são explicados para usuários, por exemplo, além de simplificação das configurações de privacidade.

A condenação na Itália serve para fechar um ano desastroso para o Facebook, que teve escândalos de vazamento de dados em mais de uma ocasião e também um crescimento da pressão de governos contra a empresa – seja pela forma como informações pessoais são gerenciadas pelo Facebook, ou pelos problemas causados pela disseminação de notícias falsas em suas plataformas.

Fonte: Olhar Digital

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Tecnologia

Como uma lei anticriptografia aprovada na Austrália pode afetar o seu WhatsApp

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Foto: Olhar Digital

Nesta sexta-feira, 7, o governo da Austrália sancionou um projeto de lei que ficou conhecido como “lei anticriptografia”. Segundo a nova legislação, empresas de tecnologia são obrigadas a furar a criptografia de dados de usuários para entregar informações exigidas pelas autoridades.

Assim como no Brasil e diversas outras partes do mundo, a lei de proteção de dados da Austrália garante que empresas de tecnologia devem entregar dados ao governo ou à Justiça quando solicitadas. Esses dados incluem conversas entre pessoas investigadas em apps de mensagem como o WhatsApp ou histórico de localização no Facebook, por exemplo.

Acontece que muitas empresas usam criptografia de ponta-a-ponta para proteger a privacidade dos usuários. Isto significa que, mesmo que o WhatsApp seja obrigado por lei a entregar à Justiça uma cópia da conversa entre duas pessoas no app, ele não poderia fazer isso porque as mensagens são criptografadas e não há como a empresa acessá-las.

Com a “lei anticriptografia” aprovada nesta sexta na Austrália, as empresas de tecnologia passam a ser obrigadas a furar essa criptografia por qualquer meio necessário. Isto significa que elas deverão criar ferramentas para abrir uma “porta dos fundos” nas mensagens e trocas de dados dos usuários, sob risco de pagar multas milionárias.

A lei aprovada na Austrália garante que esse tipo de rompimento de criptografia só acontecerá se houver decisão judicial que a obrigue. Mas como destacaram os opositores da nova legislação, é impossível abrir um “backdoor” nas comunicações criptografadas de usuários e controlar quem passa por ali.

Em outras palavras, se o WhatsApp criar uma ferramenta interna para decifrar mensagens, isto significa que todas as conversas de usuários ficarão desprotegidas, já que hackers poderão encontrar as “chaves” desta porta dos fundos e usá-las. Se uma porta for criada, qualquer um poderá, em tese, passar por ela.

Os defensores da nova lei dizem que criar meios de furar a criptografia de apps é essencial para combater o terrorismo, visto que muitas organizações criminosas usam aplicativos como WhatsApp, Telegram e muitos outros para trocar informações, planejar e executar ataques mundo afora. E a criptografia os mantém protegidos das autoridades.

Há quem diga que essa ferramenta para furar a criptografia de apps seria de acesso exclusivo ao governo da Austrália, mas críticos não estão convencidos. Lizzie O’Shea, uma advogada defensora de direitos humanos e líder de um movimento contra a nova lei, diz que a Austrália pode muito bem compartilhar a “chave mestra” com outros países.

A Austrália faz parte do acordo de partilha de inteligência Five Eyes (“Cinco Olhos”), que inclui ainda o Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia e os Estados Unidos. E como destacou o The Verge, ferramentas governamentais de espionagem podem dar margem para a criação de vírus extremamente poderosos.

Foi o caso do WannaCry, um malware que se alastrou pelo mundo todo em 2017, fazendo vítimas até mesmo no Brasil, e que foi criado com base em ferramentas de espionagem da Agência Nacional de Segurança dos EUA, a NSA. Por isso uma quebra de criptografia na Austrália pode gerar consequências no mundo todo.

O parlamento australiano também foi criticado pelo Conselho de Direito da Austrália por ter apressado a votação da lei: o primeiro projeto foi apresentado em agosto e aprovado um dia após ter recebido parecer favorável da comissão destinada a avaliá-lo.

Empresas de tecnologia também não estão felizes. A Apple encaminhou uma carta ao governo australiano em outubro defendendo a criptografia como arma no combate ao terrorismo. “Criminosos e terroristas que querem se infiltrar nos sistemas e interceptar redes sensíveis podem iniciar seus ataques acessando apenas o smartphone de uma pessoa”, disse a empresa.

“Diante dessas ameaças, não é hora de enfraquecer a criptografia. Existe um risco profundo de tornarmos o trabalho dos criminosos mais fácil, não mais difícil. Criptografia cada vez mais forte – não mais fraca – é a melhor maneira de se proteger contra essas ameaças”, argumentou a Apple na carta.

Embora a lei tenha sido aprovada nesta sexta, ela ainda não entra em vigor imediatamente. O projeto foi aprovado depois que o partido da oposição ao governo concordou em deixá-lo passar antes do recesso do Congresso, desde que emendas ao texto possam ser adicionadas em 2019. Só depois que essas emendas forem votadas é que a lei entra em vigor. E, até lá, os trechos mais polêmicos do texto ainda podem mudar.

Fonte: Olhar Digital

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