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Economia

Petrobras permite alta do Ibovespa, mas Previdência e feriado podem conter avanço

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Foto: Reprodução / Fonte: Estadão Conteúdo

O último dia útil para a B3 sugere ser de alta do seu principal índice à vista, sobretudo pelo noticiário doméstico, ainda que com certa cautela. No entendimento do mercado, o fato de a Petrobras ter definido ontem o reajuste nos preços do diesel – ainda que este tenha ficado aquém do proposto anteriormente – é um ponto positivo, pois sinaliza que a independência da estatal de certa forma está mantida. Além disso, apesar do adiamento da votação da admissibilidade da proposta de reforma da Previdência para terça-feira, a visão é de que o governo conseguirá avançar no assunto.

Conforme um operador, o governo sinaliza que pode ceder um pouco para tentar avançar na reforma. “Está tendo uma movimentação para aliar os partidos. O governo parece que entendeu que sozinho não conseguirá aprovar a reforma. Está se movimentando. Mas temos de acompanhar”, afirma. A dúvida, pondera, é quanto ao que pode ser desidratado do texto original da reforma.

“Permanece a incerteza em torno da reforma da Previdência, pois o governo pode ter que ceder muito para garantir sua aprovação na CCJ”, pondera a MCM Consultores em nota.

Às 10h36, o Ibovespa subia 0,62%, aos 93.859,04 pontos. Ontem, fechou com queda de 1,11%, aos 93.284,75 pontos. O papel ON da Petrobras tinha ganho de 2,84% e o ON, de 2,55%.

Além disso, novos temos de desaceleração global e a semana mais curta devem deixar o investidor mais cauteloso, observa o operador.

Outra questão, diz uma fonte, é sobre a possibilidade de greve dos caminhoneiros, já que o aumento do diesel não foi bem visto por toda a categoria. Mas esse assunto, acrescenta, pode não ter força para afetar os negócios hoje, já que muitos investidores já devem estar pensando na folga de Páscoa, o que tende a deixar o volume de negócios reduzido nesta quinta-feira na B3.

De todo modo, acrescenta o operador, o governo não deve ficar baixando a cabeça toda hora para o setor de transportes do País. “Não tem de ficar aquém de uma categoria. Isso reajustes não é um problema deste governo, vem de outras gestões”, observa.

Ainda quanto à Petrobras, o governo estuda antecipar recursos que serão recebidos com o leilão de excedente da cessão onerosa para Estados e municípios se houver indicação que a reforma da Previdência será aprovada. Em mais um aceno para angariar o apoio de governadores e prefeitos para a reforma, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que uma das linhas que o governo trabalha para ajudar os governos regionais é antecipar esses recursos.

Apesar do noticiário interno considerado favorável à alta do Ibovespa, o exterior está um pouco mais devagar, com os índices futuros de Nova York com altas modestas e, na Europa, da mesma forma. Entretanto, por lá, saíram novos indicadores de atividade reforçando o temor de desaceleração econômica mundial.

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Economia

Petrobras baixa gasolina em R$ 0,03 e diesel em R$ 0,04

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Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (18), uma redução no preço do litro da gasolina de R$ 0,0360 e no litro do diesel de R$ 0,0444. Os valores são referentes aos preços médios dos combustíveis vendidos pelas refinarias aos distribuidores e valem a partir da meia-noite desta sexta-feira (19).

O presidente Jair Bolsonaro informou, em sua conta no Twitter, que a redução [média] foi de 2,1% na gasolina e de 2,2% no diesel.

Os preços variam segundo cada refinaria da estatal, nos diversos estados brasileiros. Os menores valores da gasolina são praticados em São Luís (MA), R$ 1,51; Itacoatiara (AM), R$ 1,55; e Manaus (AM), R$ 1,58. Os maiores valores da gasolina estão nas refinarias de Brasília, R$ 1,81; Senador Canedo (GO), R$ 1,80; e Uberaba, R$ 1,80.

Os menores preços do diesel S500, mais vendido nas estradas, estão em Itacoatiara (AM), R$ 1,93; São Luís, R$ 1,94; Guamaré (RN), R$ 1,96; e Manaus (AM), R$ 1,96. Os maiores valores são os praticados em Senador Canedo (GO), R$ 2,17; Brasília, R$ 2,17; e Uberaba (MG), R$ 2,17.

Segundo a estatal “os preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras têm como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias”.

Combustíveis tipo A

A gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis. São os combustíveis tipo A, ou seja, gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel também sem adição de biodiesel. Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo A misturados a biocombustíveis. Os preços divulgados pela estatal se referem aos produtos tipo A.

Sobre esses valores, vão incidir a margem de lucro das distribuidoras e dos postos de combustíveis, os impostos, que variam de um estado para outro, o custo da mão de obra, entre outras variáveis. A tabela completa com os valores pode ser conferida no site da Petrobras.

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Economia

Belo Monte assume liderança na geração de energia hidrelétrica 100% brasileira

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

Brasília – Presidente da Subcomissão de Acompanhamento das Obras de Belo Monte, no Senado Federal, o senador Zequinha Marinho (PSC-PA) participou, na quarta-feira (17), da cerimônia que acionou oficialmente a 14ª turbina da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (UHC de Belo Monte), em Altamira, no sudoeste paraense. Em operação comercial desde o mês passado, a 15ª turbina – de um total de 20 – também já está em testes, superando com folga a conterrânea (UHC) de Tucuruí, como maior geradora de energia hidrelétrica, de capital genuinamente nacional do País.

Marinho viajou a convite, no jato da FAB, do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque; do diretor da Norte Energia, Paulo Roberto Ribeiro, e demais autoridades. A nova turbina já garante à Belo Monte o título de maior geradora 100% brasileira. São lançados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) 8,7 mil megawatts (MW) de energia.

Até o final do ano, serão 18 turbinas, com uma capacidade instalada para gerar 11.233,1 MW. Cada turbina gera 611 MW. Para se ter uma ideia, Angra 1 tem capacidade para gerar 640 MW. “É como se Belo Monte representasse 18 usinas do tipo Angra 1, que é nuclear”, comparou o presidente da Norte Energia, Paulo Roberto Ribeiro, que confirmou que a 15ª turbina já está em fase de teste para que no próximo mês possa começar sua operação comercial.

O Brasil possui a matriz energética mais limpa e renovável do planeta, e a UHC Belo Monte, instalada no rio Xingu, no Pará, contribui para este resultado. Com capacidade instalada de 11.233,1 MW e quantidade média de geração de energia de 4.571 MW, Belo Monte se firma como a maior hidrelétrica 100% brasileira.

Com a produção firme de energia, o Brasil se prepara para a retomada do crescimento econômico e entra numa nova fase de desenvolvimento, afastando o fantasma do apagão.

Fonte: Com informações da ASCOM – Gabinete do Senador Zequinha Marinho (PSC-PA).

Val-André Mutran 

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Setor produtivo paraense considera aprovação da Reforma da Previdência importante para o desenvolvimento da economia

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Foto: Reprodução / Fonte: FIEPA

Aprovado pela Câmara de Deputados na noite de quarta-feira (11), por 379 votos a 131, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Reforma da Previdência, que altera as regras de aposentadoria, passa por análise das emendas e destaques apresentados pelos partidos e tem previsão de ser votado em segundo turno na sexta-feira (12). O setor produtivo destaca a importância da aprovação da Reforma para o desenvolvimento da economia brasileira.

“Além de resolver a questão do déficit da Previdência, essa reforma pavimenta o caminho para a resolução de outras problemáticas, como a do sistema tributário brasileiro, privatizações e desburocratização do país. São questões que não podemos ignorar, caso contrário, pagaremos o preço de ficarmos atrasados em relação aos nossos concorrentes, com nossa economia parada e o aumento do desemprego, entre outros fatores”, avalia o presidente da Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA, José Conrado Santos.

Dados do Governo Federal mostram que, em 2016, 52,1 milhões de brasileiros contribuíram para a Previdência e que havia 33,2 milhões de aposentados. Para cada pessoa que recebia a aposentadoria, havia pouco mais de 1,5 contribuintes. Mas as projeções indicam que, sem a reforma da Previdência, em 2050, o número de contribuintes cairá para 43,9 milhões de pessoas e haverá 61 milhões de aposentados. Essa mudança ocorre por dois fatores: o aumento da expectativa de vida dos brasileiros e a queda na taxa de fecundidade.

“Com a população brasileira envelhecendo, em pouco tempo haverá mais gente recebendo benefícios do que pessoas contribuindo para a Previdência. Isso inviabilizará o sistema e ameaçará o pagamento das pensões e aposentadorias”, explica o presidente do Sistema FIEPA, José Conrado Santos.

Se aprovada em segundo turno na sexta-feira, a proposta da Reforma segue para o Senado, onde deve entrar na pauta após o recesso parlamentar, que inicia-se em 18 de julho.

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