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PMB apresenta resultados da “operação verão”

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Por Victor Miranda/Comus

 

A ação integrada entre os órgãos da Prefeitura Municipal de Belém durante a Operação Verão 2018 gerou resultados bastante positivos. O balanço das ações realizadas durante todo o mês de julho foi divulgado ontem, 05, pelos órgãos de fiscalização e segurança pública do município, que montaram esquemas especiais nos distritos de Belém durante todo o período das férias escolares. Mais de 400 servidores municipais estiveram envolvidos nos trabalhos na capital e nos balneários.

A Fundação Papa João XXIII (Funpapa), através do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), montou uma operação para combater o trabalho infantil nos distritos de Outeiro e Mosqueiro. A ação teve como objetivo mapear, aproximar, intervir e encaminhar situações pertinentes do combate ao trabalho infantil e possíveis situações referentes à exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes.

Durante os cincos finais de semana de ação, 78 crianças e adolescentes foram identificadas em situação de trabalho infantil, sendo 59 em Mosqueiro e 19 em Outeiro. Após a identificação, as vitimas foram encaminhadas ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), onde passaram por atendimento com assistente social e posteriormente inseridas nas atividades de convivência e fortalecimento de vínculos.

As famílias também são inscritas no Cadastro Único de Assistência Social (CadÚnico), para terem acesso a benefícios de transferência de renda, além de serem acompanhadas pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). “Vamos continuar monitorando as situações através das unidades do Creas e em conjunto com os Cras para a inserção da família no serviço de fortalecimento de vínculos, além de verificar também se a família está acompanhando o filho na escola”, destacou a coordenadora da Proteção Social de Média Complexidade, Luiza Moraes.

Segurança – Para garantir a segurança dos veranistas, a Guarda Municipal de Belém (GMB) atuou com mais de 200 homens em Cotijuba, Mosqueiro, Outeiro e Belém. Mais de 30 mil pessoas foram abordadas, com 77 registros de ocorrências, gerando 32 boletins de ocorrências. Dez armas foram apreendidas, sendo duas de fogo, uma de ar comprimido, dois simulacros e cinco armas brancas, além da apreensão de três veículos. O número de ocorrências durante o período das férias reduziu 25%, em relação ao ano de 2017, segundo o Inspetor de planejamento da Guarda, Antonio Carlos Tavares. “Aumentamos as abordagens e a ostensividade através de ações integrada com outros órgãos de segurança, como meio de prevenção, resultando na redução dos roubos e na queda nos furtos, onde  o número de ocorrências durante os 31 dias teve a redução de 25% com relação ao ano passado”.

Em Outeiro, os números de ocorrências caíram 20% em comparação com o ano de 2017. A vendedora Rai Feitosa, 61 anos, que trabalha com vendas de lanches na praia Grande, se disse satisfeita com a segurança durante o veraneio. “Foi muito seguro. Este ano só vi uma confusão na praia, mas os guardas agiram rapidamente”, disse a comerciante.

O balanço da operação apontou um aumento de 200% no número de apreensão de entorpecentes, com 298 porções apreendidas em 2018 e 91 porções em 2017. O grupamento Operacional, os motopatrulheiros do RONDAC, SOS e os Grupamentos de Ações Táticas (Gat) e Ações Táticas com Cães (Atac), trabalharam 24h no combate ao tráfico de drogas e todo tipo de vandalismo, furtos e roubos.

Para Almir Ferreira, Inspetor Geral da GMB, a população foi fundamental no trabalho da Guarda Municipal durante o verão. “Os Guardas estiveram presentes nas áreas de veraneio e também em Belém no serviço ordinário, atuando constantemente nos logradouros e bairros. Todo êxito da missão foi estabelecido na conscientização da população quanto as ações de prevenção e também através de denuncias do número 153”, frisou.

Trânsito e Saúde – A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) intensificou as ações de saúde durante o verão, em Belém. Foram realizadas oito ações com abordagem educativas para a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis – IST´s/ HIV/AIDS e Hepatites virais. O órgão distribuiu mais de 57,660 mil insumos de prevenção e realizou mais de dez mil abordagens.

Já a Vigilância em Saúde atendeu mais de quatro mil pessoas nos distritos de Mosqueiro e Outeiro. Foram realizadas abordagens com os banhistas e atividades pedagógicas com o público infantil. Em Belém, os agentes de saúde distribuíram materiais impressos, folders informativos de doenças como dengue, zika vírus, chikungunya, febre amarela e malária, em locais como o Trapiche de Icoaraci, terminais hidroviário e rodoviário, além de portos particulares.

Já a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) realizou fiscalização e ações educativas sobre trânsito seguro na saída dos veranistas de Belém e mais em Mosqueiro, Outeiro, Icoaraci e Cotijuba. Ao todo, cerca de 140 servidores foram envolvidos na ação, entre agentes de trânsito, fiscais de transporte, agentes educadores e apoiadores de trânsito.

No trabalho educativo, as ações se concentraram na avenida Almirante Barroso e nas praias. Ao todo, foram feitas cerca de cinco mil abordagens pela equipe de educação. “Aproveitamos esta época do ano para reforçar que as férias não podem ser sinônimo de imprudência no trânsito, e que os condutores têm que ser responsáveis na hora de pegar a estrada rumo aos balneários”, explica Tatiane Pinheiro, chefe do setor de Educação para o Trânsito da SeMOB.

Em Mosqueiro, aos finais de semana o trabalho de fiscalização teve como foco o bairro da Vila, as praias do Chapéu Virado, Murubira e Ariramba, além da Ponte do Cajueiro, avenida 16 de Novembro e rua Variante. Em Outeiro e Icoaraci, a atuação ficou centrada na Estrada do Outeiro e Avenida Nossa Senhora da Conceição em diversos trechos e ruas Siqueira Mendes, Cristóvão Colombo e Manoel Barata, em Icoaraci.

Mosqueiro, Outeiro e Cotijuba receberam também operações especiais todos os finais de semana. Foram feitas 22 apreensões de veículos em situação irregular em Mosqueiro, e nove em Outeiro. Em uma das operações em Outeiro foi recuperado um carro roubado em outubro do ano passado.

Quanto ao reforço de ônibus para levar os veranistas no trajeto Belém-Mosqueiro, a Prefeitura de Belém disponibilizou, nos quatro finais de semana, 810 ônibus. Para Outeiro foram 552 veículos no mesmo período.

 

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Bosque Rodrigues Alves e Museu Goeldi funcionarão na Adesão do Pará à Independência do Brasil

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 A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), informa que nesta quarta-feira, 15, feriado de Adesão do Pará à Independência, o Bosque Rodrigues Alves – Jardim Zoobotânico da Amazônia funcionará em horário especial, das 8h às 14h, com venda de ingressos até 13h.

O ingresso do Bosque custa R$ 2,00 com direito a meia entrada para estudantes e crianças de sete a 12 anos no valor de R$1,00. Crianças menores de sete anos e idosos não pagam.

O Parque Zoobotânico do Museu Goeldi abre normalmente  nesta quarta-feira (15), O Está localizado à Avenida Magalhães Barata, nº 376, no centro de Belém. O valor do ingresso é de R$ 3,00 (inteira) e R$ 1,50 (meia-entrada) para estudantes mediante a apresentação da carteira de identificação estudantil e jovens de baixa renda com apresentação da Identidade Jovem, acompanhada de documento de identificação com foto.

Crianças com até 12 anos incompletos, idosos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência têm direito à gratuidade.

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 Música do Pará brilha em São Paulo

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A música do Pará não poderia estar melhor representada  num espetáculo que reuniu nada mais, nada menos que Sebastião Tapajós, que convida Andreson ao piano e participação marcante de Jane Duboc. Um show lindo, segundo Manoel Cordeiro, realizado no Dia dos Pais, no Sesc Pinheiros, em São Paulo.

Sebastião Tapajós

Nascido em Alenquer, no Baixo Amazonas, Sebastião Tapajós, mudou-se para Santarém ainda pequeno. Começou ainda criança a estudar violão. Em 1964, foi estudar na Europa. Formou-se pelo Conservatório Nacional de Música de Lisboa, em Portugal. Na Espanha, estudou guitarra com Emilio Pujol e cursou o Instituto de Cultura Hispânica. Realizou recitais nesses dois países. Regressando ao Brasil, recebeu a cadeira de violão clássico do Conservatório Carlos Gomes de Belém, onde lecionou até julho de 1967.

Ao longo de sua carreira, o artista já tocou com nomes conhecidos da MPB como Hermeto Pascoal, Jane Duboc, Zimbo Trio, Waldir Azevedo, Paulo Moura, Sivuca, Maurício Einhorn e Joel do Bandolim, e internacionais como Gerry Mulligan, Astor Piazzolla, Oscar Peterson e Paquito D’Rivera.

Em 1998 compôs a trilha sonora do longa-metragem paraense Lendas Amazônicas.

Tapajós é um músico consagrado na Europa, onde se apresentou um sem-número de vezes durante as últimas décadas, particularmente na Alemanha, e já lançou mais de cinquenta discos. Tendo uma sólida carreira internacional, o violonista vem realizando todos os anos pelo menos duas turnês internacionais. Todos os seus discos têm sido relançados em CD em vários países.

Em 2005 estreou, ao lado da bailarina Carmen Del Rio, o espetáculo O Violão e a Bailarina, no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro. O show contou com a participação especial do contrabaixista paraense Ney Conceição.

Além de sua obra como instrumentista, é autor de várias canções, em parceria com Marilena Amaral, Paulinho Tapajós, Billy Blanco, Antonio Carlos Maranhão, Avelino V. do Vale e outros compositores.

Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Emílio Santiago, Miltinho, Pery Ribeiro, Jane Duboc, Maria Creuza, Fafá de Belém, Nilson Chaves, Ana Lengruber e Cristina Caetano, entre outros.

Segundo V. A. Bezerra “o estilo de tocar de Sebastião Tapajós é vigoroso e incisivo, e o som que tira do instrumento é cheio e encorpado. Ele gosta de utilizar efeitos percussivos, variações de timbre (do som mais doce, tocando próximo à boca do instrumento, ao mais metálico, próximo ao cavalete do instrumento), sons harmônicos, repetição ritmada de acordes em ostinato e outros recursos.”

Nos últimos anos, o violonista tem demonstrado um vigor impressionante compondo um grande número de novas obras, experimentando novas estéticas e revisando sua vasta produção. Em 2010 fez a direção artística do CD Cristina Caetano interpreta Sebastião Tapajós e Parceiros. Em seguida, em 2011, produziu e lançou os Cds Cordas do Tapajós e Conversas de Violões, com o amigo e parceiro Sérgio Ábalos. Já em 2012 lançou Suíte das Amazonas e remasterizou o clássico Painel, uma de suas obras mais conhecidas em todo o mundo. Em 2013 lançou e realizou turnê nacional com o CD Da Lapa ao Mascote, e lançou o DVD Sebastião Tapajós e amigos solistas (2013).

Em 16 de maio de 2013, Sebastião Tapajós recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade do Estado do Pará(UEPA). Ainda no mesmo ano, em 11 de novembro de 2013, recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).

Jane Duboc

A cantora Jane Duboc, nasceu a  16 de novembro de 1950, é uma cantora, compositora e esportista e escritora brasileira. Jane, que aparece na posição 73 da lista As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira pela Rolling Stone Brasil, alcançou sucesso nos anos 1980 com temas românticos, como “Chama da paixão”, “Sonhos” e “Besame”. Segundo a revista Rolling Stone Brasil, “sua interpretação de “Besame”, de Flávio Venturini, incluída na trilha da novela Vale Tudo (1988), é um dos pontos altos de sua trajetória“.

Em 2006, seu álbum, Uma Voz… Uma Paixão, foi indicado ao Grammy Latino como “Melhor Álbum de MPB“.

Além de sua sólida carreira solo, Jane ganhou notoriedade por ter gravado, em 1983, como vocalista, o álbum Depois do Fim, da banda brasileira de rock progressivo Bacamarte, considerado pela comunidade Prog Archives como um dos 100 Melhores Álbuns de Rock Progressivo de Todos os Tempos.

Seu fã-clube – “Minas em Mim” (nome de um de seus discos, lançado em 1988) – já conseguiu catalogar mais de cem discos com a participação de Jane Duboc. Discos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Hermeto Pascoal, Roberto Sion, Sarah Vaughan, além de discos infantis e curso de inglês. Sua voz pode ser ouvida freqüentemente em jingles comerciais, o que não impede que dê impulso à carreira de solista, bem-sucedida até mesmo no Japão.

Jane é conhecida também por ser a mãe do cantor Jay Vaquer, nascido do fruto de seu casamento com o também músico Jay Anthony Vaquer, que foi guitarrista do Raul Seixas.

Manoel  e Felipe Cordeiro

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Manoel Cordeiro, nascido em Anajás, no Marajó, é o brega chic do Pará. “O novo é o reciclado. O brega é moderno. Como o kitsch é imitação de gosto duvidoso de uma estética mais valiosa, a música de Felipe Cordeiro  (filho de Manoel ), compositor paraense que por acaso também canta e toca guitarra, tange essa questão. Como ser original e criativo fazendo cópia da cópia da cópia da cópia. Como ele mesmo diz, sua música não tem nada de espontânea. Tudo é calculado.”

Um dos nomes de ponta da nova e agitada cena musical de Belém, ele finalmente torna público o aguardado e já bem comentado álbum Kitsch Pop Cult (selo Na Music), com show de lançamento em  março, no Sesc Vila Mariana.

 

O Estado teve acesso em primeira mão ao CD e disponibiliza com exclusividade duas faixas inteiras para streaming: Legal e Ilegal e Lambada com Farinha.

A primeira, baseada numa entrevista em que o punk João Gordo falava sobre drogas, faz associações bem-humoradas de diversos gêneros musicais com seus respectivos aditivos: “Aguardente no bom samba-canção/ Uisquinho da bossa nova/ Caspa do diabo no rock’n’roll/ Erva do amor no reggae night”. A instrumental Lambada com Farinha é uma parceria de Felipe e seu pai, Manoel Cordeiro. O melhor exemplo de reciclagem no trabalho de Felipe é a regravação de Fim de Festa, outra instrumental, recuperada dos anos 1980, em que valoriza a linha melódica do tema na guitarra, atualizando-o com a batida eletrônica do tecnobrega.

Produzido por André Abujamra (ex-Os Mulheres Negras e Karnak) e coproduzido por Felipe e Manoel Cordeiro, Kitsch Pop Cult, cujo título já é “um pouco publicitário” e ao mesmo tempo tem tom provocador, une o brega, a lambada, o carimbó e a guitarrada do Pará, reggae, surf music e cúmbia do Caribe com a estética da vanguarda paulistana.

Junta extremos contrastantes que vigoraram acentuadamente na década de 1980: pop comercial e o trabalho artístico. Contudo, Cordeiro, que estudou Filosofia, não quis fazer um disco conceitual, nem que fosse de mero entretenimento. São canções alegres que contrastam com letras carregadas de questões existenciais. “Queria que fosse um disco que tocasse tanto na aparelhagem da periferia de Belém como no universo de experimentação”, diz.

A primeira faixa, Legal e Ilegal, foi influenciada por Alma Não Tem Cor, do Karnak, uma das bandas de Abujamra. Os vocais femininos remetem às bandas Sabor de Veneno (Arrigo Barnabé) e Isca de Polícia (Itamar Assumpção). O canto falado de Luiz Tatit e do Grupo Rumo se destaca especialmente em Café Pequeno (parceria de Felipe com Dand M). “Ninguém percebe isso por aí, e nem eu fico falando. Digo em São Paulo porque aqui as pessoas percebem o quanto esse disco deve à estética paulistana”, diz Felipe.

Kitsch Pop Cult nasceu de suas inquietações por observar quanto a música popular – e em particular o tecnobrega – vive de copiar, “até que uma hora soa uma coisa singular”. “Não é um disco sobre o brega, mas sobre o processo de cópia, que é a tradução mais próxima do conceito de kitsch. A década de 80 é uma década chave para surfar nessas inquietações. Porque de um lado tem o universo cult do Arrigo, do Itamar, dos Mulheres Negras e isso coexiste com a música brega e a lambada do Pará. E do ponto de vista estético musical existem aproximações inusitadas, como os vocais femininos.”

Hoje ser brega também é ser moderno. “A música brega no Pará é um gênero, não é um adjetivo, não é um ritmo, é uma maneira de tocar guitarra, é uma levada, é uma dança. Então me apropriando disso e pelo fato de eu ter vivido isso bem de perto ao longo dos anos, porque meu pai foi produtor de muitos discos de brega e de lambada, quis fazer um disco que não fosse moderno ao ponto de ser caricato, mas também que fosse ousado, tentando fazer algo criativo.” Nascido em 1984, Felipe veio se aprofundar na vanguarda paulistana na adolescência, quando morou em São Paulo em 2001. “Luiz Tatit é uma referência muito forte e essa poética em prosa urbana da música paulistana me interessa muito, e todas as letras desse disco têm esse perfil.”

Fala-se já há algum tempo da cena crescente em Belém, constantemente comparada com o que foi Recife há 20 anos, com o mangue beat. Até porque os paraenses perceberam a tempo, que poderiam tomar atitude semelhante, tendo um manancial gigante de música tradicional na mão para ser reaproveitado, e hoje jovens aprendizes convivem com mestres veteranos, o que fortalece a cena. Reflexos de lá batem na sonoridade de bandas como Baiana System (Salvador), Do Amor (Rio), Cidadão Instigado (Fortaleza) e da cantora Andreia Dias (São Paulo).

“Não é de hoje que se anuncia essa força da música do Pará, mas sem dúvida o momento é muito especial, porque têm coincidido muitas coisas, tem uma geração mais consciente, mais profissional, o próprio Brasil mudou seu olhar sobre o Brasil”, diz Felipe. “O que faço é música brasileira feita no Pará. A grande singularidade da Amazônia em geral e do Pará é a aproximação com o Caribe, que é pop e processada da música europeia e africana. Aí vem o kitsch de novo. A música do Pará já é reprocessada disso”, reconhece.

No entanto, para além da mistura – “que sem dúvida é bem importante, mas é detalhe, porque afinal a música brasileira toda é misturada” – a liberdade de comportamento, a quebra de fronteiras “que indica para a tolerância, para a ousadia”, é o que para ele tem sido “o grande barato da produção do Pará”.

 

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Cantor de “Despacito” tem milhões em joias roubados por sósia

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Foto: Reprodução

Daddy Yankee foi vítima de roubo por um sósia. Por sua aparência similar, o criminoso teria enganado os funcionários de um hotel em Valença, na Espanha, onde o rapper estava hospedado, e levado cerca de R$ 8 milhões em joias.

Enquanto o cantor estava fora de seu quarto, o bandido foi até o local e pediu aos trabalhadores do estabelecimento para que abrissem seu cofre, segundo o “TMZ”.

Após o acontecimento, a assessoria do rapper confirmou o caso no Twitter: “Um escritório de advogados já foi contratado, e não serão mais dadas declarações para que as investigações não sejam atrapalhadas”.

O sósia do intérprete de “Despacito”, aliás, deu mais prejuízo ainda. De acordo com a “BBC”, além das joias, o ladrão teria invadido outro quarto do hotel e levado milhões de dólares.

Fonte:Famosidades

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