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Cultura

Poeta do Ceará vence o Prêmio Jabuti 2018

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Mailson Furtado Viana desbancou nomes consagrados e ganhou o Livro do Ano do Jabuti 2018 Foto: Alex Silva/Estadão
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Poeta independente, Mailson Furtado Viana foi o vencedor do Livro do Ano do Jabuti; Carol Bensimon e Marcelo D’Salete também foram premiados; veja a lista

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

O Livro do Ano do Prêmio Jabuti 2018: um livro de poesia publicado de maneira independente no interior do Ceará. à cidade, de Mailson Furtado Viana, saiu como o grande vencedor da noite desta quinta-feira, 8, quando a Câmara Brasileira do Livro revelou os premiados do ano.

 “Esse livro foi todo feito à mão, inclusive o desenho da capa é meu”, disse o autor, emocionado, no palco. “Estou ainda mais feliz porque é uma obra que narra sobre o meu lugar. Uma cidade (Varjota) que nasceu há menos de 50 anos e nunca entrou em nenhum registro bibliográfico.”
O autor disse esperar que o prêmio abra portas e que o mercado olhe com mais atenção a publicação independente. “Sou de um estado em que todos os meus amigos pagam para se publicar. É a primeira vez que venho ao Sul, não conheço o mercado daqui. Há muitos autores que escrevem com grande qualidade e não publicam mais porque não têm espaço e precisam se bancar. Esse prêmio é nosso.”

Entre os vencedores do ano nas categorias de literatura, estão Carol Bensimon, com o romance Clube dos Jardineiros de Fumaça (da Companhia das Letras); Maria Fernanda Elias, com o livro de contos Enfim, Imperatriz (da Editora Patuá); Luiz Eduardo Anelli e Rodolfo Nogueira, na categoria infantil e juvenil, com o livro Brasil dos Dinossauros (da editora Marte Cultura e Educação); e Marcelo D’Salete, com o álbum de quadrinhos Angola Janga, da editora Veneta – ele foi um dos mais aplaudidos da noite.

O Jabuti deste ano teve 18 categorias (eram 29 no ano passado) e premiou apenas o primeiro colocado de cada uma delas. O vencedor do Livro do Ano vai receber R$100 mil. Os ganhadores de cada categoria recebem agora R$ 5 mil (eram R$3,5 mil em 2017).

Duas novas categorias foram criadas: formação de novos leitores e impressão. O projeto Psicanálise e Literatura – Freud e Os Clássicos, de Ingrid Vorsatz, venceu na primeira. O projeto do livro Bruno Dunley, da editora APC, rendeu à Ipsis Gráfica e Editora a categoria impressão do Jabuti 2018.

O homenageado do ano foi o poeta Thiago de Mello, de 92 anos. Ele não pôde comparecer à premiação por não ter condições de encarar a viagem desde a Amazônia, mas seus filhos o representaram, bem como um depoimento em vídeo do escritor e de seus colegas, como o também amazonense Milton Hatoum. A família informou que o processo de tombamento das casas do poeta no Amazonas, as únicas assinadas por Lúcio Costa na região, está em Brasília “apenas aguardando assinatura”.

O prêmio Jabuti deste ano foi envolto de polêmicas.

Depois de um debate nas redes com o produtor cultural Volnei Canônica, que havia publicado um artigo criticando a reformulação do prêmio, o curador Luiz Armando Bagolin foi acusado de homofobia nos comentários. Em junho, ele renunciou ao cargo.

Antes desse conflito, importantes autores de livros para crianças e adolescentes e ilustradores já haviam se pronunciado contra o Jabuti, dizendo que não iriam concorrer nesta edição por divergências na maneira com que o prêmio distribuiu as categorias. O curador já havia se defendido citando o Prêmio Hans Christian Andersen, considerado o mais importante do mundo na área, dizendo que ali também havia apenas duas categorias nesse sentido.

No vídeo em que deu seu depoimento, o poeta Thiago de Mello deixou uma frase que ressoa, enfim, o Brasil de 2018: “O sentimento é a alma da poesia e a indignação é uma forma de amor.”

Veja a lista de vencedores do Jabuti 2018 abaixo:

Eixo: Literatura

Conto

Título: Enfim, Imperatriz | Autor(a): Maria Fernanda Elias Maglio | Editora(s): Editora Patuá

Crônica

Título: O poeta e outras crônicas de literatura e vida | Autor(a): Rubem Braga, André Seffrin e Gustavo Henrique Tuna | Editora(s): Global Editora

 Histórias em Quadrinhos

Título: Angola Janga | Autor(a): Marcelo D’Salete | Editora(s): Veneta

Infantil e Juvenil

Título: O Brasil dos Dinossauros | Autor(a): Luiz Eduardo Anelli e Rodolfo Nogueira | Editora(s): Marte Cultura e Educação

Poesia

Título: à cidade | Autor(a): Mailson Furtado Viana | Editora(s): Autor Independente

Romance

Título: O clube dos jardineiros de fumaça | Autor(a): Carol Bensimon | Editora(s): Companhia das Letras

 

Tradução

Título: O macaco e a essência | Tradutor(a): Fábio Bonillo | Editora(s): Biblioteca Azul

Título: Poemas | Tradutor(a): Geraldo Holanda Cavalcanti | Editora(s): Editora da Universidade de São Paulo

Eixo: Ensaios

Artes

Título: Imaginai! O teatro de Gabriel Villela | Autor(a): Dib Carneiro Neto e Rodrigo Louçana Audi | Editora(s): Edições Sesc São Paulo

Biografia

Título: Roquette-Pinto: o corpo a corpo com o Brasil | Autor(a): Claudio Bojunga | Editora(s): Casa da Palavra

Ciências

Título: As Maravilhosas Utilidades da Geometria: da pré-história à era espacial | Autor(a): Adalberto Ramon Valderrama Gerbasi | Editora(s): PUCPRESS

Economia Criativa

Título: Design de Capas do Livro Didático: a Editora Ática nos Anos 1970 e 1980 | Autor(a): Didier Dias de Moraes | Editora(s): Editora da Universidade de São Paulo

Humanidades

Título: Democracia Tropical | Autor(a): Fernando Gabeira | Editora(s): Estação Brasil

Eixo: Livro

Capa

Título: O Corego: Texto Anônimo do Século XVII sobre a Arte da Encenação | Capista: Carla Fernanda Fontana | Editora(s): Editora da Universidade de São Paulo

Ilustração

Título: Os trabalhos da mão | Ilustrador(a): Nelson Cruz | Editora(s): Editora Positivo

Impressão

Título: Bruno Dunley | Responsável: Ipsis (Jesué Pires) | Editora(s): Associação para o Patronato Contemporâneo

Projeto Gráfico

Título: Conflitos: fotografia e violência política no Brasil – 1889-1964 | Responsável: Luciana Facchini | Editora(s): Instituto Moreira Salles

Eixo: Inovação

Formação de Novos Leitores

Projeto: Psicanálise e literatura – Freud e os clássicos | Responsável: Ingrid Vorsatz

Livro Brasileiro Publicado no Exterior

Título: Fim | Autor(a): Fernanda Torres | Editora(s): Companhia das Letras / Restless Books

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Cultura

Descoberto em Pompeia afresco com ‘cena de sensualidade’ da mitologia greco-romana

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Detalhe raro: a princesa seduzida encara o espectador — Foto: Cesare Abbate/ANSA via AP
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Por Deutsche Welle


Arqueólogos revelaram no parque arqueológico de Pompeia, Itália, um afresco até então desconhecido: a “cena de sensualidade” mostra a princesa Leda sendo seduzida por um cisne, que na realidade é Zeus, rei dos deuses do Olimpo, metamorfoseado.

Trata-se de um motivo mitológico encontrado com frequência nas casas da antiga cidade próxima a Nápoles, soterrada no ano 79 pelas cinzas do vulcão Vesúvio. A atual pintura mural mostra Leda, despida, tendo no colo o cisne com quem, segundo a mitologia greco-romana, gerará os gêmeos Helena (de Troia) e Pólux. Fora de comum é o fato de a seduzida encarar o espectador.

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Pompeii Sites

@pompeii_sites

 . The myth of Leda and the Swan depicted in a fresco, which was discovered during stabilisation and re-profiling works on the excavation fronts. More info: https://bit.ly/2qULcXf 
 “As descobertas extraordinárias continuam”, comentou no Instagram o diretor-geral do parque de Pompeia, Massimo Osanna. As escavações ao longo de 2018 trouxeram achados significativos: além de diversos esqueletos humanos, foram revelados os restos de um cavalo.

Além disso, inscrições recém-descobertas indicam que o vulcão próximo ao Mar Mediterrâneo teria entrado em erupção dois meses mais tarde do que se supunha. Pompeia é um dos sítios arqueológicos mais famosos do mundo e conta entre as principais atrações turísticas da Itália.

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Cultura

Isso que ainda não terminou de acabar

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Protesto de artistas contra a censura em 1968. À direita, de terno, o crítico Mário Pedrosa. GONÇALVESPICASA
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Uma exposição rememora em São Paulo o que ocorreu no Brasil durante a ditadura militar e lembra que não se deve jamais considerar a liberdade como algo garantido

ESTRELLA DE DIEGO/EL PAÍS

Em maio de 1968, estudantes parisienses procuravam a praia debaixo dos paralelepípedos, seguindo o desafio da Internacional Situacionista, e acabavam dando de cara com a polícia entrando na Sorbonne, profanando o pacto de inviolabilidade nas universidades. Paris ardia e, embora alguns argumentem que o maio de 68 —que completou cinquenta anos— foi um blefe, uma pose avant la lettre, é claro que o mundo nunca voltaria a ser como antes.

Poucos meses depois, muito longe, no Brasil as coisas ficavam mais sombrias, se fosse possível, após quatro anos da ditadura militar que duraria de 1964 a 1985. Em dezembro de 1968, as agressões aos direitos civis culminaram com a proclamação do “Ato Institucional nº 5” —conhecido como “AI-5”. Os brasileiros assistiam perplexos à imposição da quinta de uma série de leis lançadas para cortar os direitos dos cidadãos e que buscavam silenciar as vozes críticas no país, como a manifestação de artistas em greve por 72 horas contra a censura. À frente —como mostra a foto do Jornal do Brasilem 13 de fevereiro de 1968— apareciam mulheres decididas com suas minissaias e à sua direita se destacava um homem elegante, em contraste visual com o jovem de camiseta. Era o prestigiado crítico Mário Pedrosa, um dos mais importantes teóricos da América Latina e autor da mais radical história da arte no Brasil.

Apesar das medidas repressivas, não era fácil silenciar as vozes de artistas de vanguarda acostumados a rever e reescrever o mundo de um ponto de vista irônico. E eles se organizavam contra o AI-5, na prisão ou no exílio. E aprenderam a subverter, de modo camuflado, no estilo do Teatro Oficina, que na década de 1960 foi palco do Tropicalismo, movimento baseado no conceito de antropofagia como uma mescla —nascido na década de 1920— e do qual participariam músicos —Caetano Veloso e Gilberto Gil—, cineastas e artistas como Hélio Oiticica. Sob uma aparência festiva, escondia-se uma veemente carga bem profunda resumida no cartaz de Oiticica: “Seja marginal, seja herói”. O artista —e outros com ele—, muito próximo da Mangueira, a favela do Rio, proclamou a marginalidade como uma forma de transgressão.

Mostra reflete sobre a repressão e a resistência, e como a censura regressa quando menos se espera

Para relembrar o que aconteceu no Brasil durante a ditadura militar e recordar como a liberdade jamais deve ser encarada como algo garantido, Paulo Miyada organizou no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, uma exposição fascinante que fala dessas coisas e desses protagonistas. Ainda não terminou de acabar revela o desenvolvimento da produção artística e suas relações com a censura desde os primeiros anos da ditadura e as diferentes estratégias de protesto civil dos artistas, de Claudia Andujar a Cildo Meireles, Artur Barrio e Anna Bella Geiger … Esta última subverte, por meio do mapa ,o mundo que se vê forçada a habitar. Não é em vão que um de seus Mapas Elementares recorre à canção Meu Caro Amigo de Chico Buarque: é a política camuflada em meados dos anos setenta, quando Chico fala de como tudo está sinistro no país; protesto e faísca de insurreição.

A exposição reflete também sobre a repressão e a resistência, para que não se esqueça como a censura pode retornar quando menos se espera, e faz isso a partir de documentos que o curador não transforma em “obras de arte” desejosas do status de “produto vendável”. ” Aqui, até mesmo as “obras de arte” acabam funcionando como testemunhas: veículo para contornar a censura naqueles países —passados e futuros— nos quais, como Chico Buarque cantava, o poder distrai as pessoas com o futebol de domingo.

Em maio de 1968, estudantes parisienses procuravam a praia debaixo dos paralelepípedos, seguindo o desafio da Internacional Situacionista, e acabavam dando de cara com a polícia entrando na Sorbonne, profanando o pacto de inviolabilidade nas universidades. Paris ardia e, embora alguns argumentem que o maio de 68 —que completou cinquenta anos— foi um blefe, uma pose avant la lettre, é claro que o mundo nunca voltaria a ser como antes.

Poucos meses depois, muito longe, no Brasil as coisas ficavam mais sombrias, se fosse possível, após quatro anos da ditadura militar que duraria de 1964 a 1985. Em dezembro de 1968, as agressões aos direitos civis culminaram com a proclamação do “Ato Institucional nº 5” —conhecido como “AI-5”. Os brasileiros assistiam perplexos à imposição da quinta de uma série de leis lançadas para cortar os direitos dos cidadãos e que buscavam silenciar as vozes críticas no país, como a manifestação de artistas em greve por 72 horas contra a censura. À frente —como mostra a foto do Jornal do Brasilem 13 de fevereiro de 1968— apareciam mulheres decididas com suas minissaias e à sua direita se destacava um homem elegante, em contraste visual com o jovem de camiseta. Era o prestigiado crítico Mário Pedrosa, um dos mais importantes teóricos da América Latina e autor da mais radical história da arte no Brasil.

Apesar das medidas repressivas, não era fácil silenciar as vozes de artistas de vanguarda acostumados a rever e reescrever o mundo de um ponto de vista irônico. E eles se organizavam contra o AI-5, na prisão ou no exílio. E aprenderam a subverter, de modo camuflado, no estilo do Teatro Oficina, que na década de 1960 foi palco do Tropicalismo, movimento baseado no conceito de antropofagia como uma mescla —nascido na década de 1920— e do qual participariam músicos —Caetano Veloso e Gilberto Gil—, cineastas e artistas como Hélio Oiticica. Sob uma aparência festiva, escondia-se uma veemente carga bem profunda resumida no cartaz de Oiticica: “Seja marginal, seja herói”. O artista —e outros com ele—, muito próximo da Mangueira, a favela do Rio, proclamou a marginalidade como uma forma de transgressão.

Mostra reflete sobre a repressão e a resistência, e como a censura regressa quando menos se espera

Para relembrar o que aconteceu no Brasil durante a ditadura militar e recordar como a liberdade jamais deve ser encarada como algo garantido, Paulo Miyada organizou no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, uma exposição fascinante que fala dessas coisas e desses protagonistas. Ainda não terminou de acabar revela o desenvolvimento da produção artística e suas relações com a censura desde os primeiros anos da ditadura e as diferentes estratégias de protesto civil dos artistas, de Claudia Andujar a Cildo Meireles, Artur Barrio e Anna Bella Geiger … Esta última subverte, por meio do mapa ,o mundo que se vê forçada a habitar. Não é em vão que um de seus Mapas Elementares recorre à canção Meu Caro Amigo de Chico Buarque: é a política camuflada em meados dos anos setenta, quando Chico fala de como tudo está sinistro no país; protesto e faísca de insurreição.

A exposição reflete também sobre a repressão e a resistência, para que não se esqueça como a censura pode retornar quando menos se espera, e faz isso a partir de documentos que o curador não transforma em “obras de arte” desejosas do status de “produto vendável”. ” Aqui, até mesmo as “obras de arte” acabam funcionando como testemunhas: veículo para contornar a censura naqueles países —passados e futuros— nos quais, como Chico Buarque cantava, o poder distrai as pessoas com o futebol de domingo.

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Cultura

Babel: Livro reúne todos os contos de Lygia Fagundes Telles

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E mais na Babel: Estação Liberdade vai lançar A Saga dos Intelectuais Franceses no Brasil, Philip Roth na serrote#30 e no prelo: racismo, feminismo e ‘Humanos: Uma Breve História de Como F*demos Com Tudo

Maria Fernanda Rodrigues

ANTOLOGIA

Livro reúne todos os contos de Lygia Fagundes Telles

contos Lygia Fagundes Telles

Obra vai reunir todos os contos de Lygia Fagundes Telles (Foto: Paulo Liebert/Estadão)

Lygia Fagundes Telles terá, pela primeira vez, todos os seus contos reunidos em um único volume. Em capa dura e com mais de 800 páginas, Os Contos traz, além das coletâneas conhecidas, com textos desde a juventude, diversos escritos esparsos que estavam fora de catálogo. Walnice Nogueira Galvão assina o prefácio da obra que chega às livrarias no dia 28, pela Companhia das Letras – o livro já está em pré-venda e vai custar R$ 99,90. Lygia, aliás, estampa o Suplemento Pernambuco – com textos de Ana Rüsche, Ricardo Lísias e Eric Becker sobre As Meninas e de Silviano Santiago sobre as nuances da obra e política de Lygia. Em duas semanas, ele deve estar nas bancas do Recife e livrarias de SP, Rio, BH e Porto Alegre.

 O intelectual e a história

intelectuais francesesSartre, na Sorbonne, em maio de 68 (Foto: AP)

A Estação Liberdade acaba de fechar contrato com a Gallimard para a publicação, aqui, dos dois volumes de A Saga dos Intelectuais Franceses, em que o historiador François Dosse faz um “panorama da aventura histórica e criativa” dos intelectuais entre o fim da ocupação nazista (1944) e o bicentenário da Revolução Francesa e a queda do muro de Berlim (1989).
*
À Prova da História compreende o período que vai de 1944 a 1968. O Futuro em Migalhas, de 1968 a 1989. Sartre (acima, na Sorbonne, em maio de 1968), Simone de Beauvoir, Camus, Foucault, Lévi-Strauss, Lacan… estão todos lá.

REVISTA
Arte do ensaio
Chegam às livrarias na próxima semana duas publicações para celebrar os 10 anos da serrote, a revista de ensaios do Instituto Moreira Salles: o livro Doze Ensaios Sobre o Ensaio, com textos selecionados de suas edições, e a serrote#30 – um dos destaques é um artigo de Philip Roth inédito no Brasil. Incluído, em 1976, na coletânea Reading Myself and Others, Contemplando Kafka narra os últimos anos de Franz Kafka e, nele, Roth imagina o que poderia ter acontecido se o autor de A Metamorfose tivesse vivido mais e se refugiado nos EUA.

NÃO FICÇÃO
No prelo
A Letramento lança, no dia 12, O Que é Racismo Recreativo, de Adilson Moreira. O livro tenta responder de que forma devemos classificar expressões humorísticas que reproduzem estereótipos negativos sobre minorias raciais.
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Já a Rosa dos Tempos começa a vender, dia 5, O Feminismo é Para Todo Mundo: Políticas Arrebatadoras, de Bell Hooks. A obra aborda questões como políticas feministas, direitos reprodutivos, beleza, luta de classes feminista, feminismo global, trabalho, raça e gênero e o fim da violência.
*
Na mesma linha, a Companhia das Letras apresenta, em 11/12,Explosão Feminista: Arte, Cultura, Política e Universidade, com organização de Heloisa Buarque de Hollanda e textos de autoras de diversas áreas.
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E a BestSeller lança, no fim da semana, Humanos: Uma Breve História de Como F*demos Com Tudo, um guia com alguns dos mais catastróficos fracassos da história da humanidade.

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