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Medicina & Saúde

Polícia Civil apreende mais de 600 toras de madeira em Tucurí

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Entre as espécies de madeira apreendidas estão a castanheira, em extinção e de extração proibida pela legislação brasileira. As cargas eram transportadas sem autorização de transporte.

 Walrimar Santos/ Segup

 

Uma operação de combate a crimes ambientais realizada em Tucuruí resultou na apreensão de mais de 600 toras de madeira de lei e prisão de cinco pessoas, na madrugada desta sexta-feira (6). A ação foi realizada pelas equipes de policiais civis da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) de Marabá.

Entre as espécies de madeira apreendidas estão a castanheira, em extinção e de extração proibida pela legislação brasileira. As cargas eram transportadas sem autorização de transporte. Os agentes apreenderam ainda, na ocasião, três espingardas ilegais.

A operação foi iniciada na noite de quinta (7), na zona rural de Tucuruí, e se estendeu ao longo da madrugada de sexta. A madeira ilegal estava sendo conduzida para uma madeireira localizada na área urbana do município, para ser serrada e comercializada. O local não tinha qualquer autorização para funcionar.

Segundo o delegado Waney Alexandre, titular da Deca de Marabá, a equipe da Delegacia de Conflitos Agrários efetuou, inicialmente, a apreensão de um caminhão carregado com toras de madeira na zona rural.

Depois, a equipe localizou a área de onde as madeiras tinham sido extraídas. Seis pessoas que estavam no local fugiram no momento da chegada da polícia. Um dos suspeitos chegou a efetuar disparos em direção aos policiais civis.

No retorno à área urbana de Tucuruí, os policiais civis avistaram três homens que, ao verem as viaturas policiais, entraram rapidamente em um carro e tentaram fugir. O veículo foi interceptado e as três armas foram encontradas durante a revista.

Após a apreensão do caminhão, os responsáveis pelo transporte da madeira levaram a equipe policial até a madeireira, onde mais de 100 toras de madeiras serradas foram encontradas. Ao todo, sete pessoas, entre elas um menor de idade, foram detidas inicialmente e encaminhadas à Seccional de Tucuruí para lavratura dos procedimentos policiais.

 

Dos sete conduzidos, cinco homens foram autuados em flagrante. Dois deles irão responder por porte ilegal de arma de fogo e outros três responderão por crimes ambientais, como destruição de Unidade de Conservação e comercialização de madeira em desacordo com a Lei.

Nesta manhã de sexta-feira, a equipe da PC manteve contato com técnicos da Secretaria de Meio Ambiente de Tucuruí para efetuar o procedimento de cubagem – conferência das quantidades de madeiras apreendidas.

 

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Hepatite C atinge mais homens do que mulheres em Parauapebas

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

Em Parauapebas, 45 casos de hepatite C foram confirmados entre 2010 e 2018. A exemplo do que acontece em todo o País, os homens foram os que mais contraíram a doença, causada pelo vírus VHC, para a qual não existe vacina, tem cura para mais de 90% dos casos, mas que se não for devidamente tratada pode evoluir para cirrose e até mesmo câncer.

Dos casos registrados em Parauapebas, 24 (53,33%) ocorreram em indivíduos do sexo masculino e 21 (46,67%), do sexo feminino. Os dados são do Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Apesar de o número de casos entre homens ser superior, em 2018 observa-se ligeira diminuição da hepatite C em ambos os sexos, quando foram registrados três casos em homens e um caso em mulheres.

Em relação à faixa etária, Parauapebas também se enquadra no que é observado em todo o Brasil: a hepatite C prevalece em pessoas com idade a partir de 40 anos, sendo que a faixa de 50 a 59 anos apresentou um pico significativo em 2015, com quatro casos confirmados. Depois disso, em 2018, foi registrado um caso em cada faixa etária de 30 a 39 anos de idade, de 40 a 49 e de 50 a 59 anos.

Também de forma predominante a hepatite C atinge as pessoas de cor parda: 86,67% dos casos contra 8,89% em pessoas negras. A proporção de casos que apresentaram o campo raça/cor sem preenchimento (em branco) foi de 0%, o que significa melhoria no sistema. As raças amarela e indígena não foram registradas no período.

Entre os que contraíram a doença em Parauapebas, 20 (44,44%) possuíam ensino fundamental incompleto, 14 (31,11%) tinham o ensino médio completo e quatro (4,44%) eram analfabetos.

Quanto à distribuição por bairro, durante todo o período analisado, o Rio Verde aparece com maior número de casos: 8, seguido do bairro União, com sete registros.

Quanto à provável fonte ou mecanismo de infecção, verificou-se que o maior número foi referente ao uso de medicamentos injetáveis (19), seguido de tratamento cirúrgico (17) e de uso de drogas (11). Em 2018, foram registrados 2 casos com provável fonte de infecção por meio de tratamento cirúrgico, e 2 casos por meio de uso de drogas.

Previna-se contra a doença

A hepatite C pode ser transmitida pelo contato sexual e pelo compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas, lâminas de barbear, escova de dente e até mesmo por instrumentos de manicure, pedicure, tatuagem e colocação de piercing. A transmissão pode acontecer também por via perinatal (da mãe para filho) – sobretudo durante a gravidez e o parto -, contudo é menos frequente.

São consideradas populações de risco acrescido para a infecção pelo HCV os indivíduos que receberam transfusão de sangue e/ou hemoderivados antes de 1993 e pessoas que usam drogas. Segundo os últimos dados do Ministério da Saúde, em 2017 mais de um milhão de brasileiros tiveram hepatite C.

A doença é silenciosa. A maioria dos portadores de VHC só percebe que está com o vírus quando apresenta um quadro grave de hepatite crônica com risco de desenvolver complicações, como cirrosecâncer no fígado e insuficiência hepática. É quando aparecem sintomas, como mal-estar, vômitos, náuseas, pele amarelada (icterícia), dores musculares, perda de peso e muito cansaço.

Para se prevenir contra a hepatite, não utilize drogas injetáveis nem compartilhe objetos de higiene pessoal, como instrumentos que possam conter sangue, como os de manicure e para tatuagem, escova de dente e lâminas de depilar e de barbear; sempre exija agulhas descartáveis quando for fazer exames; só faça sexo com preservativo; e no caso das mulheres que planejam engravidar, precisam fazer teste para saber se é portadora do VHC.

O Ministério da Saúde também recomenda que as pessoas se vacinem contra as hepatites A e B, disponíveis nos postos de saúde.

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Medicina & Saúde

Governo suspende contratos de 19 remédios que distribui

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Foto: Reprodução / Fonte: Portal Terra

BRASÍLIA – O Ministério da Saúde suspendeu, nas últimas 3 semanas, contratos com 7 laboratórios públicos nacionais para a produção de 19 medicamentos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Documentos obtidos pelo Estado apontam suspensão de projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) destinados à fabricação de remédios para pacientes que sofrem de câncer e diabete e transplantados. Os laboratórios que fabricam por PDPs fornecem a preços 30% menores do que os de mercado. E já estudam ações na Justiça.

Associações que representam os laboratórios públicos falam em perda anual de ao menos R$ 1 bilhão para o setor e risco de desabastecimento – mais de 30 milhões de pacientes dependem dos 19 remédios. A lista inclui alguns dos principais laboratórios: Biomanguinhos, Butantã, Bahiafarma, Tecpar, Farmanguinhos e Furp.

Além disso, devem ser encerrados contratos com oito laboratórios internacionais detentores de tecnologia, além de laboratórios particulares nacionais. Isso porque cada laboratório público, para desenvolver um produto, conta com dois ou três parceiros. Depois, esses laboratórios públicos têm o compromisso de transferir a tecnologia de produção do medicamento ao governo brasileiro. Essa lista inclui referências da indústria como a GlaxoSmithKline Brasil Ltda. (GSK) e a Libbs, além de Oxygen, Nortec, Biomm, Cristália, ITF, Axis e Microbiológica Química e Farmacêutica Ltda.

Transitório

Procurado, o Ministério da Saúde informou que as PDPs continuam vigentes. Segundo a pasta, foi encaminhado aos laboratórios um ofício que solicita “manifestação formal sobre a situação de cada parceria”. O órgão federal ainda informou que “o chamado ‘ato de suspensão’ é por um período transitório”, enquanto ocorre “coleta de informações”.

Estado, porém, teve acesso a um dos ofícios em que o ministério é categórico ao informar o encerramento da parceria. O documento, do dia 26 de junho, é assinado por Denizar Vianna Araujo, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde. a Bahiafarma é informada que, com base em um parecer da Advogacia-Geral da União e da Controladoria-Geral da União, “comunicamos a suspensão da referida PDP do produto Insulina Humana Recombinante Regular e NPH, celebrada com a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos e solicitamos manifestação formal da instituição pública quanto à referida decisão, no prazo improrrogável de dez dias úteis”.

O presidente da Bahiafarma e da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob), Ronaldo Dias, disse que os laboratórios já estão tratando as parcerias como suspensas. “Os ofícios dizem que temos direito de resposta, mas que a parceria acabou. Nunca os laboratórios foram pegos de surpresa dessa forma unilateral. Não há precedentes”, afirmou.

Consequências

O entendimento da associação de laboratórios é que a entrega de remédios já programada continua garantida. Isso significa que não deve haver interrupção imediata no fornecimento.

Segundo ele, a maior parte pretende fazer um questionamento jurídico. “A primeira medida que a gente pretende tomar é no âmbito judicial. Nossa linha deve ser alegar a arbitrariedade da forma que isso se deu.”

Já o representante de um laboratório de São Paulo, que falou com o Estado sob a condição de não ter o nome divulgado, disse que a suspensão das parcerias vai criar um problema de saúde e afetar uma cadeia econômica “imensa”, expondo o Brasil à insegurança jurídica.

Ele cita como exemplo uma planta industrial no valor de R$ 500 milhões, construída em uma parceria de um laboratório privado com o Instituto Butantã e financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Essa planta toda fica obsoleta. Toda cadeia econômica está severamente afetada”, disse.

Associação fala em ‘desmonte de milhões de reais’

O presidente da Bahiafarma e da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob), Ronaldo Dias, vê retrocesso para a indústria nacional de medicamentos e um risco para a saúde de milhões de pacientes. O laboratório é um dos que tiveram seus contratos suspensos. “É um verdadeiro desmonte de milhões de reais de investimentos que foram feitos pelos laboratórios ao longo dos anos, além de uma insegurança jurídica nos Estados e entes federativos. Os laboratórios não têm mais como investir a partir de agora. A insegurança que isso traz é o maior golpe da história dos laboratórios públicos.”

O representante do setor destaca que as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) também funcionam como um regulador de preço no mercado. Ele explica que a Bahiafarma, por exemplo, vende insulina a um preço três vezes menor que laboratórios estrangeiros. Dias ressalta que um processo de compra de medicamento no Ministério da Saúde costuma demorar até 11 meses para ser concluído. Por isso, haveria até risco de desabastecimento.

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Cartilha orienta pais sobre transporte correto de crianças em veículos

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Foto: Reprodução/Fonte: Agência Brasil

O Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançam na próxima semana uma cartilha para ajudar pais e responsáveis a colocar crianças no carro de maneira correta, sem prejuízos à saúde.

Segundo a cartilha, crianças devem sempre que possível ser transportadas no banco traseiro dos veículos automotores e preferencialmente ocupar a posição central nesse banco. Caso o veículo não tenha cinto de três pontos na posição central do banco traseiro, o dispositivo de retenção infantil deverá ser instalado nas posições do banco de trás onde houver esse cinto. O airbag do passageiro deverá ser desativado quando o veículo transportar crianças no banco da frente.

“Esses equipamentos foram projetados para dar mais segurança aos usuários em casos de colisão ou de desaceleração repentina. Conforme mostram os números, eles têm sido fundamentais para salvar milhares de vidas ao longo destes anos”, diz o primeiro vice-presidente do CFM, Mauro Ribeiro.

A cartilha conta com orientações do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo Antônio Meira Júnior, diretor da Abramet e um dos idealizadores do livreto, os médicos são profissionais fundamentais para recomendar a forma apropriada de conduzir uma criança em um veículo.

A cartilha completa pode ser consultada na internet.

*Matéria alterada para correção de informação no primeiro parágrafo. A cartilha será lançada na próxima semana

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