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Policiais anunciam motins contra Evo Morales em várias cidades da Bolívia

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Fonte/Foto: GLOBO

Dimensão do movimento, que atinge também La Paz e Santa Cruz, ainda é desconhecida.

LA PAZ – Policiais de várias cidades da Bolívia anunciaram um motim na noite desta sexta-feira contra o presidente Evo Morales, enquanto a oposição continua a exigir a sua renúncia nas ruas, após o resultado das eleições de 20 de outubro ter sido questionado. Não se sabe, até o momento, a dimensão do movimento.

A primeira a anunciar o motim foi a Unidade Tática de Operações Policiais (Utop) da cidade central de Cochabamba, sendo logo em seguida endossada por comandos da polícia de Sucre (sul, capital da Bolívia)  e de Santa Cruz, região rica da parte oriental do país e reduto da oposição. À noite, policiais se somaram a manifestantes em avenidas de La Paz, marchando contra o governo no distrito de San Pedro. Um grupo se amotinou no Distrito Policial 1, um dos maiores quartéis de La Paz, e uma multidão se concentrou às portas da unidade, em apoio aos rebelados.

A revolta em Cochabamba começou no final da tarde e exigia a princípio a demissão do chefe de polícia local, Raúl Grandy, por reprimir protestos e ser leal ao governo. Soube-se pouco mais tarde que ele fora substituído pelo ex-diretor nacional de Trânsito, Jaime Edwin Zurita, mas isso não suspendeu o amotinamento.

Durante a noite, policiais de Tarija, de Potosí, de La Paz, Santa Cruz, Beni, Pando e Oruro anunciaram que estavam aquartelados. Ainda não está clara a extensão da adesão aos amotinados, mas ela é aparentemente grande em Santa Cruz, onde eles balançam a bandeira da Bolívia de dentro das guarnições. Manifestantes civis que exigem a renúncia de Morales celebraram as mobilizações, e reuniram-se nas proximidades de várias unidades policiais ao redor do país.

O protesto de Cochabamba foi organizado por policiais de patentes mais baixas, segundo o jornal boliviano La Razón. Por volta das 21h30 de Brasília, autoridades nacionais, incluindo Morales e o ministro de Defesa, Javier Zavaleta, se reuniram na sede do governo para uma reunião de emergência. Zavaleta descartou uma intervenção militar contra os amotinados.

— Não se fará nenhuma operação militar neste momento, está totalmente descartado — afirmou.

O governo, em um comunicado, disse que “que os policiais estão aquartelados e não amotinados”, sem explicar a diferença.

Um comunicado supostamente de chefes de políciai e oficiais que circula em redes sociais diz que “embora não possamos nos manifestar publicamente, após mais de 10 anos de maus tratos e politização em relação à instituição, hoje vivemos uma situação insustentável que está excedendo todos os limites que regulamentam a Constituição Política do Estado e as suas leis”.

No sábado, Luis Fernando Camacho, do Comitê Cívico de Santa Cruz, alçado à face mais visível e radical da oposição boliviana, deu um ultimato a Morales e pediu a militares e à polícia que se juntassem à oposição.

Camacho estava em um comício na parte sul de La Paz nesta tarde de sexta-feira, quando as notícias de motim em Cochabamba começaram a se espalhar. A multidão aplaudiu e começou a cantar: “Amigo da polícia, a cidade está com você!”. Mais tarde, ele escreveu no Twitter que “a polícia será parte da história de sua nação e da liberdade do povo boliviano”, acompanhados por uma lista de demandas dos amotinados. A lista tem três pontos, todos ligados à carreira policial, incluindo igualdade salarial às Forças Armadas e plano de carreira.

O empresário disse que na segunda-feira entregará pessoalmente uma carta de renúncia a Morales, que certamente não a receberá nem assinará. O presidente, no poder desde 2006, descartou a renúncia, exigida pela oposição.

Morales aceitou uma auditoria das eleições feita pela Organização dos Estados Americanos (OEA), cujo resultado deve ser conhecido na próxima semana.

Na terceira semana de protestos, que deixaram três mortos e cerca de 200 feridos, La Paz permanece com o transporte público restrito por bloqueios nas estrada, e com vários escritórios e lojas fechados

Além de sua renúncia, a oposição exige a anulação das eleições e novas eleições sem ele como candidato, enquanto o presidente afirma que as eleições foram limpas e exige respeito por seus resultados.

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Tiroteio deixa feridos em escola nos Estados Unidos

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Fonte/Foto: G1 Pessoas aguardam alunos e informações do lado de fora da escola de ensino médio de Saugus, na Califórnia, depois de um tiroteio nesta quinta-feira (14). — Foto: Marcio Jose Sanchez/AP
Polícia busca o suspeito descrito por testemunhas como um homem vestido de preto.

Um tiroteio deixou feridos na escola de ensino médio Saugus, em Santa Clarita, na Califórnia, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (14). A polícia busca o suspeito descrito por testemunhas como um homem vestido de preto. (Veja abaixo imagens ao vivo do local).

Não há muitos detalhes sobre a ocorrência, que ainda está em andamento. A polícia do condado de Los Angeles informou que cinco pessoas receberam atendimento médico.

“Recebemos dois pacientes em condições críticas e três estão no caminho. Daremos atualizações quando elas se tornarem disponíveis”, publicou o hospital Henry Mayo em uma rede social.

Ambulâncias foram estacionadas do lado de fora da escola de ensino médio Saugus, em Santa Clarita, na Califórnia, depois de um tiroteio nesta quinta (14). — Foto: Marcio Jose Sanchez/AP
Ambulâncias foram estacionadas do lado de fora da escola de ensino médio Saugus, em Santa Clarita, na Califórnia, depois de um tiroteio nesta quinta (14). — Foto: Marcio Jose Sanchez/AP

Imagens divulgadas por canais locais mostram feridos sendo levados para ambulâncias e alunos deixando a instituição de ensino.

Por medidas de segurança, escolas do distrito de William S. Hart foram fechadas.

Várias unidades policiais foram mobilizadas para atender a ocorrência. As autoridades recomendaram aos moradores da região ficarem em casa com as portas trancadas.

Transmissão ao vivo: ataque a tiros em escola da Califórnia

O delegado Alex Villanueva afirmou que suspeita que o autor dos disparos seja um dos alunos. A polícia foi avisada do tiroteio às 7h38 (12h38 de Brasília).

Mapa mostra local de tiroteio em escola na Califórnia — Foto: G1
Mapa mostra local de tiroteio em escola na Califórnia — Foto: G1

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Cantores de k-pop são condenados a prisão por estupro

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Fonte/Foto: Jung Jin-Young e Choi Jong Hoon (Montagem VEJA/Reprodução)
Jung Joon Young e Choi Jong Hoon foram sentenciados a sete e cinco anos de prisão, respectivamente

A Justiça da Coreia do Sul condenou duas estrelas do k-pop à prisão nesta quarta-feira, 13. Os cantores Jung Joon Young, do grupo Drug Restaurant, e Choi Jong Hoon, da banda F.T. Island, foram sentenciados a sete e cinco anos de prisão, respectivamente, por terem participado, filmado e compartilhado imagens de um estupro coletivo em um grupo virtual criado para esta finalidade em duas ocasiões no ano de 2016.

A emissora sul-coreana SBS divulgou uma entrevista com uma das vítimas, que preferiu não se identificar. A mulher afirmou que havia saído com cinco pessoas, incluindo os músicos, e desmaiou. Ao acordar na manhã seguinte, notou que estava nua em um quarto de hotel.

Em março, Jung foi indiciado por gravar vídeos de suas relações sexuais e compartilhar o material em chats online. Na ocasião, ele se declarou culpado por ter gravado as imagens sem o consentimento das mulheres. “Enquanto eu fazia isso, não senti nenhuma culpa. Pelo resto da minha vida irei me arrepender dos meus atos imorais e ilegais que constituem crimes”, declarou.Veja também

O grupo

Não é a primeira vez que celebridades do ramo se envolvem em escândalos sexuais. O aplicativo KakaoTalk, equivalente coreano do WhatsApp, tornou-se conhecido no país por abrigar um grupo onde artistas de k-pop compartilhavam conteúdo criminoso.

Nomes como Seungri, da banda Big Bang, o guitarrista Lee Jong-hyun, do grupo CNBlue e Yong Jun-hyung, do Highlight, já foram citados no escândalo.

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Presidentes da Rússia e da China pedem diminuição de protecionismo

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Foto: Reprodução / Fonte: Com informações da Agência Brasil

A diminuição do protecionismo é essencial para enfrentar a desaceleração econômica global, disseram hoje (13) os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping. Em discursos no encerramento do Fórum Empresarial do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os dois líderes defenderam o aprofundamento do comércio internacional para haver desenvolvimento. 

Segundo Putin, os países do Brics podem contribuir para suavizar a desaceleração econômica global, ao estreitarem os laços comerciais e tecnológicos entre si. “Dada essa recessão dupla que temos enfrentado, temos visto o crescimento de atitudes protecionistas, de problemas alfandegários. Os países do Brics têm de se esforçar para não se deixar abater por essas coisas. Temos de manter o nível de vida de nossas populações ou até aumenta-las”, declarou. Ele disse que, desde 2018, o mundo enfrenta um desaquecimento econômico e deve encerrar 2019 com o menor crescimento em dez anos. 

Em 2020, a Rússia assumirá a presidência rotativa do Brics. Putin lembrou que o comércio do país com os demais membros do grupo tem aumentado mais de 20% nos últimos cinco anos. O presidente russo destacou as cooperações entre os integrantes do Brics nas áreas farmacêutica, de exploração espacial, aeronáutica e disse que o governo russo está disposto a aumentar o intercâmbio na área de tecnologia da informação, de informática e em energia limpa, principalmente no segmento de gás natural. 

O aumento do protecionismo global também foi abordado por Xi Jiping em seu discurso. Segundo ele, a guerra comercial desestimula os investimentos em inovação, o principal instrumento para impulsionar a economia global. China e Estados Unidos, as duas maiores economias do planeta, enfrentam tensões comerciais desde que o governo do presidente Donald Trump decidiu impor tarifas a produtos chineses, com retaliações do país asiático. 

“Com a nova rodada de transformações industriais e tecnológicas, os motores de desenvolvimento estão ajudando a aumentar a produtividade, a avançar nas áreas sociais e econômicas. No entanto, o crescente protecionismo e as ameaças no mundo estão ameaçando o comércio internacional e o investimento internacional e também levando a uma desaceleração mundial da economia”, disse o mandatário chinês.

Em seu discurso, Xi Jiping defendeu a ampliação dos investimentos em inovação, economia digital e economia verde (desenvolvimento aliado às preocupações com o meio ambiente) e afirmou que o país está empenhado em abrir o comércio. Ele destacou que o desenvolvimento da China representa uma oportunidade para o mundo inteiro, principalmente para os países do Brics. 

“Nos últimos cinco anos, a China tem contribuído, em média, cerca de 30% do crescimento econômico mundial. No ano passado, o investimento externo da China foi de US$ 143 bilhões, 53% a mais que no ano anterior. A decisão da China é de abrir ainda mais o mercado. Portanto temos a mesma expectativa de aumentar o crescimento no futuro”, acrescentou. 

O primeiro-ministro indiano, Nahendra Modi, disse que os países do Brics têm buscado harmonizar os procedimentos tributários e alfandegários de forma a aumentar os fluxos comerciais e de investimentos. Ele ressaltou o progresso do grupo nos últimos anos em ampliar a cooperação entre os bancos e na área de direitos de propriedade intelectual e disse estar empenhado para elevar para US$ 5 trilhões o tamanho da economia da Índia até 2024. 

Modi sugeriu que o Fórum Empresarial do Brics, formado por representantes de empresas do grupo, mapeie como as economias dos cinco países membros se complementam e identifique áreas prioritárias para investimentos conjuntos entre os países. O primeiro-ministro agradeceu a decisão unilateral do presidente Jair Bolsonaro de dispensar visto para turistas e homens de negócios da Índia e da China. 

“Agradeço ao presidente do Brasil a sua decisão recente de permitir a entrada de cidadãos indianos sem a necessidade de vistos. Os cinco países também deveriam considerar mecanismos tais como um acordo preferencial mútuo. Amigos, talvez estejam também cientes dos avanços recentes nos rankings de facilidade de fazer negócios”, declarou Modi. 

O presidente da África do Sul Cyril Ramaphosa disse que o país está fortalecendo os pilares do crescimento sustentado, tais como educação, meio ambiente e respeito ao Estado de Direito. Ele ressaltou que seu governo tem dado incentivos para mais investimentos, como o desenvolvimento da zonas econômicas industriais com infraestrutura de nível internacional. 

Ramaphosa disse que a África do Sul está revisando o regime de vistos para acolher pessoas capacitadas e competentes, de várias partes do mundo, para visitarem, fazerem negócios e trabalharem na África do Sul. Ele destacou ainda o potencial econômico do continente africano para os países emergentes.

“Até 2050, a população da África terá crescido a até 2,5 bilhões de habitantes. Ao criarmos uma área de livre comércio unificada na África, temos por objetivo tornar esse potencial humano subjacente em oportunidade efetiva de alcançar crescimento compartilhado e sustentável”, disse.

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