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Ponte Costa e Silva é ‘rebatizada’ em homenagem a Marielle Franco

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Ativistas feministas e o Movimento Olga Benário ‘rebatizaram’ a Ponte Costa e Siva para lembrar um ano da execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes

A Ponte Costa e Silva foi “rebatizada” com o nome de Marielle Franco na madrugada desta quinta-feira (14/3), quando completa um ano da execução da vereadora carioca e do motorista Anderson Gomes. Quem passou pela ponte nas primeiras horas do dia pôde ver que a placa com o nome da ponte estava alterada (foto acima).

A intervenção foi realizada pelo Movimento de Mulheres Olga Benário. “É um protesto para cobrarmos, das devidas instituições, o esclarecimento desse crime, porque a gente sabe que ele foi mandado e não pode ficar impune”, disse, ao Correio, Thais Oliveira, integrante do grupo.

Segundo Thais, o grupo programou, para a data, homenagens a Marielle Franco por todo o país. Na ação em Brasília, a Ponte Costa e Silva não foi escolhida por acaso. “Escolhemos justamente por ela ter sido renomeada e agora levar o nome de um ex-presidente que foi conivente com o assassinato e com a tortura de diversas pessoas, inclusive mulheres, no nosso país”, afirmou. “A ponte já passou pelo nome Honestino Guimarães que, como Marielle, é um exemplo de luta para a gente”, acrescentou.

Mulheres rebatizam Ponte Costa e Silva e colocam nome da vereadora Marielle Franco, executada há 1 ano(foto: Reprodução/Facebook Movimento de Mulheres Olga Benário - Nacional)Mulheres rebatizam Ponte Costa e Silva e colocam nome da vereadora Marielle Franco, executada há 1 ano(foto: Reprodução/Facebook Movimento de Mulheres Olga Benário – Nacional)

O grupo também pendurou uma faixa na ponte com referências ao presidente Jair Bolsonaro e à ação de milícias. “Por Marielle queremos justiça, não aceitamos presidente da milícia”, dizia a mensagem. O movimento também se manifestou por meio de uma mensagem no Facebook. “No dia em que se completam 365 dias do assassinato da vereadora Marielle Franco, o povo ainda não conseguiu a resposta da pergunta: ‘Quais foram os mandantes do crime?’. Desde essa atrocidade, em que também foi morto Anderson Gomes, Marielle se tornou um símbolo ainda maior de luta e resistência de mulheres em todo o Brasil e no mundo.”

Troca de nomes

O nome da ponte provoca debates não é de hoje. Originalmente chamada de Ponte Monumental, por Oscar Niemeyer, a estrutura teve o nome alterado no governo de Ernesto Geisel, ditador militar que queria homenagear um de seus antecessores no regime de exceção, Artur da Costa e Silva.
Em 2015, após aprovação de um projeto de lei do deputado distrital Ricardo Vale (PT), passou a se chamar Honestino Guimarães, em homenagem ao estudante da Universidade de Brasília assassinado pela ditadura.O retorno do nome para Costa e Silva foi decidido em novembro do ano passado, pelo Conselho Superior do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, após ação popular das procuradoras Bia Kicis, hoje deputada federal (PSL-DF) e Cláudia Castro.

*Estagiária sob supervisão de Humberto Rezende

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Após atentado, escola é reaberta para planejar acolhimento de alunos

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Camila Maciel / Agência Brasil  

São Paulo – A Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, no interior paulista, será reaberta hoje (18) apenas para professores e funcionários. O funcionamento está suspenso desde a última quarta-feira (13), quando dois ex-alunos, de 17 e 25 anos, entraram na escola encapuzados e armados, promovendo um ataque que resultou na morte de oito pessoas. Os atiradores também morreram na ação.

Nesta segunda-feira, será traçado um planejamento com atividades de acolhimento e preparação psicológica para os alunos, que retornarão amanhã (19). Ainda não há data para o reinício das aulas.

De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, o planejamento dessas atividades contará com o apoio de profissionais do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), dos centros de Atenção Psicossocial (Capes) da prefeitura de Suzano, além de outras secretarias do governo do estado.

A proposta para o acolhimento é desenvolver atividades livres, como oficinas, terapias em grupos, rodas de conversa, depoimentos, compartilhamento de boas práticas, entre outras.

Segundo o governo estadual, uma rede de apoio, formada por instituições públicas e privadas, atuou no fim de semana, prestando atendimento psicológico e especializado na Diretoria Regional de Ensino de Suzano e no Capes do município, além de visitas domiciliares às famílias das vítimas.

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Três dias de luto em Belém pela morte de Coutinho Jorge

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 O ex-prefeito de Belém Fernando Coutinho Jorge faleceu neste domingo (17) . Ele tinha 79 anos e sofria do mal de Alzheimer. Faleceu em Brasília,  onde residia com a família. O velório e sepultamento serão em Belém,  nesta segnda-feira (18). O  prefeito atual, Zenaldo Coutinho (não são parentes), deretou luto oficial de três na capital paraense.   Coutinho Jorge – que era bacharel em Ciências Econômicas –  também atuou como deputado federal, senador e ministro do Meio Ambiente no governo Itamar Franco.

O velório de Coutinho Jorge deve ser realizado na capital paraense. O corpo do ex-prefeito ficou de chegar na madrugada desta segunda-feira.

PERFIL

Coutinho Jorge nasceu a 30 de maio de 1939, filho de Clóvis Ferreira Jorge e Mavilda Coutinho Jorge. Em 1962, ingressou no curso de Bacharelado em Economia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), formando-se em 1967.

Em 1969, mudou-se para Santiago do Chile, para participar da Pós-graduação em Planejamento para o Desenvolvimento dos Países Subdesenvolvidos, curso oferecido pelas Organização das Nações Unidas (ONU), onde o professor da disciplina “Sociología del Desarrollo” era Fernando Henrique Cardoso.

Em 1970, voltou ao Pará, quando participou de curso de Introdução ao Planejamento da Área Metropolitana de Belém, oferecido pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Começou a dar aulas na faculdade de Economia, também na UFPA, onde, depois, exerceu diversos cargos: foi subchefe do Departamento de Economia; Coordenador do curso de Economia; e integrou seleto grupo de profissionais do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA).

Em 1975, foi Diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social do Pará e se tornou titular da Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral, no governo de Aluísio Chaves (1975-1979), onde foi responsável pela implantação do primeiro Sistema Estadual de Planejamento Governamental do Pará.

Em 1976, foi nomeado Secretário-executivo do Conselho Superior de Desenvolvimento do Estado do Pará e, no ano seguinte, passou a integrar a Comissão Interministerial de Desenvolvimento Regional, em Brasília.

Em 1979, o governador Alacid Nunes convidou Coutinho Jorge para permanecer à frente da Secretaria Estadual de Planejamento.

Em 1982, o economista inicia sua carreira no legislativo, concorrendo ao cargo de Deputado Federal pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), alcançando a maior votação entre os deputados do partido. Durante essa legislatura, foi membro das Comissões de Economia e de Minas e Energia e foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre recursos hídricos brasileiros.

Em 1985, Coutinho Jorge licenciou-se da Câmara dos Deputados para se tornar Secretário de Educação do Pará, no governo de Jader Barbalho.

Nas eleições municipais de novembro de 1985, Fernando Coutinho Jorge tornou-se o 1º Prefeito de Belém eleito diretamente após a Ditadura Militar. Durante o mandato,  criou a Guarda Municipal e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, por exemplo.

Deixou a prefeitura, em 31 de dezembro de 1988, e, em outubro de 1990, elegeu-se Senador pelo Pará.

Presidiu a comissão temporária responsável pelos preparativos da Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento — a Rio-92 — nas reuniões preparatórias realizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra e Nova Iorque. Também atuou em encontros debatedores da questão ambiental e de encontros de parlamentares latino-americanos realizados em Belém, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em junho de 1992, Fernando Coutinho Jorge participou como Presidente da Comissão ECO-92 do Senado e representante do Presidente do Congresso Nacional.

Três dias de luto

A Prefeitura Municipal de Belém informa, com pesar, o falecimento do ex-prefeito de Belém, Fernando Coutinho Jorge, neste domingo, 17.

Fernando Coutinho Jorge era economista e político que durante sua vida pública, entre outros cargos, foi deputado federal e senador pelo Pará, prefeito de Belém e ministro do Meio Ambiente.

O Prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, em razão desta perda, decreta luto oficial por três dias na capital.

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Jornalista Carlos Mendes lança “Luzes do Medo”, em Curitiba

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Neste sábado (16), às 11h da manhã, durante palestra em Curitiba, durante o XXIV Congresso Brasileiro de Ufologia, o jornalista Carlos Mendes, editor do Ver-o-Fato, lançará o seu livro Luzes do Medo: Relato de um Repórter na Operação Prato, contando detalhes inéditos da experiência que viveu como repórter do jornal “O Estado do Pará” na cobertura dos fatos que envolveram o aparecimento de luzes misteriosas, entre 1977 e 1978, que desciam dos céus e, em vários casos relatados, atacavam pessoas e lhes sugavam o sangue, deixando-as desfalecidas e com problemas de saúde.
“É uma obra incomum, rara e especial, que trata com profundidade dos estarrecedores fatos ocorridos e faz uma firme descrição de como os militares brasileiros lidaram com a delicada questão, naquela que ficou conhecida como a Operação Prato”. Quem diz isso, sobre o lançamento do livro é um dos maiores ufólogos e pesquisadores de OVNIs do mundo, o brasileiro Ademar Gevaerd, que escreveu o prefácio de Luzes do Medo.
Ocorrida há 40 anos, na Amazônia (Pará), a impressionante onda ufológica que ficou conhecida como “chupa-chupa” tem, agora, um livro que traduz com precisão a gravidade da situação que se abateu sobre inúmeras e humildes comunidades paraenses, acometendo duramente milhares de caboclos e ribeirinhos. Nem idosos, gestantes, crianças e animais foram poupados.
No retorno a Belém, Carlos Mendes fará o lançamento do livro, em data a ser anunciada pelo Ver-o-Fato.

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