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MARAJÓ

População ribeirinha é vacinada contra raiva humana em Portel

Foto: Reprodução /Fonte: Agência Pará

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A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) já iniciou a vacinação contra raiva humana na população que vive ao longo do Rio Pacajá, no município de Portel, no Arquipélago do Marajó. A imunização, iniciada na última terça-feira (10), faz parte do Projeto para Detecção e Titulação de Anticorpos Neutralizantes (AcN) do Vírus da Raiva para Acompanhamento de Imunidade em População sob Risco para Raiva após Ação de Vacinação, que tem o objetivo de realizar um estudo científico e prevenir novos casos de raiva humana na população com dificuldade de acesso aos serviços de saúde pública.

A ação preventiva se estenderá até o dia 29 de setembro, uma iniciativa do Departamento de Doenças Transmitidas por Vetores (DCDTV), por meio do Grupo de Trabalho Zoonoses, 8º Centro Regional de Saúde da Sespa, secretarias Municipais de Saúde de Portel e Melgaço (outro município marajoara), com apoio do Ministério da Saúde, da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e do Instituto Pasteur.

Atualmente, o Ministério da Saúde indica a profilaxia antirrábica em duas situações: na pós-exposição (PEP) – depois da agressão pelo animal – e pré-exposição (PrEP), antes do ataque. Porém, a PrEP é recomendada somente para uma lista de classes profissionais com risco de exposição frequente ao vírus rábico. Novas diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendam a profilaxia PrEP também para residentes em áreas endêmicas para raiva, em especial àqueles grupos que tenham dificuldade de acesso à profilaxia PEP de forma oportuna e adequada, como é o caso da população ribeirinha.

Considerando que já foram realizados diversos estudos científicos apontando o protocolo PrEP como eficaz na prevenção de raiva humana em populações residentes em áreas de risco, o objetivo científico do projeto-piloto é avaliar a profilaxia que será empregada na vacinação de ribeirinhos residentes em áreas de risco para raiva transmitida por morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue), por meio do acompanhamento dos títulos de anticorpos neutralizantes de indivíduos vacinados.

Surtos – Nos anos de 2004 e 2005, surtos expressivos de raiva humana transmitida por morcegos hematófagos foram descritos no Pará e Maranhão. Em 2018, um novo surto foi documentado com registro de dez casos, dos quais nove eram menores de 18 anos, residentes em área ribeirinha do município de Melgaço, com histórico de ataques de morcegos hematófagos e sem realização de profilaxia antirrábica pós-exposição. A maioria das vítimas residia em área rural, ribeirinhas ou remotas.

Segundo a coordenadora do GT Zoonoses, Elke de Abreu, neste projeto-piloto será a primeira vez que se utilizará essa metodologia específica no Brasil, de duas doses ID, para vacinação de população humana contra a raiva como método de controle da enfermidade – como uma nova ação de saúde.

Conforme a gestora, o projeto de vacinação no Pará é fundamental porque a raiva gera elevados custos, com protocolos de prevenção pós-exposição. Com tratamento de baixa eficácia, os custos são ainda maiores. “Além disso, a raiva é uma enfermidade cujos sintomas impressionam aqueles que têm contato com as vítimas, gerando traumas e danos psicológicos nas famílias e nos agentes de saúde que atendem a esses pacientes”, acrescentou Elke de Abreu.

Acompanhamento – De acordo com a Organização Mundial de Saúde, para que um indivíduo seja considerado imunizado seus títulos de anticorpos neutralizantes para o vírus da raiva devem ser igual ou maior que 0.5 UI/mL.

Com base nessa informação, o acompanhamento da população vacinada será feito com as seguintes ações: aferir os níveis de titulação de anticorpos neutralizantes para o vírus da raiva antes da administração da vacina antirrábica humana (inativada), com o intuito de verificar se a população foi exposta anteriormente e se há indivíduos com títulos obtidos naturalmente por essa exposição; verificar a duração e o nível de anticorpos para o vírus da raiva na população de estudo pós-ação de vacinação por um período de dois anos, com uso do esquema de vacinação de duas doses; verificar como os diferentes grupos populacionais reagem imunologicamente à vacinação, e se haverá diferença nas respostas imunológicas, e verificar diferenças de resposta imunológica entre indivíduos que receberam duas doses da vacina em comparação àqueles que receberam uma dose.

As amostras serão coletadas em voluntários que concordem em participar do projeto, após assinatura do termo de consentimento. No caso de menores, o termo será assinado pelos pais ou responsáveis.

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MARAJÓ

Após pedido do MP, Justiça determina publicação de edital para novo concurso de Salvaterra

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Foto: Reprodução / Fonte: MPPA

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) por meio da promotora de justiça titular da comarca de Salvaterra, Paula Suely de Araújo Alves Camacho, ajuizou, em dezembro de 2019, ação de execução de Termo de Ajustamento de Conduta uma vez que a Prefeitura Municipal de Salvaterra e Câmara Municipal de Salvaterra não cumpriram o instrumento celebrado em junho daquele ano. Não foram observados, por exemplo, os prazos estipulados em todas as etapas de realização de novo concurso público desde o envio de projeto de lei relativo à criação de vagas, planos de cargos e salários até a homologação do resultado final do certame.

“Percebe-se que nenhum dos compromissos assumidos no TAC foi cumprido e, além disso, a Prefeitura e a Câmara haviam se comprometido a comunicar ao Ministério Público todas as providências a serem tomadas para a implementação das avenças contidas no instrumento e não o fizeram”, destacou a promotora de justiça.

Ao acolher o pedido do MPPA, o juízo da comarca de Salvaterra, concedeu prazo de 60 dias, contados da intimação da decisão, para que seja realizada a publicação do edital do novo concurso público, sob pena da aplicação de multa de 50 mil reais a cada 30 dias de descumprimento da determinação, a ser aplicada ao Município de Salvaterra. A determinação também prevê multa pessoal de 10 dez mil reais, a cada 30 dias de descumprimento, a ser aplicada sobre o patrimônio pessoal do prefeito.

Acesse a íntegra da decisão da Justiça

Texto: Promotoria de Justiça de Salvaterra, com edição da Ascom

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MARAJÓ

Secretário regional do Marajó em rede nacional por desvio de dinheiro em campanha; Vídeo

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Fonte: Portal Marajó

Levantamento feito pela TV GLOBO revela que, na última eleição, partidos se valeram de candidaturas de mulheres com desempenho eleitoral inexpressivo para cumprir a cota de 30% do uso do fundo eleitoral. Muitas nem sequer chegaram a fazer campanha.

No Pará, a candidata a deputada estadual Clivia Pinheiro Leão, pelo PROS, gastou R$ 170 mil de dinheiro público, mas converteu só 49 votos. Em sua página do Facebook, Clivia aparece fazendo campanha para o candidato a deputado federal Xarão Leão, um parente seu, e não para si mesma. Xarão, ou José Antonio Azevedo Leão, é o presidente do partido no estado.

Clivia registrou gastos de R$ 70 mil em uma gráfica que também consta na prestação de contas de Xarão. Ex-prefeito de Breves (PA), Xarão já foi condenado em primeira instância à inelegibilidade por desvio de dinheiro público, mas teve o registro deferido no ano passado. Ele não se elegeu a deputado.

Na prestação de contas de Clivia, R$ 33 mil foram gastos em locação de veículos. Os donos dos carros são Eline das Graças Azevedo Leão, Karen Nunes Leão e Gustavo Silva Leão. Procurada, Clivia não quis atender a reportagem. Após o contato, ela apagou todas as publicações no Facebook em que fazia propaganda para Xarão.

A reportagem será exibida em rede nacional pelo Fanático do próximo domingo (23).

Veja a Chamada do Jornal 

Xarão Leão ocupa atualmente o cargo de articulador do governo do estado no marajó como secretário regional, segundo pessoas mais próximas ao politico é um dos possíveis candidatos a prefeitura de Breves, a maior cidade do arquipélago.  

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MARAJÓ

Três homens foram presos por coletar caranguejo em período de defeso em Soure

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Fonte: Portal Marajó

Três homens foram presos nesta quinta (13) em Soure, no Marajó, suspeitos de prática de crime ambiental ao coletar caranguejos no período de defeso, quando a prática é proibida por lei.

Segundo a Polícia Civil, a coleta irregular foi constatada no rio Paracauari.

Os policiais averiguaram as embarcações e recolheram os animais, que foram entregues ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio).

Em seguida, os caranguejos foram devolvidos para a natureza.

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