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ECONOMIA

Preço da carne ao consumidor cai 10%, mas não volta ao nível de 2019

Foto: Reprodução / Fonte: R7

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preço da carne no atacado para o consumidor em São Paulo teve uma queda média de 10,3% neste mês em relação a dezembro, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. A expectativa é que os valores diminuam um pouco mais até fevereiro, mas não devem recuar ao mesmo patamar do primeiro semestre do ano passado. 

Com a queda, o valor médio no atacado ao consumidor ficou em R$ 18 o quilo. A expectativa é que o preço se estabilize na faixa de R$ 17 a R$ 16,90 o quilo no atacado. A arroba teve uma queda de 7,2% e ficou em média em R$ 190.

“O valor deve continuar caindo até o começo de fevereiro, com o movimento que vem ocorrendo da adequação da arroba bovina”, afirma Ricardo Nissen, assessor técnico da Comissão Nacional de Bovino Cultura de Corte, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil .

No açougue Parisienne, em Cerqueira Cesar, região central de São Paulo, por exemplo, o quilo do contrafilé, que chegou a R$ 44 em dezembro, é vendido agora a R$ 39,30. O coxão mole passou de R$ 39,00 para R$ 32,00 e a costela, de R$ 26,99 para R$ 19,99.

No fim do ano passado, a alta da importação de carne feita pela China e a desvalorização do real em relação ao dólar, que tornou as exportações mais rentáveis para os frigoríficos, fizeram a cotação da arroba do boi gordo atingir o pico histórico. O preço da proteína animal aumentou em relação aos meses anteriores em 30%.

“A gente acredita que voltar ao valor dos meses anteriores, de R$15 a R$15,50 no atacado, é difícil retornar, até por causa da baixa do abate e do aumento das exportações, que forçam essa elevação. Mas não vai ficar no preço de dezembro, deve retornar a um patamar aceitável para o consumidor”, avalia Nissen.

Os consumidores já estão sentindo a melhora. Nos supermercados de São Paulo, quando o valor chegou ao pico, a redução do consumo da carne foi de até 30%. Agora esta média está em 10%.

“É natural o consumidor buscar alternativas, como o frango e a carne suína. Mas, depois de um tempo, as pessoas vão se habituando”, afirma Ronaldo Santos, presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados).

Ele também afirma que os preços recuaram, mas que não devem voltar ao mesmo nível de antes de dezembro. “O preço vai ficar em torno do que está hoje, ou seja, aquela arrouba de R$ 150 de agosto não veremos mais.”

ECONOMIA

Petróleo menos poluente do pré-sal se valoriza no mercado internacional

Óleo brasileiro tem menor teor de enxofre e cumpre exigência da Organização Marítima Internacional (IMO) para o uso na navegação

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Foto: Reprodução / Fonte: Agência do Rádio

As novas regras da Organização Marítima Internacional (IMO) para reduzir a emissão de enxofre tem ajudado a manter altos o valor do petróleo do pré-sal e os lucros da Petrobrás. Isso porque o produto das reservas brasileiras tem baixo teor de enxofre, o que o torna menos poluente. As regras da IMO são voltadas para o óleo utilizado na navegação e começaram a valer em janeiro.

A medida já era prevista, então nos últimos anos a estatal investiu em métodos para diminuir a quantidade de enxofre em seus produtos. Por isso, desde o ano passado o petróleo do pré-sal vem sendo valorizado. No começo de 2019 barril era cerca de US$ 4,15 mais barato do que o petróleo Brent, produto estrangeiro usado como referência para o preço do óleo no mundo. No final do ano, o produto brasileiro chegou a ser vendido US$ 4 mais caro do que o Brent. Esse foi um dos fatores que contribuíram para que a Petrobras registrasse o lucro recorde de R$ 40,1 bilhões em 2019, aumento de mais de 55% em relação ao ano anterior.

Por: Daniel Marques

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ECONOMIA

Restituição do Imposto de Renda 2020 será paga mais cedo

A previsão da Receita é começar restituir contribuintes a partir de maio.

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Foto: Reprodução / Fonte: O Estado Net

A Receita Federal divulgou as regras para a declaração do Imposto de Renda 2020. As restituições serão pagas em menos tempo, de acordo com o órgão, e em menos lotes.  Em 2019, foram 7 lotes e esse ano serão apenas 5. A estimativa inicial é que sejam entregues cerca de 32 milhões de declarações este ano, entre os dias 2 de março e 30 de abril.

Em 2019, a restituição foi distribuída em sete lotes, sendo que o último foi pago em dezembro. Este ano serão cinco lotes, pagos no fim dos meses de maio (29), junho (30), julho (31), agosto (31) e setembro (30). Quem atrasar a entrega da declaração ao Fisco vai pagar multa de 1% sobre o valor declarado. Os lotes de restituição serão formados pela ordem de entrega das declarações. 

Por: Rafael Montenegro

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ECONOMIA

Bancos passam a cobrar dólar do dia da compra com cartão

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Foto: Reprodução / Fonte: Agência Brasil

A partir de março, compras feitas em moeda estrangeira com cartão de crédito devem vir na fatura com o valor equivalente em reais do dia em que foram realizadas. Os bancos podiam oferecer essa forma de cobrança se quisessem, mas a maioria das instituições preferia cobrar o valor referente à data do fechamento da fatura.

Com entrada em vigor da Circular nº 3918, os bancos serão obrigados a oferecer a opção de utilizar a taxa de câmbio do dia de cada gasto. Caso não queira optar por essa sistemática, o cliente poderá pagar com base na taxa de câmbio do dia de fechamento da fatura.

Quando anunciou a mudança na regra, em novembro de 2018, o Banco Central (BC) argumentou que a sistemática de pagamento pela data de fechamento da fatura deixa os clientes expostos a flutuações das taxas de conversão no período entre o dia do gasto e o pagamento. Isso porque a variação cambial ocorrida entre a data do gasto e o efetivo pagamento é atualmente ajustada na fatura do mês posterior, podendo gerar crédito ou débito para o cliente.

Assim um único gasto pode resultar em duas obrigações em momentos distintos. Com a nova regra, o cliente ficará sabendo já no dia seguinte quanto vai desembolsar em reais, eliminando a necessidade de eventual ajuste na fatura subsequente. O BC também destacou, na época, que apesar de ser possível oferecer aos clientes a taxa de câmbio do dia de cada gasto, a maioria dos bancos preferia o fechamento da fatura.

“A situação atual para a maioria dos clientes é de: dificuldade para prever o valor em reais a ser desembolsado no dia do pagamento da fatura; fatura sem uniformidade nas informações e de difícil compreensão; e reduzida possibilidade de comparação das taxas de conversão praticadas pelos emissores de cartão, o que desestimula a competição”, informou o BC em documento de exposição de motivos para a edição da circular com as novas regras.

A partir de 1º de março deste ano, cada fatura deve ter: a discriminação de cada gasto, com no mínimo sua data, a identificação da moeda estrangeira e o valor na referida moeda; o valor equivalente em dólar na data de cada gasto; a taxa de conversão do dólar para reais na data de cada gasto; e o valor em reais a ser pago pelo cliente.

Em outubro de 2019, o BC divulgou uma carta circular para detalhar como a medida deveria se aplicada. Para que o cliente possa ter informações sobre as melhores taxas de câmbio utilizadas pelos emissores no mercado, os bancos são obrigados a tornar disponível em todos os seus canais de atendimento ao cliente a taxa de conversão do dólar para reais utilizada no dia anterior referente aos gastos em moeda estrangeira de seus clientes; e publicar informações sobre o histórico das taxas de conversão.

Além de se atentarem às taxas de câmbio, os consumidores devem observar que as compras no exterior com cartão de crédito têm incidência do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), com alíquota de 6,38%.

Por: Aécio Amado

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