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Belém questiona valores cobrados para descartar lixo em aterro de Marituba

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A Prefeitura de Belém já gastou, desde julho de 2015, mais de R$ 66 milhões somente com a destinação do lixo coletado na capital.

A Prefeitura de Belém já gastou, desde julho de 2015, mais de R$ 66 milhões somente com a destinação do lixo coletado na capital. Os valores foram pagos para a empresa Guamá Tratamento de Resíduos que dispõe, atualmente, do único local ambientalmente adequado para receber e tratar resíduos domiciliares provenientes da Região Metropolitana de Belém (RMB).

A proposição técnica de projeto de controle da disposição dos resíduos sólidos será feita pela Fadesp.

A informação foi apresentada pelo prefeito Zenaldo Coutinho, durante reunião na manhã desta segunda-feira, 03, com as promotoras Ana Maria Magalhães, titular da 5ª Promotoria de Justiça de Marituba, Marcela Ferreira de Melo, promotora auxiliar, especialistas ambientais, e representantes das prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba.

Segundo a promotora Ana Maria Magalhães, o objetivo da reunião foi  discutir soluções de áreas para destinação dos resíduos gerados na RMB. “A vida útil deste empreendimento em Marituba não vai ultrapassar quatro anos de operação. Até lá, temos que discutir conjuntamente uma solução viável para os municípios envolvidos”, explicou.

Na semana passada, a empresa Guamá Tratamento de Resíduos protocolou oficio no Ministério Público informando encerramento antecipado das suas atividades, alegando inadimplência das prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba. Mas, segundo a promotora Marcela Ferreira de Melo, a continuidade da operação de recebimento e tratamento do lixo está garantida. “Existe uma decisão judicial que proíbe o encerramento das operações do aterro, determinando a manutenção das atividades do empreendimento”, disse.

“No inicio da operação do empreendimento, em 2015, o valor firmado entre a empresa e as prefeituras da Região Metropolitana foi de R$ 60, por tonelada de resíduo. Desde então, a empresa passou a pressionar por reajustes totalmente descabidos, quase dobrando o valor inicial, fora da realidade econômica da região e muito distante da capacidade financeira dos municípios contratantes”, explicou o prefeito Zenaldo Coutinho.

“A Prefeitura de Belém se negou a reajustar esses valores e entrou com ação na justiça para garantir assinatura de contrato para continuar com a deposição de resíduos, baseado nos valores iniciais. Nós não podemos aceitar essa ameaça e ceder a um preço totalmente fora da realidade”, acrescentou o prefeito de Belém, destacando que a administração tem feito um esforço permanente para a manutenção do pagamento das faturas e que pouco mais de dois meses de atraso não justifica encerramento das atividades de um empreendimento dessas proporções.

Ainda assim, considerando a vida útil do empreendimento de, no máximo, mais quatro anos de operação, a Prefeitura de Belém apresentou proposta para que os municípios envolvidos contratem estudos metodológicos e de viabilidade técnica, econômicas, ambiental e social para propor nova área de destinação e tratamento de resíduos que atendam a RMB.

“Belém tem propostas concretas e sugeriu a contratação, entre os municípios, de um estudo de soluções alternativas ao aterro de Marituba. Já vamos caminhar para elaboração de um termo de referencia”, anunciou Zenaldo.

A proposição técnica de projeto de controle da disposição dos resíduos sólidos será feita pela Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp). Segundo o especialista em Plano Estratégico para Resíduos, professor Mário Russo, em até uma semana serão apresentadas propostas de desenvolvimento de estudos.

“Não temos que buscar uma solução única. Precisamos encontrar soluções diversas e compatíveis com a capacidade orçamentária dos municípios que precisam de um local adequado para descartar seus resíduos”, explicou.

“Até lá, é preciso cobrar as devidas adequações da empresa, de forma a garantir que as atividades sejam executadas como previsto no contrato firmado no inicio da operação. Além disso, a empresa precisa obter as licenças ambientais necessárias para abertura de uma nova célula de deposição, para garantir a continuidade do recebimento e tratamento de resíduos”, adiantou o pesquisador.

Por Lauro Lima/ Comus PMB

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Cristina Serra lança nesta terça-feira (11), no Pátio Belém, “Tragédia em Mariana”

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Cristyina Serra também indica outros autores ao distinto público

A história dramática vivida pelos moradores de Mariana, em Minas Gerais, e observada de perto pela jornalista Cristina Serra, ganhou as páginas do livro “Tragédia em Mariana – A história do maior desastre ambiental do Brasil” (462 páginas, R$ 59,90, Editora Record), que a jornalista lança em Belém  nesta terça-feira (11), na Livraria Leitura, no shopping Pátio Belém, na trav, Padre Eutiquio,  a partir das 19h,

As noites de autógrafo da jornalistas são sempre concorridas

 O desastre ambiental completou  três anos no dia 5 de novembro passado. Na época do rompimento da barragem da Samarco em Mariana, em 2015, Cristina Serra era repórter do Fantástico, da TV Globo, e fez diversas reportagens para o programa.

O volume de informações e os recorrentes relatos de descaso impulsionaram Cristina a escrever o livro, para que as pessoas pudessem entender não apenas o episódio, mas também como funciona o licenciamento ambiental no Brasil, que a autora trata como “irresponsável”. Hoje, ela alerta para possibilidade de novas catástrofes.

“As histórias dos personagens dessa tragédia são o fio-condutor. As pessoas se interessam por histórias, é isso que o leitor quer ler. Mas o livro mistura toda essa dimensão humana impactante com a questão dos impactos ambientais, e o cenário institucional, que permitiu que a barragem fosse construída”, conta Cristina.
A imagem pode conter: Cristina Serra, sorrindo

Falta de perspectiva para desfecho da tragédia

 Para escrever o livro-reportagem, a jornalista precisou se dedicar integralmente ao projeto, durante esses três anos. “Precisava mergulhar nesse caso, estudar a deficiência no processo de licenciamento da barragem, as normas que não foram seguidas, as falhas. Também houve problemas na construção com troca de materiais, uma série de decisões graves”, acrescenta a autora.

Cristina afirma que teve a ideia do livro quando passou em natal de 2015 com vítimas da tragédia. “Estar tão próxima, vendo o drama daquelas pessoas, arrancadas de forma abrupta do seu local de nascença, e tentando, com todas as forças, superar aquela dor e aquelas perdas, aquilo me deu o estalo. Era uma história tão incrível e precisava ser contada. Ao mesmo tempo, a investigação já havia começado e os primeiros elementos mostravam que havia, no mínimo, negligência na operação da barragem. Então, eu juntei essas dus coisas e pensei: ‘Isso merece um livro”, lembra.

A imagem pode conter: Cristina Serra

Cristina Serra já lançou o seu livro em quase todo o Brasil e o sucesso foi sempre espantoso. Em Belém não será diferente

A falta de perspectiva para um desfecho da tragédia ainda intriga a jornalista. “O processo criminal se arrasta. Inicialmente, eram 22 réus, hoje são 21. São 400 testemunhas, foram 19 mortes, e ainda não existe uma expectativa para que isso seja resolvido, uma tragédia que envolve drama humano, impactos ambientais, erros dos diretores da empresa, falta de fiscalização e cenário político”, explica.

De tudo que pôde ouvir e apurar dos moradores e trabalhadores da região, Cristina destaca algumas histórias em seu livro. O drama de Romeu Arlindo é uma delas.

“Romeu era um empregado da mineradora Samarco, estava no alto da barragem quando ela se rompeu. Ele foi arrastado pela lama, até que alcançou um terreno e conseguiu se salvar. É uma história milagrosa”, destaca a jornalista.

A auxiliar de serviços gerais Paula Geralda Alves também ganha um capítulo especial. Segundo Cristina, foi ela que funcionou como “alarme”, salvando tantas vidas no povoado da região.

“Antes, não era lei essas empresas terem sirenes para uma situação de emergência. O gesto da Paula foi muito importante nessa questão. Foi ela quem viu a lama descendo e saiu correndo com sua moto para avisar as pessoas do povoado, que puderam se deslocar a tempo. Paula foi incansável, funcionou como um alarme até a gasolina de sua moto acabar”.

Fonte: G1

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Centro de Reabilitação faz mutirão para diagnóstico de problemas auditivos em Belém

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Serão oferecidas oito consultas por dia, de 10h às 13h. Ao ser atingido o número previsto de atendimentos, os demais pacientes serão agendados para os dias subsequentes.

Proporcionar um atendimento rápido pela equipe multifuncional às pessoas com deficiência auditiva. É o principal objetivo do mutirão “Saúde Auditiva”, que será realizado de hoje (10)  a até quinta-feira (14) , pelo Centro Integrado Inclusão e Reabilitação (CIIR), visando a detecção precoce de problemas relacionados, como: perda de audição, barulho no ouvido, surdez, dor, secreção no ouvido, coceira e tontura.

Serão oferecidas oito consultas por dia, de 10h às 13h. Ao ser atingido o número previsto de atendimentos, os demais pacientes serão agendados para os dias subsequentes.

De acordo com o otorrino do CIIR, Murilo Lobato, o mutirão vai alertar para a importância do diagnóstico precoce dos problemas de surdez. “O paciente que sente dificuldades de audição tem que nos procurar, mesmo quem não tenha sido anteriormente diagnosticado. Basta trazer RG, comprovante de residência e cartão do SUS (Sistema Único de Saúde). O acesso comum é via posto de saúde, mas estaremos recebendo esse período aqui”, afirma o médico.

A gerente assistencial do Centro, Paola Reys, reforça a importância de as pessoas procurarem o serviço no CIIR. “É importante trabalhar a conscientização da população, para que elas cheguem até o serviço de reabilitação. As pessoas têm que saber que o serviço existe”, frisa

A gerente assistencial do Centro, Paola Reys, reforça a importância de as pessoas procurar o serviço no CIIR. “É importante trabalhar a conscientização da população, para que elas cheguem até o serviço de reabilitação. As pessoas têm que saber que o serviço existe”, frisa a gerente.

Aos pacientes com outros sintomas, será entregue uma Ficha de Referência/Contra-Referência pelo otorrino, que encaminhará para atendimento referenciado no Sistema Único de Saúde (SUS). Neste caso, o paciente é orientado a encaminhar-se à Unidade de Saúde mais próxima, onde irá marcar consulta com otorrinolaringologista.

Paola Reyes explica ainda que, aos pacientes com sintomas auditivos, serão entregues Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (Apac) para abertura de prontuário. “Após essa fase, o usuário será direcionado para otorrino e fonoaudiologista e realização dos exames”, explicou.

Murilo Lobato alerta que a principal causa da perda auditiva é a idade, normalmente ocorrendo a partir dos 40 anos, mas o número de jovens com a deficiência é cada vez maior. Os sinais podem ser diversos, mas o mais comum é perceber que não está escutando ou ouvir sons e não compreendê-los.

De acordo com pesquisa realizada pelo IBGE, em 2010, atualmente no Brasil, as pessoas com deficiência auditiva somam 9,8 milhões de indivíduos, o que representa 5,2% da população brasileira. Deste total, 2,6 milhões são surdos e 7,2 milhões apresentam grande dificuldade para ouvir.

É importante frisar que, fora do mutirão “Saúde Auditiva” , os usuários só podem ter acesso aos serviços por meio de encaminhamento das Unidades de Saúde, acolhido pela Central de Regulação de cada município, que por sua vez encaminhará à regulação estadual, onde o pedido será analisado, conforme perfil do usuário, através do Sistema de Regulação (Sisreg). É importante ressaltar que não há atendimento espontâneo ou qualquer tipo de inscrição ou cadastramento. O CIIR funciona em um prédio na Rodovia Arthur Bernardes, 1000. Mais informações: 4042-2157/58/59.

Vera Rojas/Agência Pará

 

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Militantes do MST são mortos a tiros por encapuzados em acampamento na Paraíba

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Os dois militantes assassinados eram coordenadores do acampamento D. José Maria Pires, em Alhambra, na Paraíba. Foto: Divulgação/MST

Polícia investiga assassinatos e trata caso como execução; movimento afirma que vítimas eram coordenadores do acampamento

José Maria Tomazela/  O Estado de S.Paulo

SOROCABA – Dois militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram mortos a tiros, na noite deste sábado, 8, no interior de um acampamento, no município de Alhambra, a 45 km da capital da Paraíba. De acordo com testemunhas ouvidas pela Polícia Civil, criminosos encapuzados invadiram o acampamento D. José Maria Pires, foram ao local e assassinaram os dois homens que estavam jantando.

A Polícia Militar informou que realizava buscas neste domingo, 9, na tentativa de prender os suspeitos. Até a tarde, ninguém tinha sido preso.

De acordo com a 1ª. Companhia da PM de Alhambra, foram recolhidas no local cápsulas de espingarda calibre 16 e de revólver calibre 38. Outros acampados estavam no local, mas os tiros foram direcionados para as duas vítimas, segundo as testemunhas. A Polícia Civil informou que trata o caso como execução, pois os homens renderam os dois líderes e mandaram os outros acampados se afastarem, antes de fazer os disparos.

O acampamento fica na Fazenda Garapu, que foi ocupada pelos sem-terra em julho de 2017.  Conforme o MST, as terras estavam abandonadas. Atualmente, no local vivem 450 famílias que fazem cultivo de subsistência.

Os corpos das vítimas passaram por necropsia no Instituto de Criminalística de João Pessoa. O corpo de Orlando será sepultado no município de Pari (PB), neste domingo. Ele era irmão de Odilon da Silva, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), também assassinado, há 9 anos, na Paraíba. O corpo de Celestino será sepultado na capital também neste domingo.

Em nota, o MST pediu a punição dos assassinos dos trabalhadores rurais. “Nestes tempos de angústia e de dúvidas sobre o futuro do Brasil, não podemos deixar os que detêm o poder político e econômico traçar o nosso destino. Portanto, continuamos reafirmando a luta em defesa da terra como central para garantir dignidade aos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.”

Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgados em abril indicam aumento da violência no campo. Em 2017, houve 70 assassinados relacionados a disputas de terra no Brasil, o maior número desde 2003, quando houve 73 mortes. Em 2016, tinham sido registradas 61 e, no ano anterior, 50 mortes.

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