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Presidenciáveis inauguram  campanha no rádio e na TV

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No primeiro dia, os 13 candidatos se apresentaram e pediram votos

 

Por Luiza Damé e Felipe Pontes /Agência Brasil  Brasília

No primeiro dia dos presidenciáveis no horário eleitoral no rádio e na TV, os 13 candidatos se apresentaram e pediram votos.Na abertura de seu programa na TV, o PT criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, na madrugada de hoje (1º), negou o registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O partido disse que vai recorrer e citou recomendação de um comitê da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o qual, Lula poderia concorrer à Presidência e ser eleito, tese que não foi aceita pela Justiça Eleitoral.

O TSE considerou Lula inelegível por ter sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa, após condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá.

No programa, o vice da chapa do PT, Fernando Haddad, afirma que insistirá na candidatura do ex-presidente, a quem prometeu lealdade. O próprio Lula apareceu em filmagens realizadas antes de sua prisão, em abril. Ele se disse inocente e não  pediu votos para si, o que foi proibido pelo TSE.

Dono de quase metade do tempo destinado aos presidenciáveis (5min33s), Geraldo Alckmin (PSDB) se apresentou como o mais “equilibrado”. No rádio, ele pediu que o eleitor vote “sem ódio”, citando diretamente o adversário Jair Bolsonaro (PSL). Segundo Alckmin, o deputado orgulha-se de ter votado contra o projeto de lei que garantiu mais direitos às empregadas domésticas. Na TV, o programa do PSDB fez uma crítica mais velada a Bolsonaro, mostrando que o desemprego, as filas na saúde, o analfabetismo e a fome não se resolvem com bala. O programa mostrou ainda a origem de Alckmin no interior de São Paulo e sua carreira como médico, referindo-se a ele como “Geraldo”.

Com apenas 8 segundos de tempo de TV e rádio, Bolsonaro limitou-se a defender “a família e a pátria”. Com o mesmo tempo, João Amoêdo, do Novo, disse que, se for eleito, acabará com o horário eleitoral obrigatório. Também com o tempo de 8 segundos, Eymael (DC) e Cabo Daciolo (Patri) limitaram-se a pedir votos.

Vera Lúcia (PSTU), também com 8 segundos, somente afirmou que a eleição é “uma farsa” e conclamou a uma rebelião. Guilherme Boulos, do PSOL, que teve direito a 13 segundos, foi apresentado pelo ator Wagner Moura.

Em  21 segundos, a candidata Marina Silva (Rede), que abriu o programa eleitoral dos presidenciáveis, mostrou a origem dela, na zona rural do Acre. Em imagens em que está acompanhada do candidato a vice-presidente Eduardo Jorge (PV), Marina prometeu mobilizar os brasileiros para mudar o país.

O slogan “chama o Meirelles” marcou a propaganda do candidato do MDB, Henrique Meirelles. Ex-presidente do BankBoston e do Banco Central e ex-ministro da Fazenda, Meirelles aparece como alguém que vem sendo chamado para resolver os problemas. Ele se apresentou como um candidato que paga sua campanha para não dever favores e disse que não tem processos, nem denúncias de corrupção.

Reconstruir a confiança da população brasileira foi o mote do programa de Ciro Gomes (PDT). O candidato prometeu trabalhar para que o Brasil volte a ser “uma nação justa e generosa com a sua gente”. Disse ainda que a sua missão é tirar o povo brasileiro do sofrimento. Com 38 segundos, o pedetista pediu que os eleitores acessem sua página na internet.

Alvaro Dias (Pode) apresentou-se como um homem nascido na roça e seguidor dos ensinamentos dos pais: “trabalhar, ser honesto e ter vergonha na cara”. Sobre a foto em que aparece ao lado do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, Dias afirmou que está do lado certo. Dias encerrou o programa citando os políticos que “ficam no blá-blá-blá” e com um gesto, pediu que o eleitor “abra o olho”.

Exclusão de Lula

Os candidatos à Presidência da República comentaram neste sábado (1º), durante compromissos de campanha, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de negar o pedido de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O tribunal tomou a decisão por 6 votos a 1 com base na Lei da Ficha Limpa, em julgamento concluído na madrugada deste sábado. Lula foi preso em abril, após ser condenado em segunda instância na Operação Lava Jato. O PT terá agora dez dias para substituir o candidato.

Veja o que disseram os presidenciáveis (por ordem alfabética):

Álvaro Dias (Pode): “Era um julgamento que nem deveria ter acontecido, porque essa candidatura deveria ter sido impedida peremptoriamente. Foi um escárnio ao Brasil, foi uma afronta, foi um desrespeito ao povo brasileiro de bem, foi uma violência contra o estado de direito e à legalidade democrática, essa encenação, essa mistificação. Então agora o TSE respeitou a dignidade do povo brasileiro e acabou com essa farsa, acabou com essa brincadeira”, afirmou o candidato durante uma caminhada com eleitores em Foz do Iguaçu (PR).

Ciro Gomes (PDT): “O que está acontecendo não é nada bom para o Brasil. Por mais que se deteste o Lula em alguns setores, por mais que se idolatre o Lula em outros setores, ter o maior líder popular do país proibido de participar do processo eleitoral é um trauma. Entretanto, em toda a tragédia tem um lado bom. Eu estou triste, mas o lado bom é que agora nós podemos ter mais clareza no processo eleitoral. Mais grave do que isso, seria acontecer isso ali muito perto das eleições, criando um tumulto que poderia gravemente deslegitimar o próprio processo ameaçando a democracia. Portanto, eu lamento por um lado, mas eu acho que o povo brasileiro, aí com todas as suas mazelas e sofrimento pode agora olhar pro debate com mais clareza”, disse Ciro em uma caminhada com eleitores em Curitiba.

Geraldo Alckmin (PSDB): “Olha, decisão judicial se respeita e se acata. De um lado positivo é que clareou. Nós vamos saber agora quem é o candidato. É importante, a campanha já começou, a gente sabe os candidatos, quem são e as suas propostas. E é isso o que interessa para o Brasil”, afirmou Alckmin, durante agenda de campanha em Horizonte (CE).

Marina Silva (Rede): “Agora foi tomada uma decisão e teremos os candidatos que podem ser candidatos e assim a população vai poder fazer a sua escolha”, afirmou Marina, que fez campanha em Nova Iguaçu (RJ).

Defesa

A rejeição da candidatura de Lula pelo TSE ainda poderá ser contestada em recurso da defesa ao próprio tribunal ou ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Após o julgamento, a defesa não adiantou o que pretende fazer. Os advogados afirmaram que ainda vão discutir com o PT se e como vão recorrer da decisão.

Em nota divulgada após o julgamento, o PT disse que a decisão do TSE de rejeitar a candidatura de Lula é uma “cassação política, baseada na mentira e no arbítrio, como se fazia no tempo da ditadura”.

Propaganda eleitoral no rádio e na TV

Os ministros do TSE também decidiram que Lula não poderá aparecer como candidato na propaganda eleitoral obrigatória no rádio e na TV.

O primeiro dia da propaganda eleitoral para presidente da República foi este sábado (1º).

No programa do rádio, que foi ao ar às 7h, poucas horas depois da decisão do TSE, Lula foi apresentado pelo PT como candidato.

No programa da TV, às 13h, Lula aparece e faz uma breve fala, mas não é apontado como candidato do PT à Presidência.

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