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Presidente do Paysandu revela decisão sobre permanência de Caíque Oliveira para 2020

o Liberal/(Jorge Luiz / Paysandu

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Volante/zagueiro ganhou repercussão mundial de forma negativa por ter “desfilado” antes de errar cobrança de pênalti na final da Copa Verde

Conhecido mundialmente como o jogador que “desfilou” antes de errar uma cobrança de pênalti valendo o título da Copa Verde pelo Paysandu, o volante/zagueiro Caíque Oliveira foi tão pressionado na web que acabou apagando sua conta oficial nas redes sociais. Diante do momento vivido, a reportagem entrou em contato com a direção do Papão para saber se o atleta, que teve o contrato renovado dias antes da decisão, seguirá na Curuzu em 2020.

Em entrevista o presidente bicolor, Ricardo Gluck Paul, fez questão de mostrar argumentos e uma análise sobre a carreira de Caíque Oliveira antes de dar o veredicto em torno da decisão do clube em torno da continuidade do jogador no elenco do clube para o ano que vem.

“Antes de falar do Caíque, vamos lembrar que o Wellington Reis perdeu pênalti que nos custou o acesso à Série B e o Nicolas foi quem perdeu o último pênalti na Copa Verde. Ninguém lembra deles, porque eles bateram com seriedade. A questão em torno do Caíque Oliveira, portanto, é se ele foi sério ou se ele fez graça na cobrança. Se analisarmos que ele fez palhaçada, a atitude será de demiti-lo até por justa causa, porque custou uma fortuna [R$ 2,5 milhões]. Mas, como vimos os treinos e sabemos do histórico de cobranças dele com esta forma diferente de caminhar para a bola, não podemos crucificá-lo, pois ele bateu sério, sim”, garantiu.

Ricardo Gluck Paul foi contundente ao defender a seriedade de Caíque Oliveira (Jorge Luiz / Ascom Paysandu)

Assim como o treinador Hélio dos Anjos, o mandatário Ricardo Gluck Paul defendeu que o “desfile” até a bola é uma estratégia adotada por Caíque desde antes de chegar ao Paysandu e destacou: “Ele [Caíque] era o batedor oficial de pênaltis do Boa Esporte antes de vir para o Paysandu e nunca tinha errado uma penalidade, com um detalhe muito interessante que é o fato de todos os goleiros terem sido deslocados por ele nas cobranças. Isto aconteceu até mesmo na batida contra o Cuiabá. Então, isso [a forma de cobrar o pênalti] não é uma gafe, é uma técnica!”.

Aos 28 anos, o jogador, que tem vínculo com o Bicola até o final de 2020, chegou a cobrar de forma parecida pelo Boa Esporte em uma decisão eliminatória, aos 49 minutos do segundo tempo, quando o confronto estava empatado em 1 a 1. Caíque fez o gol.

REPERCUSSÃO

O presidente do Paysandu comentou a repercussão negativa da cobrança do jogador e revelou ter se surpreendido quando viu um treino de cobranças de pênaltis na Curuzu. “Entendo que o mundo inteiro, ao ver de fora, tenha esta reação de pensar que foi palhaçada. Na primeira vez que vi isto em um treino, fui indagá-lo e ele explicou que é uma técnica dele. A questão é que ele acredita que a demora para chegar à bola desconcentra o goleiro”, disse.

“Se quiséssemos dar uma satisfação para o mundo, seria muito simples rescindir o contrato do atleta e jogar a culpa inteira da perda do título sobre ele. Só que isto seria uma covardia e, se fizéssemos isto, estaríamos jogando fora dois pilares daqui: a coragem e o caráter, porque temos convicção de que não foi gracinha dele”, completou.

Perguntado se, diante desta ideia, a permanência do atleta no clube é algo definitivo, Gluck Paul ponderou: “Pode ser que ele [Caíque Oliveira] entenda que não tenha clima para voltar. Se isto acontecer, vamos conversar. Porém, sou homem honrado e volto a dizer que seria uma covardia da nossa parte colocar a culpa nele e dizer que sou o bonitão que não tem culpa de nada. A responsabilidade por termos batido na trave no estadual, na Série C e na Copa Verde é de minha, do Hélio [dos Anjos, treinador] e de todo o elenco”.

CONSELHO

Ao final da entrevista, o presidente bicolor adiantou que dará um conselho a Caíque Oliveira: “Está na hora de ele aparecer e falar publicamente sobre a técnica que ele usa para bater pênaltis”. O jogador, assim como o restante do elenco, foi liberado para as férias. Por ser natural de José Bonifácio (SP), o atleta já deixou Belém.

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