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MUNDO

Presidente turco ameaça de novo liberar ida de migrantes para Europa

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foto: Attila Kisbenedek / AFP)/Agência France-Presse

De acordo com ele, os convidados serão acolhidos até “certo ponto”

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, mais uma vez ameaçou “abrir as portas” de seu país para que os migrantes passem para a Europa a menos que ele receba mais apoio internacional durante visita à Hungria nesta quinta-feira (7).
“Venha ou não o apoio, continuaremos acolhendo nossos convidados, mas só até certo ponto. Se virmos que isto não funciona, como disse antes, não teremos outra opção que abrir as portas”, disse Erdogan durante coletiva de imprensa conjunta com o premiê húngaro, Viktor Orban.
“Se abrirmos as portas, é óbvio aonde irão…”, reforçou o presidente turco.
Erdogan pediu mais apoio financeiro dos países da UE para seu plano de criar uma “zona segura” na Síria, para onde os refugiados poderiam ser repatriados.
Orban é um dos maiores opositores de que a Europa aceite refugiados e migrantes, especialmente vindos de países muçulmanos, e apoiou os esforços de Erdogan para repatriá-los.
“Existem quatro milhões de migrantes em nosso país”, lembrou Erdogan. “É muito provável que muitos desses migrantes se mudem para a Europa”, alertou.

“A ‘zona segura’ que queremos criar visa a garantir que os migrantes em nosso país retornem para suas casas, para suas terras”, continuou.
Acusando seus críticos ocidentais de fazer vista grossa aos compromissos comerciais e políticos de seus países com outros, o húngaro Orban defendeu mais de uma vez a posição de Ancara.
“Sem a Turquia, não se pode deter a emigração para a Europa (…) Como consequência disso, a Hungria é um parceiro estratégico da Turquia em questões de segurança e migração”, destacou Orban.
“Devemos fazer tudo o possível para evitar que massas de imigrantes cheguem à fronteira sul da Hungria e para isso é necessária a ajuda da Turquia”, acrescentou o húngaro. 
Erdogan agradeceu publicamente o apoio de Orban, um dos poucos líderes europeus a assistir à cerimônia inaugural de seu segundo mandato, em julho de 2018, e o primeiro a retribuir com uma visita à Hungria em outubro do ano passado, antes da atual.
A UE criticou duramente a ofensiva de Ancara no mês passado no norte da Síria, lançada para facilitar a criação dessa “zona segura”.
Erdogan disse que a abordagem da UE está “muito longe de ser construtiva”. “Essa atitude só prejudica seus próprios interesses”, concluiu.


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Confrontos entre policiais e apoiadores de Evo Morales deixam 9 mortos na Bolívia

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Fonte/Foto: Jornal Nacional
Mais de 120 pessoas ficaram feridas. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos condenou o “uso desproporcional da força policial”.

Confronto entre policiais e apoiadores de Evo Morales deixa 9 mortos na Bolívia

Confrontos entre as forças de segurança da Bolívia e seguidores do ex-presidente Evo Morales terminaram, sexta (15) à noite, com oito mortos e mais de 120 feridos.

Os confrontos foram durante protestos de simpatizantes do ex-presidente Evo Morales. Ele renunciou no domingo passado pressionado por acusações de fraudes nas eleições de outubro, quando concorria a um quarto mandato. Os gritos pediam “Evo outra vez”. A polícia disparou contra os manifestantes, que montaram bloqueios nas ruas da capital La Paz. Imagens feitas com um celular mostram um ferido que teria levado um tiro na cabeça.

Na cidade de Sacaba, cinco mortos nos protestos foram velados durante a noite. Pela manhã, os moradores mostravam o que sobrou do enfrentamento.

No México, Evo Morales pediu a ajuda das Nações Unidas e do Papa Francisco para acabar com a crise na Bolívia. E disse que pode ficar fora das próximas eleições.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, com sede nos Estados Unidos, condenou o “uso desproporcional da força policial”. Em nota, a alta comissária de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, afirmou que a violência pode sair de controle e comprometer o processo democrático na Bolívia.

Na noite deste sábado, mais uma morte foi confirmada, elevando o número total de mortos para nove.

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Estudantes japoneses deixam universidade em Hong Kong

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Por NHK (emissora pública de televisão do Japão)

Estudantes japoneses que cursam uma universidade em Hong Kong, onde vêm acontecendo confrontos violentos, começaram a retornar ao país em meio a contínuos tumultos causados por protestos.

A Universidade Chinesa de Hong Kong cancelou todas as aulas a duas semanas do fim do semestre, após confrontos violentos entre estudantes e policiais. Eles jogaram um contra o outro coquetéis molotov e gás lacrimogênio no campus.

Ichika Kita, de 19 anos, aluna da Universidade Sophia em Tóquio, estuda o idioma chinês na faculdade em Hong Kong desde agosto. Ela planejava ficar até meados de dezembro, mas antecipou o regresso e deixou a universidade na noite de quinta-feira.

Kita disse que teve que fazer as malas às pressas para deixar o local após ser avisada, repentinamente, que o dormitório seria fechado. Ela afirmou que o campus se transformou em um campo de batalha e que os alunos estavam ajudando os feridos.

Segundo Kita, muitos estudantes diziam que a polícia poderia efetuar busca na universidade em breve. Ela disse que muitas barricadas foram instaladas e que os alunos se preparavam para lutar até o fim. Kita afirmou que estava preocupada com os amigos e estudantes da universidade, após a saída de todos os alunos estrangeiros.

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França: Polícia usa gás para conter protestos de coletes amarelos

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.(foto: AFP / CLEMENT MAHOUDEAU)/ Correio Braziliense

A polícia deteve 24 pessoas na capital francesa pela manhã

A polícia de Paris disparou gás lacrimogêneo neste sábado (16/11) para conter manifestantes de coletes amarelos que tentam reviver seu movimento, no primeiro aniversário do levante contra o presidente da França, Emmanuel Macron, e suas políticas tidas como favoráveis à fatia mais rica da população.

A polícia deteve 24 pessoas na capital francesa pela manhã. Oficiais desalojaram manifestantes que tentavam bloquear o desvio de Paris e usaram gás lacrimogêneo contra grupos reunidos perto de Porte de Champerret, no noroeste, e da Place d’Italie, no sudeste da cidade.

Os repórteres da Associated Press que cobriam as manifestações não viram nenhuma violência ou outra ação dos manifestantes para provocar a polícia.

Os protestos acontecem em diversas partes da França, principalmente nas rotatórias onde o movimento popular se estabeleceu em novembro de 2018 em protesto contra os planos do governo de aumentar os impostos sobre combustíveis. Fonte: Associated Press.


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