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Presidentes da Rússia e da China pedem diminuição de protecionismo

Foto: Reprodução / Fonte: Com informações da Agência Brasil

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A diminuição do protecionismo é essencial para enfrentar a desaceleração econômica global, disseram hoje (13) os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping. Em discursos no encerramento do Fórum Empresarial do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os dois líderes defenderam o aprofundamento do comércio internacional para haver desenvolvimento. 

Segundo Putin, os países do Brics podem contribuir para suavizar a desaceleração econômica global, ao estreitarem os laços comerciais e tecnológicos entre si. “Dada essa recessão dupla que temos enfrentado, temos visto o crescimento de atitudes protecionistas, de problemas alfandegários. Os países do Brics têm de se esforçar para não se deixar abater por essas coisas. Temos de manter o nível de vida de nossas populações ou até aumenta-las”, declarou. Ele disse que, desde 2018, o mundo enfrenta um desaquecimento econômico e deve encerrar 2019 com o menor crescimento em dez anos. 

Em 2020, a Rússia assumirá a presidência rotativa do Brics. Putin lembrou que o comércio do país com os demais membros do grupo tem aumentado mais de 20% nos últimos cinco anos. O presidente russo destacou as cooperações entre os integrantes do Brics nas áreas farmacêutica, de exploração espacial, aeronáutica e disse que o governo russo está disposto a aumentar o intercâmbio na área de tecnologia da informação, de informática e em energia limpa, principalmente no segmento de gás natural. 

O aumento do protecionismo global também foi abordado por Xi Jiping em seu discurso. Segundo ele, a guerra comercial desestimula os investimentos em inovação, o principal instrumento para impulsionar a economia global. China e Estados Unidos, as duas maiores economias do planeta, enfrentam tensões comerciais desde que o governo do presidente Donald Trump decidiu impor tarifas a produtos chineses, com retaliações do país asiático. 

“Com a nova rodada de transformações industriais e tecnológicas, os motores de desenvolvimento estão ajudando a aumentar a produtividade, a avançar nas áreas sociais e econômicas. No entanto, o crescente protecionismo e as ameaças no mundo estão ameaçando o comércio internacional e o investimento internacional e também levando a uma desaceleração mundial da economia”, disse o mandatário chinês.

Em seu discurso, Xi Jiping defendeu a ampliação dos investimentos em inovação, economia digital e economia verde (desenvolvimento aliado às preocupações com o meio ambiente) e afirmou que o país está empenhado em abrir o comércio. Ele destacou que o desenvolvimento da China representa uma oportunidade para o mundo inteiro, principalmente para os países do Brics. 

“Nos últimos cinco anos, a China tem contribuído, em média, cerca de 30% do crescimento econômico mundial. No ano passado, o investimento externo da China foi de US$ 143 bilhões, 53% a mais que no ano anterior. A decisão da China é de abrir ainda mais o mercado. Portanto temos a mesma expectativa de aumentar o crescimento no futuro”, acrescentou. 

O primeiro-ministro indiano, Nahendra Modi, disse que os países do Brics têm buscado harmonizar os procedimentos tributários e alfandegários de forma a aumentar os fluxos comerciais e de investimentos. Ele ressaltou o progresso do grupo nos últimos anos em ampliar a cooperação entre os bancos e na área de direitos de propriedade intelectual e disse estar empenhado para elevar para US$ 5 trilhões o tamanho da economia da Índia até 2024. 

Modi sugeriu que o Fórum Empresarial do Brics, formado por representantes de empresas do grupo, mapeie como as economias dos cinco países membros se complementam e identifique áreas prioritárias para investimentos conjuntos entre os países. O primeiro-ministro agradeceu a decisão unilateral do presidente Jair Bolsonaro de dispensar visto para turistas e homens de negócios da Índia e da China. 

“Agradeço ao presidente do Brasil a sua decisão recente de permitir a entrada de cidadãos indianos sem a necessidade de vistos. Os cinco países também deveriam considerar mecanismos tais como um acordo preferencial mútuo. Amigos, talvez estejam também cientes dos avanços recentes nos rankings de facilidade de fazer negócios”, declarou Modi. 

O presidente da África do Sul Cyril Ramaphosa disse que o país está fortalecendo os pilares do crescimento sustentado, tais como educação, meio ambiente e respeito ao Estado de Direito. Ele ressaltou que seu governo tem dado incentivos para mais investimentos, como o desenvolvimento da zonas econômicas industriais com infraestrutura de nível internacional. 

Ramaphosa disse que a África do Sul está revisando o regime de vistos para acolher pessoas capacitadas e competentes, de várias partes do mundo, para visitarem, fazerem negócios e trabalharem na África do Sul. Ele destacou ainda o potencial econômico do continente africano para os países emergentes.

“Até 2050, a população da África terá crescido a até 2,5 bilhões de habitantes. Ao criarmos uma área de livre comércio unificada na África, temos por objetivo tornar esse potencial humano subjacente em oportunidade efetiva de alcançar crescimento compartilhado e sustentável”, disse.

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Número de mortos por coronavírus na China chega a 106

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Equipe médica transporta paciente em hospital da Cruz Vemelha, em Wuhan, na China — Foto: Hector Retamal/AFP

Cem das 106 mortes aconteceram na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan. Homem de 50 anos se tornou a primeira pessoa a morrer por causa da doença em Pequim, nesta segunda-feira.

A China confirmou nesta terça-feira (28) (horário local) que chegou a 106 o número de mortes pelo novo coronavírus, sendo 100 apenas na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan.

Nesta segunda-feira, também foi confirmada a primeira morte por complicações respiratórias causadas por coronavírus em Pequim. Segundo a rede estatal CCTV, a vítima é um homem de 50 anos diagnosticado com a doença na quarta-feira (22) após viagem para Wuhan, cidade considerada como epicentro da doença.

Em uma tentativa de conter a propagação da doença, o governo chinês suspendeu as comemorações do Ano Novo Lunar e estendeu o feriado até o dia 2 de fevereiro. Grandes empresas fecharam as portas ou disseram aos funcionários para trabalhar de casa.

OMS altera risco internacional do coronavírus de moderado para alto

OMS altera risco internacional do coronavírus de moderado para alto

No cenário internacional, a Mongólia foi o primeiro país a fechar as fronteiras terrestres com a China, enquanto a Malásia tem proibido as pessoas da província chinesa de Hubei, a mais afetada, de viajarem ao país. Já a Alemanha e a Turquia desaconselham seus cidadãos viajarem para território chinês.

O premiê chinês, Li Keqiang, visitou a cidade de Wuhan, o epicentro do surto, para sinalizar que está respondendo seriamente ao surto. O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou que está a caminho de Pequim para “estreitar a colaboração” com a China. Na última quinta (23), a organização afirmou que “ainda é cedo” para declarar emergência internacional por coronavírus.

Pesquisadores estão fazendo mapa em tempo real do coronavírus pelo mundo

Pesquisadores estão fazendo mapa em tempo real do coronavírus pelo mundo

O ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse neste domingo (26) que o novo coronavírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Ma afirmou ainda que a capacidade de transmissão do coronavírus está se fortalecendo e reforçou as ações de contenção, que até agora incluem restrições de transporte e viagens e o cancelamento de grandes eventos, serão intensificados.

Um grupo de cientistas do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês) deverá testar vacinas contra o coronavírus em humanos em até três meses, de acordo com a agência de notícias Reuters. A vacina será desenvolvida a partir do código genético desta nova mutação do coronavírus, conhecida como 2019-nCOV.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu a cientistas de todo o mundo que estejam estudando o novo coronavírus compartilhem suas descobertas com a instituição mesmo sem a publicação oficial em periódicos oficiais.

A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) – grupo internacional para o controle de doenças – anunciou em 22 de janeiro um fundo para apoiar três programas de desenvolvimento de vacinas contra o 2019-nCoV, o novo coronavírus. Rússia, por meio de seu órgão regulador, também havia anunciado que está trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus.

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Estado Islâmico anuncia ‘nova fase’ de ataques com Israel como alvo

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foto: Emmanuel DUNAND / AFP)

Anúncio foi feito no mesmo dia em que o presidente americano apresentou um plano de paz regional considerado histórico por Israel, mas rejeitado pelos palestinos

Em uma mensagem de áudio divulgada nesta segunda-feira (27/1), o grupo radical Estado Islâmico (EI) afirmou que vai lançar uma “nova fase” de sua “jihad”, visando especificamente a atingir Israel.
PUBLICIDADEO anúncio foi feito no mesmo dia em que o presidente americano, Donald Trump, recebe seu amigo Benjamin Netanyahu, antes de apresentar um plano de paz regional considerado histórico por Israel, mas rejeitado pelos palestinos.
O novo chefe do EI, Abu Ibrahim al-Hashemi al-Qurachi, está “determinado a entrar em uma nova fase que nada mais é do que combater os judeus e devolver o que roubaram dos muçulmanos“, diz Abu Hamza El-Qurachi nesta mensagem de 37 minutos publicada no aplicativo Telegram.
“Os olhos dos soldados do califado, onde quer que estejam, ainda estão fixos em Jerusalém”, acrescentou o porta-voz do EI.Continua depois da publicidade
“Nos próximos dias, se Deus quiser, vocês verão (…) o que os fará esquecer os horrores” do passado, disse Abu El-Qurachi, aludindo a um possível ataque.
A AFP não conseguiu autenticar imediatamente a mensagem, mas a gravação foi transmitida nos órgãos de propaganda habituais do grupo nas redes sociais.
Antes de sua derrota territorial em março de 2019, a organização jihadista chegou a controlar um vasto “califado” autoproclamado, abrangendo Síria e Iraque, que contavam com sete milhões de habitantes. 
O grupo imprimia sua própria moeda, arrecadava impostos e dirigia programas escolares.
Sob o efeito das operações militares combinadas das forças sírias e iraquianas apoiadas por seus respectivos aliados, esse vasto território encolheu antes de ser varrido do mapa.
O EI mantém uma presença significativa na Síria e no Iraque ao redor do rio Eufrates e no deserto adjacente.
O grupo também possui várias filiais na África e na Ásia, que ainda realizam ataques mortais. É atuante, principalmente, na península egípcia do Sinai, na fronteira com Israel, e que os israelenses ocuparam por 15 anos após a guerra árabe-israelense de 1967.
Nesta segunda-feira, o porta-voz do EI criticou o “plano Trump” sobre a paz no Oriente Médio. “Para os muçulmanos na Palestina e em todo mundo (…) sejam a ogiva da luta contra os judeus”, declarou em sua mensagem.
Ele instou os combatentes do EI, em especial os da Síria e do Sinai, a transformarem os assentamentos judeus em “campos de testes” para suas armas e “foguetes químicos”.
Hoje, cerca de 600.000 colonos israelenses vivem em assentamentos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia ocupada, com aproximadamente três milhões de palestinos.
Em junho, os Estados Unidos apresentaram o componente econômico de seu plano de paz, que prevê cerca de US$ 50 bilhões em investimentos internacionais nos Territórios Palestinos e nos países árabes vizinhos ao longo de dez anos.
Segundo os palestinos, o plano americano inclui a anexação por parte de Israel do Vale do Jordão, uma vasta área estratégica da Cisjordânia, e assentamentos nos territórios palestinos, além do reconhecimento oficial de Jerusalém como a capital indivisível de Israel.
Continua depois da publicidadeDesde o reconhecimento, em dezembro de 2017, por Trump, de Jerusalém como capital de Israel, que os líderes palestinos cortaram o contato formal com a Casa Branca.
Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro palestino, Mohammed Shtayyeh, pediu à comunidade internacional que boicote o plano americano.
Este plano “não passará” e pode até levar os palestinos a uma “nova fase” de sua luta, alertou o líder do movimento Hamas, Ismail Haniyeh.
Donald Trump anunciou em 27 de outubro a morte do ex-líder do EI Abu Bakr al-Baghdadi durante uma operação no noroeste da Síria.
Pouco depois, o grupo designou Abu Ibrahim al-Hashemi al-Qurachi como o novo “califa dos muçulmanos”. Este último era desconhecido dos analistas, e muitos duvidavam de sua existência.
A organização agora é chefiada por Amir Mohamad Abdel Rahman al-Maula al-Salbi, disse recentemente o jornal britânico “The Guardian”, citando autoridades de dois serviços de Inteligência não especificados.

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Taleban diz ter derrubado avião com militares americanos

A aeronave caiu ao meio-dia (hora local), desta segunda-feira (27), afirmou o porta-voz da polícia de Ghazni, Ahmad Khan Seerat

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Foto: POOL New / Reuters / Fonte: Notícias ao Minuto

Um porta-voz do Taleban afirmou nesta segunda-feira (27) que o grupo insurgente derrubou um avião com militares americanos no Afeganistão. Ele disse que todas as pessoas a bordo morreram, incluindo oficiais de alta patente.

A Autoridade Civil de Aviação Afegã (ACAA) informou a queda de um avião nesta segunda na província de Ghazni, leste do país, acrescentando que não era um voo comercial.

A aeronave caiu ao meio-dia (hora local), afirmou o porta-voz da polícia de Ghazni, Ahmad Khan Seerat.

Segundo ele, a zona não é segura, devido à presença de insurgentes. O porta-voz do governador de Ghazni, Aref Noori, disse não saber se era um avião militar ou civil.

O acidente aconteceu no distrito de Deh Yak, ao leste da cidade de Ghazni. Fora das cidades, a região é dominada pelo Taleban, o que complica o envio de socorristas e de investigadores.

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