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Procuradores da Lava Jato criticam decisão do Supremo

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Foto: Reprodução / Fonte: *Folhapress

Os procuradores da Lava Jato no Paraná divulgaram nota nesta quinta-feira (7) afirmando que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que barrou a prisão de condenados em segunda instância contraria o “sentimento de repúdio à impunidade” e o combate à corrupção no país.

O grupo do Ministério Público, um dos mais ferrenhos opositores da tese em votação nesta quinta, disse que a decisão da corte deve ser respeitada, mas também debatida “como todo ato judicial”.

A medida deve beneficiar o ex-presidente Lula e ao menos outros 12 réus condenados da operação iniciada no Paraná. A defesa de Lula afirma que vai pedir nesta sexta-feira a soltura dele, que deve ser concretizada nos próximos dias.

– A decisão de reversão da possibilidade de prisão em segunda instância está em dissonância com o sentimento de repúdio à impunidade e com o combate à corrupção, prioridades do país – declarou o grupo.

Para os procuradores, a existência de quatro instâncias de julgamento, peculiar ao Brasil, associada ao número excessivo de recursos que chegam a superar uma centena em alguns casos criminais, resulta em demora e prescrição, acarretando impunidade. Por fim, o grupo disse que a medida impactará em seu trabalho, mas diz que “continuará buscando justiça nos casos em que atua”.

O promotor de Justiça Roberto Livianu, da ONG Não Aceito Corrupção, afirmou que o resultado dá ao país “triste e amarga sensação de fracasso e impotência”.

– Perdeu-se hoje quase toda a esperança em ver a impunidade dos poderosos derrotada. Precisamos erguer a cabeça e lutar no Congresso pela mudança da CF [Constituição Federal] – completou.

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Bolsonaro vai à Vila Belmiro e veste a camisa do Santos antes do clássico contra São Paulo

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Fonte/Foto: GE
Torcedores do Peixe se dividiram entre aplausos e xingamentos ao presidente
Presidente Bolsonaro acompanha o clássico Santos x São Paulo na Vila Belmiro

Presidente Bolsonaro acompanha o clássico Santos x São Paulo na Vila Belmiro

O presidente Jair Bolsonaro está na Vila Belmiro, neste sábado à tarde, para acompanhar o clássico entre Santos e São Paulo, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ele assiste ao jogo no camarote do presidente do Peixe, José Carlos Peres.

Bolsonaro vestiu a lendária camisa 10 do Santos, personalizada com o nome dele, e passou pelo meio dos torcedores nas cadeiras cativas, sob alguns gritos de “mito”. Na chegada dele ao estádio, a torcida se dividiu entre vaias e aplausos ao presidente.

Bolsonaro veste a camisa do Santos e vai para o meio da torcida — Foto: Reprodução
Bolsonaro veste a camisa do Santos e vai para o meio da torcida — Foto: Reprodução
Bolsonaro no meio da torcida do Santos na Vila Belmiro — Foto: Gabriel dos Santos
Bolsonaro no meio da torcida do Santos na Vila Belmiro — Foto: Gabriel dos Santos

Um enorme esquema de segurança foi montado para para a chegada de Bolsonaro. Diversas ruas nas imediações da Vila, normalmente lotadas de torcedores em dias de jogos, foram fechadas para a passagem da comitiva.

Jair Bolsonaro na Vila Belmiro — Foto: Bruno Ulivieri / Estadão Conteúdo
Jair Bolsonaro na Vila Belmiro — Foto: Bruno Ulivieri / Estadão Conteúdo

Jair Bolsonaro passou o feriado no litoral paulista para participar de eventos relativos à Proclamação da República em Guarujá, cidade vizinha a Santos.

Jair Bolsonaro na chegada à Vila Belmiro ao lado do presidente do Santos, José Carlos PeresSan — Foto: Gabriel dos Santos
Jair Bolsonaro na chegada à Vila Belmiro ao lado do presidente do Santos, José Carlos PeresSan — Foto: Gabriel dos Santos

A presença de Bolsonaro na Vila Belmiro dividiu opiniões entre os santistas nas redes sociais. A hashtag #BolsonaroNaVilaNão chegou a ser o assunto mais comentado no Twitter na última quarta-feira. Na sexta, três torcidas organizadas ligadas ao Santos se posicionaram contra a ida do presidente ao estádio.

Bolsonaro, que se declara torcedor do Palmeiras, participou das comemorações do título brasileiro do clube em 2018. Neste ano, o presidente marcou presença uma partida do Palmeiras, no Pacaembu, foi a um jogo do Flamengo, no Mané Garrincha, e também acompanhou uma partida da Copa do Mundo Sub-17, em Brasília.

Presidente Jair Bolsonaro na Vila Belmiro — Foto: Antônio Cícero / Estadão conteúdo

Presidente Jair Bolsonaro na Vila Belmiro — Foto: Antônio Cícero / Estadão conteúdo

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13º deve injetar R$ 8 mi na economia; maior parte vai para pagar dívidas

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(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)/ Correio Braziliense

Segundo estimativa do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista), 40% do valor será destinado ao pagamento de dívidas. Especialistas recomendam priorizar despesas e investir o dinheiro extra

O pagamento do 13º salário deve movimentar a economia do Distrito Federal neste fim de ano. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista), a estimativa é de uma injeção recorde de R$ 8 bilhões. No ano passado o valor foi de R$ 7,8 bilhões.

No entanto, a maior parte desse valor deve ser destinada ao pagamento de dívidas e equilíbrio das contas. “Essa é uma tendência no Brasil inteiro. Cerca de 40% do pagamento de 13º deverá ser para quitar débitos. A outra parte é destinada mais a gastos com viagens e compras de fim de ano”, afirma o presidente do Sindivarejista, Edson de Castro.
De acordo com ele, atualmente, existem 780 mil famílias endividadas no DF. A maioria das despesas são com cartão de crédito, prestação de carro e condomínio. A aposentada Iolanda Santos, 60 anos, é uma que já se complicou com as contas e, agora, tenta sempre controlar os gastos. “Eu costumava comprar demais, uma ida ao shopping já saía com alguma coisa”, lembra a moradora da Asa Sul.
Iolanda mora com a mãe e a irmã e pensa em ter um cantinho só dela. “Este ano, uma parte do meu 13º foi para pagar as contas e a outra eu vou guardar para comprar a minha casa.”

Já o auxiliar de cozinha Wesley Araújo, 24, não pretende guardar uma reserva do primeiro 13º salário que recebe. “Eu vou aproveitar para trocar de celular, comprar um modelo mais novo”, conta, acrescentando que também irá comprar presentes para a família neste Natal.

Especialista em economia doméstica, Roberto Bocaccio Piscitelli orienta que é sempre bom priorizar as despesas na hora que aparece um dinheiro a mais no orçamento. “Dar preferência ao pagamento de dívidas e ter uma reserva para os gastos já esperados no início do ano podem ajudar aqueles que querem fechar o ano com as finanças mais equilibradas”, pontua o economista.
Danielle Maia, 34, diz querer utilizar parte do pagamento do 13º para ajudar a pagar o IPVA. “Sempre prefiro guardar para pagar despesas extras ou colocar uma parte na poupança. Esse ano também pretendo utilizar o dinheiro para viajar em janeiro.”
Viajar também é o desejo de Mathias Vasco, 3. O pequeno irá à Bahia no fim do ano com a mãe, Thais Vasco, 32. Ela, que trabalha como apoio administrativo, pretende deixar o 13º para auxiliar os gastos na ida ao Nordeste. “Não tenho destinação certa, mas quero deixar para se precisar poder usá-lo na viagem”, conta. 

Dica é priorizar gastos

Roberto Bocaccio Piscitelli, economista especializado em economia doméstica, dá algumas dicas para um melhor aproveitamento do 13º salário neste fim de ano.
» Priorize o pagamento de dívidas. Se não der para quitar o total, renegocie o valor do débito.» Evite comprar por impulso. Principalmente se a compra não for necessária e fugir um pouco do orçamento.» Guarde uma parte do dinheiro para investir, colocar na poupança ou em outras formas de aplicação.» Se possível, deixe uma reserva para os gastos de início de ano, como IPVA, IPTU e material escolar.


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Proclamação da República completa 130 anos

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Por TV Brasil Brasília

Entenda o nascimento da República no Brasil

Em 1888, a Lei Áurea aboliu oficialmente a escravidão, mas o Império estava em crise. Por um lado acreditava-se que os antigos escravizadores aderiram aos ideais republicanos para destituir a família real. Mas o cenário era bem mais amplo.

Dom Pedro II estava muito doente e a sucessora seria a princesa Isabel, que era casada com um francês, o conde D’Eu, considerado impopular, figura que também já havia criado conflitos com os militares na ocasião da Guerra do Paraguai.

“A participação do conde D’eu na Guerra do Paraguai é um dos fatores de impopularidade. Ele era arrogante. Dizem que ele promoveu massacres. Não tinha aptidão para administrar”, conta a historiadora Catia Faria.

Quem também tinha pouco prestígio entre os militares era o visconde de Ouro Preto, chefe do gabinete do Império e conhecido pela intransigência. Ele foi nomeado por Dom Pedro II para fazer as reformas que os republicanos buscavam.

Em 1870, o Brasil saiu vitorioso da Guerra do Paraguai e os militares não tinham recebido do imperador o reconhecimento que esperavam.

O Brasil estava em crise econômica por causa de dívidas motivadas, principalmente, pela guerra. O sistema de governo da Monarquia era considerado atrasado.

“Os ideais republicanos chegam ao Brasil a partir da França, da ideologia do positivismo. Basicamente é uma burocracia estatal calcada na competência”, explica a professora de História do Direito Brasileiro, Maria Cristina Vieira.

Para alguns historiadores, a primeira república brasileira não foi proclamada, mas sim aclamada pela pouca resistência que encontrou por parte da Monarquia. Uma das imagens que retrata a cena é a tela Proclamação da República, de Benedito Calixto. Quem morava nas intermediações do Campo de Santana e do Palácio Duque de Caxias era um dos comandantes da Guerra do Paraguai, o marechal Deodoro da Fonseca.

“Sem Deodoro, não teria república”, conclui o historiador do Centro de Estudos e Pesquisas do Exército, coronel Antônio Ferreira.

No dia 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro saiu de sua casa no centro do Rio, próximo à Central do Brasil, para proclamar a República acompanhado por uma tropa de cerca de mil militares.

A república brasileira deu prazo para que a família real deixasse o país. Depois da expulsão, Dom Pedro II escreveu “Resolvo, cedendo ao Império das circunstâncias, partir com toda a minha família amanhã, deixando esta pátria de nós estremecida. Conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo ardentes votos por sua grandeza e prosperidade.”

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