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EDUCAÇÃO

Projeto Bau de Histórias reúne educadores de Belém

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Educadores da rede municipal de ensino reuniram, nos dias 13 e 14, no Museu Paraense Emílio Goeldi, para troca de experiências do projeto Baú das Histórias, do Sistema Municipal de Bibliotecas Escolares (Sismube). A iniciativa é da Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semec) com o objetivo de relatar experiências e fomentar a iniciativa de usar o projeto em sala de aula.

Durante o encontro, cada escola apresentou seu trabalho e ajudou na experiência das outras escolas, uma vez que nem todas conseguem trabalhar com os livros do projeto. “É um momento muito enriquecedor para a Semec e também para valorizar o escritor paraense, além de ser muito importante para as crianças da educação infantil”, afirma Georgette Albuquerque, coordenadora do Sismube.

Dentro do Museu, os contadores de histórias ficaram em pontos estratégicos apresentando aos educadores as narrativas indígenas voltadas para o imaginário popular. A Trilha das Encantarias estava dividida em três estações: a ancestralidade, a liquidez, por Belém estar cercada por água, e o silêncio.

“A trilha foi uma tentativa de fazer com que os professores relembrassem narrativas que estavam adormecidas dentro do imaginário de cada um e que isso pudesse fazer com que eles tivessem a iniciativa de usar esse imaginário na sala de aula”, explicou Sônia Santos, professora da Unidade de Educação Infantil Providência, no bairro de Val-de-Cans, e componente do grupo de contadores de histórias Cirandeiros da Palavra, que fez a Trilha das Encantarias.

Um dos poetas que esteve presente no encontro é Juraci Siqueira. Para, cuja obra compõe o acervo do baú. “Qualquer ação que trabalhe a literatura e a arte, como um todo, é sempre bem-vinda. Ninguém ama o que não conhece e nem defende aquilo que não ama. Então é preciso que a criança conheça sua cultura, sua literatura, seus autores”, comentou Juraci. O poeta, que também é professor, contou que já teve contato com projetos semelhantes que ajudam a levar literatura para as crianças. “É sempre bom fazer parte dessa história. É gratificante estar aqui e escutar pessoas fazendo relatos a partir de sua obra, isso não tem nada que pague”, completa.

O projeto Baú das Histórias nasceu como uma biblioteca itinerante para suprir a necessidade de um espaço de leitura nas unidades que não têm espaço físico para a instalação de uma biblioteca. Cada baú vai para as escolas com um acervo de 300 a 350 livros e fica na unidade podendo transitar por todo o espaço para fomentar o início de uma biblioteca. “Tem lugares que conseguiram adaptar um espaço e o baú já começou a ter tantos livros que foi necessário colocar mais uma estante e aí, quando viu, já era uma biblioteca aquele espaço”, conta Andrea Cozzi, responsável pelo projeto.

“A gente investe na formação do leitor na primeira infância. Começa cedo o investimento nessa criança pequena, pelas histórias contadas ou cantadas. Esse encontro é um espaço para a gente compartilhar todas as experiências exitosas em leitura”, detalhou Andrea.

Por Vanessa Pinheiro/Comus PMB

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