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JUSTIÇA

Projeto esclarece direitos infantojuvenis

Fonte: Coordenadoria de Imprensa Texto: Anna Carla Ribeiro Foto: Ricardo Lima

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Um projeto de responsabilidade social está aproximando o Judiciário de estudantes de escolas públicas do Estado. Por meio de palestras e oficinas relacionadas à infância, juventude e cidadania, o projeto “Escola Judicial Cidadã”, da Escola Judicial Juiz Elder Lisboa (EJPA), do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), iniciou suas atividades nesta segunda-feira, 16, no tradicional Colégio Paes de Carvalho.

O juiz da 3ª Vara de Infância e Juventude de Belém, Vanderley de Oliveira Silva, e ministrou palestra sobre os direitos de crianças, adolescentes e jovens de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Estatuto da Juventude. Um dos alunos que assistiu atendo à palestra do magistrado foi Gabriel Rodrigues, do 1º ano do ensino médio.

“É extremamente importante aprendermos sobre os direitos dos adolescentes para entender melhor o que a gente vive. Eu vejo que nessa sociedade em que vivemos, o adolescente é um pouco desvalorizado. Mas a oportunidade de participar de uma palestra como essa mostra que nós somos o futuro do Brasil”, observou Gabriel.

O diretor-geral da EJPA, desembargador Ricardo Ferreira Nunes, conversou com os alunos antes da palestra e disse que o Colégio Paes de Carvalho foi o primeiro a ser escolhido pelo projeto por ser um colégio que já formou grandes nomes de autoridades paraenses.

“Esse colégio sempre foi e sempre será um celeiro da inteligência paraense. Daqui já saíram vários governadores, senadores, desembargadores, enfim, saíram pessoas úteis ao Pará. Um dos projetos da nossa gestão é trazer o conhecimento jurídico às escolas públicas, principalmente sobre os direitos da criança e do adolescente, através do ECA, para que os alunos façam uma reflexão sobre esse instrumento legal”, explicou o desembargador.

“O Escola Judicial Cidadã visa fazer a articulação entre a Escola Judicial e as escolas públicas e trazer conscientização a essa juventude. Esses jovens estão em estágio de desenvolvimento e é fundamental eles compreenderem todo o acervo de direitos e obrigações que eles têm, além de como exercitá-los”, ressaltou o juiz Vanderley Silva.

Durante a palestra, o magistrado contou histórias de jovens socioeducandos que passaram pela 3ª Vara de Infância e Juventude de Belém, e reforçou a recomendação de que é preciso ter foco nos estudos para obter um bom futuro e não cair no erro de entrar no mundo do crime. Ele apresentou aos estudantes alguns números estarrecedores.

“Foram 64.250 jovens mortos em 2017 e 57.200 em 2018, no Brasil. Mais de 70% das vítimas de assassinato possuem idade entre 15 a 29 anos. Educação serve para expandir as possibilidades para cada jovem construir o seu próprio futuro e contribuir também com o desenvolvimento da sociedade”, palestrou o juiz.

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