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Educação

Projeto paraense de reutilização de água de chuva ganha prêmio nacional

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

Na última terça-feira, dia 21, foi realizada a cerimônia de entrega do 21º Prêmio de Excelência da Indústria Minero-Metalúrgica da revista Minérios & Minerales, em Belo Horizonte. O projeto de recuperação de água de chuva nas bacias desativadas da Imerys, localizadas em Barcarena, foi um dos vencedores da noite. Graças ao projeto, 94% da água de chuva que cai nas bacias são reutilizadas no processo industrial da empresa.

O projeto foi desenvolvido pelos colaboradores da Imerys, Jorge Almeida e Maurício Leão, a partir do estudo do alto volume de água das chuvas obtido no período de novembro a maio. “Estou lisonjeado de representar a Imerys nesta cerimônia de premiação, ainda mais porque é um tema tão importante como a preservação do meio ambiente”, comentou Maurício.

A empresa possui bacias de rejeitos fora de operação, e que recebem água da chuva. Uma delas está coberta por uma manta de PEAD (Polietileno de Alta Densidade), portanto a água que cai nesta bacia não se mistura com caulim, ela é uma água limpa. Assim, surgiu a ideia de dar a essa água uma destinação benéfica para a empresa e para o meio ambiente.

Essa água é bombeada para a Estação de Tratamento de Água (ETA) da Imerys e em seguida reutilizada no processo. Ao fazer isso, a empresa reduz o consumo de água do lençol freático. “Já tivemos momentos onde paramos de captar dos poços. O inverno amazônico contribui muito para essa economia. O projeto já evoluiu bastante desde que começou em 2014”, explica Jorge Almeida, técnico ambiental da Imerys. Em 2018, 637.752 m³ de água deixaram de ser retirados dos lençóis freáticos pelos poços da empresa graças à captação de água da chuva. Há um potencial muito grande a ser desenvolvido para o uso desta água de chuva e a unidade da Imerys no Pará, comprometida com esse tema, vem investindo de modo significante com o objetivo de motivar a criatividade de seus colaboradores em soluções como as que foram apresentadas, e que agora conquistou projeção nacional com a premiação conferida pela revista. ”Fiquei muito feliz com a confirmação de que o projeto foi escolhido em meio a centenas de outros, e mais que isso, em fazer parte da apresentação do Workshop Redução de Custos na Mina e na Planta para compartilhar com as outras empresas que estão participando do evento”, completou Jorge.

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Educação

MEC capacita professores e gestores sobre nova base curricular

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Arquivo/ Agência Brasil

Trezentos professores e gestores de 14 estados, como Amapá, Bahia e Paraná, participaram nesta quinta-feira, em Brasília, do Encontro Formativo do Programa de Apoio à Implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O objetivo do encontro, de acordo com o Ministério da Educação (MEC), é que os profissionais aprendam ferramentas que possam contribuir para a implementação da base curricular no país a partir de 2020.

Segundo o MEC, a ideia é que eles formem equipes regionais, municipais e nas escolas que ofereçam informações sobre os novos currículos e também ajudem na reelaboração de projetos político-pedagógicos das escolas. A BNCC deve nortear os currículos das redes de ensino público e privada de estados e municípios em todo o Brasil.

Para o secretário de Educação Básica, Janio Macedo, os professores são peças-chave para garantir a efetividade da BNCC. “Eles vão ser responsáveis por colaborar para a formação dos professores para aqueles estados e pela formação do seu projeto, que vai nortear toda a educação nos próximos anos”, disse.

A previsão do ministério é que, na próxima semana, cerca de 300 professores e gestores de 13 estados participem do treinamento – dessa vez, em São Paulo.

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Educação

MEC espera adesão de 1/4 das universidades ao Future-se

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Foto: Mateus Bonomi / Agif / Estadão Conteúdo

Uma das grandes apostas do governo Jair Bolsonaro na área da Educação, o “Future-se” deve atrair inicialmente um quarto das 68 universidades federais do País. A projeção foi feita ao Estado pelo ministro Abraham Weintraub. Segundo ele, a rejeição ao programa, manifestada recentemente por alguns reitores do País, vem do “pessoal militante politicamente”, que são aqueles que “gritam e falam mais”.

“Uma parte dos reitores veio do passado e tem ligação com PSTU, PSOL, PT, essa coisas maravilhosas. Mas tem uma parte que não é”, disse Weintraub. “Esperamos adesão ao Future-se, em um primeiro momento, de um quarto dos reitores”, afirmou o ministro.

Ele não revelou quais instituições já sinalizaram ao Ministério da Educação (MEC) que apoiarão a iniciativa. Se a previsão se concretizar à risca, ao todo 17 universidades vão aderir à iniciativa de incentivar a chegada de recursos privados às universidades públicas. Weintraub chegou a classificar o programa como a “libertação das universidades federais”.

Algumas instituições, no entanto, já indicaram que não concordam com a proposta tal como ela foi apresentada. Entre elas estão as federais do Rio (UFRJ), do Ceará (UFC), de Roraima (UFRR) e de Minas (UFMG). Elas argumentam que o projeto não é claro, fere a autonomia universitária e representa a submissão das unidades à lógica do mercado, entre outras críticas. Diante da repercussão, o MEC decidiu prorrogar em duas semanas a fase de consulta pública, que se encerraria no dia 15 de agosto.

Segundo o secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Lima, o adiamento foi feito a pedido dos reitores das universidades federais de São Carlos, Mato Grosso do Sul, de Lavras, do Oeste do Pará e do presidente do Sebrae. O texto ainda pode sofrer alterações antes de ser enviado ao Congresso Nacional, de acordo com a Pasta.

Para a equipe de Weintraub, o Future-se é um caminho para que as universidades públicas tenham mais autonomia financeira. Na apresentação da iniciativa, a Pasta afirmou que pretende tornar “mais eficientes práticas já existentes”. A adesão ao programa não é obrigatória.

A ideia é levantar cerca de R$ 100 bilhões para Educação com iniciativas como venda de imóveis e lotes ociosos do MEC, remanejamento de recursos de fundos constitucionais e da Cultura (como os da Lei Rouanet) e o uso de organizações sociais. As chamadas OSs são organizações privadas sem fins lucrativos que já funcionam no Brasil em áreas como pesquisa, saúde e cultura. De acordo com a proposta do Future-se, elas fariam gerenciamento de recursos das universidades federais e participariam da administração de algumas atividades, fazendo até contratações.

Capes

Ex-reitor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Anderson Correia, acredita que a resistência inicial das universidades ao Future-se se dissipará. “Elas vão acabar cedendo e entendendo que o programa será muito relevante”, avalia.

Para ele, uma das linhas mais importantes da proposta é a internacionalização e a inovação. “É engraçado: olhamos para Harvard, MIT, Caltech, Stanford e falamos que ‘Isso, sim, é uma universidade'”, afirmou, listando instituições americanas que são referência em pesquisa. “Quando voltamos, não queremos o modelo. Mas queremos ser globais. Bem, será que eles estão imitando o nosso modelo? Lá, o modelo é muito semelhante ao das OSs”, disse.

Segundo Correia, há no Brasil quem já se vale desse modelo, caso do Sirius, maior projeto de ciência do País, responsável por desenvolver um acelerador de partículas. A iniciativa tem suporte de organização social.

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Educação

Future-se: consulta pública ultrapassa 40 mil cadastrados

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Foto: Reprodução / Fonte: * Com informações do Ministério da Educação 

Os cidadãos que pretendem contribuir para a construção do programa Future-se têm até as 23h59 do dia 15 de agosto para enviar as sugestões. A consulta pública já conta com mais de 43 mil pessoas cadastradas para contribuir com ideias ao programa. Desse total, o sistema registrou 14.265 comentários sobre ao menos um dos pontos da proposta. As sugestões da população serão consolidadas pelo Ministério da Educação (MEC) para aperfeiçoar o processo normativo.

Lançado em 17 de julho, o Future-se tem como objetivo dar autonomia na gestão das universidades e institutos federais. Para participar, é preciso criar um cadastro com e-mail e CPF na plataforma da consulta pública, que pode ser acessada pelo portal do MEC. Somente os cadastrados podem enviar comentários sobre a proposta.

O processo tem duas etapas. Na primeira, o participante pode escolher três opções a cada capítulo: “totalmente claro”, “claro com ressalvas” e “não está claro”. Além disso, há espaço para incluir comentários por escrito no fim de cada capítulo. Já na segunda etapa, o participante pode ainda utilizar um campo de texto para fazer comentários gerais sobre o tema e ainda contribuir com propostas.

 

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