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COISAS DA POLÍTICA

PROMOÇÃO DE FILHO DE MOURÃO IRRITA BOLSONARO

Publicado

em

Brasil 247

O presidente Jair Bolsonaro teria ficado irritado com a divulgação da promoção do filho do vice-presidente Hamilton Mourão, Antonio Hamilton Rossell Mourão para um cargo no Banco do Brasil com salário de R$ 36 mil.

“Integrantes do núcleo duro de Jair Bolsonaro garantem que o presidente ‘não sabia do caso’ e que se sente ‘traído'”, diz o site O Antagonista, apoiador do governo Bolsonaro.

Mourão filho também passa a integrar o Programa de Alternativas para Executivos em Transição (PAET), que garante bônus na saída para quem ocupou cargo no banco por dois anos, um valor que pode chegar a R$ 2 milhões.

A indicação contraria a política de promoções do banco e o discurso do presidente Jair Bolsonaro (PSL), de que combateria o aparelhamento de estatais e de empresas

Filho de Mourão é de minha confiança, diz presidente do BB

Antônio Hamilton Rossell Mourão é nomeado assessor especial da presidência na instituição e tem salário triplicado

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – O Banco do Brasil confirmou a nomeação do filho do vice-presidente Hamilton Mourão, Antonio Hamilton Rossell Mourão, para o cargo de assessor especial da presidência na instituição conforme antecipou mais cedo a Coluna do Broadcast. Ele foi promovido nesta segunda-feira, 7, mesma data de posse do novo presidente do banco, Rubem Novaes.

Novaes afirmou, em nota, que o funcionário Antônio Hamilton possui “excelente formação e capacidade técnica”. “Antônio é de minha absoluta confiança e foi escolhido para minha assessoria, e nela continuará, em função de sua competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no Banco”, destacou o novo presidente do BB.

Rubem NovaesO novo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes Foto: Dida Sampaio/Estadão

Já o vice-presidente Hamilton Mourãoafirmou nesta terça-feira, 8, que o filho foi promovido por ter “mérito”. Antes assessor empresarial da área de agronegócios do Banco do Brasil, o filho do general da reserva foi nomeado assessor especial da presidência do banco com o salário três vezes maior do que recebia. “(Meu filho) possui mérito e foi duramente perseguido anteriormente oor ser meu filho”, afirmou Mourão ao Estado.

Antônio Hamilton, conforme informações do BB, é funcionário com 18 anos de casa e trabalhava há 11 anos como assessor na Diretoria de Agronegócios. Formado em Administração de Empresas, Rossell Mourão possui pós-graduações em Agronegócios e em Desenvolvimento Sustentável.

O novo posto do filho de Mourão equivale a uma cadeira de um executivo no banco com um salário de cerca de R$ 36 mil, segundo fontes. A renda do posto anterior gira entre R$ 12 mil e R$ 14 mil, dependendo da carga horária de seis ou oito horas, conforme as mesmas fontes.

Na intranet do banco, segundo apurou o Estado, funcionários também se queixaram da nomeação de Antonio Mourão para o cargo. Nos mais de 250 comentários na notícia do novo presidente, grande parte criticava e, inclusive, trazia trecho das normas de conduta interna, como “conduzir sua carreira no banco sem recorrer à intermediação de terceiros”

COLABOROU JULIA LINDNER E MARIANNA HOLANDA

‘Mérito’, afirma Mourão após salário de filho triplicar no Banco do Brasil

Novo posto no Banco do Brasil equivale a uma cadeira de um executivo com um salário de cerca de R$ 36 mil

Julia Lindner e Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta terça-feira, 8, que o filho, Antonio Hamilton Rossell Mourão, foi promovido por ter “mérito”. Antes assessor empresarial da área de agronegócios do Banco do Brasil, o filho do general da reserva foi nomeado assessor especial da presidência do Banco do Brasil com o salário três vezes maior do que recebia, informou a Coluna do Broadcast.  “(Meu filho) possui mérito e foi duramente perseguido anteriormente por ser meu filho”, afirmou Mourão ao Estado.

General Mourão, vice-presidente Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Rossell Mourão é funcionário de carreira do Banco do Brasil, com 18 anos de experiência dentro da instituição. Com a posse da nova gestão, sob o comando de Rubem Novaes, foi promovido a assessor especial da presidência. Ele trabalhará em contato direto com o novo presidente da instituição. Apesar do tempo de casa, o salto na carreira foi visto com estranheza por pessoas de dentro do banco.

 O novo posto equivale a uma cadeira de um executivo no banco com um salário de cerca de R$ 36 mil. Na prática, seu salário triplicou. A renda do posto anterior gira entre R$ 12 mil e R$ 14 mil, dependendo da carga horária de seis ou oito horas. O novo vencimento do filho do vice-presidente da República será maior até mesmo do que o salário do pai, o segundo maior cargo do Executivo, que hoje é de R$ 27,8 mil.

Na posse dos bancos públicos, na segunda-feira, dia 07, em Brasília, a ascensão do filho de Mourão já era dada como certa. Procurado, o BB não comentou. Num comunicado interno emitido pela equipe de marketing aos funcionários do banco, o presidente Rubem Novaes faz elogios ao filho de Mourão. “Sabendo da repercussão da nomeação em sua equipe de assessores, (Rubem) afirmou que “Mourão é de minha absoluta confiança, e foi escolhido para minha assessoria, e nela continuará, em função de sua competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no Banco.”

STF

Segundo o professor Carlos Ary Sundfeld, que dá aulas de Direito Público na Fundação Getúlio Vargas (FGV), a indicação não se enquadra nos casos em que a Justiça considera nepotismo. Para isso, seria necessário que o funcionário tivesse sido nomeado pelo próprio parente para exercer cargo na mesma instituição pública. O critério é uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2008, sobre o assunto.

“O Banco do Brasil e a União federal não são a mesma pessoa jurídica, então, rigorosamente, pela súmula do Supremo, não há uma proibição”, explica Sundfeld. Ele diz, ainda, que seria necessário acompanhar o trabalho do filho do vice-presidente no dia-a-dia para saber se a nomeação foi injustificada. “No caso concreto aí, o vice-presidente não tem poder formal nenhum, não é ele que nomeia. Seria uma coisa muito indireta. De qualquer modo, não dá para ficar especulando sobre as razões que fazem o presidente do Banco do Brasil escolher um dos funcionários de carreira do banco para ser assessor.”

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PSDB estadual revoga expulsão de deputado eleito Dr. Daniel

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O Diretório Estadual do PSDB anulou na manhã desta terça-feira (15), a expulsão do deputado estadual Daniel Santos, eleito com o maior número de votos no Pará, em outubro  passado,  e que vai assumir o cargo, em fevereiro na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).

Ele é vereador em Ananindeua, médico ginecologista e empresário,  proprietário da maternidade Santa Maria, localizada no bairro do PAAR, onde mantém convênio com a Prefeitura Municipal, com o Sistema Único de Saúde (SUS) e a Santa Casa de Misericórdia do Pará.

A expulsão seria  por causa do apoio que o deputado  deu a Helder Barbalho (MDB), logo no dia seguinte ao primeiro turno da eleição. Já eleito com votação de 113.588 , Dr. Daniel traiu o candidato Márcio Miranda (DEM), apoiado pelo PSDB, que compôs a chapa majoritária com José Megale.  candidato a vice-governador.

Foi justamente José Megale, que é vice-presidente estadual do PSDB, que no exercício da presidência, assinou a  anulação da expulsão do deputado.. Segundo o documento, o artigo 92 do Estatuato do PSDB, prevê que “compete exclusivamente ao Conselho Estadual de Ética e Disciplina , a apuração de eventuais infrações e violações cometidas por membros do Diretório Estadual e Bancada Estadual”.

Também o documento diz  que a Executiva Municipal de Ananindeua não comunicou nenhuma decisão ao Diretório Estadual, cujos membros só souberam do processo de expulsão do deputado Dr. Daniel, através da imprensa e redes sociais.

O presidente em exercício deu um prazo de dez dias para  a Executiva Municipal de Ananindeua se manifestar sobre a medida contra o deputado eleito e empossado e que envie ao Conselho Estadual de Ética e Disciplina, denúncias ou provas de infrações éticas cometidas por ele.

 

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COISAS DA POLÍTICA

Globo lança Fausto Silva contra Bolsonaro: “o imbecil que está lá” disse o apresentador

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No programa deste domingo, o apresentador Fausto Silva reclamou de um político que chamou de ‘imbecil’ e ‘idiota’. Ele não mencionou o nome do alvo de suas críticas, mas o recado pareceu claramente endereçado a Jair Bolsonaro. Na guerra entre o Palácio do Planalto e a Globo, Bolsonaro e seus filhos têm feito ataques recorrentes à emissora dos Marinho.

“A Globo/Jornal Nacional dedicou ontem mais de 23 minutos a Jair Bolsonaro. Eu jamais vi um “interesse” tão grande num presidente. As coisas estão escancaradas demais!”, escreveu Carlos Bolsonaro, dias atrás.

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COISAS DA POLÍTICA

Temer deixa para Bolsonaro política sobre valor do salário mínimo

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O presidente Michel Temer vai deixar para Jair Bolsonaro a missão de definir a nova política de valorização para o salário mínimo a partir de 2019. A remuneração atual é R$ 954, mas essa regra de cálculo termina em 1º de janeiro de 2019.

 Temer poderia estipular o valor por decreto, mas fontes do Planalto dizem que ele abriu mão para seu sucessor. Segundo auxiliares do presidente, ele não irá assinar mais nenhum ato.

No caso do mínimo, a Coluna apurou que Temer não quis editar o decreto em razão de sua equipe econômica defender um valor abaixo dos R$ 1.006 aprovados pelo Congresso.

Na proposta de campanha, que protocolou no TSE, Bolsonaro não mencionou qual é sua proposta para o salário mínimo.(Naira Trindade)

Marcela Temer e Michelle Bolsonaro. Foto: Carolina Antunes/PRNa despedida, Marcela

Marcela deixa conselho a Michelle

Com atuação discreta, a primeira-dama Marcela Temer diz se despedir do posto com a sensação de dever cumprido. “Foi uma honra servir ao meu País. Nesta jornada incrível, conheci pessoas e projetos inspiradores”, contou com uma colunista,  numa rara declaração. Ela avalia que a sucessora, Michelle Bolsonaro, encontrará um País de “pessoas boas, que não medem esforços para garantir o bem-estar do próximo”. “Tenho a convicção de ela que fará um belo trabalho no fortalecimento de políticas para a primeira infância e de proteção às crianças”, aposta.

 De Marcela… A primeira-dama comemorou a manutenção pelo governo Bolsonaro do programa Criança Feliz, do qual é embaixadora. Mais de 440 mil crianças e gestantes receberam orientações em casa sobre saúde e educação.

…para Michelle. “Acompanhei de perto uma dessas visitas e pude constatar que as orientações têm sido enriquecedoras para o desenvolvimento das crianças”, ressaltou Marcela.

Ponto final. A primeira-dama deixou o Jaburu no último dia 15 sob aplausos dos funcionários e da equipe que a acompanhou por dois anos e meio. Marcela voltará à capital somente amanhã para passar o bastão à sucessora.

Combinado

O futuro ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, estipulou como meta dos primeiros cem dias de governo estabelecer a nova tabela de frete dos caminhoneiros. O tema gerou uma das piores crises do governo de Michel Temer.

Boicote.

 

Nenhum dos nove governadores do Nordeste estará presente na posse de Jair Bolsonaro. Geralmente as cerimônias nos Estados são agendadas pela manhã para não coincidir com a transmissão da faixa presidencial. Não foi o que ocorreu neste ano.

Ocupados

Dos governadores eleitos no Nordeste, todos são de oposição a Bolsonaro. Quatro deles são petistas: Camilo Santana (CE), Wellington Dias (PI), Rui Costa (BA) e Fátima Bezerra (RN). Filho do senador Renan Calheiros (AL), o governador de Alagoas, Renan Filho, também não estará presente.

 

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