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Economia

Puxada por alimentos e bebidas, inflação oficial sobe 0,32% em janeiro

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IPCA acumulado em 12 meses é de 3,78%

 Pedro Rafael Vilela/  Agência Brasil  

Brasília- O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,32% em janeiro, acima dos 0,15% registrados em dezembro. Em janeiro de 2018, o índice foi de 0,29%. O IPCA foi divulgado hoje (7), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação oficial do país ficou em 3,78%, pouco acima dos 3,75% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

A inflação de janeiro foi puxada pelo grupo alimentação e bebidas, que cresceu nos últimos 30 dias, fechando o mês em 0,90%. Em seguida, aparecem as despesas pessoais, que subiu 0,61%. Juntos, os grupos alimentos e bebidas e despesas pessoais responderam por cerca de 90% do índice do mês.

O item alimentação no domicílio subiu 0,97% em janeiro, especialmente em função das altas nos preços do feijão-carioca (19,76%), da cebola (10,21%), das frutas (5,45%) e das carnes (0,78%). O leite longa vida, após cinco meses consecutivos de queda, subiu 2,10%, contribuindo com 0,02 ponto percentual no IPCA de janeiro. Verificou-se ainda redução expressiva nos preços do tomate (-19,46%), o que ajudou a conter a alta dos itens alimentícios.

A alimentação fora também acelerou e subiu 0,79%. O destaque ficou com as altas do lanche, que passou de 0,72% para 0,91%, e da refeição, que atingiu 0,90%, quando havia registrado 0,08% no mês anterior.

IPCA – Variação por regiões – mensal e acumulada em 12 meses

Região

Peso
Regional (%)

Variação (%)

Variação Acumulada (%)

Dezembro

Janeiro

12 meses

Belo Horizonte

10,86

0,01

0,70

4,36

Rio de Janeiro

12,06

0,40

0,49

4,37

Salvador

6,12

0,56

0,37

4,06

São Paulo

30,67

0,03

0,37

3,85

Belém

4,23

0,48

0,30

3,23

Aracaju

0,79

0,67

0,29

2,94

Vitória

1,78

-0,01

0,28

3,75

Recife

4,20

0,18

0,27

3,08

Campo Grande

1,51

0,06

0,20

3,08

Fortaleza

2,91

0,07

0,16

2,71

São Luís

1,87

0,25

0,09

2,74

Porto Alegre

8,40

0,26

0,08

4,00

Brasília

2,80

0,32

0,05

3,27

Curitiba

7,79

-0,17

0,02

3,14

Rio Branco

0,42

0,63

-0,09

3,35

Goiânia

3,59

-0,03

-0,17

2,91

 
Brasil

100,00

0,15

0,32

3,78

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

No caso das despesas pessoais, o aumento de preços foi impulsionado pela alta de itens como excursão (6,77%) e hotel (1,06%) e de alguns serviços como manicure (0,85%) e cabeleireiro (0,69%).

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas vestuário (-1,15%) apresentou deflação de dezembro para janeiro. Foram registradas variações negativas nas roupas femininas (-2%), roupas infantis (-1,06%) e roupas masculinas (-0,99%). Além disso, os calçados também registraram queda, de -0,65%.

Os itens habitação (0,24%), artigos de residência (0,32%), saúde e cuidados pessoais (0,26%), educação (0,12%), transportes (0,02%) e comunicação (0,04%) também variaram positivamente de preço em janeiro.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, e se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange 10 regiões metropolitanas, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís. Para o cálculo do índice do mês, segundo o instituto, foram comparados os preços coletados no período de 29 de dezembro de 2018 a 29 de janeiro de 2019 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de novembro a 28 de dezembro de 2018 (base).

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Economia

Mattar: BB, Caixa e Petrobras não serão vendidos, mas ficarão ‘magrinhos’

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Secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, diz que essas empresas serão preservadas, mas terão subsidiárias privatizadas. Intenção do governo é arrecadar US$ 20 bilhões ainda este ano com venda de estatais

Simone Kafruni
BRASÍLIA – Ao participar de um evento em Brasília, nesta quarta-feira (13/2), o secretário geral da Secretaria de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou que o objetivo do governo, até o fim do ano, é vender US$ 20 bilhões em estatais. Segundo ele, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Petrobras serão preservados, mas com funções redirecionadas e “mais magrinhos”, com a privatização de subsidiárias.
“As subsidiárias de Caixa, Banco do Brasil e Petrobras serão as primeiras, mas essas empresas, pelos seus tamanhos, serão preservadas. Mas terão seu papel redesenhados. Não vão competir com o mercado. Serão mais direcionadas às políticas de governo”, destacou.
Mattar defendeu que o governo não tem que competir com o setor privado. “Deve focar em saúde, defesa, educação. Por isso temos um programa de privatização muito forte. A Petrobras tem 36 subsidiárias, mas o Judiciário está retendo a possibilidade dessas privatizações”, destacou, ao participar do Seminário de Abertura do Ano de 2019, realizado nesta quarta-feira (13/2) pela revista Voto, com apoio do Financial Times. No mesmo evento, ele afirmou que o governo deve “reprivatizar a Vale”.

Gastos de R$ 15 bilhões

O secretário geral destacou que o governo quer realocar os R$ 15 bilhões gastos com a folha de pagamento de 70 mil funcionários públicos de estatais deficitárias. “Você daria R$ 15 bilhões para estatais ou para o armamento da polícia? Pagaria R$ 15 bilhões para 70 mil servidores ou para melhorar o salário dos professores e dar condições às escolas? Qual seria sua opção?”, indagou.
O secretário lembrou que o país foi conduzido pela social democracia nos últimos anos, mas que as eleições mostraram que a população quis mudar isso. “O eleitor nem sabe o que é liberalismo, mas quer mudança. Então o governo tem obrigação de fazer uma disrupção”, assinalou. Segundo ele, o modelo passado trouxe insatisfação porque criou um Estado gigantesco, pesado, uma máquina terrivelmente onerosa para o pagador de impostos. “Vamos quebrar o modelo anterior, burocrático, que é um inferno para o empreendedor”, prometeu.
“Estou no governo para convencer vozes que destoam da minha, quero vender a minha ideia, a ideia do ministro Paulo Guedes (Economia) e do presidente (Jair Bolsonaro). É uma batalha difícil”, disse. As empresas diretamente ligadas ao Ministério da Economia, como Serpro, Dataprev, Casa da Moeda e Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) serão privatizadas, assegurou.
“As que estão em outros ministérios, são de responsabilidade dos ministros, como Correios, EPL (Empresa de Planejamento e Logística). Eu fico aporrinhando esses ministros para poder privatizar. Esse é o meu papel”, acrescentou.

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Economia

Banco do Brasil é considerado o mais sustentável do mundo

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Alocação de R$ 193 bil na economia verde impulsionou classificação do BB no ranking - Arquivo/Agência Brasil

BB foi o primeiro do setor financeiro no ranking Global 100 de 2019

Agência Brasil

  Brasília – O Banco do Brasil foi considerado a instituição financeira mais sustentável do mundo e está entre as top 10 Corporações Mais Sustentáveis no ranking Global 100 de 2019, da Corporate Knights. O anúncio foi feito hoje (22), no Fórum Mundial Econômico em Davos, na Suíça.

Dentre as mais de 7.500 empresas avaliadas, o BB ficou em primeiro lugar no segmento financeiro e em oitavo no ranking mundial.

Segundo o BB, um dos destaques do banco para a classificação na lista de 2019 foi a alocação de R$ 193 bilhões em setores da chamada economia verde, que tem como caraterísticas a baixa emissão de carbono, eficiência no uso de recursos e busca pela inclusão social.

O Global 100 é um índice que classifica as empresas pela excelência em sustentabilidade, considerando as dimensões econômica, social e ambiental. A metodologia de avaliação é baseada em 21 indicadores de desempenho como: práticas de governança corporativa; racionalização de recursos naturais, resíduos e emissões; gestão de fornecedores; boas práticas com funcionários; capacidade de inovação; receita obtida de produtos ou serviços com benefícios sociais ambientais, entre outros.

Para determinar o ranking, foram analisadas 7.536 empresas de 21 países diferentes com base em dados públicos (dados financeiros e relatórios de sustentabilidade, dentre outros) e por meio do contato direto com empresas com ações negociadas em bolsas de valores, com receita bruta anual superior a US$ 1 bilhão e questionário específico, onde as empresas selecionadas são convidadas a complementar suas informações.

Economia Verde

Segundo o Banco do Brasil, integram essa carteira as operações de crédito relacionadas a investimentos e empréstimos para energias renováveis, eficiência energética, construção sustentável, transporte sustentável, turismo sustentável, água, pesca, floresta, agricultura sustentável e gestão de resíduos. Para fomentar uma economia inclusiva também fazem parte da carteira áreas de cunho social, como educação, saúde e desenvolvimento local e regional.

A metodologia foi desenvolvida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e considera setores de acordo com a classificação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e também produtos temáticos e específicos de atividades relacionadas à economia verde.

São as seguintes as 10 corporações mais sustentáveis no ranking Global 100 de 2019:

1. Chr Hansen Holding – Dinamarca
2. Kering – França
3. Nestle Corporation – Finlândia
4. Orsted – Dinamarca
5. GlaxoSmithKline – Reino Unido
6. Prologis – Estados Unidos
7. Umicore – Bélgica
8. Banco do Brasil – Brasil
9. Shinhan Financial Group – Coreia do Sul
10. Taiwan Semiconductor – Taiwan

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Economia

Banco do Brasil tem lucro líquido de R$ 12,8 bilhões em 2018

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Lucro líquido do Banco do Brasil aumenta 16,8% em 2018 Agência Brasil/Divulgação

Aumento foi de 16,8% na comparação com 2017 Kelly Oliveira/Agência Brasil 

Brasília – O lucro líquido do Banco do Brasil chegou a R$ 12,862 bilhões, em 2018, com aumento de 16,8% na comparação com o ano anterior. Os dados foram divulgados hoje (14). Mesmo assim, o BB pode ser vendido pelo governo Bolsonaro. O ministro da Economia, Paulo Gudes, já colocou o banco e a Caixa Econômica na lista dos patrimônios públicos que devem ser privatizados, “enquanto valem alguma coisa”, disse ele.

A carteira de crédito ampliada (empréstimos mais as operações com títulos, valores mobiliários privados e garantias) totalizou R$ 697,3 bilhões e cresceu 1,8% em 12 meses.

O crédito para as empresas cresceu 0,7%, no quarto trimestre do ano, em relação ao trimestre anterior. O crédito para micro e pequenas empresas voltou a crescer após 15 trimestres consecutivos de queda, alcançando R$ 39,5 bilhões, aumento de 1,2% sobre setembro de 2018.

A carteira rural apresentou desempenho positivo de 5,6% na comparação anual (R$ 8,9 bilhões).

Segundo o banco, a carteira de crédito para pessoas físicas cresceu 7,6% em 12 meses (R$ 13,4 bilhões), devido ao desempenho positivo em crédito consignado (R$ 3,8 bilhões), da alta de 8,7% do financiamento imobiliário (R$ 3,9 bilhões) e crescimento de 13,7% nas operações de cartão de crédito. O empréstimo pessoal cresceu 55,2% em 2018 e alcançou R$ 7,3 bilhões.

O índice de inadimplência (atrasos acima de 90 dias) ficou em 2,53% em dezembro de 2018

Em 2018, as receitas com prestação de serviços cresceram 5,8% na comparação com 2017, alcançando R$ 27,5 bilhões.

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