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Esportes

Recebido por torcedores em aeroporto, River está em Madri para final com o Boca

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Foto: Reprodução

Festejado por um grupo de cerca de 20 torcedores que o aguardavam no aeroporto de Madri, o time do River Plate desembarcou na capital espanhola nas primeiras horas desta quinta-feira visando o jogo de volta da final da Copa Libertadores, neste domingo, contra o Boca Juniors, às 17h30 (de Brasília), no estádio Santiago Bernabéu.

A equipe está hospedada no hotel onde se concentra para a decisão e fará o seu primeiro treino em solo espanhol nesta tarde, às 15 horas (de Brasília), no CT do Real Madrid. Já na manhã desta quinta, a equipe do Boca treinou em um dos campos do CT da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), em Las Rozas, depois de ter desembarcado na Espanha na última quarta.

Na chegada em Madri, Leonardo Ponzio, meio-campista e capitão do River Plate, lamentou o fato de que o seu time não poderá atuar no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, após o confronto de volta da decisão, marcado para ocorrer no dia 24 de novembro, ter sido adiado por causa dos ataques de alguns torcedores da equipe ao ônibus do Boca Juniors, nas imediações do estádio.

Após seguidos adiamentos, a Conmebol optou por não realizar o confronto na capital argentina e o levou para Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid, fato que impedirá a presença no estádio da maioria dos torcedores que foram ao Monumental de Núñez no último dia 24. “Há muitas pessoas que ficaram magoadas, mas não vamos remediá-las com palavras, mas com resultados. As 66 mil pessoas que estiveram no Monumental vão nos ajudar e vão estar conosco (em pensamento). Vamos defendê-los em campo”, disse Ponzio ao jornalistas no aeroporto da capital espanhola.

O confronto de ida da final, realizado no estádio de La Bombonera, terminou empatado por 2 a 2. Como os gols marcados fora de casa não têm peso para efeito de desempate na decisão, o River precisará vencer para garantir o título sem a disputa de pênaltis, que ocorrerá em caso de nova igualdade no placar. “Está tudo igualado. E resta um jogo que é único em qualquer contexto, ainda mais agora por ser fora da América do Sul”, completou Ponzio.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Alvo da Justiça, Ronaldinho dribla imprensa e fãs em São Paulo

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Enfrentando problemas com a Justiça, Ronaldinho Gaúcho driblou imprensa, adversários e fãs neste domingo, em São Paulo. Participando de um jogo festivo no Ginásio do Ibirapuera, o ex-jogador acenou aos torcedores em sua chegada ao local e não atendeu os jornalistas. Depois da partida, ainda de uniforme, saiu rapidamente e entrou no carro para ir embora.

Alvo de uma ação do Ministério Público, Ronaldinho e seu irmão Assis tiveram seus passaportes apreendidos pela Justiça. Ambos foram condenados por crime ambiental cometido com a construção de um píer na orla do Lago Guaíba, em Porto Alegre.

O processo, transitado em julgado em 19 de fevereiro de 2015, rendeu à dupla o pagamento de uma multa e outras punições, que não foram cumpridas pelos irmãos. O valor atual das indenizações gira em torno de R$ 8,5 milhões.

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Festa do título do River acaba em confusão na Argentina

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Confusão em Buenos Aires (Crédito: ALBERTO RAGGIO / AFP)

BUENOS AIRES – A Polícia acabou nesta madrugada com a comemoração da conquista da Libertadores dos torcedores do River Plate no Obelisco de Buenos Aires depois que alguns deles começaram a jogar pedras e outros objetos contra agentes que integravam o esquema de segurança na região.

Segundo confirmaram fontes oficiais à EFE, houve 20 pessoas detidas por conta de agressões feitas e, ao menos, três policiais ficaram feridos com diferentes traumatismos. Posteriormente, os torcedores foram liberados.
Por volta da meia-noite (horário local), em uma das celebrações, que ocorriam de forma pacífica, um grupo de torcedores violentos começou a agredir pessoas, a brigar entre eles e a arremessar objetos contra a polícia e carros de emissoras de televisão. Estes foram expulsos pelas forças de segurança.

Os incidentes, segundo as fontes, aconteceram por conta, principalmente, da ingestão de álcool por parte da multidão que estava no centro da cidade, na avenida 9 de julho, onde se localiza o Obelisco. A polícia reagiu com gases e balas de borracha para desmobilizar os responsáveis pela violência.

Antes de as pessoas começarem a se retirar do local após cinco horas de comemorações, os agentes iniciaram a evacuação da região para evitar mais incidentes. Além do Obelisco, torcedores também se reuniram nas imediações do estádio do River Plate, Antonio Vespucci Liberti, mais conhecido como Monuental de Nuñez. Cerca de 20 mil pessoas estavam em ambos os locais participando dos festejos. A cidade esteve, neste domingo, sob forte chuva.

Para as comemorações deste domingo no Obelisco foi colocada uma cerca com o objetivo de proteger as fachadas dos prédios, enquanto as entradas das ruas ficaram abertas para a circulação das pessoas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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River Plate é campeão da Libertadores. E de virada:. 3X1 em Madri, Cala-te, Boca!

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Clube millionário vence na prorrogação e conquista seu 4º título da América em Madri

Pratto, autor do gol de empate, disputa a bola com o goleiro Andrada.Pratto, autor do gol de empate, disputa a bola com o goleiro Andrada. JUANJO MARTINEFE

River Plate campeao Libertadores Boca Juniors MadriPratto marcou o gol de empate do River contra o Boca, em Madri. MANU FERNANDEZ AP

 

Madri – A mais longa das finais da Libertadores está nas mãos do River Plate. Em um jogo dramático, o time venceu o Boca Juniors por 3 a 1, de virada, neste domingo, em Madri, na Espanha. Os gols da vitória foram marcados no segundo tempo da prorrogação, após empate por 1 a 1 no tempo normal. O Boca se mostrou um time aguerrido e jogou com dez jogadores após a expulsão de Barrios na segunda etapa do tempo complementar, e acertou uma bola na trave no final da prorrogação. De virada, o River Plate conseguiu uma vitória épica sobre o maior rival.

 O River Plate conquistou seu quarto título da Libertadores e está classificado para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa, que começa quarta-feira nos Emirados Árabes. A estreia do representante sul-americano será no dia 18.
A final deveria ter sido realizada no dia 24 de novembro, em Buenos Ais, mas foi adiada por causa do ataque ao ônibus do Boca Juniors por parte de torcedores do River Plate. Madri foi escolhida pela Conmebol para receber o jogo decisivo. A Libertadores encerra a edição mais insólita de sua história.

Exatamente como havia previsto o técnico do Boca, Guillermo Schelotto, a partida foi truncada e amarrada. Muito mais pegada que o jogo de ida (2 a 2 na Bombonera). Não havia espaço. O campo “encolheu” tamanha a dedicação dos jogadores à marcação. Toda bola era dividida com carrinho, cara feia e faísca. O espetáculo ficou em segundo plano. Curiosamente, o primeiro cartão amarelo só saiu aos 27 do primeiro tempo, para Ponzio.

Os inúmeros erros de passe escancaravam o nervosismo dos rivais, principalmente do River Plate. No final do primeiro tempo, o time de Marcelo Gallardo (fora do banco de reservas por suspensão) não acertou nenhum chute a gol. O Boca começou melhor escorado em um esquema com três atacantes: Benedetto, Pavón e Villa. O time xeneize soube jogar pelas pontas. Aos 9 minutos, Olaza cruzou, Maidana tentou o corte, mas quase fez gol contra. Na sequência, Perez aproveitou o escanteio, mas chutou em cima do goleiro Armani. Vinte minutos depois, a melhor chance do jogo até então veio com Perez (de novo). Ele chutou cruzado, mas o volante Nández não alcançou para fazer o primeiro gol.

As torcidas tomaram posse do Estádio Santiago Bernabéu, com gritos, cantos e bandeiras. Os agentes de segurança só não permitiram as faixas. Atrás de cada gol, um pequeno setor das arquibancadas foi fechado para separar as duas torcidas. Em todos os detalhes, a arena espanhola virou um estádio sul-americano. Os argentinos que percorreram os 10 mil quilômetros de Buenos Aires a Madri levaram para o estádio a mania quase religiosa de cantar o jogo todo. Sem parar. Mostraram aos europeus um jeito próprio de torcer. Paixão tipo exportação.

O jogo deste domingo começou muito antes do apito do árbitro Andrés Cunha. No dia 24 de novembro, o ônibus do Boca Juniors foi alvo de pedradas antes de acessar o estádio Monumental. Jogadores feridos, partida adiada. Depois de dias de entrave para decidir um novo local, a Conmebol anunciou que a partida seria fora da América do Sul, causando insatisfação e reclamação dos dois times. O Boca queria ser declarado campeão; o River queria jogar em seu estádio. Nesse contexto, cada dividida trazia a rivalidade histórica, atualizada pelas polêmicas recentes.

O jogo destravou no final do primeiro tempo, quando os times aceleraram as jogadas pelos lados do campo. O jogo ficou lá e cá. Foi assim que o Boca abriu o placar aos 43. Depois que o River errou um cruzamento, o uruguaio Nández deu passe excelente em profundidade para Benedetto, que deu um corte espetacular no zagueiro Maidana e tocou na saída de Armani. Golaço. Foi o quinto gol do atacante, carrasco de Cruzeiro e Palmeiras nas fases anteriores da Libertadores e que já havia marcado na primeira partida da final.

O River Plate adiantou suas linhas para jogar no campo do Boca Juniors e tirou Ponzio, que exagerou nos erros de passe. Entrou Quintero. Mais presente no ataque, os jogadores do River reclamaram muito de uma trombada de Pratto no goleiro Andrada. Queriam pênalti, mas o árbitro nada marcou. Aos 22 minutos, os meias do River, que vinham com uma atuação discreta, mostraram sua qualidade técnica. Fernández tabelou com Palacios e rolou para Lucas Pratto empurrar para as redes. Empate do River: 1 a 1. Pratto, conhecido do torcedor brasileiro pela passagem no Atlético-MG e São Paulo, também completou seu quinto gol no torneio.

O River transformou seu sistema tático, passou a jogar nas costas dos volantes do Boca e se aproximou da vitória. O time de Gallardo também esteve mais inteiro fisicamente no final do jogo. A superioridade aumentou com a expulsão de Barrios, ainda no primeiro tempo da prorrogação. E virou vantagem númerica no início da etapa final. Quintero, que entrou no lugar de Ponzio e modificou o jogo taticamente, acertou um belo chute no ângulo. Virada do River.

Mesmo com um jogador a menos e Fernando Gago, contundido, sem condições de jogo, o Boca foi à frente e acertou uma bola na trave no último minuto da prorrogação. Após a cobrança de escanteio, em que o goleiro Andrada foi ao ataque, o River definiu o placar com Martínez finalizando para o gol vazio.

FICHA TÉCNICA

River Plate 3 x 1 Boca Juniors

Gols: Benedetto, aos 43 do 1º tempo; Pratto, aos 22 do 2º tempo; Quintero, aos 3 e Martínez, aos 16 minutos do 2º tempo da prorrogação.

River Plate: Armani; Montiel (Mayada), Maidana, Pinola e Casco; Pérez, Ponzio (Quintero), Palacios (Álvarez) e Fernández (Zuculini); Martínez e Pratto. Técnico: Marcelo Gallardo.

Boca Juniors: Andrada; Buffarini (Tevez), Magallán, Izquierdoz e Olaza; Nández, Barrios e Pérez (Gago); Pavón, Benedetto (Ábila) e Villa (Jara). Técnico: Guillermo Schelotto.

Juiz: Andrés Cunha (Uruguai).

Amarelos: Ponzio, Pérez, Fernández, Maidana, Barrios e Casco.

Vermelho: Barrios.

Público: 62282 pagantes.

Renda: não divulgada.

Local: Santiago Bernabéu (Espanha).

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