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Medicina & Saúde

Receita médica para paciente analfabeto viraliza nas redes sociais

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As irmãs Gabriela e Manuela com a imagem do post que viralizou nas redes sociais

Médica e estagiária emocionadas com a repercussão da boa atitude

Publicada pela estudante Gabriela Lemos, irmã de Manuela, ainda na terça, 04, por volta das 14h, a postagem atingiu, em menos de 24h, a marca de 3,5 milhões de visualizações no Twitter, mais de 100 mil curtidas e compartilhamentos no Facebook e inúmeras mensagens elogiando a atitude da estudante e da médica. A publicação também movimentou a imprensa local e nacional e abriu o debate para o atendimento humanizado dentro do serviço de saúde.

De acordo com Manuela, 21 anos, estudante do 5º ano da faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA), a iniciativa faz parte da rotina da equipe, que já tentou diversas formas de orientar os pacientes, como desenhos, símbolos e cores. Mas esta foi a primeira vez que escreveram no receituário, no estilo de legenda para as fitas coladas nas caixas de medicamentos. No caso do paciente das fitinhas, um homem diabético e hipertenso, com idade entre 50 e 60 anos, a equipe identificou que ele não seguia o tratamento proposto e todas as semanas voltava à unidade de saúde para buscar orientação por ser analfabeto e não memorizar as explicações médicas.

“Perguntei se ele sabia ver o horário e ele disse que sim e, então, conversei com a dra. Rayssa para escrevermos no receituário como legenda para as fitinhas das caixas dele. Ela autorizou e fiz. Expliquei tudo direitinho e, pedi para ele repetir e constatamos que de fato ele tinha entendido. Agora estamos esperando ele retornar na unidade para sabermos se ele conseguiu melhorar o controle da diabetes e da hipertensão”, conta a estudante.

Manuela, de início ficou surpresa com a repercussão nas redes sociais, mas enxergou a oportunidade para que a ideia seja expandida e usada por outros profissionais de saúde a fim de facilitar o entendimento de outros usuários. “Não esperava de jeito nenhum. Fiz a foto para ficar de modelo e mandei para minha irmã, que é vestibulanda de medicina e se interessa pelo assunto também. Ela postou no Twitter dela e eu nunca imaginei que fosse ter toda essa repercussão. A gente fez a receita com a intenção de ajudar o paciente e só de ter ajudado já é suficientemente gratificante. É muito positivo”, diz a estudante que viu seu número de seguidores aumentar nas redes sociais e acumula elogios de amigos, professores e pessoas que conheceram o trabalho após a repercussão na internet. Após a formatura, Manuela quer atuar em clínica médica e se especializar em endocrinologia.

Preceptora de Manuela, a médica Rayssa Miranda, formada há três anos em medicina, sempre atuou em unidades básicas de saúde por adorar a medicina de família e o contato com os pacientes. Desde novembro de 2017 ela atua na ESF Condor. “Com os meus pacientes eu me envolvo muito e sempre procuro resolver os problemas deles. A gente tem muitos pacientes que tem dificuldade em aderir ao tratamento, que moram só, sem apoio da família e me incomodava o fato de ver essas pessoas cada vez piores. Então, resolvemos buscar estratégias para que eles pudessem entender o tratamento e seguir o mesmo. Adoro coisas de papelaria e vi esse estojo de fita em um site de uma loja de departamentos e comprei para uso no consultório”, diz.

As estampas das fitas são usadas para que o paciente possa fazer a associação com horário, atividades e períodos do dia. A fita prata com estrela é usada para indicar os medicamentos do início da manhã. Já a fita com frutas é para lembrar os que devem ser tomados após as refeições. As fitas azul e amarelo lembram o dia e a noite, por exemplo. “A gente faz o paciente repetir várias vezes para comprovar que tinha atendido. Eu sei que vários profissionais da saúde fazem isso para os seus pacientes, por isso nunca esperei que essa ação fosse ter uma repercussão tão grande e tão rápida. É um reconhecimento que é bom para a unidade de saúde, para os profissionais e, sobretudo, para os usuários”, destaca emocionada a médica que diz que não está conseguindo acompanhar as suas redes sociais devido ao grande número de notificações.

O paciente dono da receita famosa não terá a identidade revelada pela Secretaria Municipal de Saúde, mas receberá todo o apoio necessário da Prefeitura de Belém para que entre em uma turma de alfabetização para jovens e adultos.

Por Paula Barbosa

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Regional de Marabá realiza campanha de captação de sangue 

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Nesta semana, o Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, realizará a sua 34ª Campanha de Doação de Sangue. A ação será realizada até sexta-feira (14), no Hemopa Marabá, das 7h às 12h30. Na terça-feira (11), as coletas também acontecerem em um posto volante montado no HRSP, das 8h às 16h30. Nesta edição, a meta é coletar ao menos 120 bolsas de sangue.

Para ser um doador é preciso ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação ocorra, no máximo, até os 60 anos e que os menores de idade tenham autorização dos pais ou responsáveis; estar em boas condições de saúde, bem alimentado e não ter ingerido comida gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação; pesar, pelo menos, 50 kg; ter dormido, no mínimo, seis horas nas últimas 24 horas;  e apresentar documento oficial com foto, como carteira de identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira de habilitação.

Anualmente, o Hospital Regional de Marabá realiza três campanhas de doação de sangue, a fim de contribuir para repor o estoque de sangue do hemocentro local. A Unidade é uma das que mais demandam o Hemopa Marabá, devido ao atendimento a vítimas de acidentes de trânsito, ao volume de cirurgias de média e alta complexidades realizadas e ao atendimento prestado a recém-nascidos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.

Nesta edição, o Hospital conta com a parceria da Planet Comunicação, Shopping Pátio Marabá, Clínica de Visão e Cirurgia de Olhos (CVCO) e Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Pará – Hemopa Marabá.

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Pescado é apreendido em condições precárias no Lago de Tucuruí

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Uma tonelada e meia de pescados foi apreendida neste sábado (8) em mais uma mega operação de fiscalização no município de Tucuruí, sudeste paraense. O pescado era mantido em condições insalubres no porto do km 11 e em estabelecimentos residenciais e comerciais em Tucuruí. Além do pescado, foram apreendidos também cinco pássaros, balanças, basquetas e um freezer. Os peixes apreendidos que estavam em boas condições foram doados a comunidades carentes de Goianésia do Pará, Jacundá e Tucuruí.

A operação foi realizada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio), em parceira com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a Polícia Militar, Eletronorte, Justiça Federal e as secretarias municipais de meio ambiente de Tucuruí, Goianésia do Pará e Jacundá.

Um diferencial desta operação foi a autorização judicial de busca e apreensão conseguida junto à Justiça Federal pelo procurador autárquico do Ideflor-bio, Benilson Costa. “A Procuradoria Autárquica e Fundacional do Estado teve que ajuizar uma medida na Justiça Federal, pois essa era a única forma legal de garantir que as equipes de fiscalização pudessem entrar nos estabelecimentos, onde os pescados eram escondidos e ficavam fora das vistas das frequentes operações na região do Lago de Tucuruí”, conta o procurador.

O que mais chamou a atenção da equipe durante a fiscalização foram as precárias condições de armazenamento dos pescados. Os locais não possuíam estrutura adequada para acondicionar e conservar os peixes de forma higiênica. “Esse é um problema de saúde pública, inclusive, pois a carne dos peixes é altamente perecível e, nesse caso, elas eram destinadas ao consumo”, conta Jossandra Pinheiro, engenheira de pesca do Ideflor-bio.

Além das precárias condições de armazenamento do pescado, a região do Lago de Tucuruí encontra-se no período do Defeso, em que a pesca comercial é proibida por lei durante os meses de novembro e fevereiro. O Defeso visa preservar os peixes durante o seu período de reprodução, a fim de garantir a manutenção do estoque pesqueiro do lago.

Durante o Defeso, as operações de fiscalização no Lago de Tucuruí são realizadas com mais frequência, para coibir a pesca e a comercialização ilegal desses pescados. Entretanto, as últimas fiscalizações haviam sido realizadas principalmente no próprio lago e em feiras públicas. A mega operação deste sábado foi a primeira em que uma Unidade de Conservação estadual do Pará utilizou um mandado de busca e apreensão para garantir o desenvolvimento da fiscalização.

“Esse tipo de ação, com mandado judicial, assim como a presença dos oficiais da Justiça Federal, é muito importante, uma vez que a localidade é alvo constante de fiscalização ambiental, mas muitas vezes sem êxito, porque o pescado está em locais inacessíveis e em que não temos autorização para entrar. Com essa operação, quebramos essa barreira”, destaca Mariana Bogéa, gerente do Mosaico de Unidades de Conservação Lago de Tucuruí.

O Mosaico Lago de Tucuruí é um conjunto de Unidades de Conservação estaduais formado pela Área de Proteção Ambiental Lago de Tucuruí e pelas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Alcobaça e Pucuruí-Ararão. As três UCs compreendem, juntas, cerca de 570 mil hectares, os quais abrangem os municípios de Tucuruí, Breu Branco, Goianésia do Pará, Jacundá, Nova Ipixuna e Itupiranga. A pesca no lago de Tucuruí é uma das principais atividades econômicas da região.

 

 

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“Revolução sexual” contra impotência faz 20 anos em 2018

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Médicos celebram disponibilidade de remédios para tratar disfunção

 

Por Gilberto Costa /Agência Brasil  

Brasília – O ano que se encerra neste mês guarda uma marca histórica, especialmente, para os homens. Em 2018, os comprimidos contra a disfunção erétil completaram 20 anos de venda em farmácias do Brasil e de outros países.

A descoberta, feita ao acaso pela ciência que investigava medicação para pressão alta, permitiu a milhões de homens reativar sua vida sexual. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil consideram que a oferta desses gêneros de medicamentos impactou a sociedade. “Foi uma revolução sexual como a pílula [disponível a partir da década de 1960] causou na mulher”, avalia Carlos da Ros, chefe do Departamento de Sexualidade e Reprodução da Sociedade Brasileira de Urologia.

“Foi uma revolução sim”, concorda o também urologista Osei Akoamo Jr. “Trouxe de volta uma população que podia ter uma atividade sexual rotineira de qualidade”. Em sua opinião, a medicação permitiu a casais que sofriam com o problema a “felicidade do ponto de vista sexual”.

Além de mudar o comportamento, o advento da medicação contra a disfunção erétil estabeleceu para a ciência novos paradigmas, assinala Lucio Flavio Gonzaga Silva, cirurgião-urologista e professor aposentado da Universidade Federal do Ceará. Segundo ele, décadas antes da venda de medicamentos “a disfunção erétil era tratada como problema de fundo psicológico. A ciência não sabia como se processa a via metabólica da ereção”.

Princípio ativo

O urologista Carlos da Ros acompanhou de perto a evolução da pesquisa científica na área e participou de estudos de eficácia e tolerabilidade do fármaco citrato de sildenafila feitos no país e outras partes do mundo ainda em 1996.

O princípio ativo testado resultou dois anos depois no pioneiro Viagra (da empresa norte-americana Pfizer) e hoje, após a quebra de patente em meados dessa década, está disponível em medicamentos fabricados por mais de 20 laboratórios instalados no Brasil, conforme consulta à página de produtos regularizados no portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

Além do citrato de sildenafila, há no mercado outros medicamentos registrados pela Anvisa com princípios ativos diferentes e a mesma finalidade como os fármacos de tadalafila, vardenafila, e carbonato de lodenafila.

Segundo Carlos da Ros, os homens mudaram de atitude após a venda desses medicamentos. “O tabu era muito forte, uma coisa cultural. Era muito difícil os pacientes chegarem no consultório e dizer ‘estou impotente’. Esse tabu caiu por água baixo. Isso fez com que os homens ficassem mais tranquilos e logo depois do aperto de mão na consulta dissessem: ‘olha meu problema é sexual’”.

“Não tem que ter vergonha em absoluto”, testemunha o funcionário público aposentado Cruz de Almeida, 68 anos, que prefere ser identificado sem o prenome. “A tendência é conversar melhor cada dia. Até recentemente as pessoas costumavam esconder. Escondendo as coisas você não vai ter um tratamento adequado”, opina Almeida que toma 10 miligramas diárias de tadalafil.

O médico Lucio Flavio Gonzaga Silva calcula que por ano um milhão de homens passem a ter que consumir medicamentos contra a disfunção erétil. De acordo com nota do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo, o Sindusfarma, entre novembro de 2017 e outubro de 2018, foram vendidos 68,32 milhões de comprimidos contra impotência sexual.

Conforme dados auditados pela consultoria IVQVIA, nesse período as vendas desses medicamentos somaram R$ 560 milhões. O valor equivale a uma participação de 0,91% no mercado total de remédios no país.

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