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Economia

Receita registra recorde na apreensão de contrabando em 2018

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Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil  

Brasília – A Receita Federal fez apreensão recorde de mercadorias que seriam contrabandeadas para o Brasil. Em 2018, as apreensões chegaram ao valor de R$ 3,155 bilhões, com aumento de 40,2% em relação a 2017. As apreensões ocorreram nas aduanas de portos, aeroportos e unidades de fronteira terrestre.

Entre os produtos estão cigarros, roupas, calçados, eletrônicos, brinquedos, medicamentos, entre outros. Segundo a Receita Federal, a maioria das mercadorias, cerca de 45% são cigarros. Em 2018, foram 276 milhões de maços de cigarros, acima dos 218 milhões de maços registrados em 2017.

O coordenador-geral de Combate ao Contrabando e ao Descaminho da Receita, Arthur Cezar Cazella, disse que o trabalho da Receita incorpora as ações de inteligência, uso de cães de faro, scanners e sobrevoos com uso de câmeras térmicas nos portos. “Há todo um cabedal de instrumentos utilizados e isso vai evoluindo com o tempo, até pela melhoria da tecnologia”, disse Cazella.

O subsecretário de Administração Aduaneira da Receita Federal, Marcus Vinícius Vidal Pontes, destacou a atuação do Centro de Gerenciamento de Riscos, para prevenir o contrabando, e ação conjunta com outros órgãos, como a Polícia Federal.

A Receita também registrou a apreensão 31.449 kg de cocaína,7.936 kg de maconha, 187 kg de crack, e 38 kg sintéticas, em 2018.

Controle de viajantes

Em 2018, a Receita Federal reteve R$ 115,972 milhões em mercadorias de passageiros vindos do exterior, em aeroportos, no Brasil. Em 2017, esse valor ficou em R$ 70,779 milhões.

Segundo a Receita, os produtos foram apreendidos por terem a entrada proibida no Brasil ou por terem destinação comercial e não pessoal, devido à quantidade trazida pelo viajante.

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Economia

Bolsa encosta em 100 mil pontos e fecha em nível recorde

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Dólar caiu para R$ 3,792, menor valor em duas semanas

Por Wellton Máximo / Agência Brasil 

 Brasília- Em um dia de otimismo no mercado financeiro, a bolsa de valores bateu recorde e encostou em 100 mil pontos. O dólar caiu para o menor valor em duas semanas. O indicador Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou esta segunda-feira (18) em 99.994 pontos, com alta de 0,86%. Durante a tarde, o indicador chegou a superar os 100 mil pontos, cedendo nos momentos finais de negociação.

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou vendido a R$ 3,792, com recuo de R$ 0,029 (-0,76%. Em queda pela segunda sessão consecutiva, a divisa está no valor mais baixo desde 1º de março, quando tinha encerrado em R$ 3,78.

Bovespa-Reuters

Bovespa bate recorde – Reuters/Direitos Reservados

Esta semana é marcada por decisões importantes na economia, tanto no cenário interno como no exterior. No Brasil, o governo entregará, na quarta-feira (20), a proposta de reforma nas aposentadorias e pensões dos militares. Também nesta semana, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados começa a discutir a reforma da Previdência.

O Comitê de Política Econômica do Banco Central (Copom) decide, também na quarta-feira, a taxa Selic (juros básicos da economia). Essa será a primeira reunião coordenada pelo novo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Também na quarta, o Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, decide os juros da maior economia do mundo.

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Economia

Presidente da Embraer deixará cargo em 22 de abril, confirma empresa

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Comunicado foi divulgado hoje para investidores

Agência Brasil  

Brasília – A Embraer informou hoje (18), por meio de comunicado, que o atual presidente da companhia, Paulo Cesar de Souza e Silva, deixará o cargo no dia 22 de abril, quando termina seu mandato. De acordo com o documento, a empresa irá anunciar o sucessor até o encerramento das atividades do CEO.

“O futuro Presidente e CEO será anunciado até 22 de abril”, diz o comunicado.

Segundo a nota da Embraer, Paulo Cesar foi convidado para ser consultor sênior do Conselho de Administração da Companhia, com a incumbência de facilitar a integração do novo diretor presidente, bem como assessorar o Conselho de Administração até o fechamento da operação com a Boeing.

Embraer 190

Em comunicado, a Embraer informa que até 22 de abril será escolhido o novo presidente da empresa – Antonio Milena/Arquivo Abr

O comunicado é assinado por Nelson Krahenbuhl Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores.

O texto da Embraer foi publicado na página da B3.

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Economia

Multinacionais trazem R$ 120 bilhões em empréstimos para filiais no Brasil

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No ano passado, montante de dinheiro que veio do exterior para ajudar empresas, conhecido como empréstimo intercompanhia, saltou de US$ 6,2 bi, em 2017, para US$ 32,3 bi; dois terços dos recursos vieram para o setor industrial

Douglas Gavras/ O Estado de S.Paulo
 

São Paulo – As dificuldades enfrentadas pela economia brasileira fizeram com que as multinacionais tivessem de se valer, no ano passado, de um “socorro” bilionário das suas matrizes (ou das filiais de empresas do Brasil no exterior). Em 2018, o dinheiro que veio de fora para ajudar as empresas, o chamado empréstimo intercompanhia, quintuplicou: foi de US$ 6,2 bilhões, em 2017, para US$ 32,3 bilhões (R$ 123,40 bilhões).

Esse tipo de empréstimo costuma aumentar em momentos em que é preciso ajudar uma empresa em dificuldades ou quando as companhias precisam ter acesso a crédito mais barato para se prepararem para uma oportunidade de investimento.

Os dados de 2018 do Investimento Direto no País (IDP), do Banco Central, apontam que a entrada maior desses recursos no ano passado foi impulsionada pelo “socorro” às empresas, segundo analistas. Isso aconteceu, principalmente, pelas que a indústria e o setor de serviços enfrentam, com a lenta recuperação do País e a demanda interna reprimida.

Banco CentralDados do BC apontam que entrada maior de recursos foi impulsionada pelo ‘socorro’ às empresas. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Nesse período, enquanto o empréstimo intercompanhia crescia, a participação no capital — os recursos que incluem compras, fusões ou expansão de empresas no Brasil — caiu 12,5%, indo de US$ 64 bilhões para US$ 56 bilhões em um ano. “Os investimentos estrangeiros em participação de capital das empresas são, no fim das contas, aportes em produção. Ainda que esse aumento não se efetive, o investidor faz um aporte em expansão ou fusão de uma companhia para que a produção cresça’, avalia Fábio Silveira, da consultoria Macrosector.

“A operação intercompanhia pode crescer tanto em momentos de crise quanto de bonança na economia. Antes da recessão, os juros no Brasil estavam elevados e as empresas tomaram crédito mais barato lá fora para crescer. Nos últimos anos, se percebe um movimento de entrada de recursos maior para manter o que já está instalado no País do que para novos projetos”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas (Sobeet), Luis Afonso Lima.

Ele lembra que a crise e a necessidade de reposicionamento de mercado ajudam a explicar a redução da atividade de algumas empresas estrangeiras no Brasil, com parte delas até deixando o País. Recentemente, a rede de farmácias norte-americana CVS e a varejista francesa Fnac deixaram o mercado nacional e a rede americana Walmart vendeu 80% dos seus negócios no Brasil.

Afetada pelo desaquecimento do mercado e ainda tendo de lidar com a alta ociosidade, a indústria recebeu mais de dois terços dos recursos vindos de operações intercompanhia em 2018. A indústria geralmente é o principal destino desse dinheiro, seguida pelo setor de serviços, mas o seu peso nos empréstimos era menor.

“As empresas internacionais não estão desistindo do Brasil, mas o investidor estrangeiro trabalha com um sinal amarelo”, diz o economista Mauro Rochlin, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

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