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Reciclagem de eletrônicos é cada vez mais necessária

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Foto: Reprodução /Fonte: Olhar Digital

Como já é tradicional em dias comemorativos, o doodle de hoje do Google homenageia nosso planeta neste Dia da Terra (22 de abril). A pequena animação mostra parte da diversidade encontrada por aqui — e que é ameaçada diariamente pelo descarte incorreto de todo tipo de lixo.

Um dos grandes males atuais são os resíduos tecnológicos. Pare para pensar: quantos celulares você já teve? E o que fez com eles quando deixou de usá-los? É comum que as pessoas doem ou vendam seus aparelhos antigos — e aí entram não apenas os smartphones, mas os computadores, as TVs e muitos outros equipamentos —, mas há uma parcela deles que acaba esquecida em uma gaveta ou é depositada na lata de lixo mais próxima.

Apenas para se ter uma ideia, um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que, em 2016, foram criadas 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico no mundo. Desse total, apenas 20% (ou seja, 8,9 milhões de toneladas) foram reciclados.

Companhias ainda engatinham na reciclagem

Muitas empresas de tecnologia já investem em programas de reciclagem e logística reversa para garantir que seus produtos tenham a destinação correta quando chegarem ao fim de suas vidas úteis. Mesmo assim, ainda falta muito para uma conscientização verdadeiramente ampla sobre o assunto.

Uma das mais empenhadas é a Apple. Parte de seu esforço para cuidar disso está em um laboratório em Austin, no Texas (EUA), que pesquisa sobre novas formas de reciclagem de eletrônicos. E o lugar é quase secreto: não tem placas de identificação, o estacionamento passa boa parte do tempo vazio — diferentemente de seu endereço em Cupertino, no Vale do Silício, que está sempre bastante movimentado — e a porta de entrada é pouco notável.

Quem entra no galpão de mais de 800m², porém, se depara com a robô Daisy. Com 10m de comprimento, ela tem cinco braços automatizados que são capazes de desconstruir qualquer um dos modelos de iPhone lançados desde 2012 (do 5 ao XS): eles retiram tela, bateria, parafusos, sensores, placa lógica e demais componentes. E fazem isso rapidamente: são 200 dispositivos desmontados por hora.

A Daisy é a segunda geração de robôs recicladores da Apple. O modelo anterior se chamava Liam e separava itens apenas do iPhone 6. O foco nos smartphones é proposital: além de serem difíceis de reciclar, foram comercializadas centenas de milhões deles — para se ter ideia, só no ano passado, a empresa vendeu cerca de 218 milhões de unidades.

Isso quer dizer que, ainda neste ano, a fabricante deve ultrapassar a marca de 1,5 bilhão de aparelhos vendidos desde que o primeiro deles foi lançado, há pouco mais de uma década. Assim, a Apple se tornou uma das companhias mais valiosas do mundo — o custo para o planeta, entretanto, é bastante alto. Por isso, no futuro, a ideia é que o laboratório passe a reciclar iPads, Macs e até AirPods.

A Daisy já trabalha na Apple há um ano e, agora, a organização quer compartilhar o aprendizado obtido com ela. Dessa forma, quer tornar a reciclagem de eletrônicos melhor em diferentes companhias ao redor do mundo. Afinal, a Apple não esconde seu objetivo de usar materiais reciclados na confecção de todos os seus produtos.

O robô foi construído para desmontar os aparelhos que não vale mais a pena reformar — a Apple costuma renovar aparelhos antigos, mas em um determinado ponto do ciclo de vida deles, fica muito caro e deixa de ser viável fazê-lo. Então, a Daisy entra em ação para extrair os elementos e transformá-los em material bruto que possa ser usado em aparelhos novos. No ano passado, dos cerca de 9 milhões de iPhones recebidos pela Apple, 7,8 milhões foram renovados e enviados para novos usuários, enquanto 1,2 milhão foram tratados pela Daisy.

Know-how pode ser usado para ajudar

Infelizmente, a reciclagem de outros equipamentos é feita de forma diferente. Os aparelhos são quebrados para que seus componentes internos sejam expostos. Com isso, é comum que os elementos sejam misturados e, em geral, sua reciclagem acabe prejudicada. Isso sem contar os resíduos produzidos nessa tentativa de descartar o lixo eletrônico.

Com o conhecimento trazido pela Daisy, a Apple quer ajudar outras organizações nesse sentido. A ideia é mostrar como separar os componentes de forma mais eficiente e ajudar as companhias a coletar os materiais que têm valor.

A indústria de tecnologia em geral representa um custo alto para a sociedade. São muitas toneladas de alumínio, cobalto, cobre, vidro, ouro, lítio, papel, plástico, aço, tântalo, estanho, tungstênio, zinco e outros materiais que são derretidos, fundidos, comprimidos e polidos para se transformar em produtos.

O upgrade de equipamentos é incentivado continuamente pela indústria de tecnologia — que, muitas vezes, aposta na obsolescência programada para continuar a vender aparelhos. Alguns desses componentes devem estar ainda disponíveis nos próximos 50 anos, mas depois será difícil encontrá-los para produzir outros dispositivos.

Um iPhone, por exemplo, tem mais de 100 elementos diferentes. A ideia da Apple é fazê-los retornar à cadeia produtiva — com base no conceito de economia circular. Para isso, é preciso que os clientes retornem os produtos à marca quando quiserem substituí-los: campanhas que oferecem descontos em troca de aparelhos usados são cada vez mais frequentes.

A ideia é criar um círculo virtuoso de reciclagem. E aí vale tanto reformar modelos para que sejam usados por outros clientes quanto extrair componentes internos e reciclá-los para que sejam usados em novos produtos.

Um dos processos já em funcionamento usa as baterias removidas dos iPhones pela Daisy: elas são enviadas para um reciclador que usa o cobalto que existe em seu interior para fazer novas baterias para dispositivos da Apple. Além disso, todo o estanho usado nas placas lógicas de 11 produtos da empresa é reciclado, assim como o alumínio da carcaça dos MacBook Air.

Outras iniciativas em andamento

Além da Apple, outras marcas já buscam aproveitar itens reciclados. A Lenovo, por exemplo, maior fabricante de computadores do mundo, informa que, como parte de sua política de responsabilidade social, tem usado cada vez mais plástico reciclado em sua linha de equipamentos.

A HP, que detém o segundo lugar no ranking de fabricantes de computadores, não usa mais papel de reflorestamento e tem produtos feitos de plástico reciclado. Já a Dell, terceira maior fabricante de computadores do mercado, usa plástico retirado dos oceanos em suas embalagens. Além disso, a companhia pratica uma política de recolhimentode seus equipamentos para fazer a reciclagem adequada.

Maior fabricante de celulares do mundo, a Samsung diz que recuperou 2,64 milhões de toneladas de produtos para serem reciclados entre 2009 e 2016. A companhia acredita que o conceito de economia circular é essencial nesse processo. Apesar de todos os esforços que as empresas garantem que fazem, elas em geral são acusadas de não se importarem com a logística reversa de seus equipamentos.

Concorrente direta da Samsung, a chinesa Huawei tem trabalhado para incentivar justamente a logística reversa: entre 2017 e março de 2019, mais de 850 toneladas de equipamentos da marca foram reaproveitadas só no Brasil. A reciclagem é feita na fábrica da empresa em Sorocaba, em parceria com o Grupo Reciclo.

Enquanto materiais básicos (como metais, madeira e plástico) são enviados para recicladoras, placas eletrônicas e outros componentes vão para países com experiência em separar metais preciosos (ouro, prata, paládio e cobre). Dos itens reaproveitados nesse período, os destaques são os eletrônicos (42 toneladas), os cabos (37 toneladas) e as baterias de chumbo (outras 37 toneladas).

A Huawei é outra que aposta na economia circular: a ideia é que todos os recursos sejam reutilizados de modo a maximizar o valor do produto e reduzir o consumo e o desperdício, bem como o impacto no meio ambiente. Para isso, a empresa atingiu, em 2017, 705 postos de reciclagem em 36 países e regiões ao redor do mundo.

Uma boa ideia para o futuro pode ser o aluguel de dispositivos. Assim, a cada novo lançamento, o cliente devolveria o aparelho antigo e pegaria um novo. Isso garante que os dispositivos sejam enviados para renovação ou reciclagem — conforme o caso — e a produção de lixo seja drasticamente diminuída.

Enquanto isso, cada um de nós pode fazer sua parte: vale a pena procurar informações sobre os programas de reciclagem das marcas dos produtos que se tem em casa. E se elas não tiverem uma política nesse sentido, existem organizações especializadas nisso. Assim, evitamos sobrecarregar o meio ambiente.

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Bolsonaro decide, finalmente, usar celulares criptografados da Abin

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Foto: Reprodução / Via: O Globo

No início do ano, foi amplamente divulgado que o presidente da República, Jair Bolsonaro, usava seu celular privado para trocar mensagens com os membros do governo via WhatsApp. Falou-se muito sobre a polêmica, mas pouco se fez. Agora, depois dos supostos vazamentos dos diálogos do então Ministro da Justiça, Sérgio Moro, e do possível hacking de outros membros do Legislativo brasileiro, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e seus celulares criptografados entrarão em ação… finalmente.

Uma das funções da equipe da Abin é desenvolver mecanismos de proteção e criptografia com o objetivo de proteger as comunicações do presidente e de ministros de Estado. Logo, se o ministro Moro estivesse usando um dos aparelhos da Abin desde o início do seu mandato, talvez, este suposto vazamento não teria acontecido. Digo suposto, pois, em nenhum momento o canal que vazou os diálogos, o The Intercept Brasil, afirmou que as informações tenham sido fruto de um hackeamento, isso nas palavras do editor-chefe, Glenn Greenwald.

Com a adesão dos celulares da Abin, tanto o presidente da república quanto integrantes do Executivo passarão a tratar assuntos sigilosos apenas através de aparelhos criptografados, ou seja com uma tecnologia que protege os dados destes dispositivos.

Contudo, como informado ao jornal O Globo, os telefones desenvolvidos pela Abin não permitem a instalação de WhatsApp, Telegram e redes sociais. Logo, quem não vai ficar muito contente com isso é o presidente Bolsonaro, que utiliza este tipo de aplicativo para se comunicar com a população.

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Telegram tem fama de seguro, mas é o mais vulnerável

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Foto: Reprodução / Fonte: Portal Terra

Usado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, e os procuradores do Ministério Público Federal da Operação Lava Jato, segundo o site The Intercept Brasil, o aplicativo de mensagens Telegram tem fama de ser mais seguro que rivais como o WhatsApp, mas é mais vulnerável que eles.

Ao contrário do concorrente, o Telegram não utiliza criptografia de ponta a ponta por padrão. Isso permite que mensagens enviadas pelo app possam ser interpretadas corretamente ao serem interceptadas quando circulam pela infraestrutura da internet. O aplicativo russo até tem uma função que aplica o uso de criptografia, o Chat Secreto, mas esta deve ser ativada pelos participantes da conversa para ser utilizada.

Quando a criptografia de ponta a ponta está ativada, como acontece no WhatsApp, apenas o emissor e o receptor da mensagem têm acesso ao seu conteúdo. Isso porque só as duas pontas da comunicação (daí o nome da tecnologia) têm acesso a uma chave que decifra as informações, que trafegam “embaralhadas” pela internet. Assim, mesmo se forem interceptadas, as mensagens não podem ser decodificadas por hackers.

É um recurso que nem sempre esteve disponível no WhatsApp – o app só implementou essa função em 2016, bem na época em que sofreu diversos bloqueios judiciais aqui no Brasil. A tecnologia é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo em que resguarda o sigilo das conversas dos usuários, também explica por que é difícil identificar quem espalha notícias falsas pelo aplicativo.

Foi também nessa época que o Telegram se tornou conhecido no Brasil – em dias de bloqueios ao WhatsApp, chegou a ganhar milhões de usuários no País. Hoje, o serviço russo tem 200 milhões de usuários no mundo – muitos deles, seduzidos pela imagem de um serviço mais seguro que o rival. Isso fazia sentido lá atrás, mas não hoje.

O Telegram tem ainda diversas funções que sacrificam a segurança do usuário em troca de conveniência – como a que permite que seus usuários façam proveito do app em qualquer plataforma, sem depender de ter seu telefone celular por perto. Para isso, o Telegram armazena um histórico de mensagens na internet – e não no aparelho do usuário. Uma hipótese provável, considerando isso, é a de que o hacker teve acesso a uma das contas envolvidas na conversa e baixou o histórico de mensagens.

Além disso, o Telegram só apaga mensagens se a conta não for acessada pelo usuário por pelo menos seis meses.

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WhatsApp vai levar à Justiça casos de mensagens em massa

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Foto: Reprodução / *Folhapress

O WhatsApp informou que vai levar à Justiça casos de violação dos termos de serviços da plataforma com práticas abusivas, como envio de mensagens em massa ou automatizadas. A informação foi publicada em um comunicado na página da empresa.

Segundo a nota, o texto serve como aviso de que a empresa passará a tomar as medidas legais a partir do dia 7 de dezembro de 2019 contra as ocorrências, mesmo que as informações obtidas sobra as violações vierem de fora da plataforma, como anúncios de empresa que dizem ter a habilidade de fazer os disparos.

Se as atividades forem detectadas pela tecnologia da plataforma, a empresa diz que as medidas podem ser tomadas antes dessa data.

– Este é um desafio que requer uma abordagem holística. O WhatsApp está comprometido a utilizar todos os recursos à disposição dele, incluindo processar, se necessário for, para evitar abusos contra nossos termos de serviço, como o envio de mensagens em massa ou utilização comercial – diz um trecho do comunicado.

 

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