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MEDICINA & SAÚDE

Regional do Marajó garante atendimento assistência de alta complexidade às grávidas e recém nascidos

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Pará

“Não é meu primeiro filho, mas me trataram como se fosse. Tive toda orientação e acompanhamento. Eu agradeço muito esse cuidado. Aqui ensinam como amamentar o bebê de forma correta, como segurar o meu filho, qual a melhor posição para o aleitamento, massagens nas mamas. Tudo é essencial”. O depoimento é da dona de casa Maria das Graças Marcolino dos Santos, 41 anos, que foi encaminhada em junho para  acompanhamento e realização do parto, semana passada, no Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), em Breves, que preparou uma vasta programação de educação em saúde para celebrar o “Agosto Dourado” em apoio e promoção a amamentação.

Essas ações fazem parte das metas do atendimento na maternidade do HRPM, que possui o “Espaço Gestante”, para atender as grávidas desde o pré-natal, até seu parto e acompanhamento da mãe e do puerpério, que inclui o estímulo a amamentação exclusiva até os seis meses do bebê e o seu desenvolvimento ao longo da assistência.

A jovem Alriane Romão do Anjos, 24, faz parte do grupo de mulheres atendidas pelo Espaço Gestante. Ela foi encaminhada para realização do parto de seus filhos gêmeos no HRPM. Com fortes dores, ela deu entrada no hospital no início deste mês. Com graves complicações, após o parto ela foi encaminhada para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de onde saiu no dia 6, e já teve alta clínica no final de semana passado.

Mãe de primeira viagem, ela admite que tem muitas dúvidas. “Todos me ajudaram a como segurar meu bebê, a maneira correta, benefícios do aleitamento, alimentação adequada para minha saúde. Tenho toda orientação e apoio aqui”.

Com assistência de média e alta complexidade, o HRPM assegura às gestantes marajoaras um parto mais seguro e um atendimento de qualidade também ao bebê. De acordo com a enfermeira obstétrica, Leydy Ellen Teixeira, que atua no “Espaço Gestante”, todas mães, de primeira viagem ou não, devem receber o devido apoio na prática à amamentação. “Este ano, a campanha tem como principal protagonista o pai para apoiar e estimular a mulher. O apoio da família, no ambiente de trabalho, dos amigos e da assistência do Município e do Estado também são fundamentais”, pontuou ao ressaltar que o respeito à mãe é fundamental no processo que vai desde a concepção do bebê até o acompanhamento de seu desenvolvimento.

“A amamentação é fundamental, mas não é um mar de rosas. Às vezes a mãe tem algumas dificuldades como o mamilo invertido, principalmente mães de primeira viagem. O pai tem que acolher a mulher. O descanso é necessário para produção do leite. Ela precisa manter uma alimentação balanceada e rica em nutrientes e proteínas como, carne, frango, peixe, verduras e frutas”, alerta a profissional do HRPM.

Durante o aleitamento, Leyde ressalta que a mãe deve encontrar uma posição confortável para ela e o bebê, que deve ficar encostado ao seu corpo. “Devemos também respeitar a vontade da criança porque ela não procura o seio apenas porque está com fome, mas pode ser sede ou em busca de aconchego da mãe”.

Garantir às gestantes marajoaras um pré-natal de qualidade, um parto mais seguro e um puerpério saudável são algumas das metas do atendimento na maternidade do Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), em Breves, no sudoeste do arquipélago marajoara, que oferece assistência de alta complexidade às gestantes de alto risco.

No primeiro semestre deste ano, o hospital realizou 256 partos (entre cesários e naturais), cerca de 1,2 mil consultas em obstetrícia, 1.161 consultas ambulatoriais em pediatria e 292 internações na pediatria de bebês usuários vinculados ao 8º Centro Regional de Saúde (8° CRS), composto pelos municípios de Breves, Portel, Melgaço, Curralinho, Gurupá e Anajás. Nesse mesmo período, foram efetivadas 2.086 consultas de pré-natal.

Espaço Gestante – Durante o pré-natal, as usuárias têm o acompanhamento de uma equipe multiprofissional composta por obstetra, enfermeira, nutricionista, fonoaudiólogo, assistente social, fisioterapeuta e psicologia, em um espaço que garanta segurança e conforto que dispõem de atendimento ambulatorial em pediatria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Pediátrica, em um total de 10 leitos dos 70 disponíveis.

Além da estrutura hospitalar e seus serviços, o atendimento das usuárias conta com o Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno Exclusivo (Gaame), responsável pelo desenvolvimento de várias atividades de educação em saúde às gestantes, entre elas, palestras, orientações sobre a amamentação, trabalho de parto e informações sobre o funcionamento do hospital no acolhimento das mesmas, no “Espaço da Gestante”.

Histórico do Agosto Dourado – É uma campanha mundial promovida pela Aliança Mundial de Ação ao Aleitamento Materno, a Organização Mundial de Saúde e o Fundo das Nações Unidas pela Infância, promovida em mais de 70 países com o objetivo de conscientizar os pais, a família e sociedade quanto ao apoio a prática de aleitamento materno, principalmente as mães, até os seis meses de vida e complementar até os dois anos de idade.

Estrutura hospitalar – O hospital oferece clínicas integradas com as especialidades de obstetrícia, cirurgia, ortopedia, oftalmologia, cardiologia, pediatria, clínica médica, anestesia, terapia intensiva, além de exames laboratoriais por imagem e métodos gráficos.

Há ainda  centro cirúrgico e obstétrico com três salas cirúrgicas, uma para reanimação, ambiente de pós-operatório e uma sala pré-operatório, além de uma unidade de ambulatório com cinco consultórios.

Serviço – A unidade do Governo do Estado oferece atendimento ambulatorial de segunda a sexta-feira, de 7h às 18h, e está localizada na Avenida Rio Branco, 1.266, Centro. Mais informações: (91) 3783-2140/ 2127.

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Uso de celular com cabeça inclinada pode causar lesão na cervical

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que pelo menos 37% da população brasileira, cerca de 60 milhões de pessoas, convivem com a dor gerada pela má postura ao manusear os smartphones. O número já é mais do que a média mundial que é de 35%.

Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os celulares ativos já somam 230 milhões no Brasil, um crescimento de 10 milhões em comparação com 2018 .O Brasil tem mais dispositivos digitais do que brasileiros, uma média de dois smartphones, notebooks, computadores ou tablets por habitante.

Por isso, profissionais da saúde estão alertando os usuários com relação à postura ao utilizar os aparelhos. Se não for corrigida, pode gerar dor crônica e lesões que podem até precisar de cirurgia.

A ortopedista do Grupo Notedrame Intermédica, Liége Mentz-Rosano, explicou que o uso do celular faz com que a pessoa fique em uma posição viciosa, levando o pescoço a fazer uma flexão, que eleva o peso carregado pela região.

“Quando ficamos em uma posição neutra de zero graus, é exercida uma força de cinco quilos. À medida em que vamos dobrando o pescoço e fazendo uma curva, o ângulo aumenta e a pressão exercida ao chegar em 30 graus será de 18 quilos. Aos 60 graus, chega em 30 quilos”, destacou.

Segundo Liège, isso leva à sobrecarga nos discos, que são como borrachinhas entre cada vértebra, que servem como amortecedores para evitar lesões quando são feitos movimento de impacto, além de serem fundamentais para a mobilidade.

“Essas lesões causadas pelo uso excessivo do celular podem levar à degeneração do disco, que vai formando uma barriga, que nada mais é do que a hérnia de disco. Essas hérnias podem resultar na compressão dos nervos, ocasionando perda de força, formigamento braços, artrose precoce nas pessoas mais jovens, degeneração não só no disco, mas na parte óssea”, disse Liége.

A médica explicou ainda que muitas vezes as lesões da cervical podem levar o indivíduo a sentir dores fortes de cabeça, sem associar os fatos. “Muitas vezes as pessoas têm dor de cabeça e não sabem que é do pescoço. Temos inclusive, visto um aumento grande na incidência de pessoas mais jovens, adolescentes, jovens adultos e até crianças que relatam dor no pescoço e dores de cabeça por conta da lesão.”

Prevenção

Liége reforçou que a prevenção é a melhor forma para evitar esses problemas. Além de manter a postura correta ao manusear o celular, levando-o a uma posição neutra em que se consiga olhar discretamente para baixo, utilizar apoios, ou transferir os aplicativos possíveis para o computador, é preciso fazer exercícios de fortalecimento e alongamento de uma a mais vezes por dia. “Quando fortalecemos a musculatura anterior e posterior, fortalecemos as estruturas do pescoço. Isso protege e ajuda na correção postural.”

De acordo com o responsável técnico de hospital Anderson Benine Belezia, há diferentes métodos de imagem para avaliar a coluna cervical. O primeiro é uma radiografia simples da região, exame simples pelo qual é possível avaliar as estruturas ósseas e ver sinais que podem sugerir problemas no disco intervertebral. O segundo é uma tomografia computadorizada, que tem a maior capacidade de avaliação das estruturas ósseas. Já o terceiro, a ressonância magnética é o que tem melhor capacidade de avaliação de danos nos discos interverterias (hérnias principalmente), podendo avaliar eventuais compressões nervosas e da medula com maior precisão que outros métodos.

“Nos três exames, o médico radiologista avalia as alterações presentes ou não, correlacionando com os dados clínicos informados pelo médico solicitante ou pelo próprio paciente, e fornece uma descrição detalhada dos achados de imagem que poderão nortear o tratamento e manejo clínico ou cirúrgico do paciente”, explicou Belezia.

A nutricionista Jessica Ramos contou que tem o hábito de utilizar o celular de 12  a 15 horas por dia. Foi depois de concluir seu mestrado – momento em que teve mais tempo para ficar no celular – que começou a sentir mais dores no pescoço, irradiando para o ombro e braço. “Até meus dedos doem ao digitar. Eu acredito que esteja associado ao uso excessivo do celular. A médica me pediu para fazer alguns exames e me passou medicações leves. Agora estou tomando mais cuidado com a postura, tentando usar o fone de ouvido nas ligações e quando mando mensagem colocar a postura mais ereta possível”, disse.

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Sespa iniciará vacinação contra sarampo em crianças menores de um ano

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Pará

Em atendimento à orientação do Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), em conjunto com secretarias Municipais de Saúde, iniciará nesta quinta-feira (22), como medida preventiva, a vacinação de crianças de seis meses a menores de um ano de idade, faixa etária mais suscetível a casos graves e óbitos em função da doença.

Essa dose de vacina é denominada tecnicamente de “dose zero”. Não substitui e nem será considerada válida para o calendário nacional de vacinação da criança. Além da dose que será aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar as crianças para tomar a vacina tríplice viral aos 12 meses  (1ª dose) e a vacina tetra viral (ou tríplice viral) mais varicela aos 15 meses (2ª dose), respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

O calendário vacinal prevê a primeira dose da tríplice viral (sarampo, rubéola, caxumba) aos 12 meses, e a dose de reforço aos 15 meses. Sendo assim, as crianças vacinadas nessa intensificação deverão voltar à unidade de saúde para cumprir o calendário vacinal.

Segundo o secretário de Estado de Saúde Pública, Alberto Beltrame, a intensificação que começa na quinta-feira é uma medida preventiva para evitar que o sarampo chegue ao Pará. “O que estamos fazendo aqui é proteger o Pará da chegada de um possível surto de sarampo, considerando o deslocamento de pessoas vindas de estados em que a circulação do vírus do sarampo está ativa, como é o caso de São Paulo”, frisou o secretário.

Ele ressaltou que o sarampo é uma doença grave, que pode matar, mas tem na vacinação a única forma de ser evitada. “Então, não dê ouvidos às fake news que dizem que a vacina tem problemas ou que causa danos futuros às crianças. Isso é absolutamente falso. A vacina que está sendo utilizada no Brasil é totalmente segura e gratuita. Não deixe de fazer esse ato de carinho e de amor aos seus filhos, vacinando-os e os protegendo do sarampo”, alertou o titular da Sespa.

Casos – De acordo com o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, o Brasil registrou, nos últimos três meses, 1.680 casos confirmados de sarampo, sendo que 99% dos casos estão em São Paulo. O Pará não tem caso confirmado desde o mês de maio. Até o momento, há registro de 53 casos confirmados da doença, especialmente no oeste do Estado, onde foi realizada campanha de vacinação de 10 de junho a 12 de julho, destinada aos jovens de 15 a 29 anos.

Atualmente, além de doses de vacina para a rotina, o Ministério da Saúde garante aos estados e municípios doses de vacina para ações de bloqueio, destinadas a uso em situação de casos suspeitos, além de doses adicionais para a faixa etária a ser atingida nessa nova medida preventiva.

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Saúde recomenda dose extra contra o sarampo em bebês menores de 1 ano

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde passou a recomendar a vacinação contra o sarampo em crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias para combater a disseminação do vírus no país. Nessa faixa etária, segundo a pasta, será ofertada uma dose complementar, chamada de dose zero, como já acontece em campanhas como a de combate à poliomielite. A orientação foi apresentada hoje (20) em entrevista coletiva na sede do órgão, em Brasília.

Entre 19 de maio e 10 de agosto deste ano, foram confirmados 1.680 casos de sarampo no Brasil, além de 7,5 mil casos em investigação. No período, de acordo com o ministério, não houve mortes confirmadas decorrentes da enfermidade.

Após um surto envolvendo estados da Região Norte no início do ano, um novo surto foi registrado no estado de São Paulo, que concentra, atualmente, 1.662 casos em 74 municípios – 98,5% do total de casos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com seis casos, e Pernambuco, com quatro. Com um caso estão Goiás, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Piauí.

A recomendação da vacinação adicional de crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias se deve ao fato deste ser o público com maior potencial de contágio. O coeficiente de incidência em bebês de até 1 ano é de 38,28 casos para cada grupo de 100 mil, enquanto a média de todas as faixas etárias ficou em 4,12. Normalmente, a imunização acontece por meio de duas doses, aos 12 meses e aos 15 meses de vida.

“Temos observado uma incidência elevada em menores de 1 ano. É fundamental estabelecermos estratégia diferenciada para essa faixa etária, olhar para as crianças menores de 1 ano com especial atenção”, declarou o secretário de vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.

Jovens adultos

Além dos bebês, outro público que preocupa o ministério é o de jovens adultos. A pasta destacou a necessidade de pessoas de 20 a 29 anos regularizarem a vacinação contra o sarampo – o grupo tem coeficiente de incidência de 9 casos para cada grupo de 100 mil, mais que o dobro da média nacional. A orientação vale especialmente para São Paulo, estado com muitos casos e alta densidade populacional.

De acordo com o ministério, pela rotina de imunização estabelecida, pessoas com até 29 anos devem já ter recebido duas doses contra o sarampo. Já quem tem entre 30 e 49 anos deve ter tomado pelo menos uma dose. O secretário ponderou, contudo, que não há necessidade de corrida aos postos de saúde e que a regularização pode ser feita tranquilamente.

Difícil controle

Questionado sobre as razões da propagação do sarampo no país, Oliveira argumentou que a natureza do vírus e de sua transmissão dificultam o controle, especialmente com um surto em uma região como o estado de São Paulo.

“O sarampo é doença de transmissão respiratória. É rastilho de pólvora. Para cada caso, podemos ter 18 pessoas infectadas. É extremamente complexa a contenção da situação viral, principalmente num estado com a densidade demográfica que São Paulo tem”, disse. Entre os principais obstáculos, segundo ele, estão a falta de imunização em adultos jovens e a dificuldade de conscientização desse público.

Estoque

O secretário relatou que já foram disponibilizadas 7,5 milhões de doses da vacina para o estado de São Paulo, além do apoio a campanhas de comunicação para sensibilizar os públicos mais afetados pelo vírus. Ele acrescentou que as vacinas adicionais para bebês devem totalizar cerca de 1,6 milhões de doses e que os estados estão abastecidos, mas que o governo está buscando um estoque complementar com fornecedores externos.

O representante do ministério apontou como problema a atuação de movimentos antivacina que, segundo ele, se alimentam de desinformação e notícias falsas para recusar a imunização necessária. O ministério disponibilizou uma seção em seu site para desmentir notícias falsas e oferecer outras informações.

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