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PARÁ

Represas da Vale no Pará são tão seguras quanto as de Mariana e Brumadinho

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População da APA do Gelado, em Parauapebas, está em pânico, com medo de viver a mesma tragédia que devastou as duas cidades de Minas

Carlos Mendes / Ver-o- Fato

País da impunidade e das tragédias anunciadas, o Brasil é piada mundo afora por não decorar lições mínimas de civilidade e respeito às pessoas, suas vidas e ao meio ambiente. Os crimes praticados em Brumadinho devem servir de exemplo ao Pará. Aqui é o filão mineral da Vale e é daqui que ela mais enche os cofres de dinheiro, exportando ferro, cobre e níquel. Mas será que o povo pode confiar na segurança das barragens de Carajás? É melhor desconfiar.

Exemplo: o medo domina 123 famílias que vivem e trabalham na Área de Proteção Ambiental (APA) do Gelado, a 60 km da cidade de Parauapebas, no sudeste paraense, onde a Vale mantém a barragem de seu projeto Salobo, de extração de cobre. Nessa área está uma das maiores barragens da empresa na região. Além das explosões diárias, para extração do cobre, os moradores reclamam da contaminação dos igarapés e da falta de água potável. A Vale diz que está tudo bem. O pessoal do ICMbio faz coro a favor da Vale. “É tudo mentira”, disse um morador ao blog Ver-o-Fato. 

As famílias da APA do Gelado andam apreensivas. O sr. Gervásio Gomes, que vive e trabalha numa fazenda a 500 metros da barragem da Vale, disse ao portal de notícias G1 estar “muito preocupado” que aconteça uma tragédia no local. “Se não tiver uma providência, eu vou pegar minhas coisas e sair daqui, porque se eu estou apreensivo, a minha mulher está mais”, afirmou. A Vale, em novembro passado, instalou sirenes em pontos estratégicos. É para alertar os moradores em caso de emergência. O que fazer se isso vier a ocorrer?

Corra para lugar alto 

Três meses atrás, a comunidade do Gelado participou de uma simulação sobre o que deveria fazer no caso do rompimento da barragem do Salobo. À falta de maiores opções para garantir vidas, a Vale aconselhou os moradores que se houvesse um acidente, o melhor que todos poderiam fazer era correr para um local alto e seguro. “Eu achei importante o que eles disseram, mas agora acabou, eu estou com medo. Nunca tive vontade de sair daqui, mas agora estou desesperada”, desabafou a agricultora Diosanta Vieira.

População acordou 

Não dá para esconder o temor de um grave acidente na região do Gelado. Quem vive próximo à barragem do Salobo sabe disso e não se ilude com promessas, como a agricultora Josely Cardos, para quem “é preciso retirar a comunidade da área”. Ela diz que esse é o pensamento da maioria das famílias. “É o que eu ouço do pessoal aqui, porque não tem como a gente prever se vai acontecer algo. O mais certo é tirar o pessoal daqui”, sustenta ela em declarações ao G1. A Vale, acusada de poluir as águas do Gelado, é obrigada a encarar a dura realidade. O vale de Carajás acordou.

Fiscalização débil 

Não se sabe o que é pior: a segurança alardeada pela Vale em suas 14 barragens em Carajás, ou a falta de fiscalização dos órgãos ambientais, ANM, Semas e Ibama, na região. A Vale sempre coordenou e direcionou os engenheiros e técnicos dos governos federal e estadual quanto ao trabalho de “fiscalização” de suas barragens.

Um técnico estatal que já participou de uma reunião na Vale, ano passado, relata que, de fato, não há qualquer fiscalização oficial. “É tudo para inglês ver, porque a Vale controla com mão de ferro os fiscais”. Do Ver-o-Fato, com informações do G1 Pará.

PARÁ

Governo quer dobrar transporte de cargas em ferrovias

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

Em mais uma rodada de encontros com empresários, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que o governo finalizou o planejamento e já está executando seu plano que pretende dobrar o percentual de cargas transportadas por trens no País, nos próximos oito anos. “O transporte de passageiros virá num segundo momento, de acordo com estudos de demanda e não por ‘achismos’”, garantiu.

Na palestra que proferiu para alguns dos maiores empresários do País, Gomes de Freitas disse que: “O transporte ferroviário no Brasil padece de muitas mazelas, dentro e fora das cidades. Mesmo nos maiores centros urbanos, há baixíssima cobertura geográfica de modalidades como o metrô e dos veículos leves sobre trilhos ou VLT. Fora dos municípios, a malha para o transporte de carga é ultrapassada e limitada. No setor de passageiros, quase inexistente”, criticou.

Estudo da Confederação Nacional da Indústria mostra que cerca de 30% dos trilhos no País estão inutilizados e que 23% não têm mais condições de operar. Dos 28 mil km da malha ferroviária nacional, 8,6 mil km não estão em uso.

Desde 2001, o fluxo transportado por trens teve crescimento médio anual de 3,8%, mas quase que exclusivamente em razão da expansão do transporte de minério de ferro.

No transporte inter-regional de passageiros, os dois únicos serviços regulares em operação (Vitória-Minas e Carajás) deslocam apenas 1,2 milhão de pessoas por ano. Como comparação, a norte-americana Amtrak atende 32 milhões.  

Entre seus maiores problemas em todas as regiões do País são projetos mal feitos, e fica evidente que quem planejou e projetou não pensava na integração. De fato, a linha de trem não chega aos terminais de aeroporto, nem às rodoviárias, obrigando os usuários, carregados de malas a tomarem um ônibus para completar o trajeto. Centenas de milhões de reais deverão ser gastos para reparar o imperdoável erro de concepção da maioria das grandes cidades.

Em Cuiabá (MT), outro exemplo de descaso é o abandono das obras do VLT que ligaria o centro da cidade ao Aeroporto Marechal Rondon. Prevista para terminar em 2014, a obra foi abandonada e, em seu percurso, restaram esqueletos e entulho que afugentaram o comércio e atrapalham o trânsito.

Em grave crise fiscal e com investimentos no mínimo histórico, o poder público no Brasil não pode mais se dar o luxo de tocar obras desse tipo, sem viabilidade financeira ou com projetos descabidos.

Cidades como Belém, por exemplo, a capital mais populosa do Norte, não consegue equacionar seus graves problemas de mobilidade urbana. O caos impera diariamente na Região Metropolitana, com uma malha de transporte público deficiente, com projetos de qualidade duvidosa e que se arrastam há anos para serem concluídos. O resultado reflete na balança comercial e no resultado do PIB do Estado que avança aos trancos e barrancos.

Cargas e depois passageiros

Tarcísio ainda disse que estão sendo buscadas soluções criativas para contornar a falta de recursos e tirar os projetos do papel. “Nós vamos fazer ativos sem depender de orçamento”, destacou.

Como exemplo, ele afirmou que parte da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, que deverá escoar a produção de grãos da região, deverá ser construída pela mineradora Vale como contrapartida pela renovação do contrato de concessão da Estrada de Ferro Vitória-Minas. “Aquela outorga que você ia pagar para o Tesouro, você vai construir uma ferrovia, vai me entregar o ativo pronto”, enfatizou Freitas sobre o acordo.

Novos modelos

O ministro comentou ainda que vão ser preparados os modelos de acordo para encerrar os contratos das concessionárias de estradas e aeroportos que enfrentam dificuldades financeiras.

“A gente tem que fechar com o mercado a metodologia para indenizar os investimentos não amortizados. A gente quer estabelecer acordos, e acordo tem que ser bom para todo mundo. Eu tenho que criar os incentivos para aquele concessionário aderir ao acordo”, disse o ministro a respeito da estratégia para romper os contratos antes do fim do prazo de vigência.

Entre as concessionárias que já demonstraram interesse em devolver os ativos está a administradora do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e da BR 040, que passa por Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais.

Segundo o ministro, as empresas apresentaram problemas tanto pelo modelo de licitação, como pelo envolvimento de alguns empreendedores em casos de corrupção descobertos pela Operação Lava Jato.

“Nós temos um problemaço para resolver, que são aquelas concessões que deram errado. Deram errado por problema de modelagem. Em algum momento, a ideologia substitui a aritmética. Quando isso acontece, as coisas não dão certo”, ressaltou.

A ideia é fazer aditivos nos contratos para manter as rodovias e aeroportos em bom estado e funcionando até que seja possível passar os ativos para outros empreendedores. “Manter esses ativos operando para que a gente consiga estruturar novas concessões, em novos parâmetros”, finalizou.

Reportagem: Val-André Mutran

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Compensação Financeira pela Exploração Mineral já caiu na conta das Prefeituras

Parauapebas e Canaã dos Carajás detêm as prefeituras que mais faturam com Cfem no Brasil.

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

Ele caiu. O royalty de mineração, que atende no jargão técnico sob alcunha de Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), foi repassado pela Agência Nacional de Mineração (ANM) aos entes titulares da produção de recursos minerais na madrugada na última quinta-feira (16) e já está livre e desimpedido na conta corrente do Banco do Brasil para uso dos ordenadores de despesa. A informação foi levantada pelo Blog do Zé Dudu.

Os valores a que os municípios fazem jus estão em linha com o que o Blog divulgou com exclusividade em 1º de janeiro (relembre aqui). Ao todo, 49 localidades paraenses produtoras de bens minerais ratearam este mês, em cotas distintas, uma fortuna de R$ 111,49 milhões. As prefeituras de Parauapebas (R$ 60,5 milhões), Canaã dos Carajás (R$ 33,05 milhões) e Marabá (R$ 6,42 milhões) lideram o faturamento de royalties, seguidas dos governos de Paragominas (R$ 2,35 milhões), Oriximiná (R$ 2,32 milhões), Terra Santa (R$ 2,2 milhões), Juruti (R$ 1,89 milhão) e Itaituba (R$ 1,62 milhão).

Pela lei, a Cfem não pode ser usada para pagamento de dívidas tampouco para liquidar despesa com pessoal. O resto pode, mas ainda assim os gestores têm imensa dificuldade em discriminar o que de fato é feito e onde são aplicados os recursos da compensação, já que não há fiscalização ou rigor fiscal quanto a isso. Atualmente maiores receptáculos de royalties de mineração do Brasil, os municípios paraenses estão entre os de pior qualidade de vida do país, mesmo com suas administrações encharcadas em muito dinheiro.

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Leilão do Ministério Público vai vender doze veículos

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Foto: Reprodução / Fonte: MPPA

A partir das 10h do dia 7 de fevereiro, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) promoverá um leilão de veículos automotores que não são mais utilizados pela instituição. Ao todo, serão leiloados doze automóveis, entre carros de passeio e caminhonetes. A alienação ocorrerá durante sessão pública e permite a participação de pessoas físicas e empresas que possuam CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou CNPJ (Cadastro de Pessoa Jurídica) ativos.

O leilão inclui automóveis em bom estado de conservação. São 2 veículos Frontier, 5 Ranger, 1 Uno Mille, 1 S10, 1 Gol, 1 Pálio e 1 Siena. Os interessados poderão verificar todas as informações sobre os veículos e as condições de cada um no edital nº 001/2019 que define todas as regras da alienação.

A venda dos veículos utilizará a modalidade de maior lance e ocorrerá em Belém, no auditório Nathanael Farias Leitão, localizado no edifício-sede do MPPA, no bairro Cidade Velha (Rua João Diogo, 100. Bairro Cidade Velha). Os bens serão vendidos no estado de conservação em que se encontram. A maioria dos veículos está regularizada nos órgãos de trânsito e não possuem multas.

Parte dos veículos podem ser avaliados pelos interessados em Belém até o dia 6 de fevereiro, das 8h às 12h e das 14h às 16h, de 2ª a 5ª feira; e de 8h às 12h às sextas-feiras, no estacionamento da Promotoria de Justiça de Tutela das Fundações Privadas, Associações de Interesse Social, Falência e Recuperação Judicial e Extrajudicial, situada à Avenida Dr. Freitas 2513, com a Avenida Almirante Barroso. Os demais podem ser visitados nas Promotorias do interior como consta no edital.

Com o leilão, o MPPA planeja reduzir consideravelmente os custos com a manutenção da frota própria de veículos. Há alguns anos o órgão adotou a estratégia de terceirizar o serviço de transporte, o que provocou a queda das despesas de conservação dos automóveis e aumentou a eficiência do serviço de condução de membros e servidores. Com a adoção desta estratégia, alguns automóveis ficaram ociosos, o que motivou a venda.

O valor arrecadado no leilão será destinando ao Fundo de Reaparelhamento do MPPA, que reúne recursos para reinvestir na própria instituição, especialmente na estrutura e na melhoria e expansão de serviços. O último leilão de veículos organizado pelo MPPA ocorreu em setembro de 2019.

Camionete Ranger é um dos veículos que será leiloado pelo MPPA

Quem pode participar

Pessoas físicas e jurídicas devidamente inscritas no CPF e no CNPJ podem participar do leilão. No dia do evento, os interessados em arrematar os automóveis deverão portar CPF, RG, declaração de vistoria dos produtos e atestado de concordância com o edital. Empresas deverão estar com registro comercial e CNPJ, dentre outros documentos. 

Não serão válidos os lances de empresas que estiverem em processo de recuperação judicial. As despesas de taxas, impostos, regularização, remoção, entre outros, ficam sob responsabilidade ganhador do maior lance.

Confira o Edital

Texto: Assessoria de Comunicação Social

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