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SAÚDE

Residente do Hospital Metropolitano de Belém é premiado em Congresso

O Programa de Residência Multiprofissional em Trauma, desenvolvido no Hospital Metropolitano, é a referência do trabalho de pesquisa premiado no 1º Congresso Paraense de Urgência e Emergência

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O Programa de Residência Multiprofissional em Trauma, executado pelo Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua (Região Metropolitana de Belém), recebeu Menção Honrosa pelo trabalho intitulado “Atuação do Fisioterapeuta na Parada Cardiorrespiratória: Uma Revisão de Literatura”, apresentado neste mês no 1º Congresso Paraense de Urgência e Emergência, na capital paraense.

A pesquisa desenvolvida pela fisioterapeuta residente Letícia Pereira, exposta em banner no evento, conquistou o 3º lugar. O trabalho aborda como o profissional de fisioterapia pode colaborar para um atendimento de emergência mais rápido e eficiente, contribuindo para a redução dos agravos e melhoria no quadro do paciente. “Ter este reconhecimento em um evento de Urgência e Emergência mostra que o objetivo foi alcançado, de apresentar a toda a comunidade assistencial que o fisioterapeuta é importante, e pode estar apto para atuar de forma eficaz neste processo”, ressaltou Letícia Pereira.

Literatura – Segundo ela, a ideia de desenvolver a pesquisa partiu da atuação nas salas amarela e vermelha do Pronto Atendimento do HMUE, onde os pacientes chegam em estado grave e toda a equipe multiprofissional é envolvida no atendimento. “Isto me motivou a fazer um levantamento bibliográfico na literatura científica, e pude constatar que ainda existem poucos estudos envolvendo o fisioterapeuta neste campo de atuação”, explicou.

Durante o levantamento, a residente verificou que a inserção do fisioterapeuta na Parada Cardiorrespiratória é recente, e que os próprios fisioterapeutas desconhecem as condutas adequadas em relação à frequência respiratória e a relação entre compressões torácicas e ventilação. “O sucesso da reanimação do paciente depende de uma sequência de procedimentos que não podem ser considerados isoladamente. Por isso, é importante a realização de treinamento da equipe multiprofissional e a comunicação entre a equipe para a organização, distribuição de funções e a resolubilidade da ocorrência”, complementou.

A Parada Cardiorrespiratória, por ser uma ocorrência inesperada, exige um atendimento rápido e organizado, no qual o fisioterapeuta deve auxiliar no cuidado com a via aérea do paciente, para mantê-la aberta; fazer massagens cardíacas alinhadas com a ventilação manual para bombear o coração corretamente e fazer a aspiração orotraqueal, a fim de auxiliar o médico. Esses procedimentos evitam a necessidade de suporte ventilatório invasivo ou minimizam o tempo do paciente em ventilação mecânica.

“Como benefício da inserção deste profissional no cenário do atendimento de urgência obtêm-se menores complicações, infecções, doenças ocasionadas pelos dispositivos invasivos, menor tempo de internação e um menor custo para os hospitais, sendo importante para o cenário da saúde pública”, reiterou Letícia Pereira.

Para Leonardo Ramos, coordenador de Ensino e Pesquisa do HMUE – unidade gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar -, pesquisas como a desenvolvida pela residente, alcançando o objetivo de publicações e congressos, reforça que o trabalho do departamento está no caminho certo. “Além de fazer ensino em serviço, que é o que a residência faz, transmitir esse conhecimento a partir de experiências e pesquisas realizadas dentro do Hospital também está entre as nossas missões”, disse o coordenador.

Lilianne Villacorta/ Agência Pará

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